Marcelo quer passar férias nas zonas afetadas pelos incêndios. Nós damos-lhe o roteiro /premium

24 Junho 2018342

Praias, cascatas, casas de pedra, resorts, desportos radicais e museus. Seguimos o conselho do presidente Marcelo e fizemos três roteiros para umas férias em Pedrógão, Viseu e Pinhal de Leiria.

Um ano depois da primeira grande tragédia de 2017 ter deflagrado, no concelho de Pedrógão Grande, Marcelo Rebelo de Sousa incentivou os portugueses a passarem férias nas zonas do interior do país atingidas pelos incêndios. “Eu gostava de vir aqui passar um ou dois dias e na zona da tragédia de outubro, um ou dois dias, no começo de agosto ou no final de agosto, como se fosse passar férias. Entre aspas, como turista”, afirmou o Presidente da República no passado dia 17 de junho, por ocasião da cerimónia de homenagem às vítimas mortais do incêndio de Pedrógão.

O certo é que, embora haja paisagens afetadas pelo fogo, o interior do país, em especial os concelhos afetados pelos grandes incêndios do ano passado, continuam a ter os seus atrativos. De Pedrógão Grande e dos municípios circundantes, às zonas do distrito de Viseu e do Pinhal de Leiria que viriam a arder em outubro, os cartões-de-visita são estes: aldeias típicas reconvertidas em alojamentos rurais, vastas albufeiras de água doce, mar, desportos radicais, especialidades gastronómicas, hotéis premiados, ofícios únicos e paisagens de tirar o fôlego. Em três roteiros para as férias de verão, rumámos ao interior atingidos pelas chamas.

Férias em Pedrógão, entre mergulhos e maranhos

Barragem do Cabril

Os banhos de sol, e de água doce já agora, são só uma pequena parte do que há para fazer nesta barragem, situada a três quilómetros de Pedrógão Grande. A vila tem também um clube náutico com atrações que o levam a aventurar-se nas águas do Zêzere. Canoas, gaivotas, caiaques e barcos a remo e a motor estão disponíveis para alugar, os preços preços vão dos seis aos 25 euros por hora. A pesca é outra prática de lazer comum por estas bandas. Em caso de dúvida sobre como ir que material usar, fale com os guias da Naturpesca, eles dizem que a época da pesca do lúcio está aí à porta.

Pontes da Bouçã e do Cabril

O que é que estas duas pontes têm em comum? Ambas viram uma das margens que unem arder no ano passado. A primeira foi construída em 1928 para ligar as vilas de Sertã e Figueiró dos Vinhos e mantém a barragem da Bouçã como pano de fundo. A segunda remonta aos reinados dos Filipes (séculos XVI e XVII), daí que muitos lhe chamem também Ponte Filipina. Dentro do município da Sertã, esta ponte foi construída para ligar Pedrógão Grande a Pedrógão Pequeno. Ambas as pontes protagonizam dois dos mais belos postais do vale do Zêzere.

Construída durante a vigência dos reis espanhóis, a Ponte do Cabril também é conhecida como Ponte Filipina

Hotel da Montanha

Em Pedrógão Pequeno, o Hotel da Montanha tem uma vista privilegiada para a barragem que se estende até à serra da Lousã. É o poiso perfeito para quem faz questão de ficar no meio da natureza sem dispensar o conforto, afinal tem todas aquelas comodidades muito bem-vindas quando se está de férias: uma piscina exterior, a melhor alternativa das redondezas aos banhos no Cabril, uma segunda piscina interior aquecida, sauna, jacuzzi panorâmico e um restaurante, o Sabores da Montanha, dos quais chegam referências satisfatórias. Em julho, um quatro duplo andará entre os 70 e os 82 euros por noite.

Praia das Rocas

É o ex-líbris de Castanheira de Pêra e destino de romaria para quem está neste e nos concelhos vizinhos. Enche dramaticamente? Pode dizer-se que sim, mas em alternativa existem outras praias fluviais na região e com muito menos artifícios. Na Praia das Rocas, o entusiasmo é mesmo todo por causa das ondas com origem mecânica, disso e dos chapéus de palha que sempre dão um toque exótico à paisagem. Passar lá um dia inteiro custa 6,50 euros por pessoa. A partir de 13 de julho e até 2 de setembro, é mais um euro.

