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O NorteShopping, no Porto, voltou a funcionar quase em pleno esta segunda-feira

OCTAVIO PASSOS/OBSERVADOR

O NorteShopping, no Porto, voltou a funcionar quase em pleno esta segunda-feira

OCTAVIO PASSOS/OBSERVADOR

Portas fecham quando a lotação se aproxima do limite. Depois do confinamento, milhares de pessoas voltaram ao NorteShopping /premium

Ainda antes da abertura já havia quem esperasse à porta. Houve filas, distanciamento e várias regras para cumprir. No primeiro dia de regresso à atividade, o NorteShopping recebeu milhares de pessoas.

Faltavam ainda 15 minutos para as 10h da manhã, mas já havia quem esperasse pela abertura de portas do NorteShopping, no Porto. Uns movidos pela curiosidade, outros porque precisavam mesmo de lá ir. O primeiro dia de reabertura quase completa daquele que é um dos maiores centros comerciais da região pareceu um dia normal de compras. Mas havia diferenças que saltavam à vista, mais de dois meses depois do fecho das lojas devido à pandemia de Covid-19: as máscaras, os avisos para o distanciamento, o controlo apertado das regras e uma lotação muito mais reduzida, ainda que contando na mesma com milhares de pessoas nos corredores.

Podem entrar à vontade, existem muitos dispensadores de álcool-gel lá dentro e enquanto a lotação estiver disponível podem entrar.

João Fonseca, diretor deste centro comercial, vai orientando os clientes na porta principal do NorteShopping, enquanto verifica se tudo está a ser cumprido. A reabertura estava a ser trabalhada desde o dia 18 de março e havia expectativa de que tudo corresse como previsto: “Parti de uma folha em branco, mas sempre à espera que tudo corresse muito bem. Parece-me que está mais animado do que seria expectável para um primeiro dia”, diz.

– Como é que está aí a porta principal? Tudo controlado?

Nos corredores, há seguranças que vão fazendo a ronda para garantir que tudo corre com normalidade. É o primeiro dia, mas há já locais onde se começam a formar filas, especialmente junto às lojas de roupa. Também aqui é necessária a presença de um segurança para controlar o distanciamento. Foram mais de 200 as lojas do NorteShopping que esta segunda-feira voltaram a abrir portas, num centro comercial que, com o novo coronavírus, reduziu a sua lotação para 3.400 pessoas em simultâneo.

A lotação máxima no NorteShopping, devido à pandemia de Covid-19, é de 3.400 pessoas

OCTAVIO PASSOS/OBSERVADOR

“Temos um sistema automático de contagem de entrada e saída de pessoas que indica ao minuto toda a informação de quantas entraram e quantas saíram”, explica João Fonseca ao Observador. Sempre que a lotação chega próximo do limite, o shopping fecha portas momentaneamente até equilibrar o número de clientes lá dentro. Houve momentos em que isso aconteceu esta segunda-feira mas, refere o responsável, como tudo está até definido com uma lotação inferior à determinada (3.700), e também tendo em conta que tudo tem de ser controlado em tempo real, não houve problemas.

A sinalética presente no chão de todo o centro comercial indica o local onde se espera nas filas, para onde os clientes se devem dirigir e contém ainda avisos para manter a distância de segurança. “Vê-se que andamos todos a poupar durante estes meses”, comenta um visitante ao ver o grande fluxo de pessoas no shopping. Há também 120 dispensadores de álcool-gel em locais estratégicos —  em todas as entradas junto das escadas rolantes de acesso aos parques de estacionamento, junto às caixas multibanco ou onde exista qualquer possibilidade de contacto. “É um processo de avaliação quase ao minuto e de gestão da situação consoante as coisas vão acontecendo”, confessa o diretor.

João Fonseca acredita que este primeiro dia de abertura vai alcançar “cerca de 15, 16 mil visitantes”

OCTAVIO PASSOS/OBSERVADOR

João Fonseca acredita que este primeiro dia de abertura alcance “cerca de 15, 16 mil visitantes” — há um ano, a lotação máxima registada foi de mais de 40 mil num dia — e que a tendência para os próximos dias será de “crescimento rápido” e de uma confiança cada vez maior dos portugueses para frequentarem um centro comercial. Além disso, diz também estar “muito satisfeito” com o comportamento dos clientes. “Quando há pessoas que são chamadas à atenção por estarem a fazer uma coisa errada, especialmente por não seguirem a sinalética no chão, acabam por, muito pacificamente, aceitar a chamada de atenção e modificam o seu comportamento”.

No piso de cima, a zona de alimentação começou também a funcionar, ainda que com uma redução de mais de 50% da lotação: de 2.300 lugares passou a ter 900. As mesas estão todas distanciadas e os restaurantes receberam os primeiros clientes. Era o local que mais preocupava a equipa responsável pelo centro comercial, por ser mais propício a não se cumprir o distanciamento social recomendado. “Criamos zonas para grupos e zonas individuais e para já tem estado a funcionar direitinho”, sublinha João Fonseca.

A ideia, refere o responsável, é ir acertando detalhes consoante a experiência. “O centro acabou por estar sempre aberto, nunca fechou, uma vez que tivemos o supermercado, os correios, a farmácia, os bancos, telecomunicações e lojas de eletrodomésticos abertos. Quando foi o decreto de emergência nós despoletamos imediatamente o plano de contingência que tínhamos para situações pandémicas. Demos logo uma base de trabalho para começar a implementar as coisas”, acrescenta.

Esta segunda-feira formaram-se algumas filas para as lojas que reabriram

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Lojas com lotação máxima e provadores fechados

Os lojistas dos mais de 200 estabelecimentos que reabriram no NorteShopping tiveram que passar por uma formação sobre as regras de segurança e higiene a cumprir, baseadas nas orientações da Direção-Geral de Saúde. Junto à montra de cada uma há agora uma placa que indica a lotação em tempo real, acompanhada de desinfetante que os clientes têm que usar antes de entrarem. José María Folache, presidente da Parfois, acompanhou a reabertura da loja no NorteShopping.

“Há um protocolo muito preciso, tudo está marcado. Primeiro, é preciso desinfetar as mãos e só depois entrar. Não se pode experimentar bijuteria, óculos, relógios ou roupa“, explica ao Observador. Quem aqui entra, apenas pode experimentar calçado e chapéus, uma vez que existe uma proteção de plástico que o permite. Os provadores estão fechados e só podem estar sete clientes em simultâneo na loja. “É impressionante como as pessoas têm compreendido e como estamos, para já, a conseguir controlar as coisas”, assegura.

6 fotos

Enquanto os detalhes vão sendo acertados, João Proença considera que o primeiro dia foi um teste ultrapassado com tranquilidade. A grande prova de toda a capacidade e regras aplicadas, explica, será no fim de semana, o momento em que normalmente há mais pessoas a quererem entrar num shopping. Especialmente se estiver a chover. “Vai ser mais uma prova de fogo ao nosso sistema, aos nossos procedimentos. Mas estamos preparados”, garante.

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