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MELISSA VIEIRA/OBSERVADOR

MELISSA VIEIRA/OBSERVADOR

Os receios, as dores e os sonhos dos luso-venezuelanos que podem decidir o futuro da Madeira /premium

Estima-se que haja oito mil luso-venezuelanos na Madeira. Talvez mais. O número não tem parado de crescer e esta comunidade pode ser decisiva nas eleições. O Observador foi conhecer as suas histórias.

Reportagem na Madeira

As férias que Cândida Telo veio passar à Madeira em 2014 revelaram-se mais premonitórias do que alguma vez julgara. Era janeiro. Aterrava no Funchal vinda da Venezuela, uma viagem a que se tinha acostumado desde que em 1981, com apenas 14 anos, deixara a ilha com os seus pais para se estabelecer na cidade venezuelana de Valencia. “Para emigrar”, resume ao Observador, embora a palavra saia meio sacudida, como se concentrasse naquelas sete letras toda a mágoa causada pelas várias reviravoltas que a sua vida deu nos últimos cinco anos.

A viagem no início de 2014 foi diferente de todas as outras. Na cabeça, Cândida trazia a ideia de passar umas férias mas também novas inquietações, geradas sobretudo pela tensão social que se ia intensificando no país desde a chegada de Nicolás Maduro ao poder, meses antes. “O meu marido e os meus três filhos, então maiores de idade, ficaram lá”, explica. Tratava-se de uma viagem para rever a família e os amigos de sempre. Não era uma ocasião especial que justificasse a deslocação de todos nem o encerramento da padaria, o negócio que os sustentava. O contacto entre a Venezuela e a Madeira ia-se fazendo com a frequência habitual, mas os relatos que chegavam do outro lado não deixavam Cândida tranquila. “Por aquela altura começavam as primeiras guarimbas [atos de protesto levados a cabo pelos manifestantes que consistiam em encerrar ruas inteiras, bloqueando o acesso da polícia] e aquilo estava a ficar muito feio”, detalha.

Cândida Telo regressou há cinco anos e abriu um café na Ribeira Brava e ainda não decidiu se quer ir votar: "São só promessas"

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Cândida chegou a pensar adiar a sua viagem de regresso mas tudo se precipitou depois de um telefonema recebido da Venezuela. “Os meus filhos e o meu marido tinham sido sequestrados na padaria. Aquilo era guarimberos de um lado e polícia do outro, aos tiros. Tudo acabou em bem”, relata, mas foi nesse momento que sentiu que aqueles 33 anos que tinha passado na América do Sul tinham, afinal, um prazo de validade.

Depois de adiar mais do que tinha previsto, Cândida regressou à Venezuela em março de 2014, disposta a lançar à família a ideia de trocar a Venezuela pela Madeira. Fá-lo-ia no momento oportuno, até porque para o marido, venezuelano, não seria fácil aceitar a ideia de deixar o seu país. “Cheguei no dia 11 de março. Uma das minhas filhas estava desesperada porque estava grávida e prestes a ter um bebé, mas não havia clínicas que não estivessem cheias. Ninguém a podia receber. Lá conseguimos”. Apesar do final feliz, a história deixava um amargo de boca: a Venezuela estava a rebentar pelas costuras. O sequestro tinha sido só o primeiro aviso.

"Os meus filhos e o meu marido tinham sido sequestrados na padaria. Aquilo era guarimberos de um lado e polícia do outro, aos tiros"
Cândida Telo, 51 anos, luso-venezuelana a viver na Madeira há cinco anos

“Pouco tempo depois de a minha filha ter tido o bebé, entram dois rapazes na padaria, apontam-me uma pistola à cabeça e levam-nos os telemóveis que tínhamos trazido da Madeira. Dez dias depois, houve um novo assalto à padaria, com os rapazes a saltarem para cima do meu filho, a agredirem-no. Eu só lhe dizia para ele não reagir porque a vida é mais importante. Eles que levassem tudo. Poucas semanas depois, voltaram a assaltar-nos a padaria. Conclusão: num mês e meio assaltaram-nos a padaria três vezes“, recorda num português fluído com o sotaque e os ésses serpenteados típicos dos latino-americanos. Naquele momento, Cândida falou com o marido e anunciou que ia voltar para a Madeira. Em outubro, mudaram-se definitivamente para a Ribeira Brava, na Madeira.

