O Balleteatro faz 30 anos, vai mudar de casa e até dezembro atravessará a Avenida dos Aliados a dançar /premium

10 Março 2019493

Foi a primeira escola profissional artística do país a juntar a dança e o teatro debaixo do mesmo teto. Comemora 30 anos com uma agenda recheada de espetáculos e uma casa nova na Ribeira do Porto.

Uns aquecem a voz, outros fazem alongamentos nas escadas; uns correm para não chegar atrasados, outros leem um livro até à hora da próxima aula. Há música por todo o lado e sente-se no ar o entusiasmo e o nervoso miudinho de quem está agora a começar nestas andanças. Não, não estamos na Broadway, estamos no Porto, mais precisamente no Balleteatro. O nome diz tudo sobre a primeira escola profissional artística do país a juntar o movimento e a interpretação. Hoje é o primeiro palco dos aspirantes a atores e bailarinos e a primeira casa para quem quer aprender descalço e sem filtros a arte performativa. Dentro destas quatro paredes não falta energia, imagina-se o futuro e partilham-se certezas, num saudável conflito de gerações. Se uns encarnam personagens, outros ensaiam até chegar à perfeição, mas todos se conhecem e tratam-se por tu, como se pertencessem à mesma família.

Isabel Barros, coreógrafa e intérprete, é, juntamente com a irmã Né Barros, a matriarca da família Balleteatro. “Tinha 18 anos quando fundei a escola, às vezes digo que ainda andava de fralda. Foi a loucura total”, recorda a atual diretora artística em entrevista ao Observador.

Descobriu a dança aos oito anos por recomendação médica. “Estragava facilmente os meus sapatos então numa consulta de ortopedia o médico disse-me para fazer ballet e caminhar na praia. Foi o que eu fiz o resto da minha vida.” Começou a aventurar-se nos passos da dança clássica sem saber que poderia fazer daquilo uma profissão, mas rapidamente sentiu “que pertencia aquele lugar”. Seguiu-se a dança contemporânea, a interpretação e a os estudos em Lisboa, em Paris e em Berlim. De regresso a casa, a vontade era ficar. “Ninguém permanecia no Porto nas áreas artísticas, ou se ia para Lisboa ou para fora do país. Quando queríamos fazer um espetáculo era preciso fazer audições lá fora. A minha intenção era ficar cá, onde nasci, e desenvolver um projeto inovador que fosse uma opção.”

Em 1983, Isabel, Né e Jorge Leví criaram “um pequeno polo de formação e criação de artes performativas” e uma companhia de produções próprias, um cenário que ia muito além das academias de ballet existentes na época. “Sentimos uma absoluta necessidade em apostar na experimentação artística aliada à formação, pois não havia no Porto uma oferta em dança contemporânea e em teatro contemporâneo.” Seis anos depois, em 1989, o ministério da educação lançava um programa de ensino artístico profissional e nascia assim a oportunidade do Balleteatro ser uma escola profissional, capaz de aproximar as linguagens artísticas do ensino científico tradicional, sendo a primeira que a juntar as componentes de dança e teatro. “Foi algo completamente revolucionário. Sinto que abrimos uma porta e desbravamos caminho para que outras escolas surgissem também.”

Se nos primeiros anos abundavam alunos mais velhos, hoje há quem termine o 9º ano e vá para o Balleteatro sem dúvidas e com o apoio dos pais. (Foto: Octávio Passos/Observador)

Isabel realça “a força, o risco e a paixão” que impulsionou o projeto que alia a criação à formação, numa cidade “culturalmente muito forte”, mas que “não estava preparada para a rotura e para coisas mais estranhas”. Foi então “necessário mudar mentalidades”, uma função que a instituição assumiu ao longo dos anos, recebendo alunos de norte e a sul do país. “Poucos pais deixavam um filho de 15 anos perseguir os estudos em dança ou em teatro. Mesmo sabendo que estava certificado e que tinha equivalência ao 12º ano, não viam o curso como algo sério. Era preciso explicar e informar para que apoiassem os filhos.”

A escola do primeiro espéctaculo e do primeiro grande amor

Muitos faziam as audições às escondidas dos pais, outros esperavam até ter 18 anos para poderem entrar, outros ainda mudavam de cidade para conseguirem estudar nesta escola. Foi o que aconteceu a Martinho Silva, quando aos 15 anos trocou Penafiel pelo Porto e a área de humanidades pelo teatro. “Fazia parte de uma companhia de teatro amador, mas estava longe de imaginar seguir uma carreira artística. Na altura parecia tudo mais complicado”, conta o ator em entrevista ao Observador.

