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Marcelo Rebelo de Sousa, em Alter do Chão 2012, na inauguração de uma sala de exposição, acompanhado pelo já falecido António Borges, que tinha uma exploração agrícola naquele concelho

Orlando Almeida

Marcelo Rebelo de Sousa, em Alter do Chão 2012, na inauguração de uma sala de exposição, acompanhado pelo já falecido António Borges, que tinha uma exploração agrícola naquele concelho

Orlando Almeida

Marcelo no Alentejo: o professor que contava sobreiros para dormir em vez de carneiros

É o destino escolhido para o primeiro roteiro como PR. Nos últimos anos, Marcelo negociou cortiça e contou sobreiros na planície. Foi no Alentejo que casou e onde chegou a ter ameaças de morte.

Marcelo Rebelo de Sousa apreciou tanto gerir uma das maiores casas agrícolas do Alentejo que chegou a dizer: “Gosto tanto daquilo que agora para adormecer em vez de contar carneiros conto sobreiros”. Parece tudo contrário à natureza dele. A exploração do sobro e da cortiça leva gerações e requer paciência. Bem alentejano, portanto. Casca grossa e esponjosa, a cortiça só pode começar a ser tirada do sobreiro ao fim de pelo menos 25 anos depois da árvore ter nascido. Nessa altura faz-se a “desboia”, tirando-se a chamada cortiça virgem. Só 9 anos depois se volta a descortiçar, desta vez para tirar a “secundeira”. Mas nem uma nem outra têm qualidade suficiente para, por exemplo, fazer rolhas. Para isso é preciso esperar mais 9 anos. Só aí se consegue retirar a “amadia”, essa sim já considerada suficientemente regular e consistente. Por esta altura já o sobreiro tem 43 anos e passaram 18 desde a primeira intervenção.

O processo é lento e minucioso. Lento demais para o acelerado, frenético e hiperativo professor Marcelo Rebelo de Sousa. Mas nem por isso menos apaixonante. Foi na qualidade de presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, cargo que ocupava desde 2012, que Marcelo viu pela primeira vez tirar cortiça. “Achou um trabalho muito especial e duro, debaixo de altas temperaturas, minucioso e difícil. Surpreendeu-o. Não sabia que era uma coisa tão bem coordenada”, conta ao Observador Marcos Charrua, membro do conselho de administração da Fundação com a responsabilidade pelas explorações agrícolas. Com o ritmo citadino no sangue, nascido, educado e formado em Lisboa, não só na cidade mas entre as suas elites, Marcelo nunca tinha tido um contacto tão próximo com o mundo rural. Um pouco mais sereno depois dos 60 anos, agradou-lhe a tarefa de gerir os museus, as herdades e a cortiça, os sobreiros ou o pinhão, tudo muito estranho, lento e…alentejano. “Tem uma capacidade de apreensão muito rápida”, diz Marcos Charrua. “Em dois meses ou menos percebeu como isto tudo funciona. E o resto não era preciso repetir três vezes“.

A cortiça é o principal rendimento daquela instituição criada por Salazar para gerir o património da família real deixado por D. Manuel II e pela rainha D. Amélia. Como presidente da Fundação, era Marcelo que ao longo dos últimos três anos negociava as pilhas de cortiça com os compradores, assim como a pinha e o pinhão. “Não me posso queixar dos resultados das negociações”, diz Marcos Charrua. Vendia, claro, a quem desse mais, e na maior parte das vezes presencialmente. Mas Charrua não revela os truques de negociador de Marcelo Rebelo de Sousa. “As táticas são o segredo e a alma do negócio”.

"De inverno ia menos para o campo, porque é muito friorento e tem medo das constipações. No verão não tinha problemas. Preferia o calor"
Marcos Charrua sobre as idas frequentes de Marcelo ao Alentejo (Vila Viçosa)

Na campanha eleitoral dos “afetos”, o candidato a Presidente chegou a puxar dos galões da sua experiência na lavoura para trocar angústias com um agricultor que se queixava dos javalis, que lhe tinham destruído as culturas. Marcelo tinha para a troca. Os javalis também lhe tinham dado cabo dos sobreiros jovens que a Fundação tinha plantado. “É verdade”, diz agora Marcos Charrua ao Observador. “Os javalis foçaram uma plantação de sobreiros e destruíram-na”.

