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Cinco anos depois da Capital Europeia da Cultura, "Guimarães está vivíssima"

O fervor cultural não esmoreceu na ressaca de 2012. A criação artística está em alta em Guimarães e se há dois anos havia preocupação, hoje impera o otimismo. O número de espectadores está a aumentar.

As expectativas são altas para a 7.ª edição do GUIdance. O festival que tem colocado Guimarães no roteiro internacional da dança contemporânea começou na quinta-feira com um programa de nove espetáculos, dois dos quais em estreia absoluta e quatro em estreia nacional. Os experientes coreógrafos Russell Maliphant e Wim Vandekeybus são trunfos, aos quais se juntam várias atividades paralelas que têm como objetivo manter os bons números alcançados em 2016: quase quatro mil espectadores. Em 2015 contaram-se apenas 1760, menos de metade.

“Reconsideramos e redirecionamos algumas coisas, fizemos uma análise crítica aos anos de 2013, 2014 e 2015. O ano de 2016 representa um ajuste e uma correção”, explica Rui Torrinha, diretor artístico da GUIdance e programador do Centro Cultural Vila Flor (CCVF). No ano passado, os Festivais Gil Vicente, de teatro, também cresceram em público. O Guimarães Jazz contou com mais mil espectadores face a 2015 e o próprio Centro Cultural Vila Flor não atraía tanta gente desde 2012, ano em que Guimarães foi Capital Europeia da Cultura.

Se depois da Porto 2001 os anos foram de ressaca, com menos espetáculos, menos público e menos orçamento municipal para Cultura, em Guimarães a discrepância não foi tão acentuada. Frederico Queiroz, diretor executivo da Oficina, Regie-Cooperativa que gere espaços como o CCVF, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o Centro de Criação de Candoso e o Centro de Memória de Guimarães, admite que 2013 “não foi propriamente um ano fácil”. Mas, cinco anos depois do momento em que o mundo esteve de olhos postos em Guimarães, considera que “a cidade não pára”. “Não só pela Oficina, mas sinto a cidade muito viva, muito ativa.”

Dados: A Oficina.

Carlos Mesquita, presidente do Cineclube de Guimarães, também tem razões para sorrir. Não é que não tivesse antes: entre 2007 e 2010, de acordo com os dados oficiais do Instituto de Cinema e Audiovisual (ICA), foi o cineclube com mais espectadores do país nas suas sessões, com uma média aproximada de 6 mil espectadores por ano. Embora o presidente explique que os números estão estimados por baixo, uma vez que só têm em conta os 30 filmes apoiados pelo Instituto. Há mais 70 para contabilizar, entre eles sessões ao ar livre, num total de 16 mil espectadores. “Temos hoje uma atividade maior do que tínhamos”, afiança.

Como um evento pode mudar uma cidade

“Quando olhamos para 2011 e 2016, do meu ponto de vista Guimarães é hoje um território muito mais robusto a várias dimensões, nomeadamente na criação artística”, afirma José Bastos, ex-diretor do Centro Cultural Vila Flor e vereador da Cultura da Câmara Municipal de Guimarães desde 2013. A visão de cada responsável ou agente cultural vimaranense tem, pelo menos, três pontos de encontro entre si. O primeiro é um orgulho na atividade cultural da cidade, cujo caminho começou muito antes de 2012. “Aquele ano fantástico foi marcante, mas não podemos isolar o que é, na verdade, o culminar de um longo período que a cultura fez”, sublinha Rui Torrinha. O programador cultural vê o período da Capital como uma oportunidade que A Oficina aproveitou para “consolidar toda uma série de rotinas que já existiam”, dando continuidade ao legado da cidade. “Não alterámos muito o que fazíamos, apenas reforçamos”, quer os programas, quer os equipamentos.

Com a aproximação do grande momento, houve equipamentos novos e outros reabilitados. José Bastos estima que tenham sido gastos cerca de 70 milhões de euros na regeneração urbana. O maior investimento foi a transformação do antigo Mercado de Guimarães na atual Plataforma das Artes e Criatividade. É lá que fica o Centro Internacional das Artes José de Guimarães. A antiga Escola EB/1 de Candoso também deu lugar ao novo Centro de Criação de Candoso, de apoio à criação artística. Em outubro de 2011 abriu o CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, onde antes era uma antiga fábrica. Em 2012, outra velha fábrica transformou-se na ASA, um condomínio empresarial e plataforma criativa. A novidade mais recente é a Casa da Memória, que inaugurou em 2016.

