Bíblia, Boi, Bala e sangue na bandeira, se for preciso. Os discursos de Bolsonaro nas entrelinhas /premium

02 Janeiro 2019734

Piscou o olho aos congressistas essenciais para as reformas, atacou o PT de Lula e prometeu sangue, se for preciso. Os primeiros discursos como Presidente mostraram um Bolsonaro igual a si próprio.

Polémico antes, durante e depois da campanha, Jair Bolsonaro não defraudou quem esperava controvérsia nos primeiros discursos do ex-capitão do Exército como Presidente da República Federativa do Brasil. Referências a Deus (muitas), ataques “à corrupção”, à “ideologia nefasta” e à “irresponsabilidade económica” do PT de Lula da Silva e Dilma, defesa dos valores tradicionais brasileiros, da família como alicerce da sociedade. Bolsonaro fez um resumo das suas ideias para a política e para a sociedade brasileira e fez um apelo aos congressistas para que o ajudem “na missão” de “reerguer” o Brasil. Quase a terminar, depois de fazer promessas de “unir o povo”, veio ao cima o Bolsonaro mais antigo. Disse que “a bandeira do Brasil jamais será vermelha”, mas que se for preciso ficará “vermelha de sangue” para se manter verde e amarela. Trump gostou.

As frases dos dois discursos de Jair Bolsonaro estão a itálico e a interpretação e o comentário estão a amarelo:

Primeiro quero agradecer a Deus por estar vivo. Que pelas mãos de profissionais da Santa Casa de Juiz de Fora operaram um verdadeiro milagre. Obrigado, meu Deus.

Tal como tinha feito no primeiro discurso após ter vencido as eleições presidenciais, a 29 de outubro, Bolsonaro dedica as primeiras palavras a Deus. Ao longo do discurso fará outras, mas esta primeira referência religiosa serve dois propósitos: em primeiro lugar reforça, em pleno cenário do Congresso, a sua imagem conservadora, a de homem de convicções religiosas, isto em frente aos deputados evangélicos com os quais terá de contar para as reformas que pretende fazer. Para muitas delas, como por exemplo a reforma da Segurança Social (Previdência) ou eventuais alterações constitucionais, Bolsonaro vai precisar de pelo menos 308 deputados, quando neste momento terá o apoio declarado de apenas 112. Do tríptico “Bíblia, Boi e Bala”, a primeira perna do tripé cumpre-se logo no início do discurso. Mas também serve para Bolsonaro recordar o atentado de que foi vítima em plena campanha eleitoral, considerado o momento marcante da corrida ao Palácio do Planalto. Esse regresso ao momento em que foi esfaqueado permite a Bolsonaro reafirmar — como já tinha feito — a imagem que pretende: a de mártir ou Messias, a do homem que o destino reservou para presidir ao Brasil. Em boa verdade, as múltiplas referências de Bolsonaro a Deus não é só "tática política". O antigo capitão do Exército é mesmo um religioso convicto, frequentador da Igreja. Aliás, foi durante um culto na Igreja Evangélica que conheceu a mulher, Michele.

Hoje estou aqui fortalecido, emocionado e profundamente agradecido a Deus pela minha vida e aos brasileiros que me confiaram a missão a honrosa missão de governar o Brasil neste período de grandes desafios e, ao mesmo tempo, de enorme esperança. Governar com vocês. Aproveito este momento solene e convoco cada um dos congressistas para me ajudarem na missão de restaurar e de reerguer o nosso país, a nossa pátria, libertando-a definitivamente do jugo da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade económica e da submissão ideológica.

Após nova referência a Deus (não será a última…), Bolsonaro fala diretamente aos congressistas: quer governar com eles, ou melhor, precisa deles para governar da maneira que quer, fazendo as reformas que pretende para o Brasil. São muitas e complicadas: alterações às leis laborais, à segurança social e às pensões, eliminação transversal de regras de regulação económica, bem como uma eventual saída do Brasil de acordos internacionais (como o Pacto Global sobre as Migrações). É um apelo direto “a cada um dos congressistas“ para que ajude a equipa do novo presidente na missão de restaurar e reerguer o Brasil. A frase seguinte deixa claro que Bolsonaro considera que há dois campos no Congresso: ou se está com ele e com a sua missão ou se está com o passado, com o “jugo da corrupção” (primeira referência ao PT de Lula da Silva e Dilma Rousseff), com a criminalidade, com a irresponsabilidade económica e com a submissão ideológica. Pode ser uma primeira pista para perceber a estratégia do novo presidente para conseguir os apoios necessários, que não passa necessariamente por acordos com líderes partidos, e sim com grupos de interesses suprapartidários no Congresso.

