Dia de Super Bowl. 12 razões por que este é “o melhor espetáculo sobre relva”

04 Fevereiro 2018

Hoje é dia de Super Bowl, a final da liga de futebol americano. Os Patriots de Tom Brady defrontam os Eagles que, à terceira Super Bowl, querem ser, finalmente, campeões. Está pronto para a festa?

No final do século passado, uma equipa de futebol americano — os St. Louis Rams — ganhou a alcunha de “maior espectáculo do mundo, sobre relva”. Essa equipa, cujos membros são hoje, na sua maioria, cinquentões, viria a ganhar o troféu maior da modalidade — a Super Bowl — em 1999. Foi há quase 20 anos, mas a liga de futebol americano, a NFL, continuou a crescer de então para cá, não só nos EUA, mas também na Europa. Apesar do annus horribilis que o desporto teve, por razões que nada têm a ver com a modalidade, este continua a ser um dos maiores eventos desportivos à face da Terra (e, não, não tem nada a ver com râguebi).

Este domingo os New England Patriots vão tentar revalidar o título de campeões (depois de terem vencido no ano passado a que foi considerada a melhor Super Bowl de sempre) num confronto com os Philadelphia Eagles, que nunca celebraram o título máximo (ou será que não é bem assim?). Neste texto reunimos 12 razões por que este pode ser considerado “o melhor espetáculo sobre relva” — e não faltam algumas notas sobre o que é que o futebol/soccer de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar poderiam aprender com este futebol da NFL.

O jogo começa às 23h30, hora portuguesa, e é transmitido pela Sport TV. Na manhã de segunda-feira, como é hábito, terá no Observador o resumo de tudo o que se passou.

Um em cada três americanos colados ao ecrã (e cada vez mais fora dos EUA também)

Vivem nos EUA cerca de 320 milhões de pessoas. Cerca de um terço — 115 milhões, em média — fazem deste domingo uma festa anual e sintonizam a TV para ver a final da liga de futebol americano, a Super Bowl. Na verdade, na lista dos oito programas mais vistos de sempre na televisão norte-americana, sete são Super Bowls (o último episódio da série M.A.S.H. intromete-se nesta lista, no sétimo lugar).

Se compararmos com o futebol de Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, é certo que há mais gente a ver, a cada quatro anos, a final do Campeonato do Mundo de futebol. Mas o futebol é um desporto mais global: se um terço da população mundial visse a final da Copa, seriam qualquer coisa como 2.500 milhões — e não são, são apenas ligeiramente mais de 700 milhões.

A liga de futebol americano está concentrada nos EUA, todas as equipas estão lá (pelo menos, neste momento, já que há muito se admite a possibilidade de os Jacksonville Jaguars se mudarem para Londres). Mas é cada vez menos verdade que o (muito) interesse por este desporto se limita às fronteiras mais ou menos muradas dos EUA. Há 10 anos que alguns jogos da época regular são disputados na capital britânica e em setembro quase 85 mil pessoas encheram o estádio de Wembley para ver o embate entre os Baltimore Ravens e os Jaguars. Estava a abarrotar.

O hino norte-americano tocado em Londres. Quase 85 mil pessoas em Wembley para ver o jogo entre os Ravens e os Jaguars, em setembro. FOTO: Edgar Caetano/OBSERVADOR

Esta pode ser a última oportunidade para ver o melhor jogador da história da NFL

Uma ótima razão para ver o jogo desta noite? Mesmo que já não seja um apaixonado pela modalidade, pode vir a sê-lo um dia. E, aí, não vai querer ter o desgosto de não ter visto jogar, em direto, aquele que é provavelmente o melhor jogador de futebol americano que algum dia existiu — e que já celebrou o 40º aniversário.

