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Bannon tinha um projeto para a Europa, mas falhou. Os populistas não precisam dele para ganhar /premium

Após ser despedido da Casa Branca, Bannon quis exportar a fórmula de Trump para a direita populista europeia. Poucos receberam o americano de braços abertos. A razão? Não precisam dele para ganhar.

Steve Bannon não se importa de passar uma imagem negativa. Por vezes, fica até claro que é mesmo esse o objetivo do ex-diretor de campanha de Donald Trump e antigo responsável de estratégia na Casa Branca. “As trevas são boas. Dick Cheney, Darth Vader, Satanás. Isso é que é poder”, disse uma vez. “O medo é uma coisa boa. O medo leva-nos a agir”, disse noutra ocasião. E também houve a vez em que se descreveu como sendo um “leninista” e depois explicou porquê: “O Lenine queria destruir o Estado e esse é o meu objetivo. Eu quero que tudo se despenhe e quero destruir o establishment de hoje em dia.”

Não foi, por isso, surpresa nenhuma quando Bannon falou de vampiros, numa das primeiras entrevistas que deu acerca do seu projeto, sediado em Bruxelas, para promover a direita e a extrema-direita populista na Europa.

“O coração da Europa está em Bruxelas”, disse, ao The Guardian. “Se eu espetar a estaca no vampiro e lhe atravessar o corpo, tudo acaba por se dissipar.”

Bannon foi estratega de Trump, que acabou por despedi-lo sete meses depois de tomar posse como Presidente. Apesar disso, Bannon continua a defender e a elogiar Trump (MANDEL NGAN/AFP/Getty Images)

MANDEL NGAN/AFP/Getty Images)

Steve Bannon conta que teve a ideia de apostar na Europa depois de, numa passagem pela Suíça, ter sido convidado, em março de 2018, em cima da hora, por Marine Le Pen para discursar num comício da então Frente Nacional (que, dois meses mais tarde, alteraria o nome do partido para União Nacional), em Lille, um dos bastiões daquele partido.

“Eu perguntei-lhe: ‘O que é que vocês querem que eu diga?’”, recordou Steve Bannon. A resposta de Marine Le Pen, segundo o norte-americano, foi curta, mas direta: “Só tens de dizer: ‘Não estamos sozinhos’.”

“Vim para a Europa como um observador e para aprender”, disse, vestido da forma descuidada que já se tornou a sua imagem de marca: calças de ganga amarrotadas, casaco ruço de fecho aberto com uma camisa por baixo. “O que eu aprendi é que vocês são parte de um movimento à escala mundial, que é maior do que França, é maior do que Itália, maior do que a Hungria, maior do que tudo. E a História está do nosso lado”, disse, com esta última frase a arrancar a sua primeira ovação sonora. “A maré da História está connosco e vai levar-nos a vitória atrás de vitória atrás de vitória.”

E, mais à frente, deixou uma mensagem de encorajamento a toda a plateia: “Quem luta pelo seu país é logo chamado de racista. Mas os dias em que esse tipo de insultos funciona já acabaram. Os media do establishment são os cães do sistema. A cada dia que passa, nós estamos mais fortes e eles estão mais fracos. Eles que vos chamem racistas, xenófobos e outra coisa qualquer. Usem esses insultos como uma medalha”.

A partir desse momento, Bannon decidiu pôr todas as fichas na Europa. Depois de ter trabalhado para Donald Trump, tanto na campanha como na Casa Branca — da qual acabou por ser despedido —, Steve Bannon fez as malas e mudou-se para Bruxelas. Ali chegado, encontrou-se com Mischäel Modrikamen, um advogado belga que fundou o Parti Populaire, um partido belga de extrema-direita que nunca elegeu mais do que um único deputado. Depois de sair da Casa Branca, Steve Bannon entrou em contacto com Mischäel Modrikamen — cujo contacto ficou em carteira, depois de, em 2016, o belga ter pedido ao seu amigo Nigel Farage que o apresentasse a Donald Trump.

