Eduardo, 33 anos

A baliza portuguesa já foi dele. Queiroz deu-lhe a titularidade durante o Mundial 2010, na África do Sul. Não voltará a tê-la. Não com Patrício. Não com Anthony Lopes na “sombra” de Patrício. Os guarda-redes “vivem” mais tempo, é verdade. Mas no Euro 2020, Eduardo terá 37 anos e aquele não será Europeu para si.

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Ricardo Carvalho, 38 anos

É o melhor central português de todos os tempos. Melhor do que Germano, Humberto, Couto ou Pepe. E Pepe é do melhor que há. A longevidade (hoje com 38 anos) de Carvalho até lhe pode ter tirado a velocidade de outrora, mas não lhe tirou a classe. O contrato com o Mónaco acabou. E talvez a carreira, com o Euro.

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Bruno Alves, 34 anos

Muitos vêem-no como violento, mal intencionado. Mas os adversários (sobretudo aqueles que com ele se cruzam na área) temem-no, não por isso, mas porque Bruno, tal como o pai Washington o foi um dia, é de outra estirpe: da dos “raçudos”. O problema é a idade (38 anos) com que chegará a 2020. Se ainda jogar.

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Pepe, 33 anos

Muito arrependido deve estar o Brasil (hoje com centrais de trazer por casa) de o ter rejeitado. E ainda bem que o rejeitou. Pepe vai chegar à centena de jogos por Portugal. Vai ser recordado com um dos melhores entre nós. Já ganhou tudo. Só falta o Mundial 2018 pela Seleção. Talvez consiga. E sairá em ombros.

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Vieirinha, 30 anos

Quando começou a dar nas vistas, em 2003, no Europeu Sub-17 que Portugal venceu em Viseu, era extremo. Um dos melhores da sua geração. Em Portugal como mundo fora. Mas só se afirmaria tarde, e como lateral. “Tarde”, mas a tempo de vencer um Euro. Com a concorrência (mais nova e melhor), perderá a vaga para 2020.

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Eliseu, 32 anos

Há Raphael Guerreiro, que está para curvas. Também há Fábio Coentrão, se “matar” a lesão de vez. E ainda Mário Rui, um dos melhores laterais do Calcio. O lugar vai estar tapado (e bem tapado) para Eliseu. Ainda poderá dar uma perninha no próximo Mundial, quem sabe. Mas nem ele acredita que “dure” até 2020 a jogar.

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Ricardo Quaresma, 32 anos

Nunca haverá outro igual. Uma trivela como a dele “nasce” só quando calha, assim nasça alguém de pernas arqueadas e pés tortos, mas também de fintas desconcertantes (para os defesas, entenda-se) e atitude. Quaresma é tudo isso e mais atitude ainda. Em 2020 (36 anos) pode é faltar-lhe o demais: força nas canetas.

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Diogo Costa (16 anos)

Quando Patrício e Anthony Lopes pendurarem as luvas, daqui por muitos anos, a baliza de Portugal ficará entregue (também por muitos anos) a Diogo. Hoje com apenas 16 anos, é campeão da Europa Sub-17, e foi chamado às selecções Sub-20 e Olímpica. O nome do meio de Diogo Costa é “promissor”. Se não é, deveria.

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Joel Pereira (20 anos)

Tal como Anthony Lopes, também é luso-descendente, tendo nascido em Neuchâtel, na Suíça. E tal como ele, também só “arranha” o português. Mas desde que optou por Portugal e não pela seleção suíça, é titularíssimo entre nós, na formação. É do United e Mourinho tem aqui um grande (1,88 metros) diamante por lapidar.

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Rúben Semedo (22 anos)

Jorge Jesus começou por emprestá-lo ao V. Setúbal no começo da época 2015/2016. Queria que Rúben ganhasse “traquejo” na Liga. Ganhou rapidamente e voltou ao Sporting em janeiro, onde é titular “de caras”. Não demorará muito a chegar à Seleção e a, também aí, ganhar um lugar. As “reformas” dos trintões vão ajudar.

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Tiago Ilori (23 anos)

É um quebra-cabeças. E só Jürgen Klopp o poderá resolver. Sempre foi um dos centrais mais promissores (se não mesmo “o mais”) da sua geração, apareceu cedo do Sporting, ameaçou ficar dois anos parado se de Alvalade não saísse, e a verdade é que já vai em três sem conhecer a titularidade no Liverpool. Será desta?