Uma bolsa de estudos ajudou-o a não ter dúvidas do caminho a seguir, numa época que em “o Balleteatro era uma ilha de possibilidades num oceano bastante desértico em termos artísticos”. Mesmo antes de terminar o curso de teatro, onde também deu um pezinho na dança, Martinho trabalhou com o encenador João Paulo Seara Cardoso, uma das suas maiores referências, e abriu atividade como ator num espetáculo inserido na Expo 98. Mais tarde, passou pelo Teatro Nacional de São João, onde se estreou com uma encenação de Nuno Carinhas, e por Lisboa, onde acabou por ganhar raízes e fazer um pouco de tudo, do cinema à televisão.

"Não conseguia este tipo de formação noutro sítio em Portugal. Houve muitas audições em que consegui papéis porque tinha uma componente física associada à parte interpretativa que me diferenciava de outros atores. Isso só consegui no Balleteatro.”
Martinho Silva, ator, encenador e antigo aluno do Balleteatro

Dos tempos como aluno recorda o “ambiente familiar” e a “partilha constante”, que fizeram desta aventura “a maior experiência” da sua vida e a “realização de um sonho”. “Não conseguia este tipo de formação noutro sítio em Portugal. Houve muitas audições em que consegui papéis porque tinha uma componente física associada à parte interpretativa que me diferenciava de outros atores. Isso só consegui no Balleteatro.”

Quem também trocou a sua terra natal, São João da Madeira, pelo Porto e se destacou pelas suas capacidades corporais foi São Castro, uma bailarina que começou na ginástica rítmica e descobriu a escola através de uma simples pesquisa na internet. “Fiz parte da seleção nacional de ginástica rítmica e durante os treinos de preparação para o campeonato europeu de juniores, uma das minhas treinadoras fazia coreografias para descomprimirmos. Eu comecei a gostar muito desses momentos até que ela me aconselhou a procurar uma escola de dança. Numa pesquisa pela internet encontrei o Balleteatro”, recorda a atual coreógrafa e diretora artística da Companhia Paulo Ribeiro, em Viseu.

Aos 18 anos e sem qualquer tipo de formação em dança clássica ou moderna, São Castro aproveitou o trabalho físico que a ginástica lhe proporcionou e deu nas vistas durante o curso, tendo sido convidada por Isabel Barros para integrar numa produção da companhia da escola. “O Balleteatro teve um grande impacto para mim, foi praticamente onde tudo começou, onde tive a consciência do era realmente ser uma bailarina profissional e da certeza que era isso que eu queria fazer. A minha vida deu uma reviravolta quando entrei.”

As primeiras apresentações em palco, a descoberta do trabalho de coreógrafos nacionais e internacionais, os amigos que fez e até um primeiro grande amor preencheram a sua vida “para sempre”.  “Foram três anos intensos de crescimento, é impossível destacar um momento, um professor ou um espetáculo”, afirma ao Observador a bailarina que já colaborou com Olga Roriz ou Rui Lopes Graça.

Liliana Pereira também nunca tinha dançado antes de entrar na escola, hoje está prestes a terminar o curso profissional de dança e em setembro parte para Londres para tirar a licenciatura em dança contemporânea na Bath University. “A dança para mim foi um refúgio, um amor à primeira vista”, começa por dizer ao Observador, acrescentando que “nunca pensou conseguir entrar na escola” ou “ter uma vida dedicada a esta arte”. “Ia seguir humanidades e fazer disto um hobby, porque é essa a ideia de nos passam. Nem sequer sabia que era possível tirar um curso profissional de dança”.

Da sua audição só recorda o nervosismo. “Lembro-me que não conseguia fazer nada, nunca tinha dançado ballet, nem sabia o que era um plié, mas estava com muita energia e força de vontade e aqui eles apreciam isso. Não interessa se fazes um movimento perfeito se não tiveres emoção”, explica a jovem de 18 anos.

O primeiro ano “foi muito difícil”, mas a evolução no movimento e a vontade de sair do país falaram mais alto. “Vai ser uma mudança grande para mim, vai ser duro, mas eu vou.” Com Liliana para Londres vai também Daniela Dias, que ao contrário da colega dança desde pequenina e não se imagina a fazer outra coisa. “Foi um percurso de emoções fortes, envolvi-me bastante com o espaço, com os professores e não tenho dúvidas de que é isto que quero fazer no futuro. O Balleteatro é uma boa plataforma para se poder crescer.” Esta é, segundo Daniela, “uma escola completamente diferente das outras”, mais exigente e com horários rigorosos. “É um esforço constante, vamos abaixo muitas vezes, temos pressão, espetáculos e testes teóricos, mas quem corre por gosto não cansa, só dança.”