Presidenciais 2016: campanha eleitoral de Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo com a sua samarra com gola de raposa comprada em Vila Viçosa e a boina alentejana que usou durante a campanha eleitoral

A presidência da Fundação pela mão do tio da namorada

Certo é que o Alentejo cedo entrou na vida do professor de Direito. Foi lá que se casou, em 1972, foi lá que, no pós-25 de abril se esforçou por implementar as raízes do PPD (mais tarde PSD). Das peripécias de fuga aos comunistas por entre os telhados de Beja, às ameaças de morte em Grândola, passando pelas numerosas vezes em que, durante o período revolucionário, evitou dizer, em terras alentejanas, como se chamava — Marcelo remetia para Caetano, Rebelo de Sousa remetia para o pai, antigo ministro do regime, tudo nomes demasiado “fascistas” –, a relação de Marcelo com o Alentejo é sui generis. Mas foi lá que aprendeu a pôr a mão, não na massa, mas na terra.

Foi por iniciativa do tio de Rita Amaral Cabral, a eterna namorada, que Marcelo entrou para a direção da Fundação, em 1995. Primeiro, como vogal da Junta, a fazer pareceres jurídicos. Depois chegou a presidente, em 2012, quando morreu João Amaral Cabral, que tinha estado mais de três décadas à frente dos destinos daquela fundação criada por Salazar para gerir o património do último rei de Portugal. O património é vasto, dividindo-se entre propriedades agrícolas, palácios, castelos e escolas agrárias por todo o Alentejo e Ribatejo, de Vila Viçosa a Portel, passando por Vendas Novas, Évora Monte, Ourém e São Marcos do Campo. Um património avaliado em cerca de 120 milhões de euros. No final de fevereiro deste ano, 15 dias antes de tomar posse como Presidente da República, Marcelo teve de se despedir da Fundação e de um cargo que, por definição, era vitalício. No seu lugar ficou Alberto Ramalheira, que por sinal já fez saber que assume a posição apenas de forma transitória – até Marcelo sair de Belém, dure isso cinco ou dez anos — desde que ele queira regressar, avançou o Expresso este fim-de-semana.

Marcelo torna-se presidente da Fundação Casa de Bragança em 2012, depois da morte de João Amaral Cabral, tio da namorada Rita. Cargo é vitalício, mas teve de o abandonar antes de tomar posse como PR. Atual presidente, Alberto Ramalheira, diz que o lugar está à sua espera para quando sair de Belém. 

Ao Observador, em setembro do ano passado, quando ainda não tinha oficializado a sua candidatura a Belém, Marcelo descrevia o trabalho na Fundação como uma “obra” que estava a preparar, uma “experiência curiosa e engraçada”, que deixaria com “pena e desgosto” caso chegasse à Presidência da República.

Agora, de facto, não é presidente da Fundação mas é Presidente da República. E o Alentejo continua na agenda. Por alguma razão esta foi a região escolhida para inaugurar as suas presidenciais abertas, num registo totalmente diferente do adotado pelos anteriores Presidentes. Entre esta quinta-feira e sábado, Marcelo vai percorrer em passo acelerado nove concelhos dos distritos de Évora, Beja e Portalegre, numa agenda frenética. O objetivo é contactar com os problemas do interior alentejano, despovoado e envelhecido, e enaltecer as suas virtudes. O Portugal Próximo de Marcelo não é dividido em temas mas sim em regiões do país, nas quais o Presidente passará em revista todas as áreas temáticas, do turismo ao empreendedorismo, da educação à saúde, passando pela agricultura, a inovação ou até o drama dos refugiados.

“Então, como é que está a nossa vila?”

A “nossa vila” é Vila Viçosa, pela qual Marcelo nutre um especial carinho. Sempre foi paragem obrigatória no âmbito dos trabalhos da Fundação, já que é lá que se encontra uma das mais emblemáticas propriedades da Casa de Bragança, o Paço Ducal de Vila Viçosa, mas sempre que lá ia em trabalho, Marcelo fazia por prolongar a estadia. “Vinha cá para Vila Viçosa sempre que tinha assuntos para tratar. Às vezes ficava três dias”, conta Marcos Charrua. Ia “semanalmente ou quinzenalmente”, almoçava na vila e demorava-se a “passear nas ruas” e a “conversar com as pessoas”, acrescenta ao Observador o presidente da câmara, Manuel Condenado, que se encontrou várias vezes com o professor de Direito no âmbito dos trabalhos da fundação.

Mas em terra de gastronomia tentadora, mantinha-se frugal. Marcelo come pouco e às vezes nem come. “Ele tem uma alimentação muito especial, comia bastante rápido”, recorda Marcos Charrua, o que não é típico de alentejanos, que gostam de comer e apreciar. “Havia dias em que nem almoçava e quando almoçava não jantava”. Ou seja, apesar do bom relacionamento com o quente e pacato Alentejo, não mudava de pele, e, mesmo no Alentejo profundo, mantinha os velhos hábitos de Lisboa. Alterou pelo menos um peça de vestuário: para se proteger do frio seco da planície, comprou uma samarra com pele de raposa que celebrizou durante a campanha eleitoral.