Em vez duma padaria abriram um café: o “Cebas Kafé”, onde Cândida, cinco anos depois do regresso, vai recordando ao Observador as dificuldades que a família sentiu para se adaptar sem conseguir esconder a mágoa que sente por ter sido obrigada a deixar a Venezuela para trás. E não hesita em apontar parte da responsabilidade ao governo regional. “Há quatro anos fui chamada pelo governo para estar numa reunião que fizeram com a comunidade luso-venezuelana. Estivemos numa mesa de trabalho para falar dos nossos problemas. Mas não passou disso. Nunca mais fizeram nada. Agora que há eleições prometem todos: ‘Quando eu chegar lá, quando eu chegar lá, quando eu chegar lá…’ Mas na altura nada mais se fez”, desabafa.

É por isso que, pela primeira vez na vida, Cândida pondera não ir votar. “Eu sou daquelas pessoas que não conseguem estar caladas e acho que o voto é mesmo para isso: para poder reclamar, para ter direito a opinar depois. Na Venezuela sempre votei. Mas agora não sei… Acho que é tudo mais do mesmo. Eles que façam o trabalho deles que eu faço o meu”. A desilusão, conta, não é apenas com o socialismo bolivariano ou com as políticas de Hugo Chávez e Nicolás Maduro. É com o sistema político como um todo — Madeira incluída.

“Há venezuelanos em tudo o que é sítio. São bem mais de oito mil”

Marilín Moniz, vice-presidente da Venecom, diz que há bem mais de oito mil luso-venezuelanos na Madeira

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A comunidade luso-venezuelana nunca foi tão grande na Madeira como é hoje, e se nunca a luta eleitoral foi tão disputada como se antevê que seja no domingo, então estes votos podem ser decisivos. “Os partidos já perceberam a importância dos luso-venezuelanos nas eleições. Por isso é que colocam alguns nas listas de de candidatos“, explica ao Observador a vice-presidente da Venecom, Marilín Moniz.

Esta associação de apoio à comunidade luso-venezuelana foi criada em 2017 para ajudar os regressados a terem uma transição  suave. “Ajudamos com questões jurídicas, de papelada, respondemos às dúvidas do dia-a-dia e organizamos festas para que todos se adaptem o mais facilmente possível”. A necessidade de criar esta organização surgiu depois de Marilín ter constatado que a comunidade estava a crescer de forma exponencial na ilha e que os serviços públicos — do governo, das câmaras e a segurança social — não ofereciam respostas satisfatórias. “Nós conhecemos as duas culturas, falamos a mesma língua que eles e já passámos por aquilo. Conseguimos fazer a ponte muito melhor”, resume.

A viver na Madeira há 29 anos, Marilín Moniz não tem dúvidas de que nunca houve uma comunidade luso-venezuelana tão grande no arquipélago. “Oficialmente fala-se numa comunidade de oito mil pessoas. Mas eu acho que são muito mais. Eu encontro venezuelanos em tudo o que é sítio. Aponto para um número maior”, diz, sem querer arriscar uma estimativa. A contabilização torna-se ainda mais difícil de fazer quando se tenta calcular quantos destes luso-venezuelanos vão poder votar no domingo. “Não consigo mesmo dizer. Nem sei se a própria CNE, que é quem tem o nome dos eleitores, consegue dar essa informação. Mas acredite: o total é um número bem maior do que oito mil”, insiste.