A aula de técnica da dança termina e o professor é Jorge Gonçalves, um antigo aluno da casa. O coreógrafo e dramaturgo destaca o “background diversificado” que os alunos ganharam ao longo dos anos. “Antigamente andávamos entre o jazz e o ballet, hoje eles têm conhecimentos em outras áreas, em técnicas como o hip hop, as danças urbanas ou africanas. Isso é bastante importante e provoca um diálogo que pode e deve explorado.”

Carlos Silva é outro exemplo de aluno que regressa ao Balleteatro como professor, sendo uma das caras mais conhecidas da escola. Entrou aqui há 24 anos para estudar dança e orienta as aulas de movimento inseridas no plano curricular dos dois cursos. “Sou o abajur da escola, faço parte da mobília”, diz ao Observador, acrescentando que a data redonda comemorada pela sua “segunda casa” “é um marco gigantesco” porque representa “muita gente, muitas emoções, muitas revelações e muitas angústias”.

“Nada é fixo, tudo evoluiu, até o ensino. Eu próprio mudei imenso, sinto isso. Estou mais paciente, mais compreensivo e, se calhar, mais eficaz”. Para Carlos, a instituição sobreviveu a modas e a muitas ideias preconcebidas, mas a maior recompensa é ver os seus alunos que lhe passam pelas mãos “a estudarem e a vingarem cá dentro ou lá fora”. É mesmo isso que pode acontecer com Sofia Silva, finalista do curso de teatro, que depois de algumas experiências amadoras decidiu investir na área. Quando terminar a sua viagem pelo Balleteatro já tem alguns planos traçados. “Gostava de fazer uma formação em cinema e estou a pensar criar com mais um amigo a nossa própria companhia de teatro.”  Foi isto que os pais de Matilde Gandra, também finalista deste curso, fizeram quando terminaram a formação artística nesta escola profissional. Igor Gandra e Carla Veloso fundaram a companhia Teatro de Ferro e deram a conhecer o Balleteatro à filha, que herdou deles a veia artística e o gosto pelas artes. Aos 17 anos, Matilde quer terminar o curso com boas notas e depois fazer um ano de pausa para experimentar outras coisas. “Quero aprofundar os meus conhecimentos na música, na voz ou em algum instrumento, expandir os meus horizontes e talvez ir para Lisboa.”

Não é só no curso de dança que o movimento é avaliado. Os alunos de teatro trabalham diariamente a componente física, uma das grandes apostas da escola. (Foto: Octávio Passos/Observador)

Aqui os alunos “podem ser quem são” e 80% têm sucesso profissional

Além do movimento e da interpretação, aqui também se estuda português, inglês, história da cultura e das artes, psicologia ou canto e ao contrário do que acontece em outras escolas, o fim das aulas não é sinónimo de ir para casa, antes pelo contrário. São muitos os que ficam no Balleteatro o dia inteiro a ensaiar, a conviver ou a ajudar os outros. Atualmente contam-se 150 alunos distribuídos pelos dois cursos e 80% dos que por aqui passaram prosseguiram os estudos na área artística e singraram. “A relação de proximidade entre toda a equipa” parece explicar o sucesso de uma casa “com alicerces humanos e sociais muito fortes”, onde nunca houve um psicólogo e sempre se contou com a disponibilidade e sensibilidade apurada de professores e funcionários. “Nunca tivemos qualquer tipo de preconceito em relação a nada, cada aluno chega com uma determinada personalidade e é com aquela pessoa que queremos trabalhar. Fazemos o possível para que ela cresça e ganhe ferramentas para evoluir.”

É cada vez mais frequente antigos alunos regressarem à casa de partida para orientarem projetos, lecionarem workshops ou participarem em masterclasses. À boleia destas colaborações, Isabel Barros tem conversado com profissionais formados no Balleteatro que lhe garantem “terem encontrado aqui um lugar onde conseguiram ser eles próprios, com todas as suas diferenças, e onde cresceram de uma forma livre e saudável”.

