Quando a extrema-esquerda chega aos governos. Aguenta?

04 Novembro 2015559

Não é preciso ir a países escandinavos para encontrar a extrema-esquerda no poder. Desde a queda do Muro que os casos se multiplicam, de Espanha e França a Itália. E o que aconteceu depois?

Quer seja em acordos de incidência parlamentar ou em coligações formais de Governo, depois de 1989 – queda do muro de Berlim e ponto decisivo de reformulação ideológica de quase todos os partidos comunistas europeus, que evoluíram para posições ou típicas do chamado eurocomunismo, ou mesmo social-democratas de esquerda (o PCP é quase a única exceção, tendo mantido a fidelidade à ortodoxia e algum peso eleitoral) -, as coligações com partidos de extrema-esquerda ocorreram um pouco por toda a Europa e não estão restritas aos países nórdicos. Em Espanha, França e Itália, os partidos comunistas chegaram a entendimento com Governos socialistas, muitas vezes para impedirem que a direita governasse ou apenas para reforçarem Executivos minoritários. Mas também os deixaram depois cair ou provocaram mesmo a sua queda.

Embora muitos destes partidos mantenham formalmente a sua linha ideológica mesmo no poder, temas como a Europa ou a oposição à austeridade são muitas vezes esquecidos em nome da estabilidade governativa. São, no entanto, muito raros os que seguem uma ortodoxia marxista-leninista ou revolucionária.

bandeira-chipre

O Partido Comunista de Chipre (AKEL) é considerado um dos partidos comunistas mais bem-sucedidos da Europa. Em 2003, entrou numa coligação pré-eleitoral com Tassos Papadopoulos, do Partido Democrático, tendo como principal bandeira travar o plano Annan, uma proposta das Nações Unidas para resolver a questão da divisão cipriota. Apesar de ser favorável à unificação, os comunistas acabaram por defender o não ao plano Annan num referendo em 2004 e a rejeição a este acordo ganhou com mais de 75% dos votos.

LFB06,

Tassos Papadopoulos, presidente de Chipre, liderou um Governo de coligação com comunistas entre 2003 e 2008

O AKEL é um partido eurocético, apesar de ter apoiado a entrada de Chipre na União Europeia. Após o mandato de Tassos Papadopoulos, entre 2003 e 2008, o AKEL conseguiu que o seu líder fosse eleito Presidente de Chipre.

bandeira-dinamarca

Na Dinamarca, a extrema-esquerda já apoiou um Governo minoritário de centro-esquerda no Parlamento e, passados alguns anos, voltou a apoiar um Governo à esquerda depois de 10 anos de domínio da direita no poder.

O nascimento de uma Aliança Verde/Vermelha em 1989, que agregou partidos comunistas e pequenas forças socialistas, veio reunir e reforçar as forças de extrema-esquerda no país, conseguindo representação no parlamento em 1994. Nessas eleições, o partido mais votado, o Partido Social Democrata – de centro-esquerda -, não conseguiu a maioria absoluta, ficando com a possibilidade de negociar à esquerda ou à direita, mediante as medidas que queria ver aprovadas. Os pacotes económicos eram então maioritariamente apoiados pelo Partido Popular Socialista – também de centro-esquerda – e pela Aliança Verde/Vermelha, mas não havia nenhum entendimento formal por parte deste partido para dar o aval parlamentar às medidas do Partido Social Democrata.

A Aliança Verde/Vermelha aproveitava então para negociar com o Governo minoritário causas importantes para si como medidas sociais e direitos dos trabalhadores. No entanto, este apoio ao Governo levou a várias discussões internas que acabaram por resultar num acordo firmado com o Governo minoritário, mantendo, no entanto, a liberdade de apoiar medidas que fossem de encontro ao seu programa e contra aquelas que consideravam não se encaixar nas suas promessas. Este entendimento durou entre 1994 e 2001.

Danish Prime minister Helle Thorning-Schmidt (C) poses with her new cabinet, (2nd from L) minister of Tax Jonas Dahl, minister of Justice Karen Haekkerup, Forein Affairs minister Holger K. Nielsen and minister for Food and Agriculture, Dan Joergensen after presentation at Amalienborg on December 12, 2013 in Copenhagen. AFP PHOTO / Scanpix Denmark / JENS ASTRUP / DENMARK OUT (Photo credit should read JENS ASTRUP/AFP/Getty Images)

