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ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

ANDRÉ DIAS NOBRE / OBSERVADOR

O mundo de Marina Perezagua, entre o encanto e a solidão /premium

Nasceu em Sevilha, viveu em Itália, Inglaterra e há anos que se estabeleceu nos Estados Unidos. Na vida de Marina Perezagua, há muitos mundos e nos seus livros também. Falámos com a autora em Óbidos.

Começou por escrever contos (estava obcecada por eles), mas foi com o seu primeiro romance, Yoro, que a espanhola Marina Perezagua se tornou conhecida. A história é, no mínimo, invulgar: fala sobre H., uma vítima do bombardeamento de Hiroxima durante a Segunda Guerra Mundial e a sua procura por um lugar num mundo onde parece não se encaixar. Pelo meio, existem inúmeras viagens que acompanham as mudanças que acontecem dentro no seu próprio corpo, encontros e desencontros e uma solidão sem fim que atravessa todas as páginas. Apesar de todas as dificuldades, H. resiste e vive até uma idade avançada. É assim porque, por vezes, a vontade de viver é maior do que tudo o resto, como apontou autora ao Observador, em Óbidos, onde participou no festival literário FOLIO.

Apesar de escrever ficção — uma ficção que muitos classificam como estranha, bizarra e crua —, existe um pouco da vida de Perezagua naquilo que escreve, incluindo em Yoro, como a própria admitiu. A escritora, nascida em Sevilha, saiu de casa quando tinha 14 anos por causa do pai, um homem brilhante com quem tinha uma relação complicada. Tal como H., tinha todo os motivos para não aguentar. “Todos os meus professores, todos os amigos que conhecem o meu passado, perguntaram-me como é que consegui. Tinha todos os motivos para ir parar às ruas ou algo assim. Todos os meus amigos daquela altura estão mortos”, admitiu. E tal como H. soube agarrar-se a alguma coisa — no seu caso, a educação — e ultrapassar as dificuldades.

Depois de Yoro, Perezagua publicou outros dois romances. O mais recente, Seis Formas de Morir en Texas, chegou recentemente às livrarias na sua edição em espanhol. Passa-se entre a China e os Estados Unidos da América, onde a autora vive há já vários anos, e fala sobre o tráfico de órgãos. A unir dois continentes está um coração. A publicação em Portugal já está garantida, revelou Marina Perezagua ao Observador — o romance vai sair em 2020 pela Elsinore, editora que lançou Yoro e também a coletânea de contos A Tempestade em português.

O romance Yoro e a coletânea de contos A Tempestade estão publicados em Portugal pela editora Elsinore, que irá lançar, em 2020, o novo romance de Marina Perezagua

Um dos contos publicado na coletânea A Tempestade chama-se “Por favor, desenraiza-me”. Conta a história de uma mulher que não quer ser parecida com o pai e que, por causa disso, o obriga a submeter-se a uma série de cirurgias plásticas. Aqui a palavra “desenraizar” torna-se literal, mas esta ideia de desenraizamento é fundamental em muitas das suas histórias. Porquê?
Escrevo ficção, não é a minha vida, mas é verdade que, no final, acaba sempre por afetar aquilo que escrevo.

Não há como fugir dela.
Exato. Aqui, por exemplo, é sobre um medo que costumava ter. Saí de casa quando tinha 14 anos. O meu pai é uma pessoa muito inteligente, mas muito complicada. Quando tinha 30 anos, costumava pensar: “Fugi do meu pai, mas e se tiver um filho e ele tiver os mesmos problemas mentais que ele? Fugi disso, mas e se isso voltar a acontecer?”. Neste caso, é biográfico, mas também é ficção. Noutros casos, a fuga surge talvez porque tive de lutar muito. Tive de viver de bolsas. Primeiro fui para Itália, depois para Londres, França, Nova Iorque. Foi sempre uma luta. Também há o problema da identidade, porque há muito tempo que estou longe de Espanha. Sou espanhola, sinto-me espanhola, porque o sou.