"Monuments in Reserve", de Ângela Ferreira, esteve no Centro de Estudos para a Arte e Aquitetura. © Divulgação

© Divulgação

“A Capital Europeia da Cultura é a formação desse ideal”, ou seja, é uma consequência de um clima que já existia, recorda Rui Torrinha. O Cineclube de Guimarães, por exemplo, foi fundado em 1958. O Guimarães Jazz celebrou um quarto de século no ano passado. A Associação Convívio, criadora do festival, foi fundada em 1961. Na Guimarães 2012 fundou uma escola de jazz, cuja atividade se mantém. A Sociedade Martins Sarmento, uma instituição cultural de utilidade pública sem fins lucrativos, foi fundada em 1881. E o Círculo de Arte e Recreio existe desde 1939.

É aqui que entra o segundo ponto que todos os agentes da cidade destacam: o forte associativismo que sempre existiu em Guimarães. “O lastro cultural é ancorado a partir deste associativismo”, destaca o programador do GUIdance, que nota, no pós Capital, um movimento associativo muito mais forte e relacional com a comunidade. “Houve associações de programação cultural que viram na Guimarães 2012 uma oportunidade de lançar iniciativas que ainda hoje perduram, como o CAAA, o Guimarães Noc Noc, o Mucho Flow ou o Westway LAB Festival”, exemplifica. “Toda esta dinâmica permite-me concluir que aquilo que é a atividade cultural hoje aumentou”, acrescenta José Bastos. “A programação artística mantém-se com uma qualidade e regularidade assinaláveis e isso é uma consequência direta da Capital Europeia e da abertura de mentalidades, que também aconteceu em Guimarães. Hoje há mais disponibilidade para a partilha e execução de projetos em parceria. Está um território mais solidário, coeso e esclarecido.

Sem continuidade das políticas públicas, não há Capital Europeia que valha

O que nos leva ao terceiro ponto: a importância das políticas públicas. Se a Cidade Berço vive hoje um momento de otimismo, ainda há um par de anos o sentimento era de apreensão e até de desilusão. No caso d’A Oficina, o maior revés foi causado pela Lei 50/2012, aprovada pelo Governo PSD/CDS, que exigia que pelo menos 50% dos orçamentos das instituições que recebiam financiamento público fossem provenientes de receitas próprias. O que, no serviço público cultural, é muito difícil de se conseguir. A lei incluiu as régie-cooperativas (cooperativas de interesse público), caso d’A Oficina, que recebe um subsídio da autarquia. “Isso foi posto em causa com a lei”, recorda Frederico Queiroz. Em 2013, o Tribunal de Contas chegou a impor à autarquia a abertura de concursos públicos para a concessão a privados de alguns espaços, como a Plataforma das Artes.

Durante três anos “não foi possível fazer um planeamento atempado, estávamos a gerir ao dia”, lamenta o programador cultural Rui Torrinha. “Nenhuma instituição cultural consegue resistir a essa situação [falta de financiamento], foi um milagre a resistência que tivemos“. Ou seja, se é verdade que, por exemplo, o GUIdance perdeu público nesse período, o total de espectadores “até excedeu a expectativa” face à dificuldade em programar. “Foram anos muito difíceis, muitas estruturas não aguentaram esta pressão e a falta de apoio”, recorda Frederico Queiroz.

No ano passado, já com António Costa como primeiro-ministro, a Lei 50/2012 foi alterada e o Tribunal de Contas deu o aval que permitiu que A Oficina tivesse direito a apoio a partir da segunda metade do ano. A programação de 2017 está quase fechada — de acordo com Rui Torrinha, o apoio até cresceu, por causa da abertura da Casa da Memória, e ronda os 3,25 milhões de euros — e os espaços geridos pela cooperativa, detida em cerca de 80% pela Câmara, já tem a programação para 2017 quase finalizada. “Isso já nos permitiu começar a pensar em 2018, e é esta a ordem natural das coisas.”

"Quando nós discutimos há alguns anos, a nível nacional, 1% do Orçamento de Estado para a Cultura, em Guimarães esse valor é de 7%", sublinha o vereador José Bastos.

Ricardo Areias, diretor do CAAA – Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, é o mais cauteloso em relação ao momento de alguma euforia que a cidade vive hoje. Sente que “o ritmo está a melhorar”, assim como as programações, mas considera que Guimarães não está ao nível que poderia estar cinco anos após ter sido Capital Europeia da Cultura. A culpa é da “quebra muito grande” que se sentiu com a diminuição de financiamento público. “Quando não há continuidade é mais difícil recuperar.”

Para o CAAA, 2016 foi “ligeiramente melhor” do que 2015 em termos de visitantes, ainda que Ricardo Areias lembre que o Centro “não é um espaço convencional”. A programação é muito díspar e, por isso, é mais difícil fixar públicos. O jogo programático sempre difícil entre contratar artistas emergentes e artistas consagrados depende do orçamento e, no caso do CAAA, o apoio chega da Direção-Geral das Artes e do município. Ao estarem dependentes da DGrtes, a flutuação é maior.