“Quem luta pelo seu país é logo chamado de racista. Mas os dias em que esse tipo de insultos funciona já acabaram. Os media do establishment são os cães do sistema. A cada dia que passa nós estamos mais fortes e eles estão mais fracos. Eles que vos chamem racistas, xenófobos e outra coisa qualquer. Usem esses insultos como uma medalha."
Steve Bannon, num congresso da Frente Nacional

Quando se juntaram, os dois homens chegaram a um acordo: criar uma espécie de think tank para a direita populista na Europa, onde uma equipa de estrategas e analistas de dados trabalhariam para vários partidos daquela área política em todo o continente. O nome já estava escolhido, até porque a organização já tinha sido fundada em 2017 por Mischäel Modrikamen, embora tivesse um funcionamento nulo: The Movement ou, em francês, Le Mouvement.

“Estamos a construir um clube para unirmos pessoas e para ajudar os nossos membros. Como irmãos de armas”, disse ao Politico o advogado belga. Steve Bannon disse que a organização ia ser uma “infraestrutura de vitória”. E, tudo isto, com uma data crucial em mente: 26 de maio de 2019, data das eleições para o Parlamento Europeu. Steve Bannon, que fez fortuna como banqueiro na Goldman Sachs, mas também ao comprar uma percentagem do série de comédia dos anos 1990 “Seinfeld”, garantiu que a operação para levar a direita populista ao topo de Bruxelas ia ser paga do seu próprio bolso — um bolso considerável, que, em 2017, se estimava ter até 48 milhões de dólares e que, desde então, só teve por onde crescer.

Porém, chegado às vésperas das eleições europeias de 2019, o The Movement não passou apenas de uma promessa. Apesar de ser público que Steve Bannon manteve contactos relativamente frequentes com políticos como Matteo Salvini, Marine Le Pen e Nigel Farage, tal como com pessoas dos partidos que estes lideram, o ex-banqueiro que desenhou a estratégia que levou Donald Trump à Casa Branca esteve longe de ser o centro gravitacional da direita populista europeia.

Nigel Farage, líder do Partido do Brexit e favorito a vencer as europeias no Reino Unido, é amigo pessoal de Steve Bannon (Carl Court/Getty Images)

Carl Court/Getty Images)

Muitos deles acabaram mesmo por, simpaticamente, rejeitar a oferta de Steve Bannon — foi esse o caso dos Democratas Suecos, do Partido dos Finlandeses, dos austríacos do Partido da Liberdade da Áustria, dos polacos do PiS ou os alemães do AfD, entre outros, acabaram por dizer não ao ex-estratega de Donald Trump. “Não vejo nenhum oportunidade para cooperarmos”, disse Alexander Gauland, líder da AfD.

Até Marine Le Pen, a mulher que convidou Steve Bannon com pompa e circunstância para discursar no congresso do seu partido, acabou por negar numa entrevista que Bannon fazia parte do planeamento da estratégia de campanha da União Nacional — tudo isto apesar de Jordan Bardella, um dos porta-vozes do partido, ter dito que o norte-americano partilha com eles “a sua experiência e os seus conselhos”. A pergunta, dos jornalistas da France Info, não foi por acaso: Steve Bannon tinha chegado há dias em Paris — e, ao que tudo indica, planeia passar a noite eleitoral em França.

“Ele não tem nenhum papel na campanha. Ele está, de facto, em Paris. Eu nem sabia que ele estava cá. Sei [agora] que está para fazer negócios, porque está em vias de vender uma empresa a um grande banco francês. Isto não tem nada a ver com a campanha. Quem mete o senhor Bannon na campanha europeia são vocês, os media”, disse, com exaltação, a líder da União Nacional. “Desde que ele meteu os pés em Paris, todos os jornais e os media franceses precipitam-se para ter uma entrevista para saber se convidámos o senhor Bannon para a nossa campanha. São vocês que o metem na nossa campanha.”

