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Luísa Salgueiro tem 52 anos e é licenciada em Direito

Octavio Passos

Luísa Salgueiro tem 52 anos e é licenciada em Direito

Octavio Passos

Luísa Salgueiro, presidente da Câmara de Matosinhos: "Os meus pais souberam que eu estava infetada pela televisão"

Durante três semanas dirigiu uma das autarquias com mais infetados fechada num quarto. Recuperada, Luísa Salgueiro, presidente da câmara, fala do futuro da cidade, do país e de como se redescobriu.

A 20 de março recebeu o resultado do teste por telefone, subiu as escadas de casa, entrou num quarto e não voltou a sair de lá. “A sensação que se tem é que estamos radioativos, onde tocamos destruímos e podemos fazer mal aos outros. É horrível.”

Assintomática, Luísa Salgueiro nunca parou de trabalhar. Recebia as refeições à porta, trabalhava no computador, fazia pausas para ver as notícias e só relaxava vendo séries na Netflix. Não queria que o seu caso se tornasse público, mas aconteceu. “O meu marido e a minha filha souberem por mim, mas os meus pais souberam que eu estava infetada pela televisão.” Ainda que isso lhe trouxesse alguns dissabores, teve um lado positivo que não a deixou indiferente. “O carinho que as pessoas manifestaram por mim.”

Viu a cidade de que é presidente de câmara pela janela provavelmente num dos momentos mais críticos da vida de Matosinhos, sendo os mais velhos a sua principal preocupação. Ansiosa por voltar ao terreno e à vida, ainda que não seja a vida normal, não desanima quando vê o elevado número de infetados pelo novo coronavírus no concelho. “O que quero é que se teste muito, não me assusta o número de infetados a subir, o que me preocupa é não ter a população rastreada.”

Acelerada na voz e no pensamento, a máscara no rosto não esconde a forma pragmática com que encara o presente. Ainda que prefira ver o copo meio cheio, admite um futuro difícil para o município e para o país. Em Matosinhos, adianta que o investimento no futuro passará por dar robustez às empresas, confortar as famílias e requalificar vias, bairros e escolas.

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A porta do quarto abriu-se definitivamente, três semanas depois, no dia 9 de abril, quando o segundo teste deu negativo e Luísa Salgueiro pôde finalmente respirar de alívio. É presidente da Câmara Municipal de Matosinhos desde 2017 e “nunca na vida” se tinha deparado com uma provação igual. Graças a ela, ganhou consciência da sua fragilidade e passou a dar mais importância à família.

Octavio Passos

Como descobriu que estava infetada?
Nunca achei que seria possível ficar doente, só fui fazer o teste porque o vereador António Correia Pinto teve sintomas e soube que estava infetado. É obrigatório as pessoas que estiveram nas últimas 48 horas com uma pessoa infetada serem testadas também, e eu e o vice-presidente tínhamos estado quase 12 horas com ele nos dias anteriores. Tenho uma tosse alérgica e ao falar com o delegado de saúde ele indicou-me para fazer o teste. Fui fazê-lo ao Hospital Pedro Hispano descontraidamente. Foi assim que descobri. Nunca senti nada, nunca tive febre, dores musculares, não perdi o olfato nem o paladar, nada.

O vereador Correia Pinto sabe como apanhou o vírus?
Ele esteve em Itália, mas não sabemos se foi essa a razão. Teve sintomas, como febre e falta de ar, esteve uns dias em casa antes de saber o resultado do teste e depois passou 13 dias a ser ventilado no Hospital Pedro Hispano. Agora, felizmente, já esta em casa.

Quando recebeu o resultado do teste, qual foi a primeira coisa que lhe passou pela cabeça?
Subi as escadas, entrei num quarto e não voltei a sair de lá. A sensação que se tem é que estamos radioativos, onde tocamos destruímos e podemos fazer mal aos outros. É horrível. Sempre me senti bem, mas tinha receio de fazer mal aos outros, sobretudo ao meu marido e à minha filha, por isso isolei-me completamente. Sabia que podia constituir um perigo para terceiros e isso foi o mais perturbador.

Nunca ponderou deixar de trabalhar, ainda que temporariamente?
Não. Se me sentisse debilitada, talvez, mas nunca senti necessidade de parar. Como me sentia bem fisicamente, sempre me mantive ativa e a trabalhar. Toda a equipa está praticamente em teletrabalho, tirando os operacionais, e felizmente conseguia articular tudo com eles, tratar de documentos digitalmente, fazer reuniões por videoconferência e acompanhar tudo por telefone. Nunca me senti inibida ou diminuída.

