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(EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

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Bolsominions. O exército de Jair Bolsonaro na Internet /premium

Se depender dos jovens, Bolsonaro vence com facilidade. Entre piadas, memes e vídeos, o ex-capitão ganhou o apoio dos mais novos, que cresceram com o PT no poder. Agora, o conservadorismo é "cool".

Quem andar pelas ruas do Brasil ou passar por alguma universidade daquele país, terá decerto a mesma visão que teria em tantos outros lugares semelhantes noutros países: cada um para o seu canto, os jovens olham para o telemóvel e, de vez em quando, desatam a rir. Cientes de que estão em público, podem até evitar uma gargalhada. Mas a reação não tem como enganar: a piada tinha mesmo piada.

Há, no entanto, uma diferença que separa os jovens brasileiros da maioria dos seus iguais no resto do mundo. Se, noutras paragens, as gargalhadas contidas se devem a um qualquer humorista, YouTuber ou a uma mensagem num grupo de amigos, no Brasil a origem é outra. O mais certo é que a piada seja Jair Bolsonaro, o candidato da extrema-direita e favorito a vencer as eleições presidenciais do próximo dia 28.

Os formatos não costumam variar muito. Entre memes e vídeos, Bolsonaro é sempre retratado como um político fora do comum, capaz de maldizer todos aqueles de que não gosta e incapaz de poupar palavras. Nos vídeos, Bolsonaro é sempre apresentado como alguém capaz de calar tudo e todos aqueles que lhe fazem frente em discussões: a uma mulher que lhe pergunta o que faz com o dinheiro do auxílio-moradia, ele responde que “não faria nada contigo, pode ter certeza”; ao lado do apresentador Jô Soares, quando o tema é o uso de armas, aponta-lhe para a barriga redonda e diz “você é fácil de acertar”; a um apresentador de televisão que lhe sugere que ele não é capaz de se aproximar de gays, ele atira um “estou perto de você aqui agora!”.

https://www.youtube.com/watch?v=sNj_dS8hT34

Nos vídeos, de cada vez que Bolsonaro parece arrumar alguém à força de um argumento ou de uma boca, a mesma fórmula repete-se: soa o refrão da música “Turn Down For What” do rapper Lil Jon, a imagem congela e um par de óculos pixelizados desliza até assentar de forma tosca nos olhos de Bolsonaro — ou, como é chamado entre muitos jovens, o Mito.

Alexandre Basso, estudante de engenharia informática de 28 anos, é um desses jovens que, de pescoço curvado e cara próxima do telemóvel, solta gargalhadas a olhar para vídeos ou a ver memes com Bolsonaro. “Ele é muito apelativo para o jovem, não é o modelo de político a que a gente está habituado”, conta este jovem eleitor de Bolsonaro ao Observador, numa entrevista por Skype.

“A galera mais jovem quer liberdade para a sua vida. Quer fazer brincadeiras com os colegas sem aquela crítica do politicamente correto. Hoje não tem isso, porque praticamente tudo o que você fala atinge uma minoria e de uma forma é ofensivo. O que a gente antes falava na escola hoje daria processo judicial!”
Bruno Minasi, advogado de 32 anos e apoiante de Bolsonaro

Apesar de já ter votado noutras duas eleições — em 2010 votou branco, em 2014 em Aécio Neves, do PSDB, vendo nele um mal menor contra o PT de Dilma Rousseff —, estas são as primeiras em que Alexandre vai para as urnas de sorriso na cara. “Vejo no Bolsonaro uma real oposição ao que representa o governo atual, que é corrupção e insegurança”, diz.

Também Bruno Minasi conta a mesma história. Advogado de 32 anos, votou sempre no PSDB nas três eleições que conta no seu historial. Agora, é a vez de Bolsonaro. “Ele fala o que pensa, gostem dele ou não”, diz ao Observador, também numa entrevista por Skype. “A galera mais jovem quer liberdade para a sua vida. Quer fazer brincadeiras com os colegas sem aquela crítica do politicamente correto. Hoje não tem isso, porque praticamente tudo o que você fala atinge uma minoria e de uma forma é ofensivo”, queixa-se. “O que a gente antes falava na escola hoje daria processo judicial!”

Um apoiante de Bolsonaro espera pela chegada de Lula à prisão de Curitiba, a 6 de abril (HEULER ANDREY/AFP/Getty Images)

HEULER ANDREY/AFP/Getty Images

Alexandre e Bruno não estão sozinhos no apoio a Bolsonaro. São, aliás, apenas dois exemplos de uma nova realidade da política brasileira: os jovens estão com o candidato da extrema-direita, mais do que qualquer faixa etária. Se fosse por eles, Bolsonaro já era Presidente.

