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De Robben a Balotelli, de Rabiot a Fabrègas, de De Gea a Buffon. 30 jogadores que ficam livres no dia 1 /premium

O mercado de transferências reabre no primeiro dia de janeiro e são muitos os jogadores que ficam livres para assinar um pré-contrato. Os 30 principais nomes têm consagrados, promessas e flops.

O mercado de janeiro é o parente pobre dos mercados de transferências. As atenções concentram-se sempre na janela de verão, quando os principais contratos são assinados, quando surgem as maiores bombas, quando os colossos europeus perdem o amor ao dinheiro e roubam os ativos uns dos outros. Contudo, é preciso recordar que foi a meio da temporada que Luis Suárez deixou o PSV Eindhoven para se juntar ao Liverpool, que Ivan Rakitic custou pouco mais de um milhão de euros ao Sevilha quando jogava no Schalke 04 e, mais recentemente, que Virgil van Dijk deixou o Southampton para se juntar aos reds.

Significa isto, portanto, que é possível realizar grandes negócios em janeiro. No ano que está quase a começar, especialmente, são muitos os nomes com provas dadas no futebol internacional que ficam livres para assinar um pré-contrato a partir do primeiro dia do primeiro mês: desde Robben a Balotelli, passando por Cesc Fabrègas, David Luiz ou Gianluigi Buffon. Pelo meio, claro, estão as promessas – Rabiot enquanto porta estandarte, Martial como bomba prestes a explodir, Alderweireld como talentoso azarado. Depois há De Gea, espanhol que será o grande ponto de interrogação nos próximos meses.

Ao todo, o Observador reuniu aqueles que serão os 30 principais jogadores do futebol europeu que ficam livres a partir do dia 1 de janeiro de 2019. Chegavam para formar uma bela equipa e ainda ter um banco de suplentes de luxo.

David De Gea (Manchester United)

Getty Images

Aos 28 anos, e depois de vários avanços e recuos a propósito de uma eventual renovação de contrato, o guarda-redes espanhol chega ao início do ano com a decisão do futuro nas suas mãos apesar das notícias que davam conta de uma cláusula que permitia ao Manchester United prolongar o vínculo de forma unilateral. É um dos melhores números 1 da atualidade, dono e senhor do lugar nos red devils e na seleção espanhola, e tem três grandes possibilidades em cima da mesa: ou fica em Old Trafford como o jogador mais bem pago no plantel (e o clube parece disposto a isso); ou regressa a Espanha para lutar pela Liga dos Campeões; ou reforça um dos grandes europeus que procuram a todo o custo ganhar a Champions, como o PSG.

Gianluigi Buffon (PSG)

AFP/Getty Images

Após 17 anos ao serviço da Juventus, Buffon assinou pelos franceses do PSG no passado mês de julho. Depois de conquistar quase tudo pela Vecchia Signora – faltou a Liga dos Campeões –, decidiu, aos 40 anos, rumar a outras paragens. Assinou um contrato de um ano com outro de opção e, ainda que não exista confirmação oficial de nenhuma das partes, os jornais franceses insistem que o guarda-redes vai renovar por mais uma temporada. No PSG, Buffon ainda só marcou presença em 13 jogos e tem sido normalmente suplente do jovem Alphonse Areola. Com o guarda-redes italiano, além da indecisão sobre se o futuro é em Paris ou noutra cidade qualquer, acresce uma outra dúvida: será que o italiano vai continuar a carreira ou terá sido esta a última temporada em que vimos Gigi de luvas calçadas?

Petr Cech (Arsenal)

Nigel Roddis/EPA

O guarda-redes checo deixou o Chelsea para se juntar ao Arsenal em junho de 2015 – assinou um contrato de quatro anos que termina, precisamente, em junho de 2019. Em Londres, Petr Cech é o habitual dono das redes do Arsenal e é regularmente capitão de equipa, sendo um líder de balneário e a voz do treinador Unai Emery dentro de campo. Com os gunners, conquistou uma Taça de Inglaterra e uma Taça da Liga e viu Arsène Wenger, histórico técnico do Arsenal, deixar o clube após 22 anos. Aos 36 anos, é tempo de perceber se Cech ainda vai começar uma nova aventura noutras paragens.

