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“O próprio sistema capitalista está numa fase avançada, o que fez com que se esgotassem as alternativas de pensamento. Isso criou uma sopa acrítica onde as pessoas acabam por andar a boiar”

As palavras podiam ser de um político, mas são de Miguel Januário, o artista responsável pelo projeto ±maismenos±, que anda a provocar-nos — e a desafiar-nos a refletir — sobre política, modelos económicos e a vida em sociedade há pelo menos 15 anos. Foi da obra de Januário que surgiram algumas das mais relevantes obras de street art em Portugal (e não só) ou intervenções como um jogo de golfe com pão no Parlamento ou o colete amarelo (a dizer jornalista) que vestiu a estátua de Fernando Pessoa em Lisboa. E também a vontade de formar um partido político, com o nome do projeto, que chegou a recolher 3,5 mil assinaturas, mas que, por agora, está parado.

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