Saiu de Espanha há quanto tempo?
Talvez há uns 16 anos. Vou a Espanha muitas vezes, sinto que é a minha terra, e sinto-me lá bem, mas também me sinto estrangeira. É a mesma coisa quando estou nos Estados Unidos. Sinto que uma parte de mim pertence ali, porque vivo lá há muito tempo, mas também sinto que não sou de lá. Estou sempre longe de alguma coisa.

"Tenho uma ligação muito forte com a água, com o mar. É o único lugar onde sinto uma sensação de pertença. É muito estranho, mas é o único sítio onde sinto 'é o meu lugar'."
Marina Perezagua

Sente que não pertence a lado nenhum, que não existe um lugar que seja seu?
Sim, sinto isso. Tenho uma ligação muito forte com a água, com o mar. É o único lugar onde sinto uma sensação de pertença. É muito estranho, mas é o único sítio onde sinto “é o meu lugar”. Acho que tem a ver com as sensações. É um lugar onde nos sentimos em paz.

Porque cresceu num lugar onde não existe mar.
Nasci em Sevilha, mas a minha mãe é de Málaga, por isso passei muito tempo na costa, em Gibraltar, junto do mar.

Sei que recebeu recentemente o seu visto de residência nos Estados Unidos.
[Risos] Sim, é engraçado!

Pode dizer finalmente que é americana!
Sim, agora que tenho o visto de residência, posso pedir a nacionalidade norte-americana. Só aconteceu agora porque só me pude candidatar muito tarde ao green card. Mas é engraçado que tenha acontecido com o Trump [risos]. É muito engraçado!

Voltando às suas histórias. Quem as lê, costuma descrevê-las como cruas, grotescas, até mesmo estranhas. Onde é que vai buscar a inspiração?
[Risos] Não sei… Acho que toda a gente se inspira na infância. Nos seus medos, quando começa a descobrir o seu corpo… Em todas essas coisas que acontecem na infância. Lembro-me que a minha infância foi, em parte, muito feliz, porque havia uma guerra interna muito forte dentro de mim e consegui proteger-me, queria proteger-me, mas, por outro lado, cheguei à conclusão que ainda tenho todos os medos que tinha quando era pequena. O meu pai era um leitor extraordinário e lia-me histórias que não era apropriadas para uma criança [risos]. Lia-me Kafka, mas não só. Muitas histórias populares, no estilo de [Hans Christian] Andersen, mas as versões originais.

Que são mais negras.
Exatamente. Eram muito duras. Acho que destas leituras, e também da solidão que sinto em Nova Iorque. É uma cidade solitária. Acho que a solidão produz monstros [risos].

Marina Perezagua nasceu em Sevilha, mas vive há vários anos em Nova Iorque, onde dá aulas de espanhol numa universidade

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Acha que sim?
Não é por estar sozinha, adoro estar sozinha. Adoro mesmo, e preciso disso. Mas a sensação de se estar sozinha no mundo é difícil. É a diferença entre ter fome numa determinada altura e estar constantemente com fome, porque não se tem o que comer.

O seu primeiro romance, Yoro, fala muito sobre isso. A personagem principal, a japonesa H., está sozinha no mundo.
Ela está sozinha, mas é forte. Quando se está sozinho, só podemos contar connosco.

E tornamo-nos mais fortes.
Sim. Ela tinha todos os motivos para se sentir miserável mas, no final, resiste. O que, suponho, também seja em parte autobiográfico. Todos os meus professores, todos os amigos que conhecem o meu passado, perguntaram-me como é que consegui. Tinha todos os motivos para ir parar às ruas ou algo assim. Todos os meus amigos daquela altura estão mortos. Acho que tive a capacidade de perceber que apenas a educação me podia salvar. Com bolsas, com ajuda governamental, consegui safar-me. A protagonista de Yoro também podia não ter conseguido [sobreviver], mas resistiu.