Taberna do Ferrador

É aquilo a que podemos chamar uma taberna moderna. Tal como a maioria dos restaurantes da região, a Taberna do Ferrador, em Pedrógão Grande, dá prioridade aos pratos de carne e caso tenha em mente fazer uma refeição leve, talvez não seja esta a melhor ementa. Da cabidela às costeletas de novilho, passando pelas migas com entrecosto, o melhor é mesmo marcar aqui um almoço, depois de uma manhã de caminhada intensa. Os pratos vão dos oito aos dez euros.

Trilhos de BTT

Num raio de mais de 100 quilómetros, Pedrógão está rodeado de Centros de BTT das Aldeias de Xisto. O mais próximo fica em Ferraria de São João, já no distrito de Coimbra, a menos de 25 quilómetros da vila. Uma vez lá, tem cinco opções, a começar pelo percurso de quatro quilómetros que vai até à aldeia mais próxima e regressa. Mas se estiver mesmo confiante, pode pedalar 75 quilómetros até Casal de São Simão. Pelo caminho, vai encontrar trilhos de downhill, uma vista sobre a vila de Castanheira de Pêra e as praias fluviais de Ana de Avis e Fragas de São Simão. E atenção que os últimos dez quilómetros são a subir. Se já tiver a bicicleta, os percursos são gratuitos. Os mapas podem ser descarregados no site e é aconselhável contactar previamente a entidade responsável pelo centro, neste caso a Associação de Moradores da Ferraria de São João, para confirmar que os trilhos estão em bom estado.

Praia do Mosteiro

Mais do que uma praia fluvial rodeada por paisagem verde (agora um pouco menos, depois do incêndio de junho de 2017 ter consumido toda a floresta à volta), a Praia do Mosteiro, no concelho de Pedrógão Grande, é aquele sítio ideal para piqueniques intervalados com mergulhos e, quem sabe, com uma sesta à sombra. Um ano depois do flagelo, a relva na margem da Ribeira de Pêra voltou a ficar viçosa. A praia reabriu para a época balnear de 2018 e continua a ter um bar de apoio, caso não vá precavido com a tradicional cesta.

Praia do Trízio

No concelho da Sertã, a cerca de 20 quilómetros da vila, há outro paraíso aquático: o Trízio. Ao mesmo tempo que ainda apanha a albufeira de Castelo de Bode, é também aqui que confluem as ribeiras da Sertã e da Isna. O resultado está à vista, uma extensão de água vasta o suficiente para ir a banhos, com uma piscina flutuante, mas também para experimentar uma longa lista de desportos náuticos, do ski aquático e do jet ski à canoagem e à vela, afinal o Centro Náutico do Zêzere é mesmo aqui. Mas a grande atração é o wakeboard, uma espécie de ski aquático mas com uma única tábua. Desde 2015 que o local tem recebido o campeonato nacional da modalidade, em parte porque nesse mesmo ano abriu o Wakeboard Portugal, um centro dedicado unicamente a este desporto aquático. Experimentar, durante 15 minutos, custa 15€ (mais 5€ do material).

O "wakeboard" é o desporto rei na Praia Fluvial do Trízio, no concelho da Sertã. O local recebe o campeonato nacional da modalidade desde 2015 © Wakeboard Portugal

Festival de Gastronomia do Maranho

Sabe o que é um maranho? São pequenas bolsas feitas de bucho de borrego ou carneiro, recheadas com arroz, carne de borrego, presunto, chouriço, toucinho e hortelã. A especialidade da Beira Baixa é motivo de festa na Sertã, ano após ano e 2018 não será exceção. De 12 a 15 de julho, além das bancas de produtos regionais, a vila inteira reduz a ementa a uma única iguaria. Festa que é festa, também tem música e essa fica a cargo dos HMB e de Virgul. Os espetáculos são de entrada gratuita.

