Por esta altura, milhares de jovens estarão a pensar sobre o curso superior que querem frequentar a partir do próximo ano letivo. Uns, já mais decididos, estão apenas ansiosos para saber se conseguem entrar no curso e na universidade ou politécnico desejados. Outros estão ainda em dúvida e sem saber que rumo seguir. E se estás a ler este texto, provavelmente és um dos futuros candidatos ao Ensino Superior. Pensando em ti, e em muitos outros que, tal como tu, continuam indecisos, ansiosos, com dúvidas ou só curiosos, preparámos este guia que pretende dar respostas a diferentes questões práticas.

A grande novidade hoje tem a ver com as vagas e as médias de entrada em cada curso e por isso dedicámos um artigo a explicar, de forma interativa, como estão distribuídas as mais de 50.500 vagas do próximo ano, bem como os cursos que exigem as médias de entrada mais altas e mais baixas.

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E como uma guilhotina chamada “desemprego” paira sobre a cabeça dos portugueses, e também os jovens estão cada vez mais atentos a essa questão na hora de escolher o curso, fizemos um ranking dos cursos e das instituições públicas com maior e menor taxa de desemprego. E também olhámos para os privados nesta perspetiva do desemprego. Afinal de contas, nem todos os alunos que estão prestes a iniciar a maratona do Ensino Superior vão seguir pelo caminho do público. A conclusão mais genérica é que o desemprego registado entre os estudantes que concluem as licenciaturas no ensino privado é mais alto do que o desemprego junto dos alunos diplomados em instituições públicas.

Mas a escolha não pode ficar limitada apenas ao fator da empregabilidade. E porque há muitos jovens que logo ao fim de um ano mudam de curso depois de concluírem não era aquele que queriam na verdade, ou porque se desiludiram, ou porque abandonaram os estudos ou mesmo o país (fenómeno da emigração), fomos falar com especialistas e damos-te algumas dicas para refletires bem antes de avançares com a candidatura. Deves ouvir o coração, sem esquecer a cabeça. E não te esqueças que é sempre possível voltar atrás na decisão, caso venhas a perceber que fizeste a escolha errada.

Certa ou errada, a escolha deve também ter sempre em conta a questão financeira. Estudar tem sempre custos, e no Superior mais ainda. Por isso, fomos fazer as contas para perceber onde é mais caro estudar em Portugal e chegámos à conclusão que estudar no interior e nos politécnicos fica mais em conta. Deixamos ainda um alerta para os apoios que existem e que podes pedir. Logo a começar pela bolsa de ação social, para quem tem rendimentos mais baixos, cujo requerimento tem de ser feito em simultâneo com a candidatura.

Neste guia poderás encontrar também respostas a possíveis dúvidas e questões que surgem nesta altura, sendo certo que podes sempre encontrar outras informações em sites oficiais como o da Direção-Geral do Ensino Superior, onde terás de ir necessariamente para preencher a tua candidatura online, ou no portal do Infocursos, onde encontrarás diferentes dados estatísticos sobre todos os cursos que estiveram a funcionar em 2014/2015.

As candidaturas arrancam já segunda-feira, dia 20 de julho, e estendem-se até ao dia 7 de agosto.