Guillermo Ochoa (Standard Liège)

Getty Images

O mediático guarda-redes mexicano termina o contrato com o clube belga em junho de 2019 e também está livre para negociar com outro clube. Ochoa quase deixou o Standard Liège no passado verão, quando o Nápoles procurava um substituto para Pepe Reina (numa operação que teve Rui Patrício como opção preferencial até à saída de Maurizio Sarri e chegada de Carlo Ancelotti), mas acabou por ficar no clube onde é o guarda-redes titular indiscutível. Depois da boa campanha no Mundial da Rússia – onde se afirmou, mais uma vez, como uma das figuras da entusiasmante seleção mexicana –, o guarda-redes de 33 anos pode muito bem receber propostas de clubes mais competitivos e com outras ambições a nível europeu.

Dani Alves (PSG)

AFP/Getty Images

O lateral brasileiro chegou a Paris em julho de 2017 a custo zero e assinou por dois anos. Foi a segunda transferência do jogador brasileiro sem qualquer encargo para a equipa de destino: um ano antes, no verão de 2016, tinha deixado o Barcelona – que pagou mais de 35 milhões de euros ao Sevilha, em 2008, para o contratar, tornando-o o lateral mais caro da história – também a custo zero, rumo à Juventus. Aos 35 anos e recém-recuperado de uma grave lesão – e depois de um verão onde foi associado ao Manchester United e a um regresso a Camp Nou –, Dani Alves ainda não sabe se vai continuar no PSG às ordens de Thomas Tuchel.

Filipe Luís (Atl. Madrid)

AFP/Getty Images

Foi o protagonista de uma das novelas do mercado de transferências do último verão. Depois de deixar o Atl. Madrid de Simeone em 2014, no final de uma época quase perfeita, – os colchoneros foram campeões espanhóis e chegaram à final da Liga dos Campeões, onde perderam com o Real Madrid no Estádio da Luz –, Filipe Luís acabou por regressar à capital espanhola ao fim de apenas um ano ao serviço do Chelsea. No verão de 2018, foi permanentemente associado a uma transferência para o PSG: os franceses apresentaram uma proposta, o lateral brasileiro considerou a oferta irrecusável mas o Atl. Madrid fechou as portas a uma eventual saída. Em junho, Filipe Luís fica livre e deve voltar a deixar Madrid e os colchoneros – Arsenal e Juventus são alguns dos destinos prováveis.

Juanfran (Atl. Madrid)

AFP/Getty Images

Além do lateral esquerdo, Simeone pode ainda perder um dos elementos mais importantes do últimos anos de cholismo no Atl. Madrid. O contrato original de Juanfran terminou em junho de 2018 mas jogador e clube acordaram uma extensão do vínculo por mais um ano – e nada indica que o mesmo não poderá acontecer novamente. Ainda assim, teoricamente, o lateral espanhol está livre para assinar um pré-contrato a partir do primeiro dia de janeiro e pretendentes não faltarão a uma peça fulcral do Atl. Madrid que foi campeão espanhol, venceu duas Ligas Europa e chegou à final da Liga dos Campeões por duas ocasiões.

Nacho Monreal (Arsenal)

Getty Images

Nacho Monreal está no Arsenal desde 2013, renovou contrato em janeiro de 2016 e, ainda que tenha de figurar nesta lista porque o vínculo termina em junho do próximo ano, o mais provável é que o lateral espanhol acabe por decidir ficar em Londres. Monreal já declarou que está feliz nos gunners, o Arsenal já confirmou que as conversações para a renovação estão em cima da mesa e Unai Emery, o treinador, desfaz-se em elogios ao jogador e já defendeu que é “necessário” segurar o lateral. O Barcelona é um dos principais pretendentes mas o jogador formado no Pamplona e feito homem no Málaga deve mesmo continuar de canhão ao peito.