Os seus críticos dizem que Tom Brady beneficia, também, da genialidade do treinador que sempre o acompanhou (Bill Belichick) e da estabilidade de uma instituição sólida como os New England Patriots. Mas mesmo havendo quem ache que foram mais talentosos foras-de-série como Peyton Manning (já retirado) ou Aaron Rodgers (atual quarterback dos Green Bay Packers), é impossível ficar indiferente à história de Brady, um atleta no qual (quase) ninguém teve interesse à saída da faculdade mas que acabaria por ter a carreira mais vitoriosa de sempre no futebol americano: já conta com cinco anéis de campeão, e hoje busca o sexto.

O Observador fez-lhe a biografia há um ano, antes da Super Bowl de 2017, e logo aí avisámos que Tom Brady — além de ser conhecido por ser o marido da supermodelo brasileira Gisele Bündchen — é famoso por ter uma propensão especial por dar a volta a jogos que caminham para o desastre e que, num piscar de olhos, se transformam em vitórias. Nós tínhamos avisado que ele era o Comeback Kid, e voltou a sê-lo: os Patriots estiveram a perder por 25 pontos e acabaram por derrotar os Atlanta Falcons.

Brady é conhecido por ter um regime de dieta e exercício físico extraordinariamente rígido. É graças a isso, provavelmente, que mesmo aos 40 anos não parece estar a perder atributos. Mas uma das expressões mais ouvidas entre os apaixonados da NFL é que “nunca ninguém conseguiu vencer o Pai Tempo“. Assim, esta pode, muito bem, ser a última Super Bowl em que Tom Brady participa.

Numa liga que quer a paridade, como é que uma equipa vai à Super Bowl tantas vezes?

Bem, parte da resposta a esta pergunta está na questão anterior: chama-se Tom Brady. Basta lembrar que na época de 2008 Brady rompeu os ligamentos do joelho num jogo contra os Kansas City Chiefs e os Patriots, nesse ano, nem sequer conseguiram qualificar-se para a fase final, os playoffs.

Mas, por muito talentoso que seja Brady, dificilmente poderia ter tido o mesmo sucesso se não tivesse tido a “sorte” de ser selecionado, à saída da faculdade, por uma das melhores organizações que existem entre as 32 equipas da NFL. Os New England Patriots têm sido, pelo menos nos anos de Brady, invariavelmente crónicos candidatos ao título. Foram sete vezes à Super Bowl (não contando com a de hoje) e ganharam cinco. Mas como é que isso é possível, tendo em conta que as regras da NFL procuram deliberadamente a paridade entre as equipas?

Num claro contraste com o futebol da bola redonda, na NFL não se quer equipas “galácticas”. Não existem transferências milionárias, não se fala em “pagar pelo passe” de um jogador. O que conta, na NFL, são os contratos e os salários anuais. E todas as equipas têm um limite salarial total — o salary cap — que é comum a todas e que obriga, portanto, a uma gestão apertada do plantel e que torna impossível que uma equipa acumule os melhores jogadores só porque o seu dono é um empresário ligado aos petróleos ou à bolha imobiliária da década passada em Espanha.

Além disso, a forma como os jogadores entram na liga — pelo chamado draft — também é concebida para que as piores equipas, a cada ano, sejam as primeiras a escolher os seus atletas (ou seja, os melhores) e no ano seguinte, em cada uma das várias rondas. Aqui no Observador, há dois anos, usámos o exemplo do respeitável Tondela — na altura o lanterna vermelha da liga portuguesa de futebol — para mostrar como os Carolina Panthers passaram, em apenas cinco anos, de ser a pior equipa da NFL para estar presente na Super Bowl (viriam a perder para os Denver Broncos).

A resposta é que os Patriots de Foxborough, arredores de Boston, estão entre os clubes mais estáveis da liga, que contrasta com as “famílias disfuncionais” que têm sido, por exemplo, turmas como os New York Jets e os Cleveland Browns. É comum, por exemplo, que haja jogadores talentosos que, por alguma razão, estão no centro da polémica pelas piores razões e são os Patriots que lhes abrem a porta — em quase todos os outros clubes a contratação causaria um terramoto na organização, ao passo que nos Patriots ninguém levanta qualquer questão (e por vezes essas contratações dão certo).