A primeira-ministra dinamarquesa, Helle Thorning-Schmidt, com o seu Governo

Dez anos depois, a esquerda estava de volta ao poder, apesar de o partido mais votado ser de direita. Em 2011, apesar de ter ficado em segundo lugar nas eleições, o Partido Social Democrata rapidamente se aliou ao Partido Popular Socialista e ao Partido Social Liberal para formar Governo. Apresentando-se como uma coligação que iria romper com as medidas de austeridade impostas no país, a Aliança Verde/Vermelha deu também o seu apoio parlamentar ao Governo liderado pela primeira-ministra Helle Thorning-Schmidt – nestas eleições conseguiu a sua maior votação, elegendo 12 deputados. O partido deu o aval aos orçamentos deste Governo, garantindo que iria “arrastar” o Governo para a esquerda, no entanto, novas medidas de austeridade recomendadas por Bruxelas foram aplicadas durante a governação de Thorning-Schmidt. Em 2015, a direita voltou a ganhar as eleições e desta vez conseguiu formar Governo.

A Aliança Verde/Vermelha é abertamente contra a União Europeia e defende a saída da Dinamarca desta organização, assim como se opõe ao apoio do país a intervenções militares.

bandeira-espanha

Em 2004, as eleições em Espanha realizaram-se logo após o ataque terrorista de 11 de março. O PSOE, partido de centro-esquerda, ganhou nas urnas, mas sem maioria absoluta. No entanto, partidos como a Izquierda Unida, ou Esquerda Unida, que agrega partidos comunistas, votaram favoravelmente a investidura de José Luis Zapatero como primeiro-ministro. Antes mesmo da eleição, este partido de extrema-esquerda já tinha feito pontes com o PSOE para que não deixassem o PP governar, caso os partidos à esquerda conseguissem a maioria dos votos. Gaspar Llamazares, então líder do partido, disse mesmo que a Esquerda Unida não tinha medo de integrar o Governo.

190902 Official School of Doctors of Manifest Madrid against the Law of Quality of Education. The main opposition parties, unions and diverse groups related to education met in the Official School of Doctors of Madrid to present/display the manifesto an education of quality for all against the Law of Quality of the Education that the Government proposes. The act was presented/displayed by the Anabel actress Alonso and I emphasize the presence of Jose Luis Rodriguez Zapatero, Gaspar Llamazares, Jose Maria Fidalgo, Innocent Mendez and Trinidad Jimenez among others. 600 (Photo by Quim Llenas/Cover/Getty Images)

Zapatero e Llamazares juntos em 2002. Os dois líderes eram próximos, apesar de pertencerem a partidos diferentes.

Apesar de a relação entre Llamazares e Zapatero se ter pautado por grande cumplicidade no início do mandato – a primeira reunião do socialista na Moncloa foi com a Esquerda Unida -, não houve qualquer acordo formal entre as duas formações e os orçamentos socialistas provaram ser difíceis de digerir nas fileiras da Esquerda Unida. Zapatero foi navegando o seu mandato entre entendimentos à esquerda, especialmente para medidas de cariz social – como a introdução do casamento entre pessoas do mesmo sexo e processos de divórcio mais céleres – e acordos com partidos autonómicos, quando se tratava de medidas mais duras para os trabalhadores. Em troca do seu apoio, estas forças exigiam mais competências para as regiões espanholas.

Em 2008, já no fim do mandato e tendo as próximas eleições em vista, Llamazares disse que Zapatero tinha “falhado à esquerda, que confiou nele em 2004”. Nas eleições de 2008, a Esquerda Unida passou de seis a dois deputados e absteve-se na investidura do segundo mandato de Zapatero – que voltou a não conseguir maioria absoluta -, perdendo o seu peso parlamentar.

bandeira-finlandia

A Aliança da Esquerda, que nasceu da convergência de diferentes partidos comunistas, integrou uma coligação de Governo pela primeira vez em 1995 no Governo “arco-íris” de Paavo Lipponen. Este Governo ficou conhecido assim porque agregava o Partido Social-Democrata (centro-esquerda), o Partido de Coligação Nacional (centro-direita), a Aliança da Esquerda (extrema-esquerda), o Partido Popular Sueco da Finlândia (que representa a minoria que fala sueco) e a Liga Verde (ecologista). O partido votou internamente esta entrada no Governo e apesar de alguns dos seus deputados terem sido suspensos por oposição ao executivo, o partido cumpriu o seu mandato.

Em 1999, a coligação mantém-se e a Aliança da Esquerda consegue as pastas das Finanças e das Regiões. Devido às participações na ação governativa, o partido perdeu junto do eleitorado o ímpeto reformista que o caracterizava antes de 1995, mas os seus ministros eram vistos como figuras sólidas dentro do executivo, apoiando planos que visavam a disciplina orçamental no país.