"Oficialmente fala-se numa comunidade de oito mil pessoas. Mas eu acho que são muito mais. Eu encontro venezuelanos em tudo o que é sítio. Eu aponto para um número maior"
Marilín Moniz, luso-venezuelana de 45 anos a viver na Madeira há 29 e vice-presidente da Venecom

Apesar da incerteza quanto a dados oficiais, Marilín, que é casada com um madeirense e tem dois filhos nascidos na Madeira, tem a certeza de que o crescimento aumentou de forma abrupta nos últimos anos. “Quando cheguei, há 29 anos, havia muito poucos venezuelanos. A comunidade foi crescendo aos poucos, mas a situação piorou muito de 2016 para cá. Há 29 anos a Venezuela estava mais avançada do que a Madeira. Agora é um bocado ao contrário”.

Um cenário suficientemente palpável para que a vice-presidente da Venecom não tenha dúvidas quanto à importância que esta comunidade pode ter nas eleições de domingo. “Não é por acaso que há aproveitamentos políticos desta situação”, afirma. Na própria Venecom há casos fulgurantes: a presidente, Ana Cristina Monteiro, é vereadora pelo CDS na Câmara Municipal do Funchal e concorre pelo partido no terceiro lugar às eleições de domingo, uma posição elegível, a julgar pelas sondagens.

Marilín Moniz lamenta que a comunidade luso-venezuelana esteja a ser usada para fins políticos

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“Eu não concordo com isso. Acho que a presidente não devia usar o nome da associação para fins políticos. Mas resolveremos essa questão internamente”, responde quando questionada sobre o caso. “A Venecom tem pessoas do CDS, do PSD e do PS. E ainda bem. Eu também tenho o meu partido. Mas a associação não devia estar ligada a nenhuma candidatura”, explica.

Mas o CDS não é o único a levar luso-venezuelanos nas listas. Também o PSD inclui o nome de Carlos Fernandes, que está em 11º lugar na lista social-democrata, e tenta capitalizar o voto desta comunidade. Influente junto dos luso-venezuelanos, tendo já organizado várias sessões de esclarecimento junto desta comunidade em nome do PSD, o advogado é uma jogada dos sociais-democratas para tentar capturar o voto dos regressados, sobretudo os que estão desiludidos com o socialismo.

Na entrevista que deu ao Observador, Miguel Albuquerque disse que levar luso-venezuelanos nas listas não se trata de aproveitamento político mas sim de um sinal de que o partido quer “ter uma representação desta comunidade no Parlamento”. Já Paulo Cafôfo, também em entrevista ao Observador, tem o entendimento contrário e por isso decidiu não incluir ninguém desta comunidade nas listas. “O PSD e o CDS colocaram pessoas luso-venezuelanas como candidatos para serem quase um isco para a comunidade venezuelana. Aquilo que se deve fazer é integrar estas pessoas na sociedade e na economia”, afirmou o candidato do PS.

Certo é que os principais candidatos ao governo regional reconhecem que há na comunidade luso-venezuelana uma concentração de votos que pode ser decisiva no próximo domingo. E, como conta a vice-presidente da Venecom, “não há só uma corrente ideológica” entre os emigrantes regressados.

Já no final da conversa com o Observador, no jardim municipal do Funchal, Marilín tenta traçar um cenário daquilo que pode ser a tendência política mais comum dentro da comunidade. “Diria que grande parte pode estar desiludida com o socialismo e por isso opta mais pela direita. Mas como disse: há pessoas do PS na Venecom. Como também há pessoas que já nem sequer acreditam em nenhum partido. É difícil dizer”, conclui.

As gémeas do cabeleireiro sem nome que votam no PSD

As gémeas Rosa Maria e Ana Maria Teles da Corte assumem que vão votar em Miguel Albuquerque

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O estabelecimento não tem nome, no letreiro apenas se lê “cabeleireiro”. Regressadas da Venezuela há mais de uma década, as gémeas Teles da Corte não têm problemas em assumir a sua orientação política. “Eu vou votar no Miguel Albuquerque”, diz Ana Maria. “Eu também. Sempre votei em forças democráticas, mesmo na Venezuela”, completa Rosa Maria.