Como era a sua rotina?
Na verdade, tinha um dia muito preenchido, mantive sempre as rotinas e o meu ritmo. Acordei todos os dias às 8h15, às 9h e pouco estava à frente do computador a começar as reuniões. Fazia uma pausa à hora do almoço, quando me traziam a refeição à porta do quarto, para ver as notícias e voltava ao trabalho. Interrompia novamente à hora do jantar para ver novamente as notícias e até depois do jantar voltava ao computador para despachar processos online ou então via um pouco de televisão, uma série na Netflix para descontrair um bocadinho.

"Ganhei consciência da minha fragilidade. Posso ser presidente da câmara, posso ser muitas coisas, mas o vírus atacou-me e eu não pude sair de um quarto, estive completamente limitada. Estar num quarto é uma forma ainda mais evidente de perceber que não somos poderosos nem capazes, porque sem percebermos como e sem termos feito nada intencional para isso acontecesse, colocamo-nos numa situação de grande fragilidade e dependência dos outros."

O que foi mais difícil de gerir?
Foi o afastamento, o facto de não poder estar em contacto com as pessoas e estar confinada a um espaço pequeno. Ainda hoje é estranho, não se toca nas pessoas, é nova esta forma de nos relacionarmos. É muito difícil estar num quarto três semanas como eu estive, mas também me senti muito acarinhada. As pessoas que iam lá a casa deixar-me coisas, as mensagens de incentivo que digitalmente os matosinhenses me enviavam deixaram-me muito feliz. É um privilégio sentirmos uma comunidade tão próxima de nós.

Estava à espera disso?
Sinceramente nunca tinha pensado muito no assunto. Isto são coisas que nós nunca pensamos que nos podem acontecer. Alguma vez imaginei que iria ter uma infeção de um vírus e que isso se iria tornar público? Nem queria que isso tivesse tornado público, principalmente por causa dos meus pais. Sabia que eles iam ficar muito preocupados, como ficaram, e queria poupá-los a isso.

De que forma é que eles souberam?
O meu marido e a minha filha souberem por mim, os meus pais souberam pela televisão. Quem me disse que estava a dar a notícia na televisão foi o António Sales [Secretário de Estado da Saúde], que é meu amigo, e me ligou a perguntar se eu estava bem. Não queria acreditar que aquilo estava a dar na televisão. Liguei para o meu pai para lhe dizer, ficou obviamente preocupado, temia o pior por mim e tinha toda a gente a telefonar-lhe. Tentei tranquilizá-lo à distância, por videochamada. Foram momentos difíceis, o facto de se ter tornado público trouxe ainda mais dificuldades para a minha família, mas por outro lado teve a grande vantagem de eu sentir um enorme carinho que a comunidade manifestou por mim. Isso foi o lado mais positivo.

Como viu a cidade dentro de um quarto?
A minha equipa de profissionais é extraordinária, deram-me muita segurança, confio muito neles e tenho razões para isso, mas é complicado porque queremos acompanhar e estar presentes. É duro não podermos fazê-lo sobretudo num momento tão crítico das nossas vidas.

O que a preocupava mais?
Preocupava-me muito a gestão do espaço público, a higienização, a contenção das pessoas, mas sobretudo a resposta social aos mais velhos. Como é que íamos conseguir responder a estas pessoas mais vulneráveis? Não tanto pelas que necessitavam de cuidados médicos, mas por aquelas que iriam ficar em casa contaminadas ou em isolamento. Todos nos preocupam, mas principalmente os mais velhos, pois são aqueles em que o vírus pode ter consequências mais graves. Uma das primeiras medidas que adotámos foi a linha de apoio para o isolamento para eles sentirem que estamos perto e que não lhes ia faltar nada, principalmente a medicação. Temos muitos idosos que têm dificuldade em comprar a sua própria medicação, se as pessoas não tomarem a medicação para as suas doenças crónicas entram em crise, a minha preocupação era responder a essas pessoas.

Octavio Passos

O que ainda falta fazer?
Vamos dividir isso em dois momentos. O que temos de fazer hoje, agora, é ter capacidade de responder às Instituições Particulares de Segurança Social (IPSS) da terceira idade e da deficiência, cujos profissionais e funcionários estão em isolamento e em quarentena. As IPSS não têm pessoal para os substituir e é difícil esse cenário. A segurança social coloca alguns, a câmara criou uma bolsa de reforço para pessoas da área da geriatria e cuidadores para reforçar equipas, mas não é suficiente. O que me preocupa é a fragilidade com que algumas IPSS da terceira idade estão a viver este momento. É necessária articulação entre a saúde e a segurança social para que ninguém fique desenquadrado. Depois preocupam-me as altas, ou seja, as pessoas que estão a sair dos hospitais e que não têm onde ficar. Matosinhos não optou pelos pavilhões, os chamados hospitais de campanha.