Os números que resultam da última sondagem do Ibope, publicada a 15 de outubro, são claros quanto a isso. Nos eleitores que têm entre 16 e 24 anos, Bolsonaro tem 50% dos votos e Fernando Haddad (PT) leva apenas 39%. E entre os 25 e 34 anos os números sorriem ainda mais ao homem do Partido Social Liberal: 55% para Bolsonaro e só 36% para Fernando Haddad. 

O conservadorismo é fixe…

Esther Solano, professora e investigadora de Ciência Política na Universidade Federal de São Paulo, tem vindo a sentar-se com dezenas de apoiantes de Bolsonaro desde 2017. Nas entrevistas que lhes faz, tenta perceber o porquê da sua escolha pelo candidato do PSL, que é deputado desde 1991, mas que agora, nas primeiras eleições que resultam do caldo pós-Lava Jato e pós-impeachment, está muito perto de ser Presidente do Brasil. E, entre os jovens, a conclusão é simples: Bolsonaro é fixe.

“Se, nos anos 70, ser rebelde era ser de esquerda, agora, para muitos destes jovens, é votar nesta nova direita que se apresenta de uma forma cool, disfarçando seu discurso de ódio em formas de memes e de vídeos divertidos”, lê-se no seu estudo publicado em maio de 2018, com apoio da fundação Friedrich-Ebert-Stiftung no Brasil. Ao Observador, numa entrevista por telefone, refere dois termos para descrever a política brasileira no atual momento: “memeficação” e “bolsonarização”.

“É muito forte a ideia da piada, do formato mais leve, mais redutor, da música e do meme. Isto seduz os mais jovens e acaba explorando o mito do Bolsonaro”, diz Esther Solano. “É uma ideia juvenil e os jovens acabam sendo seduzidos por isso.”

De acordo com a politóloga Esther Solano, muitos dos jovens que apoiam Bolsonaro disfarçam o "seu discurso de ódio" com "memes e de vídeos divertidos" (NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images)

NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images

Com a exceção da referência ao “discurso de ódio” disfarçado, a explicação de Alexandre para este fenómeno é semelhante à da politóloga: “Hoje em dia o conservadorismo está se tornando na contracultura dos tempos atuais. O pensamento hegemónico é mais à esquerda e agora o Bolsonaro e o conservadorismo são a contracultura”.

Alexandre começou a seguir a política em 2013. Foi o ano das primeiras grandes manifestações contra o PT — começaram como protestos à esquerda contra o aumento do preço dos transportes em São Paulo, mas pouco demoraram a dar lugar a manifestações do centro e da direita contra o governo de Dilma Rousseff — e foi também o ano em que, com o computador pela frente, Alexandre começou a ganhar referências naquilo que diz ser o “lado conservador”. Os nomes que refere são todos anglo-saxónicos — mas nenhum diz respeito aos cânones mais conhecidos, entre Winston Churchill, Ronald Reagan ou Margaret Thatcher. Em jeito de lista, escolhe três: o “genial e muito interessante” Ben Shapiro (colunista norte-americano, que começou no Breitbart e desde setembro na Fox News); o “muito engraçado” Milo Yiannopoulos (britânico polemicista que também deu nas vistas no Breitbart e é uma figura da alt-right); ou o “bem legal” Steven Crowder (youtuber canadiano que também passou pela Fox News).

“Eu me identifiquei com isso”, diz, sobre o conservadorismo enquanto ideologia política. “Não tem nada de muito específico, só me identifiquei”, completa. Sobre o caso específico de Bolsonaro, diz que ele representa algo que “não tinha” no Brasil: “Uma agenda moral. Isso de ser defensor de valores conservadores, como a família, a religião, a defesa da família, a diminuição do Estado e a não interferência do Estado no mercado”.

“Se nos anos 70, ser rebelde era ser de esquerda, agora, para muitos destes jovens, é votar nesta nova direita que se apresenta de uma forma cool, disfarçando seu discurso de ódio em formas de memes e de vídeos divertidos.”
Esther Solano, politóloga da Universidade de São Paulo

Bruno também descobriu Bolsonaro nos últimos anos. Quando começaram a surgir os primeiros pedidos de impeachment de Dilma Rousseff — a ex-Presidente foi eleita em 2014, o processo de destituição começou em 2015 e foi concluído em 2016 — o jovem advogado começou a prestar atenção à política do seu país. Ou, mais propriamente, a Bolsonaro.

No início desta avalanche, tinha até uma namorada “esquerdista”, conta. “Ela odiava o Bolsonaro”, recorda. A política, que pouco fazia das conversas do casal, acabou por ganhar cada vez mais atenção — e os dois passaram a discutir sobre Bolsonaro, Lula, Dilma Rousseff e o PT. Até que acabaram. “A política não foi o principal motivo, mas certamente esta lá entre os primeiros itens”, diz.