“Desde que ele meteu os pés em Paris todos os jornais e os media franceses precipitam-se para ter uma entrevista para saber se convidámos o senhor Bannon para a nossa campanha. São vocês que o metem na nossa campanha.”
Marine Le Pen

Em vésperas de eleições europeias, e depois de terem estado lado a lado com Steve Bannon, parecem ser poucos os populistas da direita europeia que querem ser vistos ao lado do guru da alt-right norte-americana.

O que falhou no plano de Steve Bannon?

Resposta: uma boa equipa de advogados.

Dura lex, sed lex

Há milénios que se conhece esta expressão na Europa: Dura lex, sed lex. Traduzido do latim original, significa algo como “a lei é dura, mas é a lei”. E essa foi uma lição que Steve Bannon — e as suas aspirações para a Europa — teve de aprender, pouco depois de chegar ao Velho Continente.

O levantamento foi feito pelo The Guardian que, analisando a lista de países que tinham partidos em relação aos quais Steve Bannon demonstrou vontade de ajudar, chegou à conclusão de que as leis eleitorais de muitos deles não permitiriam ao norte-americano e ao seu sócio belga trabalharem, pelo menos formalmente, com aquelas forças políticas.

Na Europa, são vários os partidos que não podem trabalhar com empresas estrangeiras para fins de campanha e muito menos receber donativos de indivíduos ou entidades estrangeiras. É esse o caso da Alemanha, Espanha, Finlândia, França, Hungria, Polónia e da República Checa — tudo países nos quais Steve Bannon demonstrou ter interesse. Nesse lote, sobram apenas quatro: Dinamarca, Suécia, Holanda e Itália. Destes todos, só os últimos dois é que contam com partidos onde foi demonstrada (alguma) disponibilidade para trabalhar com Bannon. Mas aquilo que ele tinha para lhes oferecer, afinal, não era assim tanto.

Entre os 13 países que têm partidos com os quais Steve Bannon demonstrou vontade de ajudar, só quatro têm legislação que permitem ajuda financeira e política de uma entidade estrangeira. E, destes quatro, só dois quiseram trabalhar com ele. 

Steve Bannon tem procurado desvalorizar tudo isso. “Só não podemos fazer sondagens e preparar estratégias, porque os advogados disseram-nos que é ilegal em vários países. Estamos a ser observados de perto e não queremos fazer nada que seja contra a lei. O que fazemos é workshops, conferências e falamos com pessoas que pensam como nós”, disse o norte-americano ao Politico.

Porém, os impedimentos para o sucesso de Steve Bannon na Europa não são apenas legais — são também políticos. À medida que a palavra se foi espalhando pelo continente de que o ex-estratega de Donald Trump estava disposto a partilhar o seu conhecimento com os populistas de direita da Europa, o anti-americanismo de alguns acabou por falar mais alto.

“Não estamos na América”, disse Alexander Gauland, o líder da AfD, em relação à hipótese de trabalhar com Steve Bannon. Ao Politico, uma fonte da Lega disse que o norte-americano parecia estar “a ver se ganha dinheiro”. Marine Le Pen, que tem mantido um registo ambivalente em todo este processo, também já afinou algumas vezes pelo diapasão anti-americano: “O senhor Bannon não vem de nenhum país europeu, ele é um americano”.

“Bannon esbarrou contra o mil folhas que é a Europa.”
Fonte do grupo parlamentar do Europa da Liberdade e da Democracia Direta, ao Politico

Outra dificuldade ainda foi a de conciliar partidos que, apesar de terem muito em comum, discordam em pontos que são sensíveis ou estruturais. Por exemplo: é muito aquilo que une o italiano Matteo Salvini e o húngaro Viktor Orbán, mas o tema do acolhimento de migrantes separa-os profundamente. É que, sendo a Itália um dos maiores pontos de chegada na Europa para a migrantes vindos do Norte de África, Matteo Salvini quer que estes sejam distribuídos por todos os países da UE. E Viktor Orbán, que até fez um muro na fronteira a Sul e a Sudoeste para prevenir que os migrantes passassem pelo seu país, não quer abrir a porta a nenhum. Também o tema das relações com a Rússia pode tornar-se complicado. Se partidos como a União Nacional (França) e a Liga (Itália) não têm problemas a apertar a mão a Vladimir Putin, o mesmo já não pode ser dito dos polacos do PiS ou dos estónios do EKRE.

