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Dois calotes de centenas de milhões de euros (com perdas para os contribuintes) e duas histórias de vida completamente distintas, mas que ainda assim se cruzam na relação com a família Espírito Santo e nas queixas perante a falta de respostas e recusas do Novo Banco para os seus “problemas”. As audições com os grandes devedores seguem esta segunda-feira com o mais famoso de todos, Luís Filipe Vieira.

Bernardo Moniz da Maia nasceu numa família com reputação e recursos financeiros. Dele há quem diga que “nasceu rico e vai morrer rico”, apesar da ideia de “penúria pessoal” que passou na sua audição. Moniz da Maia ainda é administrador e gestor de empresas, até tem fundações e offshores, mas o património das mesmas vale zero. Uma história que começou, como outras que ouvimos a devedores da Caixa Geral de Depósitos, com um investimento que se revelou “desastroso” no BCP. Pelo meio, muitas hesitações, faltas de memória e o recurso ao velho “depois faço chegar aos senhores deputados informação mais precisa”.

Se há uma coisa que ficou clara logo nos primeiros minutos é que o acionista do grupo Prebuild estudou a audição de Bernardo Moniz da Maia. Ou no mínimo assistiu à edição dos melhores momentos divulgada no programa de Ricardo Araújo Pereira “Isto é Gozar com quem Trabalha”. Desde o primeiro momento, João Gama Leão fez tudo para se distanciar da “elite podre” que pediu dinheiro para comprar ações e dos senhores com o “apelido certo” que não tiveram de lutar para construir um grupo do nada que nasceu em Angola, mas cresceu para vários países, porventura demasiado depressa, admitiu.

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