Ao leme da instituição há 30 anos, a professora ainda se espanta com a “maturidade e convicção” que aos 18 anos alguns têm ao ir estudar para fora. “Vão para áreas extremamente exigentes, com uma concorrência enorme e correm esse risco.” Isabel compara essa “força capaz de mudar o mundo” com a que sentia quando também aos 18 anos fundou o Balleteatro. É com a irmã, Né Barros, que partilha responsabilidades e todos os altos e baixos. “Somos muito diferentes e inquietas, as nossas opiniões apostas criam sempre uma tensão e é com essa tensão que conseguimos fazer coisas boas”, explica. Isabel diz já não conseguir “pensar a 30 anos”, prefere concentrar-se no presente e “consolidar” o que foi conseguido até agora. Exemplo disso é o serviço educativo com aulas semanais de teatro, ballet, dança contemporânea, improvisação, yoga ou afro contemporâneo, oficinas, workshops e laboratórios dedicados a crianças e adultos.

“Passamos por várias casas, temos quase um mapa próprio da cidade. Curiosamente todos os sítios por onde vamos passando transformam-se em hotéis.”
Isabel Barros, fundadora e diretora artística do Balleteatro

Apesar do financiamento do ministério da educação, a falta de apoios foi sempre uma realidade que marcou a vida do Balleteatro, uma condição que fez dele uma espécie de escola nómada, uma vez que mudou de morada algumas vezes. “Passamos por várias casas, temos quase um mapa próprio da cidade. Curiosamente todos os sítios por onde vamos passando transformam-se em hotéis”, afirma Isabel Barros.

Depois da Rua Augusto Luso, da Rua da Alegria, São Bento da Vitória e uma moradia em frente ao Jardim de Arca d’Água, foi num prédio com três andares em plena Ribeira no Porto que a escola ganhou raízes durante 10 anos. “Foi um período feliz, estávamos no centro histórico, num sítio fabuloso, onde a relação com o rio acabou por ser muito inspiradora.” Em plena crise financeira, tanto nas artes como na educação, a direção foi obrigada a procurar alternativas. “Ou deixávamos o espaço ou tínhamos que diminuir a equipa para metade. A nossa opção foi deixar o espaço”.

Estávamos em 2013, a escola já contava com o apoio da autarquia e a solução encontrada foi o Edifício AXA, em plena Avenida dos Aliados. “Foi passar de uma moradia para um T2.” Apesar do espaço ser “muitíssimo mais pequeno”, a escola estava integrada num projeto inovador que juntava na mesma morada agentes culturais da cidade ligados à música, ao design, à arte urbana e às artes plásticas. Isabel diz não ser “saudosista dos lugares”, mas recorda com saudade “aquela vista cenográfica em constante mudança” no coração da cidade, onde “as gaivotas pousavam” na sua janela. Em 2015 o projeto termina e numa reunião com a câmara surge “a possibilidade completamente remota” de ocuparem as salas vazias do Coliseu do Porto, numa altura em que o próprio estava a iniciar um novo momento, com uma nova direção. A ideia foi recebida “com muito carinho” e apesar de arriscada foi “uma boa surpresa”. “Não há muitas escolas inseridas em teatros. Há uma conexão muito importante, tanto para a dinâmica do Coliseu como para nós. Gostamos muito de estar aqui.”

É já conhecida a necessidade de obras no Coliseu do Porto que, segundo Isabel, obriga a que o edifício esteja encerrado temporariamente. No entanto, o Balleteatro vai continuar a ser uma estrutura artística residente no Coliseu, com um polo de produção e o serviço educativo, pois “é uma relação que não pode perder-se”, mas tem já um novo chão entre a Rua Nova da Alfândega e Rua de São Francisco. “A câmara cedeu-nos um imóvel que precisa de obras para nos poder receber, é o nosso regresso à zona da Ribeira. As mudanças se forem encaradas com alguma ideia de renovação e com um olhar positivo nunca são um passo atrás.” A capacidade de se reorganizar e reinventar é, segundo a diretora, “o grande trunfo desta escola”, que ao longo deste ano tem uma agenda recheada de espetáculos em vários palcos da cidade.

O Balleteatro sai à rua e inicia o ciclo “Cross and Dance“, onde até dezembro durante todas as quintas-feiras, pelas 17h, haverá uma performance na Avenida dos Aliados, com seis convidados antigos alunos. No dia 1 de abril no Coliseu pode conhecer o ciclo “Projeções”, dedicado a artistas emergentes nas áreas performativas, com um programa de vídeos. Em junho, o Serralves em Festa também será palco de uma performance que envolverá todos os alunos da escola. O Festival Internacional de Marionetas do Porto, que acontece em outubro, também assinala 30 anos e vai juntar-se ao Balleteatro no projeto “Happy Birthday 30+30”, com estreia marcada no evento.

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