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Era uma projeto que nasceria já fora do prazo de validade. Quando Satoshi Tajiri finalmente terminou o seu videojogo intitulado “Pocket Monsters”, em 1996, o setor dos jogos animados já dava a consola Game Boy como morta — só faltava ser enterrada. A Game Freak, empresa produtora de jogos para consola que Tajiri tinha criado a partir de uma popular fanzine que escrevia — tratava assuntos relacionados com o mundo do gaming e dava dicas sobre como passar níveis complicados, por exemplo –, estava praticamente falida, o próprio japonês não recebia há meses e cinco dos seus colaboradores já se tinham despedido. Ainda assim, depois de seis anos de trabalho e de muitas negas e prognósticos desastrosos, a gigante Nintendo decidiu dar-lhe a mão (sem grandes expectativas). Foi assim que a 27 de fevereiro de 1996, o Japão viu nascer aquele que é hoje considerado o maior e mais valioso franchising de videojogos alguma vez criadodados de 2020 estimam que já tenha gerado cerca de 90 mil milhões de dólares (cerca de 74 mil milhões de euros). Apesar de na sua terra natal ter sido apresentado como “Pocket Monsters”, o mundo e a história conhece-o como Pokémon.

A história detalhada sobre este fenómeno que celebra agora o seu 25º aniversário é contada pela revista Time num artigo publicado em 1999. É lá que conhecemos o tal estado ruinoso da empresa de Tajiri, na véspera de lançar os seus “Pocket Monsters Red” e “Pocket Monsters Green”, os dois primeiros jogos a chegarem ao mercado. Por muito que na altura muita gente já desse a consola Game Boy como ultrapassada (tinha sido lançada em 1989) pelos jogos com melhores gráficos e jogabilidade que chegavam aos PC’s,  esse pequeno retângulo portátil tinha uma coisa que a nova vaga ainda não conquistara: era portátil e muito menos dispendioso que os computadores mais modernos. Entre os miúdos japoneses, por exemplo, ainda reinava, e isso veio a ser determinante no sucesso desta história onde um rapaz de dez anos vagueia por um mundo fictício à procura de pequenas criaturas que guarda à cintura, dentro de umas bolas especiais, quando não as tem a lutar umas contra as outras.

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