Kennedy

“Fidel não é apenas mais um ditador sul-americano. As suas ambições estendem-se muito para lá de Cuba”

Foi Eisenhower quem deu o “sim” à invasão da Baía dos Porcos. Mas o Presidente a 17 de abril de 1961 era outro: John F. Kennedy. Depois, e temendo outra invasão, Fidel também deu o “sim”, mas à URSS. E assim começaria a “Crise de Outubro”, em 1962, com misseis soviéticos apontados aos EUA desde Cuba.

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Khrushchev

Fidel escreveria a Khrushchev falando de uma “infinita gratidão do povo cubano ao soviético”

Na “Crise de Outubro”, se de um lado estava JFK e os EUA, do outro estava Nikita Khrushchev, então líder da URSS.

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Reagan

“Quando as pessoas apelidam Fidel de ‘George Washington de Cuba’, o George dá voltas no túmulo”

Não, nenhuma relação seria tão tensa quanto a que Fidel teve com JFK. Mas Ronald Reagan também foi um inimigo do ditador. “Quando as pessoas o apelidam [Fidel] de ‘George Washington de Cuba’, o George dá voltas no túmulo”, diria num discurso em 1986.

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Che Guevara

“Ele tem uma fé excecional de que chegaremos a Cuba a partir do México. E uma vez lá chegados, lutaremos. E, lutando, a vitória será nossa”

Fidel traiu Che Guevara e enviou-o para a Bolívia sabendo que este nunca regressaria de lá com vida? Talvez sim. Ou não. A verdade é que são ambos os principais símbolos da Revolução Cubana de 1956. Antes da revolução, em 1955, o argentino escreveria aos pais, sobre Fidel: “Ele é um homem extraordinário”.

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Nixon

“Acho que é incrivelmente ingénuo em relação ao comunismo”, diria Nixon

Nixon era o “vice” de Eisenhower. Fidel tomara Cuba poucos antes. Encontrar-se-iam na Casa Branca em abril de 1959. Três horas depois, apertaram as mãos. A paz não duraria. “Acho que é incrivelmente ingénuo em relação ao comunismo. Mas será um factor de desenvolvimento em Cuba e na América Latina.”, disse Nixon.

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Raul

Foi Raul quem assumiu os destinos de Cuba depois de Fidel

Os irmãos Fidel e Raul Castro estiveram juntos na Revolução Cubana. E Raul contaria: “No dia 8 de dezembro de 1956, encontrei o Fidel no sopé da Sierra Maestra. Dei-lhe um abraço e ele perguntou-me: ‘Quantas espingardas tens?’ Respondi-lhe que tinha cinco. Então ele disse: ‘Eu tenho duas. Venceremos!'”

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Clinton

“Estou orgulhoso do nosso embargo a pessoas que matam inocentes”, disse Bill Clinton

Em 1996, e com Bill Clinton na Casa Branca, dois aviões civis foram abatidos nos céus de Cuba e quatro norte-americanos (dissidentes cubanos) morreram na queda. Clinton, referindo-se às suas mortes, disse: “Fidel matou quatro norte-americanos. Estou orgulhoso do nosso embargo a pessoas que matam inocentes.”

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Chávez

“Um homem sábio como ele não morrerá nunca. Ele fará sempre parte do povo”

Nixon não se enganou em 1959. Fidel foi realmente um “fator de desenvolvimento” na América Latina: o “desenvolvimento” de regimes comunistas. Hugo Chávez queria para a Venezuela o que Fidel quis para Cuba. Num discurso em 2007 (longo, como longos eram os de Fidel) diria: “Ele é o meu grande mestre.”

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Arenas

O escritor e dissidente cubano Reinaldo Arenas foi, até à sua morte, em 1990, crítico do regime

Num ensaio publicado no El País após a sua morte, lê-se: “Numa época em que quase todo o mundo comunista avança em direcção à democracia, Fidel opõe-se à opinião pública e recusa-se a aceitar qualquer tipo de mudança ou qualquer coisa que sugira perestroika.”

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Mandela

“Desde os primeiros dias, a revolução cubana tem sido uma fonte de inspiração para todos aqueles que valorizam a liberdade”

A revolução cubana foi para Mandela uma inspiração na resistência contra o apartheid. Explicou-o em julho de 1991, em visita a Havana depois de 27 anos na prisão. “Admiro os sacrifícios do povo cubano em manter a sua independência e soberania diante do imperialismo cruel. Viva a revolução, viva Fidel!”

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Pinochet

“É um homem de grande carisma político, com um punho de ferro”

O ditador Augusto Pinochet elogiou a decisão de Fidel de fuzilar o general cubano Arnaldo Ochoa, acusado de traição em 1989: “É um homem de grande carisma político, com um punho de ferro.”

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Fariñas

Em 2010, a greve de fome de Guillermo Fariñas quase o matou

É talvez o mais reconhecido dos dissidentes cubanos (em 2010 foi-lhe atribuído o Prémio Sakharov). Guillermo Fariñas foi condenado a sucessivas penas de prisão. E realizou 24 greves de fome. Chegou a estar 135 dias sem comer.

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