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Em Viana do Castelo, o cabeça de lista do PS às Europeias teve ao seu lado o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Em Viana do Castelo, o cabeça de lista do PS às Europeias teve ao seu lado o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Bloco de notas da reportagem no PS. Dia 6. PS deixa prognósticos para o final do jogo /premium

Chegou aquele alento das sondagens positivas, embora ninguém queira admiti-lo por recear uma desmobilização das urnas. Costa foi ao terreno de jogo travar euforias e Marques carrega no apelo ao voto.

João Pinto, antigo capitão do Futebol Clube do Porto, eternizou uma série de frases, mais ou menos ao lado, que ficaram na história do futebolês. Como aquela dos “prognósticos, só no fim do jogo”, como se uma previsão pudesse acontecer no pós e não no pré. No pré-eleições Europeias, António Costa viu sondagens a darem-lhe o título como garantido, mas é para o pós-eleições que se reserva. Não quer ouvir nem falar em previsões, isso é no final do jogo eleitoral. Até lá, o que conta são os votos que caem na urna e, nesta semana final de campanha, o PS parece mais apostado naquela tirada famosa do técnico do Benfica Bruno Lage: “Todos contam”.

“Estas eleições são mesmo como este campeonato, jogam-se até ao último minuto e é até ao último minuto que temos de chegar sem atirar a toalha ao chão”. No almoço-comício de Viana do Castelo, o líder socialista ligou todos os sinais de alerta face às “boas sondagens” que vê publicadas: Costa não quer euforias que possam comprometer um bom resultado eleitoral para o PS nas eleições em que colocou também em avaliação a sua própria governação. E é isto que veio imprimir para esta última semana de campanha do PS, onde Pedro Marques mostrou logo pela manhã que não vai deixar o crédito do apelo aos votos por mãos alheias. Repetiu-a a cada aperto de mão ou beijinho que distribuiu, na arruada de Viana pela manhã.

Mas a verdade é que o resultado veio dar energia ao candidato, que continua a dizer que “nada disso, há três meses que está a ser assim”, referindo-se aos dias de pré-campanha que já leva nas pernas. A verdade é que também ele refreia qualquer ímpeto. O PS a aprender com o passado ou superstição? Bom, João Pinto responderia: “Isso não, dá azar”.

“Quando oiço Nuno Melo falar sobre agricultura e florestas, sabem o que eu oiço? Blábláblá bláblábláblábláblábláblá. E quando oiço o candidato Rangel, do PSD que fechou correios, agências da Caixa Geral de Depósitos pelo país, que fechou conservatórias, o tribunal de Paredes de Coura que Costa abriu, quando o oiço falar de desertificação do interior, sabem o que oiço? Blábláblá bláblábláblábláblábláblá”.

Miguel Alves, autarca de Caminha e líder do PS do Alto Minho, é um dos delfins de António Costa com quem esteve como adjunto na Câmara de Lisboa. Agora é anfitrião do candidato Pedro Marques em Viana do Castelo mobilizando as massas socialistas locais para o apoio na rua e no almoço-comício. E para deixar o soundbite do dia socialista dedicado a Paulo Rangel e Nuno Melo e inspirado numa campanha publicitária do banco CTT.

Momento alto foi a arruada de Viana do Castelo e a energia que Pedro Marques evidenciou durante o percurso, não permitindo que uma única pessoa das esplanadas da Avenida dos Combatentes pudesse deixar de saber que dia 26 há eleições Europeias e que é preciso ir votar.

O ponto mais baixo: um comício com o líder socialista às nove da noite em que o país está mais concentrado no que possa estar a acontecer (ou não) no Marquês de Pombal, do que em qualquer mensagem política. Pode até vir a surpreender, mas à partida, a ideia não parece brilhante.

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

Leli Wolfango tem 46 anos e aparece trajada a noiva de Perre, freguesia de Viana do Castelo. Veio com o grupo de danças e cantares da localidade para os Feirões, a mostra e venda de produtos locais. Sabe bem o que está em jogo nas eleições que lhe passam ali pelo meio das bancas, com a comitiva socialista e as suas bandeiras a pararem para assistir à dança que dá o colorido da terra à arruada. “São as eleições Europeias e este é o candidato do PS”. E o nome? “Ai, agora é que me deu uma branca”.

Já não tem tanto entusiasmo quanto ao que vem de lá para proteger o que é de cá. “Na União Europeia valoriza-se o que é dos outros países, França, Espanha, valorizam os seus produtos nacionais. Mas Portugal não mostra nada, não há ajudas nenhumas para isso”, queixa-se. Participou na festa, deu-lhe brilho, mas sente que não se senta à mesa com os grandes quando toca a apoiar a sua arte.

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Não escapou ninguém, em Viana do Castelo. Mas na verdade, crianças nunca escapam a um cumprimento mais carinhoso do candidato socialista que pára a qualquer carrinho de bebé ou quando encontra crianças sejam de que idade forem. Pede logo para a comitiva: “Não há aí um bloco e um lápis?”.

O candidato fez 131 quilómetros durante o dia de campanha, entre a arruada de Viana do Castelo, Neiva onde foi o almoço-comício e Mondim de Basto, onde visitou as obras do IC3. Ainda havia de ir para Guimarães, para o comício da noite, e depois para Lisboa. Acumulado até esse ponto: 2876 quilómetros desde o arranque da campanha oficial.

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