André Ventura chegou à redação do Observador antes da hora e veio acompanhado pelo segurança, que nunca saiu da ombreira da porta do estúdio onde foi gravada a entrevista. O candidato explicou em entrevista ao Sob Escuta Especial Presidenciais da Rádio Observador que acredita que foi Deus que lhe colocou a missão de liderar o Chega porque é um homem de fé e fez questão de distinguir a sua crença da Igreja Católica, que tens responsáveis que o criticam pelas invocações que faz.

Sobre o caso mais polémico dos últimos dias, líder do Chega diz que não atuou sobre o caso SEF nos últimos nove meses porque era o Governo que tinha a informação. O candidato presidencial disse ainda que, apesar de suspender os militantes que criticam a liderança, a sanção é aplicada apenas a quem insulta. Para Ventura esses militantes críticos não estão a fazer uso da liberdade, mas sim a utilizar uma “libertinagem de opinião que destrói o Chega”. Admite que o Chega possa “atrair pessoas indesejáveis”, mas isso é algo que considera transversal a todos os partidos.

André Ventura diz ainda que, ao contrário do que aconteceu nos Açores, a nível nacional não confiará certas pastas governativas ao PSD e que se não forem cedidas ao partido ficará de “bom-grado” na oposição. E, nesse caso, desafia Rio: “Boa sorte a tentar maioria com a IL e com o CDS.

[Veja aqui o essencial da entrevista a André Ventura:]

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