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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Dos ourives centenários aos enigmas da fé. Que histórias contam as joias de Fátima? /premium

Quase 80 anos após a manufatura das famosas coroas de Nossa Senhora, e a um passo do bicentenário da marca, a Leitão&Irmão lança a 13 de maio a coleção Fatima Jewels.

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Comece sempre pelo pé direito quando se aventurar pela sinuosa escada de madeira, a mesma que há 150 anos faz a ligação entre pisos na discreta oficina do Bairro Alto — só assim se garante a sincronia entre o movimento das pernas e o número de degraus, recomenda-nos o nosso guia. Lá em cima, na salinha onde se amontoam peças e referências várias, assiste-se a literal trabalho de ourives. À nossa frente, o nome da virtuosa parece ter sido manufaturado com idêntico e profético zelo profissional.

Fátima, assim se chama a artífice, é o vínculo mais próximo que resta a esses idos anos 40 de boa memória para esta morada. Foi aprendiz de Carlitos, então também ele a dar os primeiros passos na casa, e um dos nomes que laborou na confeção das célebres coroas de Nossa Senhora, uma empreitada com o selo da quase bicentenária marca Leitão&Irmão. “Aqui temos a medalha nova, a chamada cruz preciosa, com um bocadinho de inspiração dalidiana, abaolada, descreve Jorge Leitão. “O Carlitos corria atrás dela com um martelo, eram outros tempos de aprendizagem…”, brinca o mestre de cerimónias. “Temos aqui um trabalho muito subtil, o que interessa é que a peça seja bonita no fim”.

Crise? “As pessoas continuam a estar encantadas com um bebé, a comprar um anel de noivado; é tudo mais comedido mas não acaba nunca”

Pouco menos de 80 anos depois, a precisão e minúcia refletem-se agora na criação de Fatima Jewels, a coleção que será lançada no próximo dia 13 de maio, e que de alguma forma evoca a relação que a histórica casa de joalharia tem cultivado com o culto mariano. Ora recuperando algumas peças que foram criadas em 2017, por ocasião do centenário das Aparições, ora apostando em nova joias, a gama é composta por cerca de 30 peças — um número que poderá crescer brevemente já que a “inspiração é infinita”. Disponível essencialmente online mas também nas lojas entre os meses de maio e outubro, a coleção situa-se entre os 500 e os 12 mil euros e já se mostrou nos EUA durante o ano de 2020, à boleia da estreia do filme Fátima — ainda sem data prevista de estreia para Portugal.

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[O trailer de “Fatima”]

O Rosário do Novo Milénio, desenhado pela canonização do Papa João Paulo II; os amuletos em ouro e diamantes sob o lema Peace, Hope and Love; as réplicas da Imagem de Nossa Senhora na Capelinha das Aparições, em metais e pedras preciosas; ou ainda as medalhas de Nossa Senhora, manufaturadas em ouro, prata e pedras preciosas; sem esquecer as estatuetas, são os destaques desta nova fornada de criações. “Ainda virão os anéis inspirados no lírio”, adianta a sexta geração ao leme do negócio, orientando-nos por um leque de acessórios no qual Fátima vive de forma discreta, muitas vezes impercetível à vista desarmada. “A inspiração de Fátima onde Fátima não está presente com evidência é interessante, não é tão ostensivo”.

Algumas escolhas, no entanto, não caíram nas graças de todos os fiéis, admite Jorge Leitão enquanto manuseia os diferentes amuletos, da clássica cruz à pomba da paz, incluindo ainda uma vieira com diamantes, ou os menos esperados trevo de quatro folhas e a ferradura da sorte. “São símbolos, nem todos cristãos. A ferradura… bom, muita gente ficou zangada”. Nada que uma empresa familiar com quase dois séculos de vida, que sobreviveu à implantação da República e aprendeu a respirar os ares da liberdade, não consiga encaixar no seu historial, uma vez ultrapassada tanta filigrana de convulsões e ressurreições.

O vínculo com o culto mariano reforçou-se no começo do século XX, conheceu um momento alto na década de 40 e em 1984 veria adensado um mistério

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

2020 (e ainda 2021) trouxe um desafio comum à generalidade do comércio — mas também a certeza que as principais dimensões da vida não têm etiqueta com preço, nem desvalorizam com a mais violenta das pragas. “Estar fechado claro que nos afetou de maneira drástica, mas as pessoas continuam a apaixonar-se, a casar, a estar encantadas com um bebé, a comprar um anel de noivado; é tudo mais comedido mas não acaba nunca. É um bem de luxo, mas certos aspetos mantêm-se”, confia Jorge Leitão, contabilizando as alterações recentes na equipa da Leitão. “Éramos 50 quando começou esta pandemia, quem tinha contratos a termo não se renovou. Somos hoje uns 43. Com meio layoff, somos 20 na manufatura, 12 nas lojas, oito nos serviços administrativos, onde se inclui o design”.

