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Os Ensaios do Observador juntam artigos de análise sobre as áreas mais importantes da sociedade portuguesa. O objetivo é debater — com factos e com números e sem complexos — qual a melhor forma de resolver alguns dos problemas que ameaçam o nosso desenvolvimento.

Desde a crise financeira de 2008/2009 que os economistas, entre os mais reputados desta geração, têm discutido problemas e políticas que deixariam os clássicos a rolar nos seus túmulos. E estas questões agudizaram-se com a crise pandémica. Bancos centrais a comprar nos mercados obrigações dos Estados nacionais em montantes de biliões de euros (trillions em inglês), taxas de juro negativas não só nas operações dos bancos centrais como nos mercados de certos ativos, recomendações para que se acabe com o dinheiro em notas (cash), ou que se distribua cash ao público por helicóptero. Há que o dizer: que mundo diferente em que vivemos daquele quando, nos anos 1990, ensinávamos economia monetária ou tivemos de dirigir a política monetária deste país no Banco de Portugal, como membro do seu Conselho, para poder entrar no euro. É verdade que também tivemos tempos tempestuosos, como quando os especuladores atacavam o escudo para ganhar com a desvalorização, e tivemos de subir taxas de juro no mercado diário para valores estratosféricos. Mas tudo isso parecem tempos fáceis, quando comparados com as crises das duas últimas décadas.

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