É certo que os Patriots não têm um cadastro limpo no que diz a pequenas facadinhas no património que é a verdade desportiva. Em 2007, o clube de New England foi castigado pela liga por ter filmado, às escondidas, as interações entre os membros da equipa técnica defensiva dos rivais New York Jets, para “adivinhar” mais facilmente as jogadas que a outra equipa lançava em campo. E, mais recentemente, Tom Brady foi penalizado por uma controvérsia em torno do nível de pressão das bolas que usava (cada quarterback usa as suas, e Brady terá pedido a um assistente para baixar a pressão abaixo dos mínimos regulamentares, para ser mais fácil agarrar a bola).

Mas no centro de tudo, do bom e do mau, está um homem: Bill Belichick, possivelmente a mente mais brilhante que algum dia colocou um chapéu de treinador na NFL. Além de ser um génio da tática e um artista a aproveitar pequenas lacunas nas regras para confundir os adversários, o principal talento de Belichick é, provavelmente, a avaliação de talentos e a extração do melhor que cada atleta pode dar. Basta ver que quando os Patriots entrarem em campo, esta noite, mais de um terço dos jogadores (18) nem sequer foram seleções oficiais do draft. É comum Belichick ir buscar “zés-ninguém” ou jogadores supostamente em declínio para os transformar em estrelas.

Os históricos Philadelphia Eagles podem ser campeões pela primeira vez. Ou será que já foram?

No caminho dos Patriots esta noite estarão os Philadelphia Eagles, que já estiveram na Super Bowl mas nunca conseguiram ganhar. Contudo, esta é uma declaração que leva o típico fã da equipa a encher-se de raiva. Porquê? Porque a liga NFL existe desde 1933, altura em que tinha apenas 16 equipas. Décadas depois, em 1966, oito equipas de uma liga rival juntaram-se às 16 da NFL, operação que é conhecida como a Fusão de ’66. Foram criadas mais algumas equipas e chegou-se às 32 atuais, divididas entre as duas conferências (AFC e NFC), cujos vencedores se defrontam na Super Bowl.

Ora, é verdade que desde a fusão os Eagles nunca conseguiram ganhar uma Super Bowl, apesar de lá terem ido duas vezes (uma contra os Raiders e outra contra os Patriots). Porém, antes da fusão os Eagles conseguiram vencer o título máximo três vezes, incluindo o campeonato de 1960, altura em que foram a única equipa que algum dia conseguiu derrotar os Green Bay Packers liderados pelo lendário treinador Vince Lombardi (que ainda hoje dá o nome ao troféu que é entregue ao vencedor da Super Bowl). Mas nessa altura a finalíssima não se chamava Super Bowl, pelo que formalmente é correto dizer que nunca ganharam.

Philadelphia consegue, normalmente, apresentar uma equipa competitiva: venceram a respetiva divisão 13 vezes desde a fusão e jogaram 24 jogos na fase final, em termos acumulados, o que é mais difícil do que parece. Mas as duas participações na Super Bowl, desde que se chama assim, acabaram em desilusão. À terceira será de vez, ou será que o entusiasmo da ida à Super Bowl vai acabar como acabaram os festejos deste adepto?

A época dos Eagles dava um filme. Será que conseguem ganhar mesmo sem a jovem estrela?

Tal como os Carolina Panthers em 2016 — que comparámos ao Tondela, alguns anos antes — também os Philadelphia Eagles foram uma das piores equipas da liga há apenas dois anos. Mas foi esse péssimo ano, em 2015, que permitiu que os Eagles fossem a segunda equipa a escolher no draft seguinte, de 2016. E a escolha foi, claro, um quarterback, a posição mais importante em campo. O gigante Carson Wentz foi o escolhido e, após um primeiro ano em que já mostrou muito potencial, esta época já foi um dos melhores naquela posição, com 33 passes para touchdown nos primeiros 13 jogos da época.