“Bannon esbarrou contra o mil folhas que é a Europa”, resumiu ao Politico uma fonte do Europa da Liberdade e da Democracia Direta (ELDD), grupo do Parlamento Europeu fundado e liderado por Nigel Farage. “A única coisa que ele pode fazer agora é moticar os partidos eurocéticos na campanha.”

La dolce vita em Itália

Há, porém, um país onde Steve Bannon parece estar a ter uma vida mais fácil. Trata-se de Itália — e não foi propriamente pela comida ou pelas paisagens que o ex-estratega de Donald Trump acabou por, na prática, pegar nas malas que levou para Bruxelas e levá-las para Roma.

“Ele parece estar muito concentrado no caso específico da Itália”, diz ao Observador Lorenzo Pregliasco, politólogo italiano e fundador da empresa de sondagens e estudos políticos YouTrend. Este especialista aponta duas razões para Steve Bannon estar, aparentemente, a apostar mais em Itália do que em qualquer outro país da Europa.

A primeira tem a ver com o facto de Steve Bannon ser católico e de ter “um laço estreito com a Igreja Católica Apostólica Romana” — tão estreito que é amigo pessoal e visita frequente do cardeal Burke, uma das principais caras dos setores mais conservadores no Vaticano, em rota de colisão com o Papa Francisco.

Matteo Salvini (Liga, à esquerda) e Giuseppe Conte (Movimento 5 Estrelas, à direita), lideram o governo de coligação populista de Itália — e têm a admiração de Bannon (VINCENZO PINTO/AFP/Getty Images)

(VINCENZO PINTO/AFP/Getty Images)

A segunda razão é estritamente política — e salta à vista em Itália. “Ele vê na Itália da Liga e do Movimento 5 Estrelas um país que está um passo à frente de muitos outros, no que diz respeito a uma coligação de governo populista. É isso que distingue Itália do resto da Europa”, diz. O próprio Steve Bannon já tinha dito, em setembro de 2018, que aquela conjugação política que governa Itália é “uma experiência que, se funcionar, vai mudar a política a nível global”.

Ainda assim, impera a questão: se o Movimento Cinco Estrelas (mais populista do nacionalista) e a Liga (tão nacionalista quanto populista) já conseguiram unir esforços de forma a fazerem uma coligação de governo, o que é que Steve Bannon tem para lhes ensinar?

“É certo que ele tem credenciais muito importantes por ter trabalhado na campanha de Trump. Simbolicamente falando, ele é um dos principais pensadores e estrategas no que diz respeito a campanhas políticas e a devastar expectativas. A vitória de Trump foi um dos maiores passos para chegarmos onde estamos neste momento”, diz Lorenzo Pregliasco. Mas depois contrapõe: “No que diz respeito estes dois partidos italianos, não há grande coisa que eles possam aprender com Bannon porque, de certa forma, eles estão um passo à frente”.

“No que diz respeito estes dois partidos italianos, não há grande coisa que eles possam aprender com Bannon porque, de certa forma, eles estão um passo à frente."
Lorenzo Pregliasco, politólogo italiano e fundador do YouTrend

Estão um passo à frente cada um à sua maneira, explica aquele politólogo. “O Movimento 5 Estrelas é um partido para o qual a Internet não é só uma ferramenta de comunicação, mas também de organização, é uma ferramenta que gere a vida interna do partido”, diz. E, quanto à Liga, aponta a trajetória que o partido fez sob a liderança de Matteo Salvini: “A Liga tinha entre 4 a 8 por cento dos votos nos anos no 1990 e nos anos 2000. Salvini conseguiu alargar essa base ao ponto de as sondagens agora lhes darem 30% e a colocaram com maior partido”.