Thomas Vermaelen (Barcelona)

Getty Images

O “caso Vermaelen” é um daqueles casos do futebol em que de repente, no meio de uma conversa de café, alguém pergunta: o que é feito daquele tipo? Pois bem, aquele tipo fez capas de jornais no verão de 2014 porque era o capitão do Arsenal a transferir-se para o Barcelona por mais de 15 milhões de euros. Mas o que aconteceu foi que aquele tipo sofreu inúmeras lesões desde que aterrou na Catalunha e nunca conseguiu intrometer-se de forma regular nos onzes dos blaugrana. Acabou por ser emprestado aos italianos da Roma em agosto de 2016 mas as maleitas musculares só lhe permitiram cumprir 607 minutos. Voltou a Barcelona, voltou a lesionar-se gravemente em janeiro deste ano e esta temporada ainda só marcou presença em seis jogos. Os rumores dizem que está a preparar um regresso à Premier League, para representar o Watford.

Vincent Kompany (Manchester City)

Getty Images

Em novembro de 2016, o jornal inglês The Guardian fez as contas: em oito anos ao serviço do Manchester City, Vincent Kompany tinha tido 37 lesões e tinha perdido cerca de dois anos de jogos (878 dias, ao todo). Dois anos depois, estes números aumentaram exponencialmente e são um dos motivos que levam a crer que o belga vai mesmo deixar o Etihad em 2019. Capitão absoluto dos citizens desde 2011, altura da saída de Tévez, Kompany tornou-se um elemento fulcral de uma equipa em construção que acabaria por dominar o futebol inglês e assumiu o papel de líder de balneário. As recorrentes lesões, porém, aliadas aos 32 anos e ao desgaste da posição que ocupa dentro de campo, tiraram-lhe espaço na equipa de Pep Guardiola. O Inter Milão é apontado como o principal pretendente do central belga.

Toby Alderweireld (Tottenham)

Getty Images

A par de Rabiot, Alderweireld foi um dos nomes ditos e repetidos durante a janela de transferências de verão. Depois de um bom Mundial da Rússia, onde integrou a seleção belga que chegou a um inédito terceiro lugar, o defesa do Tottenham foi permanentemente associado ao Manchester United de José Mourinho, que parecia desesperado por um central (em contas onde também entraram Godín e Yerry Mina). O negócio não foi concluído e o belga ficou em Londres – mesmo após uma temporada marcada por lesões e onde só pôde dar o seu contributo à equipa em 22 jogos em todas as competições. Ainda assim, Alderweireld tem do seu lado o estatuto de ser um dos melhores defesas da Premier League e a ideia de que ainda não atingiu o pináculo do seu potencial. Em junho, ainda antes de se saber que ficaria no Tottenham, garantiu que seria “o clube a decidir o seu futuro”. Resta agora saber se Alderweireld não gostou da decisão do clube de não o transferir e pretende agora voar para outras paragens: o Manchester United, desta vez com Solskjaer no comando, continua a ser a opção mais viável.

Phil Jones (Manchester United)

Getty Images

O futebol, para além de ser o ópio do povo, também nos ensina muitas lições. No caso de Phil Jones, por exemplo, ensina-nos que até os grandes sábios se enganam. Ora, em 2013, pela altura em que se reformou, Alex Ferguson afirmou que “pelo que tinha visto”, Phil Jones poderia ser “definitivamente o melhor jogador de sempre do Manchester United”. Passaram mais de cinco anos. O central inglês, em Old Trafford desde 2011 depois de completar a formação no Blackburn, renovou contrato em 2015 mas deve mesmo deixar os red devils já em janeiro. Nunca convenceu José Mourinho e foi um dos principais motivos que levaram o treinador português a contratar Bailly e Lindelof e a tentar contratar Alderweireld e Godín. Arsenal e Tottenham serão os principais interessados no internacional inglês de 26 anos.