Sentadas lado a lado, no interior do cabeleireiro onde trabalham desde que vieram da América do Sul, estas duas irmãs de 51 anos falam quase em uníssono. Terminam as frases uma da outra e nunca divergem na opinião. Desde que saíram de Caracas e se estabeleceram na Ribeira Brava que nunca se arrependeram. “Claro que custa olhar para o país onde nascemos e ver o estado em que está. Mas nunca achei que tivesse sido uma má decisão voltar para a Madeira, onde sempre tivemos família”, explica Rosa Maria. “Por nós já não saímos daqui. Isto é muito seguro e mais calmo”, complementa Ana Maria.

Quando se fala com luso-venezuelanos para compreender a razão pela qual decidiram regressar para o arquipélago a primeira palavra é invariavelmente “segurança”. Neste campo, Madeira e Venezuela são dois opostos. “A Venezuela sempre foi insegura”, conta Rosa Maria. “Mas desde que o Chávez chegou ao poder que aquilo piorou”, acrescenta Ana Maria. É sempre esta a dinâmica de conversa com as gémeas que estão visivelmente habituadas a falar em conjunto.

Rosa Maria (esquerda) regressou da Venezuela há 16 anos, Ana Maria (direita) chegou dois anos depois, em 2005

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Regressaram em anos diferentes. Aqui, cada uma fala por si. Rosa Maria experimentou quatro anos da presidência de Hugo Chávez para decidir deixar Caracas. “A situação social não era boa e eu tinha aqui família. Vim, abri este cabeleireiro, que foi sempre o que soube fazer, e instalei-me em 2003”. Dois anos depois chegaria a sua irmã. “Ela veio primeiro, viu que havia trabalho e condições para que eu saísse também da Venezuela e vim em 2005”, diz Ana Maria.

Ao contrário do que defende Cândida Telo, cujo café se encontra literalmente na porta em frente do cabeleireiro das gémeas, as Teles da Corte consideram que o governo regional sempre apoiou a comunidade luso-venezuelana. “Sempre falaram para nós. Nunca nos esqueceram”, afirma uma. “Nunca sentimos que tivessem falhado: nem o Alberto João Jardim nem agora o Miguel Albuquerque”, concorda a outra.

"A Venezuela sempre foi insegura", conta Rosa Maria. "Mas desde que o Chávez chegou ao poder que aquilo piorou", acrescenta Ana Maria. É sempre esta a dinâmica de conversa com as gémeas que estão visivelmente habituadas a falar em conjunto"
Gémeas luso-venezuelanas de 51 anos a viver na Madeira há 16 e há 14 anos

O voto está mais do que decidido, mas nenhuma das irmãs arrisca falar pela comunidade. “A comunidade luso-venezuelana não se dá muito entre si. Ajudamo-nos uns aos outros mas cada um tem a sua família”, justifica Rosa Maria. “Se nos perguntam qualquer coisa, ajudamos sempre”, sublinha a irmã, mas não há um contacto suficiente para antecipar uma tendência de voto, nem sequer de sentimento. “Acho que é como em tudo: deve haver pessoas satisfeitas e outras menos. Nós estamos satisfeitas”, notou Rosa Maria sem que Ana Maria tivesse de necessidade de completar a frase, pela primeira vez na conversa.

Uma vaga que não vai para de crescer tão depressa

Na Ribeira Brava há uma concentração elevada de luso-venezuelanos. A 20 quilómetros do Funchal, a pacatez do concelho funciona como o contraste ideal da tensa situação social da Venezuela. É num restaurante bem no centro que o venezuelano Antonio Suárez, de 30 anos, trabalha. Formado em engenharia, mudou-se há cerca de mês e meio para a Madeira com a mulher, portuguesa com família madeirense. “Não aguentávamos as condições de vida no meu país. Lamentavelmente não tínhamos como construir vida lá. Foi uma decisão que tomámos os dois em conjunto: precisávamos de encontrar oportunidades noutro lugar“, explica em espanhol, depois de ter dito num português muito arranhado que não estava ainda à vontade com a língua.