Nas eleições em 2003, o Governo arco-íris foi quebrado com as forças da direita a conseguirem um reforço nas eleições e a Aliança da Esquerda perdeu um deputado no Parlamento. Voltaria ao Governo em 2011, quando Jyrki Katainen elaborou um Governo com seis partidos políticos. Neste Governo, a extrema-esquerda ficou com a pasta do Desporto. A Aliança da Esquerda acabou por sair do Governo em 2014 por não estar de acordo com o plano de austeridade promovido pela maioria dos partidos no executivo – uns meses antes, os Verdes tinham também abandonado a coligação devido à expansão da energia nuclear no país.

bandeira-franca

O Partido Comunista Francês entrou no Governo de Mitterrand em 1981, com quatro pastas ministeriais, no entanto, os primeiros anos do Governo socialista viram o desemprego aumentar e a economia cair, levando Jacques Delors, então ministro da Economia, a implementar um plano de recuperação económica. Os comunistas não gostaram das mudanças e abandonaram o Governo em 1984, tornando-se partido da oposição. Em 1988, com uma maioria relativa dos socialistas e com a queda do muro de Berlim no ano seguinte, o Partido Comunista Francês não volta a entrar no Governo – composto por socialistas e alguns ministros de centro-direita -, mas votou favoravelmente a algumas medidas dos Governos liderados por Michel Rocard, Édith Cresson e Pierre Bérégovoy.

Em 1997, Jacques Chirac dissolve o Parlamento francês e convoca novas eleições. Os socialistas articulam então alguns entendimentos pré-eleitorais com os Verdes e com o Partido Radical de Esquerda para angariarem mais votos, enquanto os comunistas conseguem alguns acordos com o Movimento dos Cidadãos, que agregava eurocéticos de esquerda e antigos gaulistas. O PS francês acaba por ganhar as eleições e constitui uma coligação a que chama Esquerda Plural, onde contam os Verdes, o Partido Comunista francês, o Partido Radical de Esquerda e o Movimento dos Cidadãos. Os comunistas ficam com as pastas dos Transportes e do Desporto e Juventude, enquanto os radicais de esquerda ficam à frente do ministério da Administração Pública e do Comércio Externo. 

MILITARY, CEREMONY|COMMEMORATION|PRIME, MINISTER|PRESIDENT, OF, THE, REPUBLIC,

Jacques Chirac, presidente da República, e Lionel Jospin, primeiro-ministro, durante uma cerimónia militar

Lionel Jospin era o primeiro-ministro deste Governo e uma das principais medidas introduzidas no seu mandato foi a jornada de 35 horas semanais de trabalho. Em 2001, perante o fraco crescimento económico, verdes e comunistas começaram a manifestar-se contra as políticas económicas do Governo, contestando as privatizações levadas a cabo pelo executivo. Em 2002, houve eleições e a direita saiu vitoriosa.

bandeira-grecia

Sem resultados conclusivos nas eleições de 1989, onde Nova Democracia e PASOK ficaram a 5% de distância, Tzannis Tzannetakis, que pertencia à Nova Democracia e era uma figura respeitada pelo seu passado como preso político, assumiu a tarefa de formar um Governo com o Synaspismos, movimento que agregava os vários partidos de extrema-esquerda e que mais tarde viria a dar origem ao Syriza. Apesar da curta duração deste Governo, entre junho e outubro, a sua principal missão era esclarecer os escândalos de corrupção da legislatura anterior e uma das principais medidas foi o levantamento da imunidade parlamentar a antigos ministros. As forças no poder concordaram também em queimar os registos dos cidadãos compilados pela polícia grega, levantou a e liberalizou o mercado da televisão.

Após novas eleições em 1989 que resultou novamente numa curta margem entre Nova Democracia e PASOK, um novo Governo de salvação nacional foi constituído, agregando várias forças políticas, incluindo partidos comunistas.

bandeira-irlanda

Um escândalo de pedofilia durante o Governo irlandês eleito em 1992, fez com que em 1994 houvesse necessidade de criar um novo entendimento partidário. Criou-se então um Governo “arco-íris” – um termo usado também na Finlândia – entre vários partidos: Fine Gael, partido de centro-direita, o Partido Trabalhista, de esquerda, e a Esquerda Democrática, um partido à esquerda que nunca se identificou como comunista, mas mantinha uma organização interna similar à dos partidos comunistas, assim como bandeiras ideológicas.