David Luiz (Chelsea)

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O Chelsea tem uma política que, não sendo inédita, é rara naquilo que é a atualidade do futebol internacional: só oferece renovações de um ano aos jogadores com mais de 30 anos. Ora, David Luiz cumpriu 31 anos em abril. O central brasileiro recuperou espaço no eixo da defesa dos blues desde a chegada de Maurizio Sarri e tornou-se uma peça fulcral no xadrez do treinador italiano: terá sido por isso, portanto, que Sarri reuniu com a Direção do clube de Londres para tentar obter um contrato de maior duração para David Luiz. A decisão, ainda assim, permaneceu irredutível. O central deve mesmo sair do clube onde passou sete anos da carreira (distribuídos por dois períodos distintos): o Arsenal, que já tinha apresentado uma proposta durante o verão, é uma das opções de futuro mais fortes.

Diego Godín (Atl. Madrid)

JOS

Foi, a par de Alderweireld, um dos alvos preferenciais de José Mourinho durante o verão. Acabou por ficar em Madrid, onde chegou em agosto de 2010 e se tornou nos últimos anos o líder de uma equipa criada à imagem e semelhança de Simeone que catapultou o Atl. Madrid novamente para o topo do futebol internacional. Aos 32 anos, enquanto capitão dos colchoneros, o central uruguaio ainda não renovou contrato e o futuro permanece uma indecisão. O Manchester United parece continuar na equação e Juventus e AC Milan são também hipóteses plausíveis.

Adrien Rabiot (PSG)

AFP/Getty Images

É a nova coqueluche do futebol internacional, foi o nome mais escrito durante o mercado de verão e é saída praticamente certa em junho de 2019. O médio francês de 23 anos deu nas vistas nas últimas duas temporadas e esteve muito perto de se transferir para o Barcelona nos derradeiros dias do mercado de verão: de acordo com a mãe de Rabiot, a agente do jogador, o PSG recusou uma proposta dos catalães em cima do fecho da janela de transferências. Desde aí, o clube francês já tentou renovar com o médio por três ocasiões mas Rabiot e a mãe rejeitaram todas as ofertas. “A decisão de sair é definitiva porque a situação hoje, como todo o mundo pode ver, degradou-se completamente. Não é possível voltar atrás”, explicou Verónique Rabiot à RTL. O destino mais provável continua a ser o Barcelona mas Arsenal, Tottenham, AC Milan, Juventus e Roma estão a acompanhar de perto o processo de saída de Rabiot do PSG.

Cesc Fàbregas (Chelsea)

Getty Images

Um caso em (quase) tudo igual ao de David Luiz. O médio espanhol completou 31 anos em maio, termina contrato com o Chelsea em junho de 2019 e tudo o que o clube de Londres pode oferecer é uma extensão de um ano. Fàbregas quer mais, Sarri também pediu mais – assim como fez com o central brasileiro – mas o Chelsea não deve ceder. Depois de cinco temporadas ao serviço dos blues, o criativo médio deve mesmo deixar Stamford Bridge no verão e ir à procura de ofertas melhores. Um regresso a Espanha, por intermédio do Valência ou do Atl. Madrid, está em cima da mesa, mas Fàbregas tem sido constantemente ligado a uma transferência para o AC Milan.

Ander Herrera (Manchester United)

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Importante mas nunca insubstituível com Mourinho, Ander Herrera tem agora o futuro por decidir. O médio espanhol chegou a Old Trafford no verão de 2014 – um ano depois da primeira abordagem dos red devils ao Athl. Bilbao – e soube conquistar espaço e defender a posição no plantel mesmo depois das chegadas de Matic e Pogba. Agora, com Solskjaer, Herrera parece querer ficar e as conversas sobre uma eventual renovação já começaram: apesar de o Athl. Bilbao sonhar com um regresso romântico do médio.