Problema: ao 14º jogo, precisamente aquele em que os Eagles carimbaram a passagem à fase final, Carson Wentz rompeu os ligamentos de um joelho e… acabou-se a época de sonho para o jovem de 25 anos. O seu lugar foi assumido por Nick Foles, um jogador já com alguma experiência de titular mas que, em campo, comete pouquíssimos erros mas é tão entusiasmante de ver a jogar como alguém ficar a olhar para tinta a secar numa parede.

Apesar de, com a lesão de Wentz, milhares de fãs dos Eagles terem levado as mãos à cabeça e dado a época por perdida — logo esta, que parecia estar a correr tão bem –, os Eagles conseguiram mais vitórias na reta final da época e venceram, também, os dois jogos de playoff que os trouxeram até aqui, à Super Bowl. Graças a uma defesa agressiva, os Eagles sem Carson Wentz conseguiram vencer os Falcons (que estiveram na Super Bowl no ano passado) e aniquilaram os promissores Minnesota Vikings, que se tivessem ganho estariam a jogar em casa nesta Super Bowl.

Nick Foles foi chamado a tomar o lugar da jovem estrela Carson Wentz, na posição de quarterback. (FOTO: Mitchell Leff/Getty Images)

Placagens violentas, passes acrobáticos, poucas zaragatas e “saltos para a piscina”

Ver um bom jogo de futebol americano — até mesmo ao nível das faculdades, o college football — pode ser uma experiência extraordinária, mas este foi um desporto que parece ter nascido para a televisão. Em nenhum outro lado como nos EUA se sabe criar um espetáculo — e isso é válido tanto para a NFL como a liga de basquetebol, a NBA, e até, em certa medida, para os jogos de baseball e hóquei no gelo. O que distingue a NFL dessas outras três modalidades — e também do futebol de Maradona — é que há relativamente poucos jogos por ano.

Ao contrário do desporto-rei na Europa, onde há campeonatos nacionais, liga dos campeões, taça UEFA, super-taças, taça de Portugal (ou taça do rei, em Espanha, por exemplo) e, até, taças da Liga, na NFL cada equipa joga apenas 16 vezes por ano mais um, dois ou três jogos se for aos playoffs. Isto significa que a época (regular) começa com o mês de setembro já bem adiantado e acaba no final de dezembro. Os playoffs disputam-se em janeiro e a Super Bowl no primeiro domingo de fevereiro. E está feito: vemo-nos em setembro novamente. Em poucas palavras, portanto, cada jogo é um evento. E um evento que, por vezes, dura até quatro horas.

Para os fanáticos da NFL, o período entre fevereiro (ou, mesmo, janeiro) e setembro é uma longa travessia no deserto, só interrompida pela excitação em torno do draft, em abril. São meses e meses sem poder ver as jogadas mais acrobáticas e as placagens mais violentas. Apesar da agressividade do desporto, contudo, tudo tem regras e, ao contrário do que acontece frequentemente no futebol na Europa, é raríssimo haver imagens de zaragatas após o apito do árbitro. Outra coisa raríssima de se ver no futebol americano é isto:

As celebrações de touchdowns estão de volta. E qual a mais genial?

Para quem sabe ler o que se passa em campo, um bom jogo de futebol americano é uma maravilhosa partida de xadrez. Mas mesmo os espectadores menos hábeis a detetar as táticas e contra-táticas têm, agora, mais uma razão para apreciar o espetáculo. Durante muitos anos a NFL desencorajou os festejos após cada touchdown marcado, porque não se coadunavam muito com a imagem bélica do desporto e porque, basicamente, eram uma perda de tempo.

