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Nos Estados Unidos da América, o “State of the Union” é um dos momentos marcantes do ano político. Em Portugal, o Estado da Nação nasceu em 1993, com Cavaco Silva como primeiro-ministro. A ideia, de inspiração marcadamente norte-americana e que passa ao lado da maioria dos portugueses – é um momento vivido sobretudo pela “bolha” politico-partidária –, tem sido o palco de estreia de muitos dos protagonistas do futuro e o fim de outros.

A quatro meses das eleições legislativas, as sondagens continuam a apontar uma vantagem clara para o Partido Socialista, mas as greves intensificam-se, os problemas nos serviços públicos ganham outra relevância e o ambiente entre os parceiros à esquerda vai-se deteriorando. O Observador deixou a tal “bolha” da Assembleia da República e foi para a rua avaliar o Estado da Nação, em alguns dos locais onde os portugueses se sentem mais confortáveis.

Num cabeleireiro e num café de bairro fizemos apenas com uma pergunta: que mudanças teve a sua vida nos últimos 4 anos? As respostas vieram quase sempre com desânimo, das falhas nos serviços públicos, às carreiras dependentes do Estado e à economia das famílias. Há quem diga que faltam apoios, médicos, trabalho, trocos e até esperança.

O Estado da Nação para os portugueses