Arjen Robben (Bayern Munique)

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Esta é uma saída confirmada. No princípio do mês de dezembro, depois de marcar dois golos ao Benfica em jogo a contar para a Liga dos Campeões, Robben confirmou que esta seria a sua última temporada no Bayern. “Posso dizer que este é o meu último ano e estou bem assim. O clube segue em frente e eu também. É o fim de um período longo e muito bom. Ainda não vou parar por completo”, disse o extremo holandês, ressalvando que ainda não vai terminar a carreira. Depois de dez temporadas em Munique, o jogador de 34 anos poderá voltar ao PSV Eindhoven, clube onde jogou duas temporadas, entre 2002 e 2004, e cujo atual treinador é Mark van Bommel, antigo colega de equipa de Robben no PSV, no Bayern Munique e na seleção holandesa.

Franck Ribéry (Bayern Munique)

TOBIAS HASE/EPA

Ribéry, o outro extremo do Bayern, assinou uma extensão contratual de um ano antes do verão de 2018: na altura, garantiu que estava “orgulhoso” por ficar mais um ano em Munique. A possibilidade de o francês de 35 anos voltar a prolongar a ligação com o clube alemão por mais um ano está em cima da mesa e tudo indica que essa será a pretensão das duas partes. Contudo, e até prova em contrário, Ribéry está livre para negociar um pré-contrato a partir do primeiro dia de janeiro e interessados não deverão faltar no extremo que está há 12 épocas num dos clubes mais competitivos do mundo, foi oito vezes campeão alemão e já conquistou a Liga dos Campeões – a começar pelo Galatasaray, onde o francês jogou em 2004/05.

Aaron Ramsey (Arsenal)

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O médio galês está no clube londrino há dez anos. Tirando empréstimos de curta duração ao Cardiff e ao Nottingham Forest, e tendo em conta que Ramsey tem 28 anos, isto significa que toda a carreira do médio foi feita de vermelho e no Emirates. O contrato de Ramsey, um dos elementos mais importantes da organização ofensiva do Arsenal nos últimos anos (marcou 58 golos em mais de 300 jogos) termina em junho do próximo ano e as notícias faziam crer que o clube, muito influenciado pela opinião de Unai Emery – que o considera um “jogador importante” –, estava pronto para oferecer uma extensão de contrato ao galês. Ora, de repente, o Arsenal terá recuado na proposta e vai mesmo deixar Aaron Ramsey sair a custo zero no final da temporada. Em causa estará o valor do novo contrato, que envolveria um significativo aumento do salário do médio, e o facto de o Arsenal ter já um dos orçamentos mais elevados da Premier League no que toca a ordenados (para isso, muito contribuíram as contratações de Aubameyang e Mkhitaryan). Ramsey tem mercado: o principal interessado é o PSG mas Andrea Pirlo já deixou escapar que o jogador “seria excelente” na Juventus.

Juan Mata (Manchester United)

AFP/Getty Images

A novela começou logo depois do fecho do mercado de verão. O Manchester United queria renovar contrato com Juan Mata mas não tinha apresentado qualquer proposta; o espanhol dizia-se disposto a ouvir mas garantia que ninguém tinha falado com ele; o clube colocou uma extensão de contrato em cima da mesa; o médio recusou. Entretanto, José Mourinho foi despedido. Mata foi um dos jogadores mais utilizados pelo treinador português e um dos poucos que reagiu à saída de Mourinho, agradecendo ao técnico pelos “troféus que juntos conquistaram”. A chicotada psicológica pode muito bem ser a machadada final na relação entre Juan Mata e a Direção do clube e servir enquanto gatilho para uma saída do jogador espanhol. O Arsenal parece ser o principal interessado – a acontecer, Mata entra para um grupo restrito de jogadores que representaram Chelsea, Manchester United e Arsenal – mas a comunicação social inglesa dá relevância a um eventual regresso a Espanha, onde o médio formado no Real Madrid só representou o Valência a nível profissional.