Houve, até, há uns anos, um jogador que, depois de marcar um ponto importante, afastou-se da linha final imitando os movimentos de um robô. E houve outro — o mediático Odell Beckham Jr. — que imitou um cãozinho a erguer a perna direita para esvaziar a bexiga. Estas foram algumas das formas escolhidas para criticar a política anti-festejos da NFL, que não admitia, por exemplo, que outros jogadores se juntassem à festa para um festejo coreografado em grupo.

Mas a política está a mudar e, para gáudio de muitos fãs, vários jogadores têm brindado o público com festejos hilariantes, em que participa, muitas vezes, toda a equipa — desde os mais altos aos mais baixos, dos mais magros aos mais gordos (sim, porque não há desporto mais “democrático” em termos de figuras corporais do que o futebol americano, há um lugar para cada tipo de fisionomia). Não perca este vídeo, com alguns dos festejos mais criativos desta época:

Será desta que acabam os ajoelhamentos polémicos durante o hino?

Apesar dos festejos hilariantes, esta foi uma época muito difícil para a liga de futebol norte-americano, ainda na sequência do movimento iniciado pelo jogador Colin Kaepernick de protesto contra as desigualdades raciais que existem, na opinião dos membros deste movimento, na sociedade norte-americana.

O caso já vem da época passada mas subiu para um nível ensurdecedor este ano, sobretudo depois de Donald Trump ter criticado os patrões da NFL de não despedirem imediatamente qualquer jogador que ousasse ajoelhar-se durante o hino nacional, antes do jogo, em vez de estar de pé. O presidente dos EUA viu neste caso uma oportunidade para cerrar fileiras (e votos) e é por isso que todo este tema já se tornou insuportável para muitos adeptos da modalidade, que sentem ter sido como que vítima de piratas aéreos que a usaram para promover as suas ideias, tanto para um lado como para o outro.

A realidade é que, ainda que possa haver outros fatores em jogo, o número de pessoas nas bancadas diminuiu e as audiências televisivas estão a cair. Alguns adeptos com lugares cativos estão a deixá-los vazios. Não é difícil encontrar em fóruns sobre a NFL pessoas a garantirem que nunca mais irão ver um jogo da liga de futebol americano porque a NFL é conivente com alguns jogadores a “desrespeitarem a bandeira pela qual tantos soldados dão a vida”. Não é fácil antecipar como é que toda esta polémica vai acabar, se será de repente ou se será gradualmente, mas o desejo de muitos que gostam realmente de futebol americano é que esta distração desapareça.

Justin Timberlake é a estrela deste ano, ao intervalo

Um jogo de futebol americano divide-se em quatro quarters, mas o intervalo entre as duas metades é o mais longo. Na Super Bowl, é ainda mais longo, cerca de 30 minutos que são suficientes para que o campo se transforme, num ápice, num palco de concerto(s) de música.

Poucos segundos após o apito do árbitro principal para o fim do segundo quarter, onde ainda há momentos 22 espécimes humanos disputavam uma bola oval (e bicuda, ao contrário do rugby), ficarão milhares de adolescentes em êxtase, toneladas de confettis e fogo de artifício. Quando a música acaba, também não é preciso mais do que alguns segundos para se voltar a ver o verde, imaculado, do campo de jogo, como se nada se tivesse passado.

A estrela maior deste ano é o músico Justin Timberlake, que é um repetente nestas andanças mas cuja carreira já viu melhores dias. Esta é a sua oportunidade para voltar à ribalta e, segundo fontes que falaram com a CBS, Timberlake tem na manga uma surpresa envolvendo um dos seus ídolos, o recentemente falecido Prince, que calha de ter nascido (e morrido) no Minnesota, o estado anfitrião da Super Bowl deste ano. O que será que vem aí? Será uma aparição de Prince em holograma? Saberemos dentro de algumas horas.

