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Getty Images/iStockphoto

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Jovens mais confiantes serão adultos mais felizes

Desenvolver autoconfiança e autoestima é crucial para que os mais jovens cresçam felizes, sobretudo num mundo em que a imagem impera. A boa notícia: estas questões podem ser trabalhadas desde cedo.

Se nunca foi fácil ser adolescente no passado — as dúvidas e inseguranças próprias da idade sempre existiram —, imagine-se agora o que é sê-lo numa época como a de hoje, em que as redes sociais exibem continuamente imagens de alegada perfeição e o escrutínio público em relação à aparência física nunca esteve tão aguçado. Sabe-se que as dificuldades podem ser muitas, assumindo contornos de grande angústia e tristeza, em especial para quem apresenta uma baixa autoconfiança e autoestima. E se tivermos em conta que, segundo dados de um estudo realizado por Dove em Portugal, em 2019, 70% das raparigas portuguesas não têm autoestima elevada, então este é um assunto que importa a todos. Sobretudo porque pode — e deve — ser trabalhado desde idades precoces e com o contributo de toda a sociedade. É esse exatamente o objetivo do projeto Dove pela Autoestima, destinado a ajudar os jovens a ultrapassar questões relacionadas com a imagem corporal e estimulando a sua autoestima e autoconfiança.

Em causa está o maior programa de educação sobre autoestima a nível internacional que, desde o seu lançamento, já alcançou mais de 60 milhões de jovens globalmente. No ano passado, deu os primeiros passos em Portugal e a avaliação feita até ao momento permite já concluir que os resultados são positivos. O programa foi implementado no ano letivo de 2019/20, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, com a colaboração da EPIS – Empresários pela Inclusão Social –, organização que possibilitou a concretização no terreno, e de uma equipa de psicólogas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP). Sandra Torres, Raquel Barbosa e Filipa Vieira, da FPCEUP, são as psicólogas que estão a testar o programa junto de jovens no nosso país e foram quem nos falou sobre a importância da autoestima nas mais variadas dimensões da vida. Nas palavras das investigadoras, “a autoestima é um mecanismo protetor ao nível da saúde mental, prevenindo problemas na esfera emocional e na relação com o corpo e com os outros”. Recorrendo à evidência científica disponível, sublinham que “é clara a existência de uma forte relação entre a autoestima e a apreciação corporal, em ambos os géneros, pelo que a abordagem conjunta destas duas dimensões tem um potencial impacto no bem-estar e qualidade de vida”.

A realidade em Portugal

Na pesquisa levada a cabo sobre o tema por Dove, em Portugal, ficámos a saber que 10% das raparigas portuguesas afirmam que a sua autoestima é baixa e 63% classificam-na como média. Como consequência de não se sentirem bem com o seu aspeto físico, 68% assume que já deixou de ir a um evento social.

“Se existe uma baixa autoestima, haverá uma maior probabilidade de os adolescentes se sentirem inseguros e evitarem situações, atividades ou relacionamentos que os desafiem, pois não acreditam que possam ter sucesso nessas situações”.

De acordo com as psicólogas, “a baixa autoestima deve ser sempre uma chamada de atenção para pais, professores e decisores políticos, dado o impacto que poderá ter a vários níveis”. E uma vez que tem correspondência com a avaliação que cada um faz de si, a autoestima “torna-se um aspeto central para a compreensão e explicação do comportamento humano”, sobretudo entre os jovens. “Na adolescência, a autoestima é uma dimensão central para a construção da identidade, para a experimentação dos vários papéis que vão preparar o adolescente para as exigências da idade adulta”, explicam, acrescentando que “nesta fase de desenvolvimento ocorrem muitas transformações físicas, cognitivas, psicológicas e sociais, potencialmente indutoras de stress, e que podem gerar alterações na perceção que o adolescente tem de si próprio e na forma como este se relaciona com o mundo.” Desta forma, as investigadoras concluem que “se existe uma baixa autoestima, haverá uma maior probabilidade de os adolescentes se sentirem inseguros e evitarem situações, atividades ou relacionamentos que os desafiem, pois não acreditam que possam ter sucesso nessas situações”.

