Estes executivos voltaram à escola e… recomendam

05 Junho 2019270

Voltar a estudar quando se está lançado na profissão pode ser difícil, mas muito compensador. É o que nos contam três executivos de topo que decidiram voltar aos bancos da escola. E não se arrependem.

Se a decisão pode parecer a muitos uma loucura, para outros foi o melhor que podiam ter feito. E tornariam a decidir da mesma maneira, hoje e sempre. O quê? Voltar a estudar quando estavam num ponto decisivo da carreira profissional. Embora este seja um momento desafiante da vida de qualquer um, é também nesta altura que regressar à escola pode fazer – e faz – toda a diferença. Sobretudo quando se trata de uma escola altamente conceituada, que tem a capacidade de tecer mesclas únicas entre a teoria e a prática, a que se junta um corpo docente que faz a ponte entre a academia e o mundo. É este precisamente o caso do INDEG-ISCTE Executive Education, como se percebe ao falarmos com três executivos de topo que a determinada altura decidiram voltar a apostar na formação, escolhendo esta instituição para o efeito.

Estudar (também) na HEC Paris

O programa do Executive MBA inclui uma unidade curricular lecionada na Escola de Altos Estudos Comerciais (HEC) de Paris, considerada uma das melhores business schools do mundo e líder internacional em Executive Education. O objetivo é que o aluno integre um ambiente académico de grande prestígio e aí veja desenvolvidos, por docentes reconhecidos mundialmente, vários tópicos avançados da área de Gestão.

Em comum têm também o facto de ali terem feito o Executive MBA, o programa que se destina a profissionais com experiência que pretendem iniciar um processo intenso de transformação, com vista a aumentarem responsabilidades hierárquicas e adquirir conhecimentos para melhor desempenharem papéis de liderança.

Com a duração de 2 anos letivos (a próxima edição começa no dia 20 de setembro de 2019 e termina a 10 de julho de 2021), o Executive MBA do INDEG-ISCTE funciona em regime pós-laboral, com aulas às sextas-feiras e sábados, e inclui até uma unidade curricular na HEC Paris, uma das mais conceituadas escolas de Gestão do mundo, líder em formação de executivos [ver caixa Estudar (também) na HEC Paris].

Atualização precisa-se num mundo sempre a mudar

Mas se o profissional já está a desempenhar funções com algum nível de exigência e o tempo é escasso para dar resposta a tudo, porquê voltar a estudar?

“Num contexto de evolução acelerada do número de variáveis e dimensões da gestão, entendo que é fundamental fazer uma atualização permanente tanto ao nível dos conceitos de gestão e análise de casos práticos, bem como ao nível do desenvolvimento das competências de liderança”
Miguel Sobral, CEO da Vortal

No caso de Miguel Sobral, CEO da Vortal, “a decisão de fazer um MBA estava tomada há muito”. Cerca de 8 anos depois de ter terminado a licenciatura em Economia, achou que a experiência entretanto acumulada já era suficiente para dar o passo, e não hesitou: “Num contexto de evolução acelerada do número de variáveis e dimensões da gestão, entendo que é fundamental fazer uma atualização permanente tanto ao nível dos conceitos de gestão e análise de casos práticos, bem como ao nível do desenvolvimento das competências de liderança”.

Também para Sónia Marçal, administradora da Portela Cafés, a necessidade de atualização foi o gatilho. Com que objetivo? “Por forma a compreender melhor o mercado, bem como a tornar mais ágil e consciente o meu processo de tomada de decisão”, responde-nos.

