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DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

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O calor do debate, o bicampeonato do Sporting e a geringonça da mercearia. Os bastidores do debate da Rádio

A relação de Rui Tavares e Paupério e o plano secreto de Tânger provocaram os maiores consensos nos apartes do debate. A temperatura da sala foi, literalmente, questionada. Cotrim contestou tempos.

Há um antes e depois do debate em que o ambiente é, por norma, mais descontraído. Mas é também onde se começam a firmar divergências, não necessariamente políticas. No estúdio onde decorreu o Debate da Rádio esta segunda-feira, houve uma aliança no espaço não-socialista pelo ar condicionado: João Cotrim Figueiredo, da IL, e Sebastião Bugalho, da AD, queixaram-se que estava “muito calor” na sala e pediram que o ar fosse refrescado. O cabeça de lista da CDU não perdoou: “Podemos dizer que é a direita com medo do calor do debate“.

João Oliveira foi, aliás, enviando vários apartes, como: “Há uma modinha alentejana que é parecida”. Mas o único que motivou resposta direta foi o momento em que decorria o teste de som. O candidato comunista atirou: “Viva o Sporting, vamos ao bicampeonato“. Sebastião Bugalho, quando o sentido dos ponteiros do relógio passou por ele, respondia: “Vou dizer Benfica, para contrariar ali o João Oliveira”. Já Marta Temido, optou pelos mais ortodoxos dias da semana: “Segunda, terça, quarta”. O que motivou uma tirada na ala direita: “Estamos quase no domingo”. E, num dueto de palavras improvisado, Catarina Martins respondeu: “Já faltou mais”.

Antes de se instalarem, mais do que a tempo, na sala de debate, os candidatos foram chegando em tempos diferentes. O primeiro a chegar foi João Cotrim Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que aproveitou a presença de um dos moderadores no elevador para aplicar uma velha brincadeira que tem com jornalistas antes das entrevistas/debates: “Então quais são as perguntas?” Para isso teve mesmo de esperar. O último a chegar foi António Tânger-Corrêa, mas a tempo e horas.

Catarina Martins e João Oliveira acabariam por chegar à mesma hora e desceram juntos a estrada entre o estacionamento e o estúdio. Chegaram a conversar e, pelo curto caminho, pararam mesmo alguns segundos antes de seguirem caminho. No estúdio, acabariam por ficar sentados um ao lado do outro. Durante o debate, a candidata do Bloco disse que o modelo defendido por João Cotrim Figueiredo permite que “um gigante tecnológico pague menos impostos que uma mercearia”. João Oliveira pediu direitos autorais: “Pegou no exemplo do PCP“. Ao que Catarina Martins respondeu: “Com muito gosto”. E o comunista acrescentou: “Quando são bons, são para usar”.

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Apesar disso, o candidato comunista ainda voltaria ao assunto para lembrar que o Bloco já está a usar os exemplos do PCP, ao que a candidata do BE respondeu de imediato: “Nós somos sempre pela convergência, quando ela é possível”. Estava encontrada a “geringonça” da mercearia.

DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Os “BFF” e a reclamação de Cotrim

Ao longo do debate houve alguns momentos que motivaram a risada geral. Um deles foi quando Tânger-Corrêa disse que ainda iam ficar todos surpreendidos com o “plano secreto” que tem com norte-americanos para revitalizar a economia portuguesa. Outro momento foi quando Francisco Paupério disse que os outros líderes estavam mais presentes na campanha porque “talvez não confiem tanto nos candidatos” como o fundador do Livre confia nele. “É um bem-disposto o Francisco. Está cada vez mais político”, comentou Bugalho. “São BFF [Best Friends Forever]”, atirou João Cotrim Figueiredo.

Também durante o debate, o candidato do PAN chegou a queixar-se que os seus apartes eram desvalorizados, sugerindo que o microfone estava mais baixo do que o dos restantes — o que não era verdade. Pedro Fidalgo Marques atirou então aos “donos do microfone“, queixando-se que já tinha tido “interjeições” que não eram “ouvidas em casa”. E rematou:”Já fiz aqui reparos em que sou ignorado.”

Os candidatos foram tendo muitas oscilações de tempo, com Francisco Paupério e João Cotrim Figueiredo a serem os que falaram menos tempo. São também os que são mais disciplinados a falar, numa espécie de pitchs políticos. No fim do debate, na zona mista do debate, o candidato liberal acabaria por queixar-se dos moderadores e discrepância de tempos entre ele (09m57s) e o candidato que teve mais tempo (João Oliveira, com 14m28s). Ainda assim Cotrim falou mais que Paupério (09m38s). Comparando com Sebastião Bugalho, por exemplo, Cotrim falou menos 52 segundos.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

No pós-debate, os candidatos foram encaminhados para uma zona de entrevistas rápidas, que decorreu a alguns metros do estúdio do debate. Foi nesse local que as comitivas tinham assistido ao debate, pelas televisões, e direito a catering. Balanço: alguns sorrisos, uma cafeteira vazia (eram duas) e dezenas de água bebidas, poucos mini-guardanapos (o bolo) e apenas um mini pastel de nata. E, claro, as típicas reclamações pela ordem escolhida para os candidatos falarem. Se todos reconhecem que na Europa é difícil agradar a 27, também não é fácil que as oito comitivas saiam contentes de um debate.

 
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