A história e o mistério do maior tesouro de Fátima

O barulho das máquinas prevalece no piso térreo, onde em cada estação se desempenha uma fase de diferentes processos, como uma peça que veio do Santuário para limpar. Mais adiante, outro empregado cinzela o manto de Nossa Senhora, o mesmo que está na imagem original, entregue ao santuário em 1922. “Isto foi feito a partir dessa imagem, encontrámos o sobrinho do senhor que fez a imagem e foi ele que nos fez a miniatura; recriámos o que aconteceu há cem anos”. Num outro ponto de passagem, manufaturam-se as caixinhas do novo rosário, que vão ter a coroa em relevo, uma das criações de Fatima Jewels.

Ora recuperando algumas peças que foram criadas em 2017, por ocasião do centenário das Aparições, ora apostando em nova joias, Fatima Jewels é composta por cerca de 30 peças

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Do Porto a Lisboa, da monarquia à República. Ou “a necessidade de fazer em vez da facilidade de desfazer”

Manda a receita doméstica que a afinidade com o regime se reja com diplomacia e uma prudente fita métrica. “Estivemos sempre longe do poder. O poder é sempre efémero. Se estiver longe do poder pode continuar, se estiver perto vai abaixo quando ele for, que vai sempre”. Note-se, ainda assim, que a realidade é sempre capaz de abalar a mais infalível das fórmulas, seja ela um regicídio ou uma inesperada pandemia, razão para que de geração em geração a passagem de testemunho nem sempre tenha sido dourada ou servida em bandeja de prata. “Apesar de ter passado sempre de pai para filho ou de tio para sobrinho, na realidade a casa nunca foi herdade, o que é um acidente. Nunca foi propositado, mas eu digo que é um dos segredos da longevidade. No meu caso, a casa acabou em 1978 — demorou 3 anos a acabar, porque mesmo assim tinha muita força — e fiz uma empresa nova, que se chama Leitão & Irmão e recomecei. Tive a necessidade de fazer em vez da facilidade de desfazer”.

Uma necessidade que remonta aos últimos suspiros da monarquia no país. Calcula-se que em tempo de transição de regime, ostentar o título de joalheiro da Coroa não fosse o mais tranquilo dos predicados, razão para algumas manobras engenhosas no seio do clã. “O que se conta na família é que o Leitão que estava nessa altura seria republicano. Eu acho que não é verdade, mas conseguiu passar essa mensagem. A coisa não correu mal!”, recorda Jorge.

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Se a I Grande Guerra foi mais um teste à solidez da estrutura, o segundo grande conflito mundial coincidiu com uma das temporadas mais áureas do negócio. “Tínhamos aqui centenas de pessoas que passaram por Portugal; compravam e vendiam muito de passagem; eram grandes clientes e a Casa Leitão não teve grandes dificuldades nessa época, embora fôssemos mais tarde considerados os joalheiros do regime, o que ainda somos, porque continuamos a fazer presentes para presidentes, primeiros-ministros. O 25 de Abril também teve um certo peso na casa”, admite o atual proprietário.

A vida da Leitão conta-se essencialmente no masculino, das figuras ao leme nas suas diferentes etapas ao coletivo que trabalha nesta oficina no coração de Lisboa, criada para acolher uma diversidade de joalheiros que trabalhavam “em vãos de escadas”. Por aqui resistem máquinas com 120 anos instaladas de raiz, naquela que foi “uma das poucas oficinas de ourives criadas para o efeito”.

Mas há um rosto feminino crucial na fundação da marca, cujas raízes nos levam ao Porto, o de Maria Delfina. A filha de José Teixeira da Trindade, destacado cidadão ligado ao comércio com o Brasil e ao negócio do ouro, com estreitas ligações com a indústria da ourivesaria, haveria de casar com José Pinto Leitão. Em 1822, o marido registaria a sua marca pessoal de fabrico, “JPL”, e abriria o seu negócio na Rua das Flores, o arruamento por excelência dos ourives do ouro na Invicta.