Temos diante de nós uma oportunidade única de reconstruir o nosso País e resgatar a esperança dos nossos compatriotas. Estou certo de que enfrentaremos enormes desafios, mas se tivermos a sabedoria de ouvir a voz do povo, alcançaremos êxito nos nossos objetivos. E pelo exemplo, pelo trabalho, levaremos as futuras gerações a seguirem-nos nesta tarefa gloriosa.

As eleições deram voz a quem não era ouvido. E a voz das ruas e das urnas foi muito clara. E eu estou aqui para responder e, mais uma vez, me comprometer com esse desejo de mudança.

A referência à “sabedoria de ouvir a voz do povo” é sibilina. Bolsonaro recorda aos congressistas, sem o dizer, que foi eleito com 58 milhões de votos a seu favor, apesar de inicialmente as sondagens e os meios de comunicação (um alvo preferencial de Bolsonaro estranhamente ausente dos discursos de hoje) não terem dado como possível a sua vitória. Bolsonaro sempre disse que as suas propostas respondiam aos desejos e anseios do povo brasileiro; acha que a sua vitória nas eleições de outubro lhe deu razão e não se coíbe de recordar aos congressistas que ele teve mais sabedoria do que eles, porque ouviu a voz do povo. Pede-lhes agora que façam o mesmo: ou seja, que ouçam a voz do povo e viabilizem as reformas que pretende.

Vamos unir o povo, valorizar a família, respeitar as religiões e a nossa tradição judaico-cristã, combater a ideologia de género, conservando os nossos valores. O Brasil voltará a ser um país livre de amarras ideológicas.

Não podemos deixar que ideologias nefastas venham a dividir os brasileiros. Ideologias que destroem os nossos valores e tradições, destroem as nossas famílias, alicerce da nossa sociedade.

E convido a todos para iniciarmos um movimento nesse sentido. Podemos, eu, você e as nossas famílias, todos juntos, reestabelecer padrões éticos e morais que transformarão nosso Brasil.

Começa com uma frase feita, típica de discursos de vitória ou de tomada de posse: “vamos unir o povo”. É especialmente relevante porque é proferida pelo homem que ganhou uma das eleições que mais dividiu o Brasil em dois campos: os que queriam no poder um político de extrema-direita com frases e ideias misóginas, homofóbicas, militarista e conservador e os outros, que apoiam um também cada vez mais extremado PT, colado à extrema-esquerda, mas sempre com Lula da Silva e Dilma Rousseff como figuras históricas de proa. Ou então aqueles que, simplesmente, não queriam no Planalto um homem como Bolsonaro, mesmo aceitando a corrupção do PT. “Vamos unir o povo” parece um bom começo. “Vamos respeitar as religiões” também. O pior vem depois, quando Bolsonaro se refere à “nossa tradição judaico-cristã” — considerando desde logo que há uma tradição que é brasileira e outra que não é — tal como “os nossos valores” que é preciso conservar, combatendo a “ideologia de género”. A que valores e padrões éticos e morais se refere Bolsonaro? Aos do Brasil branco? Aos seus? Então e a tradição animista, a principal ideologia dos antepassados da grande maioria dos brasileiros, do Brasil plural de hoje? E o que é, exatamente, combater a ideologia de género? É retirar força aos movimentos feministas que se uniram na campanha “#Ele não!”, numa tentativa de impedir a sua eleição? Para completar esta salganhada de ideias, Bolsonaro ainda diz que o Brasil voltará a ser um país “livre de amarras ideológicas”, uma referência genérica em que cabe quase tudo, a começar pelos princípios marxistas de alguns partidos da esquerda brasileira.

Pretendo partilhar o poder de forma progressiva, responsável e consciente. De Brasília para o Brasil, do poder central para Estados e municípios. A minha campanha eleitoral atendeu ao chamado das ruas e forjou o compromisso de colocar o Brasil acima de tudo e Deus acima de todos. Por isso, quando os inimigos da pátria, da ordem e da liberdade tentaram pôr fim a minha vida, milhões de brasileiros foram às ruas. Uma campanha eleitoral transformou-se num movimento cívico, cobriu-se de verde e amarelo, tornou-se espontâneo, forte e indestrutível, e nos trouxe até aqui.

Primeiro: “as ruas estão comigo”. Segundo: “não é o partido ou a política que me dá força, chego aqui como Presidente por causa do ‘chamado das ruas’”, por causa de “um movimento cívico”. Bolsonaro tenta colocar-se, mais uma vez, acima da política, acima da classe que — segundo diz — levou o Brasil ao estado em que está. À melhor maneira dos populistas, Bolsonaro quer erguer-se acima do “lodaçal” de Brasília — como Trump disse que faria em Washington — quer responder diretamente às pessoas que o elegeram, quer modificar a partir de dentro o centro de decisão política do Brasil, “partilhando o poder”, para que o “poder central” se dilua mais pelo “Estados e os municípios”.