Mas porque é que resistiu? Ela não tem nada.
Bem, ela tem a sua vida.

É uma vida estranha…
Sim [risos]. Havia um poeta espanhol que escreveu que a vida “continuava a empurrar”.

Ela deixou-se ir?
Sim, mas com a sua força de vontade. Concordo consigo que algumas pessoas simplesmente vão com a maré. Vão a onde forem, morrem se tiverem de morrer, porque talvez não tenham nada por que lutar, mas depois existe outro género de pessoas que têm uma vontade tão grande de viver que vão lutar independentemente do que acontecer.

Ela vive até uma idade avançada. Diz isso mesmo no livro.
Isso deve-se em parte ao facto de, na altura, estar muito interessada em construir uma narrativa com uma personagem com uma idade diferente da minha. Para mim, escrever tem a ver com dificuldade, com ter desafios. Queria escrever na primeira pessoa sobre uma guerra que não era a Guerra Civil Espanhola porque, para criar uma personagem credível, era muito mais fácil escrever as histórias que os meus avós me contaram. A ligação entre literatura e dificuldade é uma necessidade. Gosto de escrever, mas tem de existir um desafio. Colocar-me na pele de alguém velho e de uma cultura diferente foi uma boa experiência.

"Conheço escritores que nunca se vão enganar porque nunca vão arriscar. Tenho muitos medos, mas escrever é uma coisa que escolhi, ninguém me disse para o fazer, e gosto de me divertir e não tenho medo de cometer erros."
Marina Perezagua

Também foi um desafio escrever na primeira pessoa? No conto original, “Little Boy”, de onde o romance partiu, a história de H. era contada por outra personagem.
Depende. Em Yoro, foi um desafio porque, culturalmente, é uma perspetiva muito diferente. Por exemplo, quando o conto foi publicado no Japão, tinha medo que talvez pensassem que o tinha tornado exótico. É um lugar tão diferente que é difícil pô-lo em palavras sem correr o risco de não o compreender e de parecer estrangeira. Para mim, foi importante escrever na primeira pessoa de forma a que os japoneses não dissessem “oh, ela não é daqui”.

H. é uma das vítimas de Hiroxima. Porque é que escolheu falar isto?
Muita gente pergunta-me porque é que não escrevi sobre a Guerra Civil Espanhola. Primeiro, porque acredito que o mundo é todo o mesmo, não é meu ou seu. A guerra é um falhanço da humanidade. A principal razão é que queria torná-lo mais difícil para mim. Todas as pessoas da minha família vivem até muito tarde, até aos 95 anos ou mais. Conheci os meus quatro avós, mas também duas bisavós e duas trisavós. Estavam sempre a contar-me histórias da Guerra Civil, onde perderam irmãos, maridos, filhos. E contaram-mas de uma forma muito poderosa. Teria sido muito fácil escrever uma história [sobre isso], porque o cenário já lá estava, mas não me teria divertido. Para mim, escrever tem a ver com diversão, ainda que com estes tópicos não pareça [risos]. É divertido! Gosto muito de escrever, mas para isso tenho de adicionar uma dose de dificuldade. Conheço escritores que nunca se vão enganar porque nunca vão arriscar. Tenho muitos medos, mas escrever é uma coisa que escolhi, ninguém me disse para o fazer, e gosto de me divertir e não tenho medo de cometer erros. Sei que posso cometê-los, mas prefiro divertir-me e fazer o que me apetece. Claro que o faço da melhor forma que consigo, com responsabilidade, trabalhando com um editor e ouvindo várias opiniões. É super importante, mas acho que é preciso arriscar quando se fala em escrever. Existem bons escritores, que têm um bom estilo e técnica, mas que permanecem sempre dentro da sua zona de conforto. Produzem bons romances e assim, são muito corretos, mas acho que a literatura precisa sempre de ter um fator de risco ou de erro para que seja possível evoluir, progredir.