“Juntou-se a fórmula que não costuma resultar. A filha de um senhor rico ligado ao ouro que escolheu um ourives promissor para casar com ela”. Essa união, selada em 1837, seria crucial para o desenvolvimento da casa. “Maria Delfina tinha um carácter forte; quando o marido morreu fez uma sociedade que se chamava Viúva Leitão e Filhos, não os deixou a trabalhar sozinhos, mantendo pulso firme”, enquadra Jorge, concordando que as figuras femininas ocuparão porventura uma sombra que se desconhece. “Aliás, as nossas coisas são um pouco masculinas, por vezes falta alguma sensualidade. Muito do que fazemos de design compramos fora, até para trazer sangue novo para a casa, uma tradição que sempre tivemos”.

É já na segunda metade do século XIX que a casa conquista terreno no panorama nacional. Narciso e Olindo, filhos do fundador, dão continuidade ao negócio da família e adotam a designação de Leitão & Irmão. Modernizam o fabrico trazendo novos materiais, e investindo em maquinaria. Alargam-se ao exterior, constituindo filiais em Paris e Londres, desenvolvendo uma importante rede de contactos. Em 1872, D. Pedro II, Imperador do Brasil, concede a Leitão & Irmão o título de “Ourives da Casa Imperial do Brasil”. A ligação entre a Coroa e a casa Leitão remonta ao cerco do Porto (1832 / 1833), com José Teixeira da Trindade a estabelecer relações particulares com D. Pedro IV de Portugal e I do Brasil.

Jorge Leitão é a quarta geração ao leme da casa de joalharia. Assumiu os destinos da Leitão & Irmão depois do 25 de Abril

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Em 1877, a inevitável descida à capital — concretiza-se a abertura da loja na zona cosmopolita do Chiado, em Lisboa, com os irmãos Narciso e José a desenvolverem a sua atividade no epicentro do reino, beneficiando da proximidade da corte. Dez anos mais tarde, é registada na contrastaria de Lisboa a marca de fabricação da Leitão & Irmão, a mais antiga em vigor nas contrastarias portuguesas, instituídas nesse mesmo ano de 1887 (é composta pela figura feminina de uma esfinge a encimar a letra “L”, da qual hoje se faz uso, lê-se no site oficial da marca, que reconstitui a principal cronologia dos acontecimentos). É também em 1887, no dia 1 de dezembro, que D. Luís atribuiu à casa Leitão & Irmão o título de “Joalheiros da Coroa”. A Leitão & Irmão continuou a eleita da Casa Real para a criação de presentes a familiares, amigos e personalidades e entre as maiores entusiastas e clientes assíduas contava-se a rainha D. Maria Pia, que em matéria de objetivos decorativos e utilitários não poupou nas aquisições sóbrias e requintadas, em prata e em ouro.

Entre as inúmeras parcerias, 1888 é “um ano feliz na projeção da casa”, quando D. Luís oferece ao Papa Leão XIII um cálice para a comemoração do Seu Jubileu, usada na respetiva celebração da missa. “Penso que é a única peça portuguesa que está no museu do Vaticano, no tesouro de São Pedro. O rei terá querido dar um título ao Leitão da época, que lhe respondeu um título não lhe interessava nada mas ser joalheiro da coroa, sim”.

Presépios, taças, astrolábios e a verdadeira joia da coroa

Da renovação industrial, em 1889, ao faqueiro Belle Époque desenhado com René Lalique, já com a terceira geração liderada por Jaime de Castro Leitão a assumir as rédeas, são muitas as peças nos pergaminhos da marca que hoje mantém espaços em Lisboa e Cascais – Chiado, Bairro Alto e Arcadas do Parque Estoril. Para a história destes cronistas, passam ainda colaborações com artistas como Columbano ou Dalí. O fabrico por medida e personalização, e ainda a manutenção e restauro são serviços que se cruzam com a Medalha comemorativa dos 400 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, o Troféu da Taça de Portugal, o presépio com assinatura de Graça Costa Cabral, o astrolábio que evoca o Portugal de Quinhentos; ou os animais marinhos concebidos por ocasião da Expo 98, em parceria com o oceanógrafo José Luís Saldanha.

Há uma ilustre nesta montra de preciosidades, a coroa de Nossa Senhora de Fátima, que se encontra entre as mais divulgadas joias nacionais, resultado de uma oferta dos portugueses em sinal de gratidão pelos seus filhos terem sido poupados aos dramas da II Grande Guerra. Reza a tradição oral que em 1942 se organizou uma comissão de senhoras e se promoveu um peditório a nível nacional, comissão essa que correu o país a recolher as ofertas, entregando um recibo e depositando os valores em Fátima. O santuário por sua vez reuniu tudo e incumbiu a Casa Leitão da obra. “Isso sim é o motivo de grande orgulho,a confiança que faziam e continuam a fazer por nós, e é uma responsabilidade de peso. Recebeu-se uma enorme quantidade de joias —  conheço o peso mas parece-me incorreto dizer. Recebeu-se aliás muito mais do que se usou em termos de ouro e devolveu-se o que não foi usado ao Santuário”.