Sónia Marçal, administradora da Portela Cafés, com o pai e irmão

Mas há também quem nunca tenha deixado de estudar, porque o caminho profissional foi exigindo um permanente desenvolvimento de novas competências, através de formações de curta ou média duração e orientadas para necessidades específicas. O que faltava era agregar todo o conhecimento, como refere João Madeira, diretor-geral da Mylan Portugal: “A decisão de frequentar o Executive MBA surge como forma de dar um sentido mais estruturante e estratégico a toda a formação que fui realizando ao longo dos anos, num ambiente que, mantendo uma lógica empresarial de desenvolvimento profissional, oferecesse a dinâmica da academia e me desafiasse igualmente ao nível de criar, revisitar ou reforçar conhecimentos das disciplinas de Gestão”.

“reputação da escola, a riqueza de conteúdos proporcionada através de seminários especializados e a excelência do corpo docente foram os outros fatores decisivos”
Miguel Sobral, CEO da Vortal

Porquê o Executive MBA do INDEG-ISCTE?

Numa altura em que existem imensas formações pós-graduadas nas áreas de Gestão e Economia, alguns fatores importantes devem pesar na escolha. Isto porque o profissional já se encontra num patamar elevado e pretende rentabilizar ao máximo o seu investimento. “Naquela fase da minha vida profissional procurava mais do que um simples refrescar de conhecimentos teóricos. Pretendia usufruir da partilha de conhecimento de outras pessoas, com experiência relevante, que me permitisse enriquecer o meu espectro de referências em contexto de decisão de gestão”, conta-nos Miguel Sobral, que integrou o primeiro grupo de alunos a realizar o Executive MBA, nos anos letivos 2004-2006. “O Executive MBA do INDEG-ISCTE estava a ser lançado naquela altura e o facto de estar orientado para profissionais com experiência mínima de 10 anos foi um fator muito relevante para a minha decisão”, salienta, acrescentando que a “reputação da escola, a riqueza de conteúdos proporcionada através de seminários especializados e a excelência do corpo docente foram os outros fatores decisivos”.

Miguel Sobral, CEO Vortal

Análise idêntica foi realizada por João Madeira, quando decidiu integrar a sétima edição do Executive MBA, decorrida entre 2010 e 2012: “A possibilidade de experimentar um novo ambiente de ensino e conhecer um novo grupo docente, aliado à notoriedade do INDEG-ISCTE e adaptado à minha disponibilidade profissional e pessoal para o período de duração do programa, foram os critérios que conduziram à minha decisão”.

Como se realiza em horário pós-laboral – às sextas-feiras, entre as 17h30 e as 21h45, e aos sábados, entre as 9h e as 13h15 – o Executive MBA apresenta-se também como a solução para quem precisa de conciliar a formação com a vida profissional e familiar. Isto mesmo é destacado por Sónia Marçal, que indica a “gestão de tempo” como um critério decisivo para a escolha deste curso. “Conjugar um MBA com trabalho e filhos foi de facto muito exigente. Contudo, permitiu-me perceber que, quando queremos, conseguimos ir muito além do que achamos ser possível”, afirma.

Como um MBA pode (mesmo) transformar uma carreira

É óbvio que aumentar conhecimentos e experiências terá sempre algum reflexo no desempenho profissional de alguém. Mas até que ponto a carreira se transforma mesmo? Esta é outra das muitas questões feitas por quem pensa voltar a estudar. Valerá a pena o esforço, o empenho e o investimento?

"O conhecimento adquirido tornou-me uma melhor líder e mais segura no meu dia a dia e mais responsável nas minhas decisões"
Sónia Marçal, Administradora da Portela Cafés

Sónia Marçal não tem dúvidas que sim: “Senti um salto qualitativo brutal, quer a nível profissional quer pessoal. O conhecimento adquirido tornou-me uma melhor líder e mais segura no meu dia a dia e mais responsável nas minhas decisões. O meu contributo enquanto gestora na Portela Cafés passou a ser bem melhor”.

João Madeira reforça as palavras da colega: “As competências que criei e o desafio pessoal que superei — porque não é fácil a decisão de voltar a estudar quando temos uma vida profissional e pessoal estabelecidas e muito desafiantes —, acredito que, contribuíram para o sucesso profissional que tenho alcançado desde a conclusão do Executive MBA”.