O que ajuda a explicar os pés assentes no chão de Ricardo Areias. Durante a presença da Troika em Portugal, o Orçamento do Estado para a Cultura diminuiu e o da DGArtes sofreu especialmente. “Fizemos uma candidatura e tivemos apoio em 2014. Agora voltámos a ser repescados pela DGArtes e tivemos apoio de 2016 até meados de 2017, mas houve ali um hiato de um ano.” O responsável assume que quando o dia de amanhã está garantido, é mais fácil ser otimista. “Como temos sempre de ver se conseguimos sobreviver, a perspetiva é naturalmente mais pessimista“.

Nos últimos três anos, a Câmara Municipal disponibilizou 600 mil euros só para candidaturas de projetos associativos. © Miguel Pereira/Global Imagens

© D.R.

Vai valendo também o apoio da Câmara. “Quando nós discutimos há alguns anos, a nível nacional, 1% do Orçamento de Estado para a Cultura, em Guimarães esse valor é de 7%“, sublinha o vereador. Por ser uma área fundamental para o concelho, nomeadamente na coesão do território, que soma 48 freguesias. Nos últimos três anos, a Câmara Municipal disponibilizou 600 mil euros só para candidaturas de projetos associativos. E as candidaturas têm aumentado a cada concurso. Para José Bastos, isso é uma prova de que “a cidade está de facto a modificar-se na sua dinâmica de trabalho”, juntando associações que, antes, trabalhavam cada uma para seu lado.

A Câmara é o pilar de apoio e tem tomado várias iniciativas, como o programa ExcentriCidade, que leva cinema, música e teatro a algumas vilas periféricas do Concelho. Criou a Orquestra de Guimarães e o Quarteto de Cordas. Fomenta festivais, como o de música erudita Guimarães Allegro. Aposta na fixação do ensino superior artístico na cidade. “Temos curso superior de artes performativas, design e arquitetura, e estamos em vias de ter um curso de artes visuais pela Universidade do Minho”, destaca José Bastos.

Carlos Mesquita, o presidente do Cineclube, elogia “o grande esforço do novo executivo”, por contraponto à “hostilidade à Cultura que teve o anterior Governo”. Ao atual Governo, Ricardo Areias defende que deveria existir um apoio direto do Ministério da Cultura a alguns espaços, tal como existe para estruturas no Porto e em Lisboa, casos da Casa da Música (Porto 2001) e do Centro Cultural de Belém (Lisboa 1994). “Faz todo o sentido numa situação de pós Capital Europeia da Cultura”, justifica.

"Entendemos que as autarquias não podem avançar para projetos e esperar que o Estado financie na íntegra", salvaguarda o vereador José Bastos. "Pedimos é que, à semelhança do que acontece em Lisboa e Porto, o resto do país também tenha direito a financiamento."

Esse apoio está atualmente em discussão. De acordo com José Bastos, o Governo “prometeu financiar” o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, que custa à autarquia um milhão de euros por ano. “Entendemos que as autarquias não podem avançar para projetos e esperar que o Estado financie na íntegra”, salvaguarda. “Pedimos é que, à semelhança do que acontece em Lisboa e Porto, o resto do país também tenha direito a financiamento.

Autarquia e Ministério da Cultura não terão ainda colocado um número em cima da mesa. “Pedimos um investimento que seja adequado”, sublinha o vereador. Com mais dinheiro, Frederico Queiroz quer reforçar a programação, a comunicação e o marketing do projeto, que ainda é desconhecido do próprio país onde se insere. Em 2016, somou apenas cerca de 12 mil visitantes. “Na comunidade artística está reconhecido e validado, mas falta-nos afirmá-lo de forma mais ampla”, reconhece o diretor executivo.

Ministério da Cultura e autarquia estão a discutir um apoio direto do Estado para o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, o maior investimento da Capital Europeia da Cultura 2012. © D.R.

© João Morgado / Divulgação

“Guimarães tem turistas como nunca teve”

Um dos fatores que contribuíram para que o GUIdance tivesse conseguido duplicar os espectadores foi o reposicionamento da equipa d’A Oficina, que procurou entender melhor o território onde se insere o festival e encontrou uma cidade com “uma série de escolas de diferentes expressões estéticas” na área da dança. “O que fizemos foi reafirmar a relação artística com a Europa e com o mundo, mantendo o festival num nível artístico muito alto, mas ao mesmo tempo redefinimos a ideia de que é importante que o festival também seja um palco de motivação para os jovens criadores”, explica Rui Torrinha. Isso passa pela aposta nos criadores nacionais, estabelecidos e emergentes. O evento, criado nas vésperas de 2012, termina a 11 de fevereiro.