Reafirmo o meu compromisso de construir uma sociedade sem discriminação ou divisão. Daqui em diante, nos pautaremos pela vontade soberana daqueles brasileiros que querem boas escolas, capazes de preparar seus filhos para o mercado de trabalho e não para a militância política, que sonham com a liberdade de ir e vir sem serem vitimados pelo crime, que desejam conquistar pelo mérito bons empregos e sustentar com dignidade as suas famílias, que exigem saúde, educação, infraestrutura e saneamento básico, e respeitam os direitos e as garantias fundamentais da nossa Constituição.

No seu programa eleitoral, Bolsonaro defendia que era preciso combater a “doutrinação” na escola e até propunha o reforço do ensino à distância — da primeira classe ao liceu — para “ajudar a combater o marxismo”. Na segunda-feira, menos de 24 horas antes da sua tomada de posse reforçou essa ideia, ao escrever no Twitter que “combater o marxismo é uma das soluções para melhorar o desempenho do Brasil nos rankings mundiais de educação”. Também disse que vai trabalhar para que as escolas formem cidadãos e não “militantes políticos”. Mas isso era na campanha ou enquanto presidente eleito, como forma de atacar a esquerda, sobretudo o PT . Agora, Bolsonaro deixa a mesma ideia, logo depois de reafirmar que quer construir “uma sociedade sem discriminação ou divisão”. Sobretudo, o novo Presidente do Brasil deixa claro, mesmo apesar da frase anterior, que vai governar, sobretudo para os brasileiros que acreditam nas suas ideias.

O pavilhão nacional remete-nos para a Ordem e o Progresso. Nenhuma sociedade se desenvolve sem respeitar esses preceitos. O cidadão de bem merece dispor de meios para se defender, respeitando o referendo de 2005, quando optou nas urnas ao direito à legítima defesa.

Segunda perna do tripé “Bíblia, Boi e Bala”. Ao dizer que o “cidadão de bem” merece ter meios para se defender, Bolsonaro está a referir-se ao direito dos cidadãos ao porte e uso de armas de fogo para se defender dos criminosos. Está a reafirmar uma ideia antigo, mas desta feita no primeiro discurso, no Congresso, perante um grupo forte de congressistas pró-armas que o apoia e de quem espera respaldo para outras medidas do seu programa. No ano de 2017 registaram-se mais de 63.880 homicídios no Brasil. E em 2018 mais de 1.400 pessoas terão sido abatidas a tiro pela polícia no Rio de Janeiro, uma morte a cada cinco horas e meia. No final da década de 90 ficou famosa a campanha de consciencialização “Quem usa arma é polícia ou bandido”, no Rio de Janeiro. Bolsonaro quer meter nesta equação os “cidadãos de bem”, destreinados e mal preparados para usar armas.

Montamos a nossa equipa de forma técnica, sem o tradicional viés político que tornou o Estado ineficiente e corrupto. Vamos valorizar o Parlamento, resgatando a legitimidade e a credibilidade do Congresso Nacional.

Graças a vocês eu fui eleito com a campanha mais barata da história. Graças a vocês conseguimos montar um governo sem conchavos ou acertos políticos, formamos um time de ministros técnicos e capazes para transformar o nosso Brasil.

Mais uma tentativa de Bolsonaro de marcar as diferenças entre si e os “políticos do passado”. O ex-militar queria montar um governo com 15 ministros, mas acabou por convidar 22. Sete são generais — quase todos com formação como pára-quedistas, tal como Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. Outro passou pelos Comandos brasileiros. Seis dos generais exerceram funções de comando do contingente brasileiro que integrou a missão humanitária da ONU no Haiti. Mas há também Sérgio Moro, o polémico juiz da Lava Jato, que ficará — para o bem e para o mal — com a fama de ter metido e mantido Lula da Silva na prisão. Para um grupo de brasileiros é um herói, para outro é um golpista. E há Paulo Guedes, um economista que ficará à frente de um super-ministério das Finanças, Indústria e Comércio e Planeamento. O essencial da mensagem de Bolsonaro é que não negociou o seu governo com os líderes partidários (o viés partidário), preferindo conversar com as bancadas suprapartidárias que se organizam em torno de blocos de interesses: associados aos movimentos evangélicos, aos interesses dos grandes fazendeiros ou pró-segurança pública.

Na economia, traremos a marca da confiança, do interesse nacional, do livre mercado e da eficiência. Confiança no cumprimento de que o governo não gastará mais do que arrecada. E na garantia de que as regras, os contratos e as propriedades serão respeitadas. Realizaremos reformas estruturantes que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas, transformando o cenário económico e abrindo novas oportunidades.