A Coroa Preciosa, à esquerda, criada em 1942, e a coroa em prata dourada, de 1946, duas das criações mais emblemáticas no historial da Leitão & Irmão

Desfeita a matéria-prima, desenhou-se e manufaturou-se a coroa, trabalhada durante três meses de forma ininterrupta por doze artífices. “Terá sido desenhada pelo meu tio Jaime Leitão, que era quem cá estava; desenhou-a, mas a autoria é da Casa”, recorda Jorge sobre a joia, que tem cravadas em ouro 313 pérolas e 2679 pedras preciosas, e ainda um inesperado acessório que chegou para lá da hora marcada mas foi pontualmente incorporado no produto final. “Estão ali as pedrinhas de cada pessoa que deu. Sobre os brincos que aparecem pendurados, conta-se que havia uma pessoa muito importante que não teve tempo de dar as peças para a coroa e ofereceu aquele par já fora de tempo, e portanto pôs-se na cruz. Resultou numa peça muito bonita, feita gratuitamente”, explica Jorge Leitão, sublinhando ainda as oito hastes de ouro, o que corresponde heraldicamente a uma coroa de rainha.

Falemos então da peça, ou melhor dizendo, das peças, já que a Senhora de Fátima “Capelinha” exibe em bom rigor duas coroas. A generosidade das ofertas permitiu manufaturar não apenas a “Coroa Preciosa” também designada por coroa “Rica”, reservada para os dias de grandes celebrações, nomeadamente nos dias 13, de maio a outubro, mas também uma coroa de prata dourada, usada diariamente. “Não sei como saíram daqui, penso que devem ter saído sem ninguém saber”, arrisca, sem certeza sobre como terá decorrido o engenhoso processo de transporte destes objetos, com mais uma particularidade: são ambas coroas de rainha, pois Nossa Senhora tinha sido coroada Rainha de Portugal em 1646 pelo Rei D. João IV.

300 anos mais tarde, a 13 de maio de 1946, em Fátima, a sua imagem seria solenemente coroada pelo Cardeal Bento Aloisi Masella, legado pontifício, um momento que é evocada numa lápide, à entrada da capela-mor da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário.

Das oficinas no piso térreo à sala no andar superior, neste antigo pátio incrustado no Bairro Alto há 150 anos, cumprem-se as diferentes etapas da manufatura

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Quase meio século depois da sua manufatura, em 1984, a coroa de Nossa Senhora ganhou outro relevo. A 13 de maio de 1981, o Papa João Paulo II sofria um atentado na Praça de S. Pedro, no Vaticano, atribuindo a sua salvação à intervenção de Nossa Senhora de Fátima, que o protegera. Em 25 de março de 1984, a Praça de São Pedro, no Vaticano, é o cenário da Consagração do Mundo ao Imaculado Coração de Maria, por parte de Karol Wojtyla. À sua frente, a imagem da Virgem de Fátima, que a pedido do Papa viajara desde a Capelinha das Aparições. “Tenho aqui uma prenda para Nossa Senhora”, terá dito na altura o Sumo Pontífice, quando se encontrou com o então bispo de Fátima, D. Alberto Cosme do Amaral, e lhe ofereceu a bala disparada pelo turco Ali Agca, que lhe trespassou o corpo nesse atentado.

Um sinal de agradecimento que exigiu algum tempo — tempo para descobrir o lugar mais apropriado para guardar o pequeno objeto, que acabaria, segundo decisão do bispo e reitor do Santuário, por ser encastoado na coroa rica de Nossa Senhora, com a tarefa desta vez a escapar à Leitão —  a colocação ficou a cargo da Casa Gomes, da Póvoa de Varzim. “Tem a ver com as convulsões do país. Entre 81 e 84 a Casa leitão ainda recuperava de um longo processo de liquidação que começou pouco depois do 25 de abril. Sem juízos de valor, o facto é que estávamos ainda a pôr-nos de pé novamente”.

Leitão & Irmão. Os ourives que são “cronistas de Portugal” há 200 anos

Facto é que quando os especialistas foram colocar a bala na referida coroa, ensaiando um encaixe que não comprometesse a sua arte, não precisaram de forjar grande alteração ao original. Na interior da manufatura de 1942, no sítio onde estão unidas as oito hastes de rainha, imediatamente debaixo do orbe azul celeste, formava-se um vazio feito por medida para o calibre da bala em questão, tendo esta sido colocada por engaste, em 1989 e onde permanece até hoje. “Vale o que vale mas corresponde à realidade”.

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