São quatro. São médicos. E querem ser o próximo bastonário da Ordem dos Médicos. Álvaro Beleza, João França Gouveia, Jorge Torgal e Miguel Guimarães estão alinhados na ideia de que há médicos a mais no País e três deles, em entrevista, por escrito, ao Observador, defendem mesmo a redução dos numerus clausus.

Todos consideram má a possibilidade criada pelo novo regime de internato médico: haver médicos sem especialidade a exercer no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e apontam soluções para corrigir esse problema. Dois dos quatro candidatos defendem também a reavaliação da Linha Saúde 24, que o atual bastonário tem criticado, e, divididos estão ainda na questão da exclusividade médica. Dois deles — João França Gouveia e Jorge Torgal — acham que deve ser introduzida a obrigatoriedade de exclusividade médica. Álvaro Beleza e Miguel Guimarães admitem a recuperação desse vínculo, mas com remuneração adequada e com um caráter opcional.

Se forem escolhidos pelos médicos, esta quinta-feira, prometem aprofundar a proximidade com os seus pares.

Álvaro Beleza é especialista em Imuno-Hemoterapia, ex-dirigente do PS e ex-presidente do Instituto do Sangue; João França Gouveia é especialista em medicina interna e ex-diretor regional de saúde da Região Autónoma dos Açores; Jorge Torgal, professor catedrático na Nova Medica School, foi presidente do Infarmed e do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e o urologista Miguel Guimarães é atualmente presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos.

As eleições de quinta-feira, dia 19, vão decidir quem será o bastonário da Ordem dos Médicos do próximo triénio e os órgãos sociais da Assembleia de Representantes, os conselhos regionais do Norte, Centro e Sul e também os conselhos disciplinares e os fiscais. Se nenhum dos candidatos alcançar a maioria necessária, haverá uma segunda volta.

Temos ou não médicos a mais? Defende a redução dos numerus clausus?

Com o novo regime de internato médico, é possível voltar a haver médicos sem especialidade a trabalhar no SNS. Como encara esta possibilidade? Deve ser revista?

Como olha para a acumulação da prática no SNS com a clínica privada? Defende a exclusividade médica?

Tal como o atual bastonário, também acha que a Linha Saúde 24 deveria ser extinta? Porquê?

Acha que deveria haver uma maior divisão de tarefas entre médicos e enfermeiros? Em que serviços? E que tipo de tarefas?

Na sua opinião, existe subfinanciamento no SNS ou má gestão? E qual a solução para garantir a sustentabilidade do SNS?

Qual deve ser o papel da Ordem dos Médicos?

Qual a primeira medida que pensa tomar caso seja eleito?

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