Há uma dinâmica muito própria na vida cultural vimaranense, de associativismo e iniciativa, que não se encontra em outra cidade portuguesa de dimensão semelhante. A Capital Europeia decorreu em plena crise, o que fez com que, a par da euforia, algumas associações tivessem perdido sócios. “Muitas pessoas, onde eu me incluo, pertencemos a várias associações e, nessa altura, tivemos de optar pela que nos era mais próxima”, por causa dos custos, recorda Carlos Mesquita. Desde 2012 até agora, o Cineclube cresceu. E há todo um trabalho por trás. “Enviamos a todos os associados, mensalmente, um boletim com oito ou 10 páginas com a programação mensal. Temos cinco vitrines espalhadas pela cidade, estrategicamente colocadas, com a nossa programação, que também está na Internet, mais a newsletter. No dia da sessão, os sócios são recordados por SMS”, relata. Esse esforço próprio ajuda a explicar o sucesso, quase 60 anos depois.

“Acho que as pessoas deixaram de estar à espera do apoio do Ministério da Cultura e começaram a pôr as coisas a mexer sozinhas”, acredita Ricardo Areias. A diminuição do financiamento público não deteve as pessoas, “que continuaram a trabalhar”. Depois de 2012, o responsável pelo CAAA viu mais artistas a fixarem-se na cidade, para criarem. “Acho que há uma Guimarães antes e depois de 2012.”

Há três anos, Guimarães foi pioneira em criar uma AEC para as artes performativas. "Pensar que daqui a meia dúzia de anos estas crianças serão adolescentes e passaram pelos nossos espaços… Não quer dizer que se vão tornar público regular, mas serão crianças diferentes.” Frederico Queiroz.

Terminado o ano da Capital, para além das praças reabilitados, dos novos edifícios e estruturas, Rui Torrinha destaca outra coisa que a Cidade Berço soube guardar: “A importância da cultura na vida das pessoas. Esse é o maior edifício imaterial, a noção muito clara da cultura na vida da cidade.”

Para Carlos Mesquita, não há uma visão única sobre o resultado da Capital da Cultura. Mas pelo menos uma vantagem acredita que é visível a todos, para além das construções e do fortalecimento das instituições locais, quer municipais, quer associativas: o turismo. “Guimarães tem turistas como nunca teve. Deve-se ao crescimento exponencial do turismo no país, claro, mas também à Capital Europeia da Cultura. Eu ando pela rua e nunca vi tantos turistas na minha vida, mesmo em época baixa!

José Bastos assume que é difícil ter números certos, porque “os turistas vêm de forma autónoma”, mas notou que 2016 foi o melhor ano de visitas aos Paços de Bragança desde 2012. O mesmo no teleférico de Guimarães, cuja taxa de crescimento “é muito significativa”. Embora a autarquia saiba que a Região Norte registou um aumento de turistas no seu todo, “Guimarães não é exceção e acreditamos que tem a ver com o retorno da sua estratégia pós 2012”.

Frederico Queiroz não tem dúvidas de que a cidade vive um ótimo momento cultural. Por tudo o que aqui foi falado, mas também por causa da formação de novos públicos desde tenra idade. “O nosso serviço educativo tem um protocolo com o município chamado “Programa Mais Dois”, que tem a ver com as Atividades de Enriquecimento Curricular (AECs), que o Ministério da Educação instituiu para o primeiro ciclo. Normalmente, as escolas optam por oferecer aulas de educação física, de música ou de inglês. Há três anos, Guimarães foi pioneira em criar uma AEC para as artes performativas.

© Centro Cultural Vila Flor

© Centro Cultural Vila Flor

No programa desenvolvido pela Oficina, os pais podem inscrever as crianças nas artes performativas e a resposta “tem sido incrível”, diz Frederico Queiroz, com orgulho. “Este ano letivo temos cerca de 1800 alunos, que usufruem de atividades dentro e fora da escola, às vezes vêm assistir a espetáculos, levamos artistas à sala de aula”, conta. Os professores têm formação na área e a ideia é simples: “Sem público não faz sentido estarmos aqui, e é nossa responsabilidade de serviço público formar público. Pensar que daqui a meia dúzia de anos estas crianças serão adolescentes e passaram pelos nossos espaços… Não quer dizer que se vão tornar público regular, mas serão crianças diferentes.” As boas práticas geraram a curiosidade de outros municípios, que têm procurado a autarquia e o serviço educativo para se informarem sobre o que há a fazer.

O Teatro Oficina também tem turmas de iniciação ao teatro para 60 alunos por ano. Em março acontece a mostra anual de teatro amador, dedicada aos 150 anos de Raúl Brandão, e a Oficina abriu as suas produções à colaboração dos restantes grupos. “Apareceram 16 grupos amadores de teatro do concelho”, conta Frederico Queiroz. Um número de fazer inveja a muitos municípios portugueses. “Portanto, Guimarães está vivíssima!”

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