Héctor Herrera (FC Porto)

AFP/Getty Images

Depois de uma renovação tirada a ferros no final do verão, o FC Porto terá dado como perdida a negociação com o jogador mexicano e não vai lutar pelo passe do jogador no mercado de janeiro. Os dragões não terão conseguido chegar às metas financeiras impostas por Herrera e devem perder o capitão de equipa no verão, a custo zero, para Roma ou Inter Milão (ainda que o Arsenal tenha recentemente entrado na corrida, com o objetivo de substituir Ramsey).

Yacine Brahimi (FC Porto)

AFP/Getty Images

Caso em quase tudo semelhante ao de Herrera. O jogador argelino, peça importante no esquema ofensivo de Sérgio Conceição, deverá também sair no verão: o FC Porto não aceitou as exigências financeiras de Brahimi e conformou-se com a saída do jogador, a custo zero, no final da temporada. Os interessados são muitos – Everton e West Ham chegaram a oferecer mais de 30 milhões no verão, o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo (que treinou Brahimi no FC Porto) também está na corrida e a Lazio também quer o extremo dos azuis e brancos. Ao contrário de Salvio (Benfica), a renovação parece ser muito complicada.

Anthony Martial (Manchester United)

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Martial esteve perto de deixar o clube durante o verão, numa decisão apoiada por José Mourinho, mas foi impedido por Ed Woodward, vice-presidente do Manchester United para o futebol. “Estava determinado em vender Anthony Martial, um dos nossos melhores avançados. Durante semanas, na digressão aos Estados Unidos, Mourinho queixou-se da licença de paternidade do jogador e mostrou a sua frustração com a sua recusa em regressar mais cedo. Tivemos de tomar uma atitude e começámos a falar com Martial sobre a sua renovação”, revelava uma carta anónima divulgada pela Eurosport no início de setembro. A verdade é que o extremo francês ficou e, no final de outubro, o Manchester United apresentou uma proposta de renovação por cinco anos. Martial recusou; mas mostrou-se disponível para continuar a negociar. Conversas à parte, no dia 1 de janeiro, o internacional francês é livre para negociar com outro clube e interessados não faltam – desde o Chelsea à Juventus, passando pelo Atl. Madrid e pelo Inter Milão.

James Milner (Liverpool)

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O possante avançado inglês esteve presente em 16 dos 19 jogos que o Liverpool já fez para o Campeonato esta temporada, ainda que quase sempre enquanto suplente utilizado, e esta é já uma época histórica para James Milner: em novembro, marcou o golo 50 na Premier League e já durante este mês de dezembro tornou-se o segundo jogador mais jovem de sempre a chegar aos 500 jogos no Campeonato inglês. Aos 32 anos, o mais provável é que James Milner acabe por aceitar a proposta de extensão de contrato que o Liverpool deve apresentar entretanto. Se tal não acontecer – e caso o Leeds de Marcelo Bielsa consiga a promoção à Premier League –, Milner deve regressar ao clube onde realizou toda a formação.

Olivier Giroud (Chelsea)

AFP/Getty Images

O avançado francês deixou o Arsenal depois da chegada de Aubameyang ao Emirates, em janeiro deste ano: Giroud perdeu espaço, influência e a titularidade para o gabonês, que se transferiu de Dortmund para Londres para se intrometer entre os colossos do futebol internacional. Em Stamford Bridge, na segunda metade da temporada passada, ainda esteve presente em 18 jogos dos blues e marcou cinco golos. Depois de um Mundial da Rússia onde Giroud foi campeão do mundo com a seleção francesa, Maurizio Sarri substituiu Antonio Conte no comando técnico do Chelsea e a visão tática do italiano atirou o francês para o banco de suplentes – Sarri joga sem avançado fixo, preferindo Hazard numa solução de falso ‘9’ apoiado por Willian e Pedro nas alas. O contrato de 18 meses que Giroud assinou com o clube de Londres em janeiro termina em junho do próximo ano e o avançado francês já terá recusado uma proposta do Marselha, deixando claro que o seu objetivo é permanecer vestido de azul. Resta saber se o Chelsea – e, principalmente, se Maurizio Sarri – tem a mesma intenção.