Porquê?
Custa-me aquele cenário das camas muito próximas com colchões muitos frágeis, penso que as pessoas precisam de camas articuladas e de uma casa de banho. Optamos por arrendar um hotel, cada um tem o seu quarto, a sua casa de banho, cuidados especiais e alimentação. Acho que faz mais sentido. Só os especialistas sabem qual será a evolução da doença nos próximos tempos, mas se a situação se mantiver como tem estado, creio que todas as medidas estão a ser acauteladas.

O material de proteção tem chegado?
Temos sempre dificuldades na obtenção de material de proteção individual, primeiro faltavam máscaras cirúrgicas, tivemos uma doação de 50 mil máscaras e neste momento não temos grandes dificuldades. Somos nós que distribuímos máscaras às IPSS, bombeiros e juntas de freguesias. Agora não há aquelas P2, mas já estamos a tratar disso.

Os testes continuam a ser uma prioridade?
Sim, sem dúvida. Sou das poucas que nunca se queixou da falta de testes, não posso dizer que tenha tido dificuldades. O Hospital Pedro Hispano faz cerca de 250 testes por dia, a câmara colocou umas tendas para aumentar a capacidade no exterior, depois abrimos o centro de rastreio Covid drive e agora temos a unidade móvel. Tudo isto permite-nos realizar entre 450 a 500 testes diários. Quando vejo diariamente os boletins da Direção Geral da Saúde dando conta do número de infetados, sei que Matosinhos está numa posição de topo, mas o que mais me preocupa, e aquilo que me parece mais relevante, é comparar o número de infetados com a quantidade de testes. Neste momento penso que somos dos concelhos que mais testes faz.

Então não a preocupa o número de infetados?
Sinceramente preocupa-me mais que as pessoas sejam testadas, identificadas, que não contaminem terceiros e, sobretudo, ver o número de infetados versus o número de pessoas que estão internadas e precisam de cuidados acrescidos, que felizmente é muito baixo. Não sei quantos testes fazem os concelhos que têm uma população semelhante à nossa, oiço dizer que fazem 50 ou 60. Portanto, não posso comparar um município que faz 450 a 500 testes diários com um município que faz 50 a 100. O que quero é que se teste muito, não me assusta o número de infetados a subir, o que me preocupa é não ter a população rastreada. Olhe para o meu exemplo, nunca teria sabido que estava infetada se não tivesse feito um teste. Como nunca tive sintomas, andaria aqui a contaminar as pessoas sem saber. Só não contaminei ninguém porque fui rastreada.

"Optamos por arrendar um hotel, cada um tem o seu quarto, a sua casa de banho, cuidados especiais e alimentação. Acho que faz mais sentido. Só os especialistas sabem qual será a evolução da doença nos próximos tempos, mas se a situação se mantiver como tem estado, creio que todas as medidas estão a ser acauteladas."

Além dos casos infetados, é necessário olhar também para o número de mortes e de recuperados.
Temos mais de 800 infetados hoje, mas quais são os pontos críticos desses casos? Temos cinco doentes internados nos cuidados intensivos no Hospital Pedro Hispano, a maior parte das pessoas estão curadas como eu, por isso o mais crítico não é ter muitos infetados, é ter muitos óbitos ou ter muitas pessoas que não conseguem recuperar, o que não é o nosso caso. Sabemos onde as pessoas estão, a polícia faz esse acompanhamento, vai a casa delas como também foi à minha saber se eu estava lá, como estava e se precisava de alguma coisa.

Como prevê impacto económico e social desta crise pandémica?
Prevejo que seja uma situação muito difícil a nível nacional e internacional. Temo muito pelo futuro da União Europeia, tenho assistido à evolução das negociações que já chegaram, apesar de tudo, a uma fase melhor do que no início. Creio que ainda tem que caminhar no sentido de uma maior coesão entre os estados membros. Em termos nacionais, compreendo que não podemos precipitarmo-nos na adoção de medidas. Acho que o Governo esteve bem quando apresentou determinadas medidas e depois foi evoluindo e apresentando outras. Temos que perceber o impacto que o estado de emergência causa na economia e na vida das pessoas e preparar medidas que respondam a esses problemas. Somos um município metropolitano, ligado ao Porto e a Gaia, por isso os efeitos que sentiremos não serão muito diferentes dos outros concelhos.

Quais serão as prioridades no futuro?
Uma das prioridades que temos neste momento é investir 61 milhões de euros em obras públicas que vamos manter, acelerar e pagar antecipadamente aos fornecedores, pois a lei permite-nos agora fazer pagamentos antecipados. Depois daremos às nossas empresas robustez para elas poderem continuar, estamos a acionar todos os meios para que a economia funcione naquilo que puder funcionar. Outra das nossas medidas foi criar um fundo de emergência municipal com um milhão de euros para acudir a situações como a alimentação, a medicação, o reforço proteção civil, o arrendamento de espaços para acolher pessoas que necessitem. Temos de reaprender a gerir o orçamento municipal, mas felizmente temos uma boa saúde financeira.