Parque de Campismo de Pedrógão Grande

Seja porque fica mais em conta ou mesmo pela necessidade de total comunhão com a natureza, o Parque de Campismo de Pedrógão Grande também pode ser uma opção. Fica muito perto da Barragem do Cabril, mas também tem piscina, restaurantes, um bar e uma mercearia. As taxas diárias começam nos 3,50 euros, por tenda e por pessoa. As opções de bungalows variam entre os 30 e os 120 euros.

Restaurante Lago Verde

Com vista para a albufeira do Cabril, o Lago Verde é um restaurante de referência na região, pelo espaço, com capacidade para mais de 500 pessoas, mas sobretudo pela cozinha, claro. Destaque para a sopa de peixe, para o maranho, para o bucho recheado e para a tigelada, sobremesa quase indispensável nas mesas da região.

Convento da Sertã Hotel

Estamos perante um antigo convento do século XVII, convertido em hotel em 2013. Ainda assim, o dado mais entusiasmante em torno do Convento da Sertã Hotel é ter sido distinguido como um dos melhores 25 pequenos hotéis da Europa pelos utilizadores do TripAdvidor. A notícia chegou em fevereiro deste ano, com a divulgação dos Traveler’s Choice Awards 2018, tendo sido a única unidade hoteleira em Portugal a figurar nesta lista. Mas o que é que este hotel tem de tão especial? Além de ter sido considerado Monumento de Interesse Público em 2015, tem 25 quartos, quatro estrelas e uma piscina com pinta de paradisíaca. Uma noite, com quatro duplo, começa nos 100 euros.

O edifício que hoje alberga o Convento da Sertã Hotel foi construído no século XVII

O Casulo

A casa foi construída em 1895 por José Malhoa e foi aqui, em Figueiró dos Vinhos, que o pintor português viveu até à data da sua morte, em 1933. Numa carta escrita pelo filho de um dos grandes amigos do mestre, o também pintor Manuel Henrique Pinto, a moradia é descrita como “pequeníssima”, com uma única divisão, “uma minúscula cozinha”. No mesmo texto, é dito que, pelas suas dimensões reduzidas, a casa foi apelidada pelo próprio Malhoa de “casulo”. Assim ficou, pelo menos de nome, já que hoje a arquitetura sugere que o edifício foi sofrendo vários acrescentos. Em 2008, o Casulo foi adquirido pelo município e as obras de reabilitação em 2013. A casa pode ser visitada, tal como o Museu e Centro de Artes de Figueiró dos Vinhos, entretanto construído no terreno que foi outrora a horta do pintor.

Villa Isaura

Composta por seis quartos e um apartamento, a Villa Isaura é aquele turismo rural que abriu portas numa altura em que ir de férias para o meio do campo ainda não estava na moda, em 1993. A pouco mais de quatro quilómetros de Pedrógão Grande, mantém a traça da velha aldeia, mas com todas as comodidades da vida moderna. Além disso, o complexo está preparado para acolher também os animais de estimação dos visitantes. Uma noite em quatro duplo varia entre os 50 e os 60 euros.

Casal de São Simão

A 15 minutos de carro da vila de Figueiró dos Vinhos fica a aldeia Casal de São Simão (na foto principal deste artigo), em plena rota das Aldeias de Xisto. As casas da povoação foram recuperadas por habitantes vindos da cidade, médicos, engenheiros, diretores comerciais e de outras profissões liberais, que encontraram nesta aldeia perdida no centro do país um novo refúgio. Além das habitações recuperadas, há ainda um fontanário, uma eira com forno e uma ermida, vestígios do quotidiano de outros tempos. Com a nova vida da aldeia chegaram também novos negócios. Casal de São Simão tem uma loja de produtos regionais e um restaurante, o Varanda do Casal. A uma estrada de distância estão também as Fragas de São Simão, uma pequena cascata selvagem mais do que pronta para receber banhistas. A aldeia tem duas unidades de alojamento, a Casa Amarela e A Lura. Em qualquer uma delas, os preços começam nos 80€ (uma noite para uma ou duas pessoas).