Ao que indicam as sondagens, não é só a Liga que não parece precisar da ajuda de Steve Bannon para ganhar estas eleições europeias. São vários os países nos quais o norte-americano quis intervir e onde, ao fim e ao cabo, os seus partidos de eleição deverão sair vencedores. É o caso de França (com a União Nacional a surgir em primeiro com cerca de 24% dos votos), do Reino Unido (onde o recém-formado Partido do Brexit pode ter 33%) ou da Polónia (com o PiS, no governo desde 2015, a aparecer nas sondagens com quase 39%).

Sem ganhar, mas ainda assim com resultados assinaláveis, estão os espanhóis do Vox (que devem estrear-se no Parlamento Europeu, com uns possíveis 7,5% dos votos), os Democratas Suecos (com cerca de 18% e um segundo lugar nas sondagens), os alemães da AfD (em quarto lugar e perto dos dos 12%) ou até os estónios do EKRE, que as sondagens colocam por cima dos 11% e com um deputado naquela que será a sua estreia em Bruxelas.

Desta forma, o agregador de sondagens do Politico prevê que o próximo Parlamento Europeu tenha, entre os seus 751 deputados, 251 que são eurocéticos — a maior fatia de sempre naquela câmara. Entre estes, a grande maioria são da direita populista que Steve Bannon quis ajudar — mas que, ao que tudo indica, pouco recebeu dele.

A academia Steve Bannon, num mosteiro do século XIII

Talvez ciente das barreiras que a política europeia para já impõe ao seu projeto político, Steve Bannon decidiu saltar para outro, com uma visão de médio-longo prazo e não tão imediatista como o The Movement/Le Mouvement. Agora, o futuro da direita populista à la Bannon não passa por Bruxelas, mas antes por um mosteiro do século XIII em Trisulti, uma aldeia a mais de 100 quilómetros de Roma. É ali que Bannon pretende fundar uma espécie de universidade para formar as próximas gerações da direita populista da Europa.

Chama-se Dignitatis Humanae Institute e é um projeto iniciado pelo britânico Benjamin Harnwell que, à semelhança do que Mischäel Modrikamen fez com o The Movement/Le Mouvement, chamou o norte-americano para dar-lhe visibilidade — e viabilidade, inclusive financeira. O objetivo daquele britânico é que ali “se promova uma variedade de projetos que deem um contributo decisivo para a defesa daquilo a que em tempos se chamava de cristandade”.

O próximo projeto de Bannon é o Dignitatis Humanae Institute, que o ex-estratega de Trump quer tornar numa academia da direita populista na Europa (ALBERTO PIZZOLI/AFP/Getty Images)

ALBERTO PIZZOLI/AFP/Getty Images)

Steve Bannon olha para o projeto de forma mais prática. A ideia é fazer à direita o que George Soros fez com a Open Society Foundation, garantiu. “Soros fez um trabalho incrível”, disse. “Criou quadros e esse quadros têm um poder imenso. Nesse aspeto, ele é um exemplo.”

De acordo com o que disse ao Financial Times, o objetivo de Steve Bannon é conseguir que personalidades como Matteo Salvini, Viktor Orbán e o cardeal Burke lecionem cursos naquele instituto. Outro nome indicado pelo norte-americano é o de Olavo de Carvalho, o filósofo brasileiro que se auto-exilou nos EUA e que é apontado como o guru intelectual de Jair Bolsonaro.

“Voltem daqui a uns anos e vão ver 100 estudos e entre 20 a 25 professores. Nessa altura, já vai haver alguns licenciados a trabalhar nos media, nas campanhas políticas, em governos como secretários de Estado e a construir uma rede de contactos”, diz Steve Bannon. “Temos este sítio para nós durante 20 anos. É tempo suficiente para mudar o mundo.”

(TIZIANA FABI/AFP/Getty Images)

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