Matosinhos tem apostado na cultura, na promoção e na animação da cidade. Isso passará para segundo plano?
Nestes dois anos de mandato fizemos uma aposta forte na animação da cidade, na promoção turística, nas atividades imateriais culturais e não podemos parar. A cultura é uma das formas que Matosinhos tem de se afirmar a nível metropolitano e até além fronteiras, mas temos que dirigir o nosso apoio às famílias e às instituições. O orçamento municipal é composto grande parte pelas contribuições dos nossos munícipes e empresas, por isso tem de ser posto ao serviço deles e neste momento é necessário fazê-lo. Vamos adaptar os nossos recursos às necessidades das pessoas e isso passará por apoios diretos.

Octavio Passos

Vai deixar algum projeto na gaveta?
Todos os grandes investimentos que estavam em curso vão-se fazer e, se possível, mais rapidamente.

Pode dar alguns exemplos?
O grande projeto da requalificação das margens do rio Leça, a requalificação das nossas escolas, o investimento nos bairros sociais, temos 9 milhões de euros em curso e vamos continuar. Posso dizer-lhe que a passagem superior da A28, junto ao NorteShopping, está para adjudicar e ainda ontem abrimos a proposta para um novo edifício da PSP. Vamos acelerar, não vamos deixar de fazer nenhum investimento. Nas atividades imateriais é que poderá haver uma reorientação, mas no investimento de obra não vamos deixar de fazer nada.

Considera que as medidas que o Governo anunciou de apoio às famílias e às empresas serão suficientes?
Suficientes é arriscado dizer. Penso que estão a ser adequadas à situação que estamos a viver. Ninguém estava preparado, ninguém teve tempo para planificar para estas medidas. Tivemos que nos preparar à medida que nos fomos confrontando com a evolução da pandemia. Tudo tem sido programado em cima da crise, penso que estão a ser medidas muito apropriadas. Se são suficientes? É muito cedo para dizer.

No geral, faz uma avaliação positiva da atuação do Governo até agora?
A minha avaliação é muito positiva. Tenho visto com orgulho a evolução da situação política nacional e a forma como o executivo tem reagido. Acho que tem havido quase sempre uma boa articulação entre o Governo e o Presidente da República, e mesmo uma boa parte da oposição também tem mostrado responsabilidade nacional, o que é bom para os cidadãos.

Que ensinamentos esta situação poderá trazer?
Creio que isto não deixa ninguém indiferente. Normalmente temos uma vida muito preparada, com muitos planos estabelecidos, mas de repente tudo pode mudar. Se há dois meses dissessem que o mundo iria parar, que íamos fechar as fronteiras, achávamos que era um cenário impossível e tudo isto foi possível. Há uma redefinição de prioridades, deixamos tudo para segundo plano para salvar vidas. No momento certo o que contou foram os que estão à nossa volta, os mais próximos, a família, os vizinhos e a comunidade.

"Olhe para meu exemplo, nunca teria sabido que estava infetada se não tivesse feito um teste. Como nunca tive sintomas, andaria aqui a contaminar as pessoas sem saber. Só não contaminei ninguém porque fui rastreada."

O que aprendeu a Luísa cidadã?
Ganhei consciência da minha fragilidade. Posso ser presidente da câmara, posso ser muitas coisas, mas o vírus atacou-me e eu não pude sair de um quarto, estive completamente limitada. Estar num quarto é uma forma ainda mais evidente de perceber que não somos poderosos nem capazes, porque sem percebermos como e sem termos feito nada intencional para isso acontecesse, colocamo-nos numa situação de grande fragilidade e dependência dos outros. Só me conseguia alimentar porque alguém me preparava as refeições. Não adianta ter muitos recursos ou muitos empregados, naquele momento tinha duas pessoas que me faziam isso: a minha filha e o meu marido.

Passou a dar-lhes mais valor?
Geralmente dou sempre preferência ao trabalho, às coisas da câmara, e deixo a família para trás, mas no momento certo, quando mais precisei, quem é que fazia tudo? A minha filha e o meu marido. São lições que ficam.

Sempre achou que iria correr tudo bem?
Sim, sempre. Não por ser especialmente forte, mas porque nunca senti nada. Normalmente tenho sempre uma perspetiva muito otimista das coisas, também por isso é que nunca achei que iria ser infetada.

Quais foram as primeiras coisas que fez quando saiu daquele quarto?
Foi abraçar a minha filha e o meu marido. No dia seguinte fui a casa dos meus pais, vi-os à distancia no portão, e depois fui à câmara. Já tinha muitas saudades.

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