João Madeira, Diretor-geral da Mylan Portugal

Experiência semelhante foi vivida por Miguel Sobral, que define o Executive MBA como “um programa estruturante” na sua carreira: “Dotou-me de um conjunto de valências, conhecimentos e referências que me permitiram assumir e superar novos desafios, inspirar os mais jovens a entregarem o melhor de si e desenvolver novas lideranças”. E a verdade é que, 3 anos após a conclusão do curso, foi convidado a integrar a equipa de administração da Vortal, posteriormente a vice-presidência executiva, sendo atualmente o CEO da empresa.

Saiba mais sobre o Executive MBA

Conheça o Executive MBA do INDEG-ISCTE no evento a decorrer dia 18 junho, às 18:30h. A entrada está sujeita a Inscrições.

Mas de que maneira é que esta transformação se opera? Numa primeira fase, Miguel Sobral sentiu que a “capacidade de trabalho aumentou de forma visível”. “Tal deveu-se à necessidade de combinar a atividade letiva exigente com a atividade profissional também ela muito desafiante. No final do programa sentia-me capaz de fazer muito mais do que antes, com maior capacidade de separar o essencial do acessório, de elaborar e decidir com base em menos informação”, explica. Nas suas palavras, a “variedade de exemplos práticos de aplicação de conceitos teóricos criam várias referências que nos apoiam no dia a dia, através de um maior discernimento, na melhor avaliação e julgamento em contextos complexos”. Por outro lado, salienta que os grupos de trabalho criados no contexto da formação “permitiram a reflexão conjunta entre pessoas com experiência profissional complementar e diferentes perspetivas sobre os desafios a ultrapassar”.

Rede de contactos para a vida (e não só)

Sabe-se hoje que as redes de conhecimentos que se estabelecem nos servem de amparo e também de alavanca em todas as situações da vida, sendo que o universo profissional não é exceção. E é aqui que encontramos outra vantagem do Executive MBA do INDEG-ISCTE, apontada de forma unânime por todos: a rede de contactos. De salientar que esta não só é vasta como diversificada, já que os profissionais que aqui chegam vêm de áreas tão variadas como a Medicina, Engenharia, Gestão, Farmácia, entre muitas outras.

Sónia Marçal chama a atenção para os contactos entre colegas, mas também com os professores. O mesmo nos é dito por Miguel Sobral, segundo o qual o “networking desenvolvido naquela altura e enriquecido de forma natural ao longo do tempo entre a comunidade alumni no INDEG-ISCTE revela-se de enorme utilidade nas dimensões profissional e pessoal”.

“instalações são muito boas e a parceria com outras escolas de negócio, a par da acreditação, relevam igualmente da qualidade do Executive MBA do INDEG-ISCTE”
João Madeira, Diretor-geral da Mylan Portugal

João Madeira salienta também a “network com um corpo docente fantástico e restantes participantes”, mas acrescenta outras características do curso que vê como vantagens: “A elasticidade intelectual que se reconquista e que melhor reorientamos para a excelência e o prazer de aprender, também, com colegas com experiência profissional noutras áreas e setores da economia e da vida empresarial”. Além disso, lembra que as “instalações são muito boas e a parceria com outras escolas de negócio, a par da acreditação, relevam igualmente da qualidade do Executive MBA do INDEG-ISCTE”.

Três elementos distintivos

O objetivo de quem desenhou este curso há 15 anos foi precisamente ir ao encontro de todas as necessidades do mercado. Quem o diz é António Gomes Mota, diretor do Executive MBA e responsável pela sua criação: “Sentimos na altura que fazia falta um programa de gestão global em que todos os participantes tivessem em comum uma significativa senioridade em termos do seu percurso profissional potenciando o contributo da partilha de experiências enquanto elemento valorizador do programa”. O responsável acredita mesmo que “nessa altura, o programa foi também pioneiro numa visão mais holística da experiência de aprendizagem, não a centrando exclusivamente no ensino na sala de aula, mas havendo igualmente um foco acrescido a nível do desenvolvimento de competências pessoais que potenciem a progressão profissional”.