Yoro era originalmente um conto chamado “Little Boy”, como disse há pouco. Porque é que decidiu transformá-lo num romance?
Quando comecei a publicar as minhas histórias, pensei que nunca ia publicar um romance porque era obcecada com contos. Lia muitos contos, porque achava que os eram postos de lado e achava que isso não era justo. Depois escrevi esta e percebi que, de alguma forma, tinha potencial para ser um romance, mas não o fiz. Foi a minha obsessão com os contos que fez com que tornasse esta história um conto. Mas continuei a pensar nela. Geralmente, quando escrevo um conto, esqueço-me dele. Termino-o e pronto. Mas continuei a pensar neste e cheguei à conclusão que isso se devia ao facto de ter potencial para muito mais. E transformou-se no meu primeiro romance, Yoro!

A escritora espanhola começou por escrever contos, mas conta já com três romances publicados

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Ao fazê-lo, adicionou-lhe um maior número de camadas — a história do namorado de H., Jim, a exploração de urânio em África, os problemas da República Democrática do Congo. Porquê toda esta complexidade e diversidade de temas?
Não foi nada que tivesse decidido antecipadamente. Se há um livro que tinha na cabeça quando estava a escrever Yoro, foi Voyage au about de la nuit, de Louis-Ferdinand Céline, porque, quando pensamos que as coisas não podem ficar piores, elas ficam [risos]. Gosto de livros assim, que vão descendo, descendo, descendo. Gosto de livros que me façam sentir alguma coisa. Isso acontece-me com o livro de Céline. Talvez seja demasiado, mas não gosto de livros fáceis de ler. Os melhores livros que li foram aqueles que tive de pousar e deixar descansar, porque me mudaram e é isso que procuro. Para obter informação, posso ler os jornais, não preciso de ler um livro. Então procuro sempre algo que está relacionado com os sentidos.

Nas suas histórias, toca sempre em problemas que são muito contemporâneos. Em Yoro, por exemplo, fala das questões de género e nas consequências da guerra. É algo que faz propositadamente?
Não penso antecipadamente que vou escrever sobre isto ou sobre aquilo, não há uma mensagem. Por outro lado, é verdade que existe em muitos contos e no último romance, que acabou de ser publicado, um engajamento político e social. O último romance tem a ver com o tráfico ilegal de órgãos na China. Alguém me perguntou se estava envolvida engajada com esse assunto. Disse que não era uma ativista, que era escritora. No final, por alguma razão, [o romance] acabou por ser assim. Acho que é porque na realidade me importo com o que está a acontecer no mundo.

Então não decidiu antecipadamente que queria tocar nestes assuntos.
A única coisa que tinha na cabeça era a personagem principal [de Yoro], que era intersexual, que tinha problemas de identidade. A forma da personagem era importante para mim, e depois também era claro que queria que ele ou ela crescesse ao longo do romance. Foi daí que surgiu a ideia das muitas viagens, que tem muito a ver com as transformações que aconteceram com o corpo dela. Pensei que a ideia da gravidez, que é a maior transformação do corpo humano, era interessante. Mas claro que ela não podia ficar grávida, por isso tinha de ser uma gravidez alegórica.

"Os melhores livros que li foram aqueles que tive de pousar e deixar descansar, porque me mudaram e é isso que procuro. Para obter informação, posso ler os jornais, não preciso de ler um livro. Então procuro sempre algo que está relacionado com os sentidos."

Mas a gravidez acaba por não ser apenas alegórica porque, no final, ela descobre que teve uma filha.
Sou dadora de óvulos, tenho muitos amigos em clínicas de fertilidade e existem tantas histórias malucas! Esta não é assim muito, comparado com o que acontece. Este campo está a mudar muito. Hoje, uma pessoa pode ter várias mães — o médico, a mãe biológica, a genética. Talvez isto tenha surgido na minha cabeça porque sei o que se passa nas clínicas de fertilidade.