Foz de Alge

É aqui, no concelho de Figueiró dos Vinhos e na fronteira entre os distritos de Leiria e de Castelo Branco, que o caudal do rio Zêzere volta a mostrar-se generoso. Aproveitando ainda a albufeira de Castelo de Bode, a Foz de Alge é uma área equipada com parque de campismo, com capacidade para 200 campistas e oito caravanas. Tomar banho não é a única possibilidade. O local tem também algumas histórias para contar. Desde o século XVII, que nesta área se assistiu à extração de ferro e ouro, embora haja vestígios da mesma atividade levada a cabo ainda durante a ocupação romana. Da mina da Ribeira da Prudência acabou por sair maioritariamente ferro, que durante décadas foi utilizado para material bélico, alfaias agrícolas e fogões, parece que um deles está no Convento de Mafra.

Natureza, vinhos e museus: o eixo Viseu-Dão-Lafões tem muito para dar

Dólmen da Orca

É dos exemplares mais autênticos e notáveis da Idade do Cobre encontrados nesta região e a magnitude da sua arquitetura pentagonal ainda hoje se apresenta muito bem conservada. Conhecido também como Orca de Fiais da Telha ou Lapa da Orca, este dólmen, a sete quilómetros de Carregal do Sal, está inserido nos 12 quilómetros do Circuito Pré-histórico Fiais/Azenha, que inclui também a Orca da Palheira, a Orca do Outeiro do Rato e complexo rupestre do Ameal.

Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa

Inserido nas águas da Barragem da Aguieira, entre Viseu e Coimbra, o Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa, no concelho de Mortágua, garante todos os serviços de luxo para fortalecer corpo e mente: SPA, atividades náuticas, percursos de bicicleta, courts de ténis e de golfe são só alguns dos extras que podem ser encontradas nos 35 hectares desta vila de apartamentos. Uma noite ronda os 130 euros.

Com vista para a albufeira da Barragem da Aguieira, no concelho de Mortágua, o Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa é uma escolha perfeita para férias ao ar livre

Termas de São Pedro do Sul

Vir a banhos a São Pedro do Sul é um hábito que já se prolonga desde a pré-história e, mais consistentemente, desde a época dos romanos. Para além das curas termais, dos tratamentos de fisioterapia e das práticas de bem-estar, esta estância termal é também um regalo para os olhos. O verde da serras da Arada, da Gralheira e de São Macário faz da paisagem um autêntico postal.

Museu do Caramulo

No início do século XX, o Caramulo era conhecido por ser a maior estância sanatorial do país e da Península Ibérica. Contudo, nos anos 50, os irmãos João e Abel Lacerda (filhos do Dr. Jerónimo Lacerda, impulsionador deste centro de tratamentos) aliaram à sua paixão por esta localidade um museu de curiosidades absolutamente fascinante, a cerca de 16 quilómetros de Tondela. As coleções cruzam a idade média, o antigo Egito, as correntes vanguardistas do século XX e a arte contemporânea, com exemplares únicos de Picasso, Viera da Silva e Salvador Dali. Paralelamente, o Museu do Caramulo é também conhecido pela sua coleção de brinquedos – com mais de 3000 peças capazes de despertar a criança que há em nós – e pela riquíssima coleção de automóveis, velocípedes e motociclos. A entrada custa oito euros (bilhete de adulto).

Além das obras de arte antiga, moderna e contemporânea, o Museu do Caramulo é uma referência sobretudo pela sua coleção de carros antigos © Museu do Caramulo

Casa da Ínsua

A Beira Alta está repleta de casas solarengas de grandeza histórica, o que dificulta, e muito, a decisão na hora de escolher o destino da visita. Contudo, a Casa da Ínsua – antigo Solar dos Albuquerques – merece um desvio até Penalva do Castelo para contemplar este magnífico palácio que alia elementos arquitetónicos românticos, do século XVIII (época em que foi construída), referências barrocas e da Idade Média. Nos jardins que a rodeiam, há caminhos encantados que nos incentivam à descoberta e à contemplação. Hoje, a Casa da Ínsua é um hotel de charme com uma loja própria onde podem ser adquiridos alguns produtos ainda produzidos na quinta, como vinhos, compotas e Queijo da Serra da Estrela DOP.