DUBLIN, IRELAND - DECEMBER 1: US President Bill Clinton (R) laughs with Irish Prime Minister John Bruton (L) 01 December before a meeting in which they discussed Bosnia and the Northern Ireland peace process. Clinton is on the first day of a two-day visit to Ireland. AFP PHOTO (Photo credit should read PATRICK KOVARIK/AFP/Getty Images)

John Bruton com Bill Clinton em Dublin

À frente deste Governo estava o líder do Fine Gael, John Bruton, um governante experiente que já tinha passado por vários executivos com pastas como Indústria ou Finanças. Para a Esquerda Democrática, os lugares no Governo foram questões essenciais para aceitarem integrar o Governo e no executivo defenderam posições favoráveis à modernização do Estado Social. O Governo durou até 1997. A Esquerda Democrática perdeu apoio depois de ter estado no Governo e acabou por fundir-se em 1999 com o Partido Trabalhista.

bandeira-italia

Em 1996, os comunistas em Itália quebraram uma barreira ideológica à esquerda, apoiando um Governo socialista pela primeira vez. Apesar de lhes ter sido oferecida a oportunidade de integrarem a coligação à esquerda, o Partido da Refundação Comunista não aceitou fazer formalmente parte do executivo de Romano Prodi, mas comprometeu-se a apoiá-lo nas suas principais iniciativas, mediante o necessário período de negociação.

Na negociação do orçamento em 1998, o partido comunista adota o lema “avançar ou quebrar”, acabando por retirar apoio ao Governo de esquerda. Esta divergência com o Governo abre também intensas divisões no partido comunista, levando à cisão dentro dos comunistas e à criação do novo Partido dos Comunistas Italianos.

Será o Partido dos Comunistas Italianos que vai integrar o Governo que se vai formar no seguimento da queda deste e que passará a ser liderado por Massimo D’Alema. Mas ao contrário do Partido da Refundação Comunista, o Partido dos Comunistas Italianos aceita entrar no Governo e é representado por Oliviero Diliberto, que fica encarregue da pasta da Justiça. D’Alema tinha começado a vida política como comunista e acabou por converter-se ao socialismo no início dos anos 90. Foi primeiro-ministro entre 1998 e 2000 e durante o seu Governo avisou que os comunistas deviam mudar a sua base ideológica. Giuliano Amato sucedeu a Massimo D’Alema, entre 2000 a 2001, continuando com o apoio do Partido dos Comunistas Italianos.

HORIZONTAL,

Romano Prodi fala ao Senado em 2008

Em 2006, a esquerda regressa ao poder e as duas formações comunistas integram um novo Governo liderado por Romano Prodi. Apesar de controlar a Câmara de Deputados, Prodi detinha uma margem curta no Senado. Para além dos dois partidos comunistas e do Partido Democrático da Esquerda – que no final do mandato se vai fundir com o Partido Democracia é Liberdade -, integravam esta coligação mais 11 partidos, embora nem todos tivessem representação no executivo. Pouco tempo depois da constituição do Governo, em 2007, a aprovação da continuação do apoio às manobras militares no Afeganistão e a extensão da Base Militar de Caserma Ederle, cedida aos americanos. Numa manifestação contra os norte-americanos, os partidos de extrema-esquerda que estavam no executivo ajudaram a organizar o protesto, fretando comboios e autocarros. Este Governo acabou por cair em 2008 depois de não conseguir fazer aprovar um voto de confiança no Senado.

bandeira-suecia

Sem conseguir maioria absoluta nas eleições de 1998, Göran Persson, líder do Partido Social Democrata (centro-esquerda), teve de se aliar aos Verdes e ao Partido de Esquerda (um partido que se identifica como socialista e feminista) para constituir uma maioria sólida no parlamento. Estes partidos não integraram os seus Governos – Persson esteve no poder até 2006, completando dois mandatos completos de quatro anos – e negociaram no início de cada mandato o que faria parte de um acordo de incidência parlamentar.

Em 1998, o acordo incidiu sobre cinco áreas principais: economia, emprego, rendimento, igualdade de género e ambiente. Em 2002, estes acordos entre os três partidos evoluíram e as três forças encontraram 121 pontos que necessitavam de convergência em 11 áreas específicas de intervenção governamental. Foi também acordado estabelecer gabinetes de coordenação entre os três partidos para afinar as orientações políticas do Governo. Em 2006, os partidos de centro-direita ganharam as eleições.

Em 2014, a esquerda voltou o Governo com uma coligação entre os sociais-democratas e os verdes, apoiados pontualmente pelo Partido de Esquerda.

Texto de Catarina Falcão, ilustração de Andreia Reisinho Costa.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)