Jair Bolsonaro celebrizou o gesto dos dedos espetados, como se fossem duas pistolas — e muitos dos seus apoiantes imitam-no (MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)

(MAURO PIMENTEL/AFP/Getty Images)

Com o fim dessa relação, começou outra: com Bolsonaro. “Já estou com ele há uns três anos. Apoiando e acompanhando”, diz, com um orgulho indisfarçável. Tom esse que utiliza para contar como, nesta campanha, já gastou 200 reais (47 euros) em autocolantes oficiais com o logótipo de campanha de do candidato do PSL, que depois distribui por colegas, amigos e familiares.

Além de admirar em Bolsonaro o facto de não ser suspeito em casos de corrupção, Bruno sublinha ainda um fator que é determinante para o seu apoio: “Ele foi o único a abordar de forma clara a segurança”. As estatísticas apontam para um cenário negro neste capítulo: em 2017, o Brasil teve um total de 63.880 homicídios, o que equivale a 175 assassinatos por dia. E, no caso particular de Bruno, também há outra estatística: desde 2000, a sua casa foi assaltada três vezes.

“Entraram e roubaram todos os itens. Levaram roupas minhas e coisas assim”, conta. “Da última vez, roubaram um carro com a gente dormindo dentro da casa.”

“Hoje em dia o conservadorismo está se tornando na contracultura dos tempos atuais. O pensamento hegemónico é mais à esquerda e agora o Bolsonaro e o conservadorismo são a contracultura.”
Alexandre Basso, estudante de 28 anos e apoiante de Bolsonaro

Este trauma levou Bruno a tomar a decisão de comprar uma arma de defesa pessoal — uma pistola que o próprio exibe no seu perfil de Twitter. Bruno diz ter licença para usar a arma em casa e lamenta não poder levá-la para a rua — algo que lhe é impossibilitado pelo Estatuto do Desarmamento, lei aprovada em 2003, que impede à grande maioria dos cidadãos ter armas na rua. No seu programa, Bolsonaro defende a revogação do estatuto do desarmamento. “Para mim, a arma representa a liberdade individual”, diz.

Porém, para estes dois jovens, maior ainda do que a insegurança, há outra realidade das suas vidas que parece ter causado maior trauma: ter vivido uma grande parte das suas vidas com o PT a governar o Brasil.

… e o PT é fatela

Quando Lula recebeu a faixa presidencial de Fernando Henrique Cardoso, Alexandre era ainda uma criança de 12 anos e Bruno um adolescente. Corria o ano de 2003 e, desde então, o PT foi poder durante 13 anos, graças a quatro vitórias eleitorais: 2002, 2006, 2010 e 2014. Quando este facto é sublinhado em cada uma das suas entrevistas, os dois parecem suspirar de alívio, por acharem que esses tempos estão agora para trás.

Para Esther Solano, esta sucessão de anos do PT no poder é essencial para explicar o apoio dos jovens a Bolsonaro, que se apresenta como um candidato anti-PT. “É muito relevante ressaltar que a socialização política destes jovens e adolescentes se deu no período dos governos de Dilma Roussef e, portanto, o que eles identificam como governo de esquerda é justamente o mainstream, o aparato do poder e nada tem a ver com uma postura progressista, de ruptura, ou crítica ao sistema”, lê-se no estudo publicado pela académica em maio deste ano.

Para a maioria dos jovens brasileiros, o PT governou durante grande parte das suas vidas — e por isso associam-no à ideia de um partido velho e como um pilar do mainstream (Fernando Bizerra/EPA)

Fernando Bizerra/EPA

Para definir o PT, Bruno usa uma simples palavra: “Criminoso”. A partir de São Paulo, o estudante de engenharia informática cita a entrevista ao El País Brasil, na qual o antigo chefe da Casa Civil de Lula e ex-presidente do PT José Dirceu disse que era “uma questão de tempo” até o PT “tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição”. “O projeto deles é de poder”, sublinha Alexandre. “O objetivo não é ganhar a eleição, é assumir o poder.”

Sobre Lula, diz que até pode ser “um cara que talvez tenha assumido bons ideais” mas que “com certeza tomou um mau caminho”. E de Fernando Haddad fala no meio de um riso que demonstra acima de tudo espanto: “Ele vai literalmente a um presídio buscar indicações de um criminoso condenado em segunda instância”.

Bruno não faz concessões. “Quando se fala do Lula, da Dilma ou do Haddad, eu olho para eles como apenas uma pessoa, não vejo diferenças entre os três. E os três são o PT”, diz. “Para mim, são adversários meus e do próprio país.”

As redes sociais são um campo de batalha — e os soldados de Bolsonaro são os Bolsominions

O vídeo chegou às redes sociais no início de setembro e transformou-se no hino da candidatura de Jair Bolsonaro. Frases como “Bolsonaro é 17, não deixe o Brasil virar Venezuela ou “Brasil acima de tudo… Deus acima de todos!” são cantadas ao som dos ritmos brasileiros, com uma particularidade: quase todos os que aparecem nas imagens são jovens, com “17” ou “Mito” desenhados na cara e alinhados numa coreografia propositadamente preparada para apoiar o candidato.