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Tobias Figueiredo (22 anos)

O treinador do Sporting está a tentar fazer com ele o que fez com Semedo, esperando do empréstimo ao Nacional o mesmo sucesso. Ou seja, que Tobias volte depressa e volte para ser ele e mais dez. Se Ilori era promissor, Tobias era mais. É que na formação do Sporting o primeiro sempre foi suplente dele e de Dier.

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João Cancelo

O Barcelona quer Cancelo para o lugar de Dani Alves. E isso diz tudo sobre o que vale o miúdo que o Benfica vendeu por 15 milhões de euros (!) ao Valência, sem sequer se ter estreado pela primeira equipa. Ofensivamente, não há melhor do que ele por aí. E até é lateral. Entre ele e Cédric, Fernando que escolha.

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Rúben Neves (19 anos)

Rúben é um caso diferente dos demais: é internacional português, tendo sido Fernando Santos a apadrinhar a estreia. Isto quando era titular no FC Porto. Ao perder a titularidade, perdeu com isso, quem sabe, um lugar no Euro. É da geração de Renato Sanches e aos dois sempre se augurou o melhor. Oxalá.

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Rony Lopes (20 anos)

Na formação era Marcos. A alcunha era “Rony” (pelo talento e por ter Ronaldo como ídolo) e pegou. O que dizer dele? Atrasou-se. Antes de sair para o City, “sentou” (anos a fio) Bernardo Silva no banco do Benfica. O primeiro já se impôs no futebol e Rony tarda em fazê-lo. Mas o talento transborda-lhe da canhota.

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Gelson Martins (21 anos)

Jorge Jesus prefere os jogadores “feitos” a ter que perder tempo a fazê-los. Ele fazer até faz, mas prefere-os com outra maturidade ao moldá-los. Gelson é, também por isso, diferente. O talento é tanto, que Jesus verá certamente nele um Matuzalém, de tão “velho”. É extremo e vem de Alcochete. Chega? Chega.

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Gonçalo Guedes (19 anos)

Fala-se dele há tanto tempo, e tão elogiosamente, que julgamos ser mais velho. Mas Gonçalo ainda é “teenager”. Vai ter oportunidades com Vitória. E agora cabe-lhe a ele, Gonçalo, decidir se quererá ser um Nélson Oliveira (e declinar cedo) ou um Renato Sanches, e ascender já ao patamar dos melhores: a Seleção.

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João Filipe (17 anos)

Certo dia, em Manchester, Ronaldo disse: “Se me acham bom, esperem até ver o Fábio Paim.” Renato Sanches poderá dizer o mesmo em Munique, mas de João. Paim foi um “zero” no futebol sénior. João ainda não chegou lá, mas vai chegar (rapidamente) e ser nota dez. No relvado é, nem de propósito, um “sete”… à Ronaldo.

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José Gomes (17 anos)

Foi o melhor marcador do último Euro Sub-17 que Portugal venceu. E o melhor marcador, claro. É que golos é coisa de Gomes (Fernando, Nuno…) e José não deixa apelidos por pés alheios. Alcunha? “Zé Golo”. Este ano (ainda juvenil) vai começar a época nos bês do Benfica. Onde terminará? Com Rui Vitória, quiçá.

Andre Sanano/FPF

André Silva (20 anos)

Vai uma aposta? Na próxima convocatória de Fernando Santos, pós-Euro, há dois nomes que não vão faltar: Ronaldo e… André Silva. É ponta-de-lança dos pés à cabeça. Literalmente, por ser ambidextro e bom cabeceador. E tão carenciado que Portugal está (mesmo tendo Éder “vencido” o Euro) de alguém assim.

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“Renato”

É improvável. Muito improvável. Pode um “menino” de 18 anos voltar a ser titular no Benfica (ou no Sporting, ou no FC Porto) e, no ano da estreia, render milhões e milhões, vencer um Euro e ainda ser eleito o melhor jogador jovem da competição? É improvável, mas não impossível. Venha ele. Só não sabemos quem.

Andreia Reisinho Costa/D.R.