Ecopista do Dão

Por aqui, já passaram comboios, mas, quando em 1988 a linha foi desativada, os 49 quilómetros que ligam Santa Comba Dão a Viseu foram transformados numa ecopista, por sinal a mais longa do país. Partes do percurso foram afetadas pelos incêndios de outubro, principalmente o troço que passa por Tondela, contudo já há acordo intermunicipal para a sua recuperação. A Ecopista do Dão pode ser percorrida na totalidade ou em percursos mais pequenos, consoante a vontade (e a energia) do viajante. Entre as curvas do rio Dão, as espécies arbóreas da região e ruínas históricas que atravessam diferentes séculos, o percurso pode ser feito a caminhar, a correr ou a pedalar, afinal o caminho é quase todo plano e liso.

Vitela de Lafões

Há festivais que lhe dedicam toda a atenção e, para os experimentados comensais, não há distância de viagem que iniba uma visita aos concelhos de Oliveira de Frades, São Pedro do Sul ou Vouzela, só para saborear a iguaria. Criada na região de Lafões, num microclima verde banhado pelo rio Vouga, esta espécie bovina faz parte da tradição pecuária da população local há muitos séculos. É assada em forno de lenha, com as batatas ao lado, e apresentada em travessas de barro. Restaurantes como O Solar, a Adega do Ti Joaquim e Margarida servem-na a rigor.

Casa de Santar

É um dos nomes que mais tem projetado os vinhos do Dão dentro e fora do país e é dona do maior vinhedo da região, com mais de 100 hectares de extensão – visíveis, aliás, da estrada que nos guia até Nelas, bem antes da Casa de Santar nos aparecer à frente. O edifício, de arquitetura setecentista, bem como os seus jardins e adega são uma visita obrigatória.

Percurso pedestre das Quedas de Água das Paredes

Em Mortágua, há um trilho de sete quilómetros (ida e volta) envolto por uma paisagem de xisto e de densa natureza autóctone, que segue o curso da Ribeira das Paredes até às vistosas Quedas de Água (que assim de repente, nem parecem fazer parte do postal de uma região portuguesa). No caminho há espaços montados para piqueniques, cachoeiras que convidam a um mergulho nos dias de maior calor e trechos de água ideais para a prática de canoagem.

As Quedas de Água das Paredes, em Mortágua

Feira do Vinho do Dão

Acontece todos os anos, em Nelas, e já tem data marcada entre os dias 30 de agosto e 2 de setembro. Com mais de 25 edições, a Feira do Vinho do Dão é a maior mostra de vinhos da região e tem no seu programa atividades lúdicas, workshops e concertos transversais a qualquer idade. Uma feira que promove uma visão histórica e cultural do território muito além do vinho.

Leiria: o pinhal e o mar

Hotel Vale d’Azenha

Trata-se de um hotel com 17 quartos (cerca de 130 euros por noite), duas suites (160 euros) e seis residências temáticas T1 (180 euros). A arquitetura é contemporânea e a decoração, um rústico minimal que convém a um quatro estrelas inaugurado em 2015. Mais apetecível nesta época de verão devido às piscinas exteriores e ao spa. O restaurante Golden, que faz parte do hotel e cujo nome presta homenagem às famosas maçãs de Alcobaça, apresenta pratos da gastronomia regional e internacional, estando aberto a hóspedes e visitantes. Fica em Cela Nova, a meio caminho entre Alcobaça e a Nazaré.

