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“Corbyyyyyyyyn, Jeremy Corbyyyyyyyyn!” A jovem Charlie, de 24 anos, reage assim logo que percebe que os amigos estão a ser entrevistados, gritando como se fizesse parte de uma claque a torcer pela sua equipa. De seguida, compõe-se: “Desculpa. É que simplesmente acredito em Jeremy Corbyn e nas políticas que ele tem. Por exemplo: a minha mãe teve cancro, há dez anos, e teve de recorrer ao sistema de saúde privado. Eu não tenho dinheiro para ir ao privado. Portanto, se me acontecesse o mesmo que lhe aconteceu há dez anos, eu morria. Simples.”

Apesar do tema sombrio, Charlie e os amigos estão muito animados. Todos na casa dos 20, votaram em Corbyn nesta eleição e decidiram vir ao Lexington Bar, algures entre King’s Cross e a estação de Angel no norte de Londres, para acompanhar a noite eleitoral. Charlie é a mais politizada, a par de Amber, que destaca, igualmente, o papel do Serviço Nacional de Saúde. E acrescenta: “O meu noivo é da República Checa e estou com medo que ele não tenha autorização para ficar cá.”

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