Falou das transformações que acontecem no corpo da protagonista. O corpo está sempre muito presente nas histórias que escreve. São muito físicas.
Sim, porque, quando estamos sozinhos, a única coisa que temos é o nosso corpo. Ninguém nos pode tirar isso. Quer dizer, podem, mas pronto… Quando estamos sozinhos e dizemos que estamos connosco, isso não é pouco. Temos as nossas memórias, sonhos, e isso está tudo ligado ao corpo, que é o último lugar de resistência. Podem tirar-nos tudo — a casa, a educação —, mas o corpo é nosso.

O corpo é como uma fortaleza?
Exato. É como uma fortaleza e pertence-nos. Ninguém nos pode tirar isso.

Mas podem usá-lo.
Sim, podem, por isso é que faço a distinção. Claro que podem usá-lo, mas em circunstâncias normais, naquilo a que chamamos países de primeiro mundo, é nosso, mesmo que existam abusos. No final, cabe-nos a nós reconhecer o corpo como nosso e defendê-lo.

O que é que é mais forte: o corpo ou a mente?
Não sei, é uma pergunta interessante… Acho que a mente é mais forte.

Também é possível mexer com a mente.
Sim, isso também é interessante… Acho que há uma correlação. O meu corpo é muito forte, por exemplo. A minha mente dá-me muita força, mas também tenho muitos receios. O meu ponto fraco é a minha mente, o meu corpo resiste sempre, de alguma forma.

"Quando estamos sozinhos e dizemos que estamos connosco, isso não é pouco. Temos as nossas memórias, sonhos, e isso está tudo ligado ao corpo, que é o último lugar de resistência."
Marina Perezagua

Atravessou o Estreito de Gibraltar a nado. É preciso ser fisicamente forte para o fazer.
Exato. Algumas pessoas perguntam-me como é que aguentei o frio, e isso foi tudo graças à mente. Não tenho gordura, quando se tem é mais fácil. Para uma pessoa como eu, é preciso depender da mente ou fazer uma dieta para ganhar mais dez quilos. Por isso é que digo que, às vezes, a minha mente é muito forte mas, ao mesmo tempo, sou muito vulnerável.

Disse que publicou há pouco tempo um novo livro, que fala do tráfico ilegal de órgãos na China.
Sim, é outra alegria [risos]. É muito interessante porque não sabia muito sobre este assunto. Uma parte passa-se no corredor da morte no Texas. Sobre isso mais ou menos toda a gente sabe. Não sabem tudo o que acontece — a tortura, a violação de mulheres —, mas sabem mais ou menos o que se passa. O que não sabia era o que se passa na China. Os hospitais e as prisões estão a trabalhar em rede para tornar possível a existência de uma enorme e contínua operação de transplantes ilegais de órgãos. Isto é possível porque existem pessoas nas prisões que fazem testes [aos presos]. Por exemplo, se encomendar um órgão hoje, numa semana pode tê-lo no corpo porque já testaram todas estas pessoas. Eles sabem com quem se é compatível. Não sei como é que é a lista de espera aqui em Portugal, mas li sobre casos no Canadá onde se pode esperar até dois anos por um rim ou por um fígado. Na China, o recorde é de três dias. Um custo de 120 mil dólares. E não é um caso único, há milhares deles. A ONU documentou isto tudo, mas, para mim, o interessante, para este romance, é ser uma coisa estatal nos Estados Unidos. A matança de pessoas — não vou dizer que a pena de morte é uma execução, chamo-lhe um assassinato — é feita pelo estado. Na China, também, é uma questão do Partido Comunista.

O romance vai ser publicado cá?
Sim, para o ano que vem, pela Elsinore.

O Observador viajou até Óbidos a convite do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos

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