Daniel Sturridge (Liverpool)

AFP/Getty Images

O avançado inglês esteve emprestado ao West Bromwich Albion durante a segunda metade da temporada passada mas acabou por sofrer uma grave lesão muscular, logo no terceiro jogo, que o afastou dos relvados até ao final da época. Este ano, já de regresso ao Liverpool, esteve presente em 15 jogos de todas as competições e já apontou quatro golos. Ainda assim, Sturridge está longe de ser opção primordial de Jürgen Klopp (que tem Roberto Firmino, Salah, Mané e Shaqiri para jogar na linha mais ofensiva) e deve mesmo acabar por sair em junho – até para criar espaço no plantel e na folha orçamental para o ataque a Timo Werner, promissor avançado alemão do RB Leipzig.

Mario Balotelli (Nice)

AFP/Getty Images

Esta é outra saída quase confirmada. Jean-Pierre Rivère, presidente do Nice, garantiu no início do mês de dezembro que a passagem do avançado italiano pelo clube francês “chegou ao fim”. Balotelli chegou ao Nice em 2016, depois de uma temporada que passou emprestado pelo Liverpool ao AC Milan, e no passado verão conseguiu obter uma renovação de um ano depois de ceder consideravelmente no que toca ao salário. Os números que regista nesta primeira metade de época, contudo – ainda não marcou qualquer golo nos dez jogos em que já participou –, não serviram para convencer Rivère e Balotelli vai mesmo mudar de clube no final da temporada (depois de Lumezzane, Inter Milão, Manchester City, AC Milan e Liverpool). Fenerbahçe e Marselha serão os principais interessados no avançado de 28 anos.

Fernando Llorente (Tottenham)

AFP/Getty Images

A ida de Llorente para o Tottenham foi ligeiramente inexplicável: o avançado espanhol estava no modesto Swansea, tinha 32 anos e tinha acabado de partir um braço a andar de bicicleta, lesão que o afastaria com toda a certeza das primeiras semanas da temporada 2017/18. Mais. Os spurs de Mauricio Pochettino pagaram mais de 12 milhões de euros pelo avançado quando tinham no plantel jogadores como Son Heung-min, Harry Kane e Dele Alli. Os números do ano e meio que Llorente já passou em Londres tornam tudo ainda mais estranho: marcou seis golos em 38 jogos. Só em 2017/18, Kane marcou 41; Son marcou 18; Alli marcou 14. O contrato do espanhol termina em junho de 2019 e todos os rumores apontam para um romântico regresso ao Athl. Bilbao, clube em apuros no Campeonato espanhol, onde Fernando Llorente realizou praticamente toda a formação e jogou profissionalmente entre 2005 e 2013.

Danny Welbeck (Arsenal)

AFP/Getty Images

A 8 de novembro, aos 25 minutos da visita do Sporting ao Emirates para jogo da fase de grupos da Liga Europa, Welbeck lesionou-se gravemente no tornozelo direito e chegou a precisar de oxigénio para suportar as dores enquanto era retirado do relvado de maca. Um mês e meio depois, o avançado inglês enfrenta agora a quase inevitabilidade que é o facto de o Arsenal não tencionar oferecer-lhe uma renovação de contrato. Unai Emery já garantiu que o dossiê não está nas suas mãos e os adeptos estão divididos entre aqueles que pensam que o clube não deve renovar com um jogador só porque este está gravemente lesionado e aqueles que pensam que seria um ato louvável do Arsenal. Aconteça o que acontecer, Welbeck terminou da pior forma aquele que estava a ser, sem sombra de dúvida, o seu melhor período ao serviço dos gunners. Caso acabe por sair no verão, Everton e Crystal Palace estão na linha da frente dos interessados.

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