“De inverno ia menos para o campo, porque é muito friorento e tem medo das constipações. No verão não tinha problemas. Preferia o calor”, Marcos Charrua sobre as idas frequentes de Marcelo a Vila Viçosa.

Casado em 1972 em pleno monte alentejano, na freguesia de S. Miguel Machede, em Évora, a ligação de Marcelo ao Alentejo entra no capítulo das relações de amor. O autarca de Vila Viçosa, eleito pelo PCP, lembra-se bem de como ficava surpreendido de cada vez que falava com Marcelo e este mostrava conhecer o concelho como a palma da sua mão. “Sabia pormenores da vida local, da política local, dos números sobre o turismo e a população, que eu até ficava admirado. Via-se que se interessava, que tinha curiosidade e que perguntava”, diz Manuel Condenado, lembrando que Marcelo Rebelo de Sousa chegou mesmo a assinar uma declaração de apoio formal à candidatura de Vila Viçosa a Património da Humanidade.

Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Cristina Motta Veiga no dia 22 de julho de 1972, no monte dos avós da noiva em S. Miguel de Machede, no Alentejo. Separam-se no final de 1980.
Palácio de Vila Viçosa

O Palácio de Vila Viçosa pertence à Fundação Casa de Bragança e era gerido por Marcelo, que apoiou a candidatura da vila a Património da Humanidade

A relação de “afeto”, de resto, é recíproca. “As pessoas daqui gostam muito dele” e “confiam”. Prova disso era o que faziam os dirigentes associativos do município, entre bombeiros voluntários e clubes desportivos ou outras coletividades, quando tinham problemas, nomeadamente de cariz financeiro: pediam ajuda a Marcelo e à fundação, que os “atendia sempre”, conta Manuel Condenado ao Observador.

O concelho de Vila Viçosa não faz parte do roteiro de Marcelo para os próximos três dias, mas o presidente daquela câmara comunista (como a grande maioria dos municípios alentejanos) já fez chegar o convite pessoalmente ao Presidente da República. “Então, como é que está a nossa vila?”, foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa se dirigiu a Manuel Condenado quando o avistou numa receção do PR aos presidentes de câmara no Palácio da Ajuda, pouco depois de tomar posse. O autarca confessa que gostou do uso do pronome possessivo e aproveitou a deixa para fazer o convite. “Sim, sim, lá iremos certamente”, respondeu o chefe de Estado.

Quando “as coisas acalmarem”, Manuel Condenado diz que vai repetir o convite, agora de forma mais formal. A promessa já a tem, resta saber se no reino de Marcelo há espaço para alguma acalmia.

A “simplicidade” de Marcelo em terras alentejanas

Mas se Vila Viçosa, desta vez, fica fora do roteiro, o mesmo não se pode dizer de Alvito ou Portel, outros dois municípios que o agora Presidente da República conhece bem. Tudo à boleia dos trabalhos da Fundação.

Em novembro passado, quando Marcelo já estava oficialmente na corrida a Belém, o presidente da câmara de Alvito, António Valério, ligou-lhe numa emergência. O grupo Pestana tinha comunicado à câmara que ia fechar a pousada do Alvito, cujo espaço, no castelo da cidade, pertencia à Fundação da Casa de Bragança, e António Valério rapidamente chegou à fala com o candidato a Presidente da República. “Nunca pensei que fosse tão fácil falar com ele”, contou ao Observador, explicando como Marcelo foi pronto a solucionar o problema. Deu luz verde para que a Escola Profissional — que se tinha oferecido para assegurar a concessão da pousada –, ficasse no lugar do grupo de hotelaria.

Só em Vila Viçosa, Marcelo teve o voto de 46,9% da população nas eleições de janeiro. Em Évora, distrito, contou com o apoio de 38,6% das pessoas, em Portalegre 42,8% e em Beja 31,7%.

Terra dos Mortágua (das gémeas deputadas do Bloco de Esquerda, Mariana e Joana, mas também do pai Camilo Mortágua), Marcelo chegou a estar no Alvito “algumas vezes” como presidente do conselho administrativo da Casa de Bragança, conta o autarca eleito pelo PCP. Agora, volta àquela terra no contexto do seu périplo pelo Alentejo e António Valério não podia estar mais satisfeito. Ainda por cima a visita ocorre no dia mundial do livro, e todos conhecem a paixão do Presidente por livros…

Ao Observador, António Valério conta que não vai haver “grande aparato” na receção a Marcelo — e tudo por pedido expresso da Presidência. “Pediram-nos que fosse tudo simples, pouco formal, só com o cumprimento normal do protocolo”, explica o autarca, acrescentando que durante a visita Marcelo vai presidir ao Conselho Local de Associação Social, por sugestão do próprio Presidente. Antes vai percorrer a pé a zona centro da vila até chegar à biblioteca, onde fará uma doação de livros.