Um dos quartos duplos do Hotel Vale d'Azenha

Lagoa de Óbidos

Estende-se por sete quilómetros quadrados, é um habitat natural raro, se não único, e em redor o visitante pode fazer praia, aproveitar a natureza ou a gastronomia. A Escola de Vela da Lagoa oferece aulas de grupo ou particulares em modalidades como canoagem, kitesurfing e paddleboarding. Para comer, a recomendação pode recair sobre o Covão dos Musaranhos, com esplanada e petiscos. A biodiversidade da Lagoa de Óbidos torna a observação de aves uma prática comum: garça-real, garajau e ostraceiro são apenas algumas das espécies que aqui encontramos.

Resort Monte Real

A má notícia é a de que as termas de Monte Real, que integram o Resort Monte Real, estão encerradas há algum tempo, devido a inundação, e não se sabe quando reabrem. A boa notícia: para aproveitar este esplendoroso local pode escolher o hotel e o spa, incluídos no concelho de Leiria, que evidentemente constituem experiências fora do comum. Nota para o restaurante Paços da Rainha, a cargo do chefe Paulo Monteiro.

Parque Aquático

Escorregas, pistas, piscinas, slide, tiro ao arco, bicicletas todo o terreno. E não são apenas para miúdos. O Mariparque está junto à Praia da Vieira, em Vieira de Leiria, e reabriu esta semana. Funciona todos os dias, das 10h00 às 18h30. Entradas entre 6 e 12 euros.

Restaurantes da Praia da Vieira

Diz quem sabe que seria injusto, neste caso, eleger apenas um restaurante, porque o arroz de marisco da Praia da Vieira ronda a perfeição em quase todos. Há sete anos, o prato típico de Vieira de Leiria foi mesmo considerado uma das “7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal”, com votação pública. Ainda assim, vale a pena citar o Cantinho do Mar, O Mirante ou a Marisqueira Lismar, para que o comensal vá já munido de referências.

Fábricas de Vidro

Depósito da Marinha Grande, Barbosa e Almeida, Vidrala/Santos Barosa. São ainda várias as fábricas de vidro na Marinha Grande, cujas produções são apreciadas desde o século XVII. Para ver de perto, e também para comprar, pode visitar a fábrica de cristal do Centro de Visitas da Atlantis. “Assista ao vivo à magia de uma arte secular”, resumem os responsáveis. Ou então, opte pelo Museu do Vidro da Marinha Grande, onde a coleção permanente é acompanhada de exposições temporárias.

Museu José Malhoa

Muitas vezes esquecido, é considerado o museu do Naturalismo português, em referência ao estilo artístico do seu patrono, José Malhoa, que morreu precisamente no ano em que a instituição foi criada, 1933. Trata-se do maior acervo reunido de obras de Malhoa (acrescido de duas pinturas que se encontravam na coleção de arte do antigo Banco Espírito Santo e que foram cedidas ainda há poucos dias), complementado por coleções de cerâmica das Caldas.

O Museu José Malhoa, em Leiria

Percursos Pedestres no Pinhal de Leiria

Os incêndios de outubro de 2017 destruíram cerca de 80% deste imenso manto verde, mas a reflorestação já se iniciou há alguns meses e o Pinhal do Rei, como também é conhecido, pede uma visita. Um site criado pela Câmara de Leiria inclui várias sugestões de percursos para caminhadas (deverá informar-se sobre quais os que estejam indisponíveis). Aproveite ainda a extensa ciclovia junto à Estrada Atlântica, que contorna a costa e o Pinhal de Leiria, entre a Nazaré e a Praia do Pedrógão.

Restaurante Manjar do Marquês

Reconhecido pela cozinha tradicional portuguesa, tem como pratos principais bacalhau frito com arroz de tomate (malandrinho, especialidade da casa), rojões com migas de nabiça e morcela de arroz, ou polvo assado no forno. O Manjar do Marquês situa-se em Aduguete, à entrada de Pombal, e o preço médio por pessoa ronda os 25 euros.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

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Férias

Suportem-se uns aos outros nestas férias /premium

Laurinda Alves
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“Suportai-vos uns aos outros” é um abaixamento pelo outro. Pelo melhor para o outro. Uma atitude cristã, eu sei, mas vejo tantos descrentes adotarem-na que não se pode dizer que é exclusivo de crentes

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