São os “Bolsominions”, o termo pejorativo que os críticos de Jair Bolsonaro usam para falar dos grupos de jovens que seguem fielmente o candidato de extrema-direita. A partir do YouTube, é fácil encontrar momentos, filmados por vídeo amador, em que vários grupos repetem a mesma dança — e até vídeos explicativos de como aprender a coreografia — que serviu sobretudo de apoio a Bolsonaro depois da facada de que foi vítima a 6 de setembro.

Os vídeos acabaram por ridicularizar o movimento, aos olhos dos críticos, ainda que a importância desses “Bolsominions” esteja sobretudo no trabalho feito no Twitter, no Facebook e no Whatsapp, com a propagação de argumentos e histórias que dão força à candidatura.

Quando perguntamos a Bruno quão a fundo está nos debates e discussões online em torno das eleições presidenciais brasileiras, ele respondeu: “Estou mergulhado, bem debaixo de água, já pelo menos desde o ano passado”.

“Quem inventou esse termo foi a esquerda, para ofender e puxar o saco de quem apoia o Bolsonaro. E, para não cair na agressividade, eu acabei dizendo que, sim, eu sou um Bolsominion."
Bruno Minasi, advogado de 32 anos e apoiante de Bolsonaro

Entre o tempo que dedica ao trabalho, à família e à namorada — depois da “esquerdista”, Bruno namora com alguém que apoia Bolsonaro de forma inequívoca — o jovem advogado dedica-se também ao bate-boca no Twitter. Utilizador desde janeiro de 2012, tem mais de 45 mil posts publicados. Porém, nenhum deles teve tanta popularidade como aquele que fez a 16 de outubro, onde republicou um vídeo que lhe chegara via WhatsApp.

O vídeo em questão foi gravado por outros jovens num restaurante do Burger King. Nele, tentavam fazer um pedido no painel eletrónico e, na parte em que lhes era pedido que deixassem o seu nome, escreveram “BOLSONARO”. De repente, uma mensagem de erro aparecia a dizer que aquele nome “não é válido” e onde se lia a seguinte mensagem: “O BK Brasil repudia todo e qualquer ato de discriminação racial, de género, classe social ou qualquer outro tipo. Nossa empresa preza pela igualdade e diversidade”. Mais à frente, os mesmos jovens escreviam “LULA” no nome. E, aí, o pedido já prosseguia.

Bruno pegou no vídeo e escreveu: “Alguém do Burger King Brasil poderia se manifestar sobre isso? Ou sejam imparciais ou quem apoia Jair Bolsonaro não pisa mais nesse lugar!”. Depois, veio o milagre da multiplicação: o vídeo recebeu 4 500 comentários, 8 700 retweets, 27 mil likes e teve um total de 1,63 milhões de visualizações.

“Viralizou!”, conta, ainda espantado. “Viralizou de uma forma que eu não imaginava. Comecei a receber várias mensagens e notificações, tive até que silenciar o Twitter, porque a bateria não estava aguentando.”

No meio de todo o sururu ali causado, a conta do Burger King Brasil reagiu. Também em vídeo, a empresa explicou que não era só o nome de Bolsonaro que estava bloqueado, mas também o de Haddad — tudo para “evitar possíveis associações políticas” aos “nomes que possam ser associados à disputa” eleitoral. Ainda assim, a empresa reviu em parte a medida: além de acrescentar outros nomes à lista daqueles que não são permitidos — com “Lula” a fazer parte dela — a mensagem de erro foi alterada. A partir de então, passou a ler-se apenas: “O nome ou termo digitado não é válido. Por favor, escreva novamente”.

Bruno admite que se diverte muito nas redes sociais. “No Brasil você tem muita preocupação com trabalho, com finanças e com a segurança, principalmente. Eu faço lá uns comentários para me divertir, para provocar o pessoal e rir”, diz.

Alexandre, que também tem entrado em longos debates online sobre estas eleições, rejeita o rótulo. “Tem algumas pessoas me chamando de Bolsominion, mas eu pelo menos não me vejo assim. Eu uso argumentos reais, não é só escrever ‘Bolsonaro 2018’, não. Tento argumentar, sem comparar com o outro candidato, falando só dele mesmo”, diz.

Já Bruno aceita o rótulo de Bolsominion com orgulho — e uma ponta de provocação. “Quem inventou esse termo foi a esquerda, para ofender e puxar o saco de quem apoia o Bolsonaro. E, para não cair na agressividade, eu acabei dizendo que, sim, eu sou um Bolsominion. Pode escrever isso à vontade!”

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