Publicidade e estereótipos

Mas como gerir a complexidade associada a estas questões numa altura em que vivemos rodeados de imagens — muitas das quais centradas no corpo —, nomeadamente na publicidade e nas redes sociais? Segundo os resultados da mesma pesquisa, 86% das raparigas portuguesas são ativas nas redes sociais, sobretudo no Instagram, e 38% das que se situam na faixa etária entre os 10 e os 13 anos encaram os influenciadores digitais como modelos de beleza a seguir. Que impacto tem, pois, esta realidade na construção da personalidade das crianças e jovens? As entrevistadas reconhecem que, “nos dias de hoje, as redes sociais fazem parte da vida de qualquer adolescente e de uma forma bastante intensa”, sabendo-se também que ali “há uma forte exposição a imagens que podem ser manipuladas — seja pelos média ou por eles próprios — e que apelam à perfeição e à felicidade”. Acrescente-se a isto ainda a utilização de filtros e de aplicações para editar fotografias e percebe-se como tal “pode gerar a noção de que essa perfeição e felicidade são de simples acesso”, dizem. Como consequência, “este efeito de comparação com o outro torna a realidade alheia desejável, uma vez que o adolescente tende a valorizar características que os outros têm e o próprio não”.

“Numa idade em que ser popular e ter uma determinada imagem estão bastante associados, a pressão para alcançar estes dois pontos pode ter um efeito negativo na saúde mental e no desenvolvimento da personalidade destes adolescentes, que tentam construir uma noção de si próprios assente em ilusões, em estereótipos e muito pouco tolerantes à diferença e à individualidade.”

As docentes realçam ainda que “numa idade em que ser popular e ter uma determinada imagem estão bastante associados, a pressão para alcançar estes dois pontos pode ter um efeito negativo na saúde mental e no desenvolvimento da personalidade destes adolescentes, que tentam construir uma noção de si próprios assente em ilusões, em estereótipos e muito pouco tolerantes à diferença e à individualidade”.

Projeto Pela Autoestima

Atenta a estas questões, Dove criou, em 2004, o projeto Dove Pela Autoestima (Dove Self Esteem Project), “com a missão de garantir que as próximas gerações se desenvolvem com uma relação positiva com a sua aparência, rompendo estereótipos de beleza e ajudando os jovens a aumentar a sua autoestima e a alcançar o seu máximo potencial”, refere Sofia Bargiela, responsável por Dove em Portugal.

No nosso país, o programa foi implementado no ano letivo de 2019/20, no âmbito da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, com a colaboração da EPIS – Empresários pela Inclusão Social – , organização que possibilitou a concretização no terreno, e da referida equipa de psicólogas da FPCEUP, que testou o programa junto de aproximadamente 600 alunos. Foi, aliás, este passo que permitiu “escalar o projeto, contando com a colaboração destas especialistas na formação dos professores envolvidos”, pormenoriza Sofia Bargiela. Segundo a responsável, “a adesão foi notável neste primeiro ano, envolvendo mais de 500 professores e impactando mais de 10 mil alunos”. E afirma: “O objetivo é dobrar o nosso alcance ano após ano”. Tal será conseguido através do workshop escolar “Dove Eu Confiante” e dos conteúdos disponíveis gratuitamente no site da marca, destinados não só a jovens, mas também a professores, pais e educadores.

Este é já considerado o “maior programa educativo mundial sobre a autoestima”, sublinha, especificando que “desde o seu lançamento, mais de 570 mil professores e 2,4 milhões de pais recorreram às formações online, alcançando um total de 62 milhões de jovens globalmente”. Com o sucesso obtido até ao momento, a marca tem agora um compromisso ainda mais ambicioso: “Chegar a 250 milhões de jovens em todo o mundo até 2030.”