Bolsonaro fez poucas referências claras à economia. Mas pode-se ler nas entrelinhas algumas ideias da campanha e do pós-campanha: reduzir o défice a zero já em 2019, ou seja não gastar mais do que se arrecada, pôr o PIB do país a crescer mais do que está previsto para este ano (1,3%), reduzir a dívida pública e  a carga fiscal. Nas reformas estruturantes “essenciais” para a saúde financeira e a sustentabilidade das contas públicas pode estar, ou não, a reforma da Segurança Social, uma prioridade que ficou de fora, de forma explícita, nos discursos. É que Bolsonaro quer privatizar a Previdência, passando para um modelo de capitalização, com cada contribuinte a descontar para a sua própria reforma. Para fazer isto, que implica revogar reformas recentes neste setor, o novo governo precisará de uma ampla maioria no Congresso, pelo menos 308 deputados. Algo que não tem neste momento. Mas também pode contornar estas dificuldades aproveitando brechas nas leis laborais brasileiras.

Precisamos criar um círculo virtuoso para a economia, para que traga a confiança necessária para permitir abrir o nosso mercados ao comércio internacional, estimulando a concorrência, a produtividade e a eficácia sem viés ideológico. Nesse processo de recuperação do crescimento, o setor agropecuário seguirá desempenhando um papel decisivo em perfeita harmonia com a preservação do meio ambiente. Dessa forma, todo o setor produtivo terá um aumento de eficiência, com menos regulamentação e burocracia.

Nesta frase, Bolsonaro completa a trilogia: considera que o setor agropecuário (leia-se os grandes fazendeiros, incluindo os exploradores de gado) é decisivo para a recuperação económica e garante, tal como Trump tinha feito nos Estados Unidos, que vai proceder a uma redução dos “entraves regulatórios”, da “burocracia”, da “regulamentação excessiva” que “impede” os empresários de investir mais e de ter mais lucros. Momentos antes da tomada de posse, a nova ministra da Agricultura, Tereza Cristina, deu o mote: o setor dos fertilizantes e das bebidas vão ser os primeiros a experimentar um novo sistema que se pode estender: a auto-regulação, que acaba com a fiscalização diária por parte das autoridades governamentais. Pode ser um primeiro vislumbre do que aí vem em matéria de novas regras regulatórias.

E me coloco diante de toda a nação, neste dia, como o dia em que o povo começou a se libertar do socialismo, se libertar da inversão de valores, do gigantismo estatal e do politicamente correto.

Também é urgente acabar com a ideologia que defende bandidos e criminaliza policiais, que levou o Brasil a viver o aumento dos índices de violência e do poder do crime organizado.

Essa é a nossa bandeira, que jamais será vermelha. Só será vermelha se for preciso o nosso sangue para mantê-la verde e amarela.”

São as frases mais fortes de Bolsonaro contra o PT de Lula da Silva e Dilma Rousseff. Começa por dizer que a sua eleição representa o fim do socialismo no Brasil, que confunde com a inversão de valores e o "gigantismo estatal".  E depois arranca aplausos à multidão em frente ao Palácio do Planalto ao repetir uma referência antiga feita em campanha: o PT defende os bandidos, neste caso o homem que Bolsonaro considerou o maior dos bandidos do Brasil: Lula da Silva. Toda a primeira parte da campanha presidencial do PT girou em torno da defesa de Lula, afirmando que estava preso injustamente e que a sua condenação — e as várias decisões judiciais posteriores — não passavam de uma manobra política da justiça (a começar pelo juiz da Lava Jato Sérgio Moro, que agora integra o governo de Bolsonaro) para impedir o seu regresso à presidência. O PT tentou até à última viabilizar a campanha presidencial de Lula, inclusivamente escolhendo Fernando Haddad como "suplente", à espera de uma decisão do Tribunal Eleitoral Brasileiro. Lula foi mesmo impedido de concorrer às presidenciais, Haddad teve de avançar, mas Bolsonaro não perdeu tempo: acusou o PT de se preocupar mais em defender os bandidos do que em acabar com a corrupção e o crime económico. E completa, no segundo discurso da tarde, a referência ao PT, referindo que a bandeira do Brasil nunca será vermelha, a cor do ainda maior partido do Brasil, o Partido dos Trabalhadores. Acrescenta ainda uma nota em linha com as frases mais polémicas da sua carreira militar e política: se for preciso mancha-se de sangue a bandeira, só para a manter verde e amarela. A fazer lembrar estas outras declarações do agora presidente de milhões de brasileiros: "O erro da ditadura foi torturar e não matar” ou "fazendo o trabalho que o regime militar não fez: matando uns 30 mil, começando com o FHC, não deixar para fora não, matando!". 

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