Coaching individual e Escola de Fuzileiros

Ao longo dos dois anos de formação, o aluno do Executive MBA tem ainda acesso a diversas iniciativas que o permitem ir mais além, nomeadamente, um programa de acompanhamento individualizado que integra, entre outras valências, sessões de coaching. Além disso, a unidade curricular de Liderança e Motivação inclui uma experiência única na Escola de Liderança dos Fuzileiros da Marinha, que consiste numa formação intensiva ao longo de um fim de semana residencial.

Aliás, este “foco muito intenso na ligação ao mundo empresarial”, ou seja, a sua componente prática e aplicacional, é um dos três elementos que António Gomes Mota considera distintivos do Executive MBA. “A generalidade do corpo docente apresenta, além de um sólido curriculum académico e científico, uma considerável experiência profissional, ao mais alto nível, nas áreas que ensina, o que assegura a seleção dos conteúdos que são verdadeiramente relevantes para o exercício de funções de gestão sénior e, ao mesmo tempo, para a valorização da apresentação, análise e discussão de temas no contexto de um efetiva interação com a realidade empresarial”.

Como segundo elemento distintivo, aponta o facto de o Executive MBA “promover, ao longo dos dois anos de duração, a definição de um processo intenso de transformação pessoal que visa suportar, com sucesso, o aumento das responsabilidades nas organizações e assunção de papéis de liderança que potenciem a criação de valor, o desenvolvimento dos colaboradores e a catalisação da mudança organizacional”.

Por outro lado, António Gomes Mota destaca o Business Challenge, destinado a “desenvolver a capacidade de criação e inovação em contexto de empreendedorismo, que potencia a capacidade de integração das diferentes áreas da Gestão e a capacidade de interação e trabalho de equipa, dando aos participantes qualificações e experiência para poderem optar, a curto ou médio prazo, por se afirmarem como empresários de sucesso”.

Candidaturas abertas para a 16.ª edição

As inscrições para a 16.ª edição do Executive MBA do INDEG-ISCTE estão abertas e podem ser feitas online na página do curso, onde se encontram também todas as informações relevantes, como o programa, carga horária, corpo docente, calendário, valor das propinas, entre outras. Aqui explica-se, também, que esta formação “proporciona aos participantes o desenvolvimento de competências essenciais para a Gestão, num panorama internacional competitivo, complexo e interligado”. E a aposta consistente está a dar frutos, com o curso a ser amplamente reconhecido. De acordo com José Crespo de Carvalho, presidente da comissão executiva do INDEG-ISCTE, “há várias dimensões que nos devem levar até um produto formativo, e o Executive MBA é um caso singular disto mesmo”. O docente explica a razão por que este curso se diferencia: “Não será apenas o conhecimento, mas, também, a partilha e a network, as ideias, as formas de pensamento, o ambiente, as abordagens.

“Num Executive MBA, tornamo-nos diferentes. Para melhor"
José Crespo de Carvalho, Presidente da comissão executiva do INDEG-ISCTE

No final, a diversidade conta. A experiência de outros — docentes e participantes — conta. A genuinidade conta. Os grupos de trabalho contam. O sabermos que se trata de uma corrida de longa distância compensada com um prémio maior conta. O podermos ter mais confiança no que fazemos, no como fazemos, no que dizemos, na forma como lideramos e como nos relacionamos com o mundo exterior conta. Tudo isto é fundamental”.

E sim, na sua perspetiva, este curso faz mesmo diferença: “Num Executive MBA, tornamo-nos diferentes. Para melhor. Depuramo-nos na forma como nos relacionamentos com as empresas e o mundo.”

Não queremos ser todos iguais, pois não?

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