Portel, distrito de Évora, é outro ponto de paragem da caravana presidencial com o qual Marcelo já tem história. É que o Castelo de Portel, que remete para o século XIII, também pertence à Fundação e por isso obrigou a contactos mais regulares entre o município e o então presidente. “Chegámos a ter as linhas traçadas para a assinatura de um protocolo entre a câmara e a fundação, para tratar da conservação e manutenção do castelo”, explica ao Observador o ex-presidente da câmara de Portel, Norberto Patinho, que é atualmente deputado à Assembleia da República, eleito pelo PS. O protocolo, que o ex-autarca explica que seria importante para definir o quadro legal para a câmara se candidatar a fundos comunitários no âmbito da preservação do monumento, não se chegou a assinar. Apesar de haver na altura “uma grande sintonia” entre as duas partes.

Marcelo esteve em Portel em 2013 para participar num ciclo de conferências a propósito das comemorações dos 750 anos do Castelo. Na altura, Noberto Patinho lembra-se de como não foi fácil agilizar as datas e de como Marcelo se prontificou a superar os obstáculos para poder estar presente nas comemorações. Portel, no distrito de Beja, rodeado da barragem do Alqueva, é um dos municípios que mais sofre com os problemas da desertificação do interior — problemática que a Presidência da República já fez saber que é um dos motivos da escolha do Alentejo como arranque do “Portugal Próximo”.

“Marcelo Rebelo de Sousa é muito popular entre os portelenses”, conta ao Observador o atual deputado socialista, lembrando como, durante as visitas à vila, o então comentador televisivo e professor mantinha um “contacto familiar” com as pessoas. Ainda assim, nas eleições presidenciais deste ano, foi um dos poucos concelhos do distrito de Évora onde Marcelo não foi o preferido, ficando atrás de Sampaio da Nóvoa.

Dos nove municípios que Marcelo vai percorrer a grande maioria são câmaras comunistas (Beja, Alvito, Serpa, Moura, Évora). Só duas são socialistas, Portel e Reguengos de Monsaraz; sendo que apenas uma é PSD, a câmara de Fronteira, cujo atual presidente foi aluno de Marcelo e foi o próprio que fez o convite para a visita.

Saltar telhados, passar a palavra e receber ameaças de morte

Mas a relação do citadino Marcelo Rebelo de Sousa com o pacato Alentejo tem uma história mais longa, que vai mais além dos caminhos da Fundação. Mas para isso é preciso recuar aos tempos quentes do pós-25 de abril, altura em que o jovem dos três nomes “fascistas” ficou responsável pela implementação do PPD (depois PSD) no Alentejo e sul de Portugal. Por aquela altura, fazer comícios no Alentejo era quase como ir a Moscovo, o país estava dividido entre o norte anti-PCP e o sul, profundamente comunista e revolucionário.

As aventuras pelo Alentejo e Ribatejo foram, por isso, mais do que muitas durante o PREC. É, por exemplo, no primeiro verão pós-abril que o recém-formado PPD sofre o primeiro boicote de um comício da curta história pós-ditadura e se em Lisboa o partido dava sinais de virar mais à direita do que era suposto é ali, a sul, que se começa a recear a violência. Em Grândola, por exemplo, coração do PCP, Marcelo chega mesmo a receber ameaças de morte durante um comício pouco depois da queda de Spínola. Por toda a vila havia cartazes a dizer “Morte ao PPD”.

Dos nove municípios que Marcelo vai percorrer de quinta a sábado a grande maioria são câmaras comunistas. Só duas são socialistas, e uma do PSD.

Em Beja, Alentejo profundo, as tentativas de Marcelo e companhia de implementar o partido e espalhar a palavra também não foram mais fáceis. Eram zonas a ferro e fogo. Num dos comícios realizados no Teatro Pax Julia, em Beja, tudo se descontrolou. Por coincidência, no mesmo dia em que decorreu o comício, realizava-se também o congresso do Partido de Unidade Popular. Seriam cerca de 600 membros do PUP contra perto de 250 do PPD, em território adverso para a direita. Encurralados, os dirigentes do PPD foram obrigados a fugir por onde podem quando os PUP começam a boicotar com violência o comício em Beja. No meio da pancadaria, Marcelo só teve tempo de saltar para a varanda do teatro e escorregar de telhados em telhados para salvar a pele. Não é de esperar que o Presidente Marcelo tenha agora de passar por semelhante provação.

A relação de Marcelo com o Alentejo foi longa e intensa em determinados períodos. Esta quinta-feira, até sábado, o agora Presidente da República vai percorrer cerca de 400 quilómetros entre Fronteira, Portalegre, e Beja, o último ponto do itinerário, onde poderá recordar as suas histórias mais antigas. É o regresso de Marcelo à estrada, e a sua estreia no “Portugal Próximo”.

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