Justin Timberlake vai ser estrela principal do “halftime show” e vai cantar na terra-natal de Prince. Tem uma surpresa na manga, diz a CBS. (FOTO: TIMOTHY A. CLARY/AFP/Getty Images)

O “show” ao intervalo é propenso a peripécias

Com mais ou menos planificação prévia, a história comprova que os espetáculos durante o intervalo são propensos a peripécias.

Quem se lembra daquela vez, em 2013, que o espectáculo de Beyonce foi de tal forma “alta voltagem” que a luz no estádio foi abaixo no início da segunda parte? E, claro, quem se lembra do show com o mesmo Justin Timberlake e Janet Jackson, que ainda hoje explica porque é que os norte-americanos veem todos os programas em direto com alguns segundos de atraso (para que a emissão possa ser interrompida caso haja mais algum “problema de guarda-roupa” que revele uma parte normalmente escondida da fisionomia feminina)?

O próprio Prince, que Justin Timberlake deverá elogiar hoje, já se viu envolvido numa peripécia que envolveu o braço da sua guitarra e a sombra (sugestiva) do cantor por detrás de um pano branco gigante. O intervalo da Super Bowl é um espetáculo dentro do espetáculo: é o ponto alto da festa para uma parte dos telespectadores (e, para os outros, uma ótima oportunidade para ir buscar mais comida).

É na Super Bowl que se veem os melhores anúncios (e os mais caros)

Outro espetáculo dentro do espetáculo na Super Bowl são os anúncios publicitários. Trinta segundos de atenção num dos intervalos da Super Bowl custam às marcas interessadas qualquer coisa como cinco milhões de dólares. Os estudos teimam em indicar que não há uma relação entre este investimento e as receitas das empresasm, mas isso não as demove de desembolsar tantos milhões.

Para quem aprecia um bom spot publicitário — cuja produção, por vezes, iguala o custo de muitas longas metragens — a boa notícia é que nem é preciso esperar pelo jogo para ver a maioria dos anúncios. Uma das marcas que são habituées destas andanças é a Budweiser, que há uns anos gastou milhões de dólares mas provocou outros tantos milhões de lágrimas com um anúncio que retratava a amizade entre um cachorro e um cavalo (e, depois, uma sequela em que o cachorro se perdia e o cavalo o salvava de uma matilha de lobos). Ai, só de lembrar…

Agora que retirámos o mosquito que nos entrou no olho, ao escrever o parágrafo anterior, resta acrescentar que vários anúncios deste ano já são conhecidos — sim, até o da cerveja Budweiser — e este ano vai trazer outra surpresa: o futebolista Cristiano Ronaldo vai aparecer num anúncio da Altice.

Ah, claro, Super Bowl é sinónimo de folga na dieta

Não está provado cientificamente, ainda. Mas reza a lenda que na tarde (ou noite, para os europeus) de Superbowl pode ingerir as maiores bombas alimentares que não há qualquer perigo para a dieta nem para os valores de colesterol, triglicerídeos ou cáries dentárias. Neste dia há uma proteção divina contra tudo isso e, portanto, se está indeciso entre nachos com guacamole e asinhas de frango picantes… porque não optar pelos dois?

Lembre-se que ao contrário dos 90 minutos que dura um jogo de futebol, não é raro um jogo de futebol americano durar qualquer coisa como quatro horas a contar desde o início até ao fim (mas, pelo menos, há sempre um vencedor no final — os empates são raríssimos na época regular e impossíveis nos playoffs).

Três ou quatro horas de jogo pode significar que, perto do final da partida, já terá concluído a digestão do que comeu no início. Portanto, se estiver à procura de mais sugestões culinárias, até a agência financeira Bloomberg escreveu um texto com ótimas propostas. Aqui tem. Agora bom jogo. Mesmo que seja só frente à TV.

(Pelo sim, pelo não, beba um copo de água com uma pastilha digestiva antes de ir dormir).

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