O contributo das marcas

Tendo em conta que “as marcas são importantes difusores de mensagens e podem ter um papel muito relevante na mudança de mentalidades”, as investigadoras olham-nas como úteis neste contexto, “contribuindo para a valorização da diferença”. “Felizmente, já encontramos bons exemplos destas práticas, com marcas a promoverem uma beleza mais ampla, com vários tipos e formas de corpo, dando a possibilidade às pessoas de se identificarem com o que veem”, afirmam.

“As marcas são importantes difusores de mensagens e podem ter um papel muito relevante na mudança de mentalidades.”

Por outro lado, entendem que “as marcas poderão ajudar a reforçar outras vertentes do corpo, além da função estética, apreciando também a saúde e o que o corpo permite fazer”, ou seja, consideram que “há lugar para o investimento na aparência”, desde que este seja “benigno e adaptativo”. Nesse sentido, afirmam que “são bem-vindas todas as mensagens que enfatizem a importância da aceitação do corpo, mesmo com a perceção de imperfeições”, além de que “a beleza física pode ser realçada com as características de personalidade que nos definem como seres únicos”, enfatizam.

Envolver todos num propósito comum

Enquanto representante de uma marca que tem vindo a trilhar este caminho, Sofia Bargiela encara como fundamental o envolvimento de pais e professores. “Para uma geração diferente, a ideia de fazer login online ou publicar uma selfie pode parecer um pouco invulgar, porém, para os jovens de hoje, receber likes em fotografias e posts ou comentários pode trazer um poderoso sentimento de realização e aceitação pela comunidade”, assume. Por essa razão, frisa que “é importante que os educadores se familiarizem com o funcionamento desta nova realidade virtual e tenham disponíveis os mais variados materiais educativos para que possam apoiar as crianças de maneira saudável e positiva”.

“É importante que os educadores se familiarizem com o funcionamento desta nova realidade virtual e tenham disponíveis os mais variados materiais educativos para que possam apoiar as crianças de maneira saudável e positiva.”

Entre as recomendações partilhadas por Dove e destinadas a pais, educadores e professores, Sofia Bargiela destaca a necessidade de “fazer com que os jovens ambicionem descobrir o seu verdadeiro eu e não fiquem obcecados em comparar-se aos outros ou a aperfeiçoar a sua imagem”. Por outro lado, realça práticas para “incentivar o tempo de inatividade digital da família, privilegiando e fomentando os relacionamentos reais”. “Sugerimos, por exemplo, que toda a família desligue quaisquer aparelhos eletrónicos algum tempo antes de ir para a cama. Ao fazê-lo, diminuímos a probabilidade de que a primeira coisa que farão de manhã seja ver as redes sociais”, conclui, lembrando que “através deste tipo de incentivos, dotamos toda a família de ferramentas para lidar melhor com a fase complicada da adolescência e garantir que os jovens crescem com autoestima, que é tão importante para as suas conquistas”.

“Sugerimos, por exemplo, que toda a família desligue quaisquer aparelhos eletrónicos algum tempo antes de ir para a cama. Ao fazê-lo, diminuímos a probabilidade de que a primeira coisa que farão de manhã seja ver as redes sociais.”

Mas além deste trabalho com os pais, o contexto escolar não deve ser esquecido, com o grupo de psicólogas a advertir que “será necessário preparar os profissionais, como psicólogos e professores, no sentido de ajudarem a desenvolver nos adolescentes o espírito crítico e espaços de interação e relacionamento promotores de segurança, de discussões saudáveis e capazes de criar novos sentidos”. Objetivos que podem ser alcançados através de projetos como Dove Pela Autoestima.

Saiba como estimular a confiança dos mais novos aqui.

Para saber mais sobre como ajudar um jovem perto de si a crescer com autoestima, visite dove.com/pt.

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