"Durante muito tempo houve duas fações: a do regime e a da oposição. Ou estavas com uns ou com outros. Mas eu creio que neste momento está a formar-se uma terceira fação, completamente apolítica"
Antonio Suárez, venezuelano de 30 anos a viver na Madeira há um mês e meio

Embora não vote, está ao corrente de que neste domingo há eleições regionais na Madeira. A mulher, que trabalha na área da saúde, tão pouco o poderá fazer. Mas isso não invalida que Suárez tenha uma visão política sobre o que se está a passar na Venezuela e sobre como isso pode afetar a Madeira. “Há muitas razões que nos fizeram deixar o país. A crise política é, sem dúvida, uma delas. Há muita gente, somos apenas mais um caso”.

Antonio salienta que cada vez mais as pessoas saem por estarem fartas “e não desiludidas com o socialismo, chavismo ou madurismo”, explica. “Durante muito tempo houve duas fações: a do regime e a da oposição. Ou estavas com uns ou com outros. Mas eu creio que neste momento está a formar-se uma terceira fação, completamente apolítica”, regista.  Não quer revelar com qual das três se identifica mais, mas chama atenção para esta variante. “São pessoas que não acreditam no sistema e que estão a sair para a Madeira, para Espanha ou Itália”, diz em jeito de aviso. Não será com “discursos políticos que se fará a integração” destas comunidades.

A experiência de viver na Madeira tem estado a correr bem mas a possibilidade de rumar ao continente ainda está em cima da mesa. “Agora vamos estabilizar e ganhar algum dinheiro. Mas isto é um meio pequeno e nós gostávamos de trabalhar na nossa área. E há mais oportunidades em Portugal continental”, argumenta ressalvando que o “ideal mesmo” era regressar à Venezuela. “Mas como estão as coisas, isso não será possível, parece-me”.

Homem de poucas palavras, conta ao Observador que se encontra na Madeira a passar férias. "Mas com a hipótese de me mudar num futuro talvez próximo". Esta viagem está a tornar-se uma espécie de abre-olhos para a família. "Os miúdos adoram estar aqui, a minha mulher, que é venezuelana e não tem família portuguesa, também e eu tenho cá família"

Explica-nos que trabalhou no serviço público na Venezuela e não dá autorização para ser fotografado. Ainda teme algum tipo de repercussão. Com um educado pedido de desculpas despede-se e vai aproveitar a hora de intervalo que tem na jornada laboral para ir ter com a mulher.

A poucos metros, numa mesa do restaurante, estava uma família de luso-venezuelanos. Juan Pereira e a mulher estavam a acabar de almoçar enquanto os seus três filhos brincavam junto ao paredão encostado ao imenso oceano. Homem de poucas palavras, conta ao Observador que se encontra na Madeira a passar férias. “Mas com a hipótese de me mudar num futuro talvez próximo”. Esta viagem está a tornar-se uma espécie de abre-olhos para a família. “Os miúdos adoram estar aqui, a minha mulher, que é venezuelana e não tem família portuguesa, também e eu tenho cá família”. Razões suficientes para ponderar uma mudança.

Fala da situação da Venezuela com alguma mágoa, mas prefere não elaborar muito sobre um assunto. “É uma coisa em que estamos a pensar e que pode acontecer em breve. Mas ainda temos lá a nossa casa e a nossa vida. Temos de tratar disso primeiro, depois logo se vê”, diz antes de, à semelhança de Antonio Suárez, pedir para não ser fotografado.

Talvez daqui a cinco anos esteja a contar a história do seu regresso a um meio de comunicação social e a recordar como as férias que passou na Madeira em 2019 foram diferentes de todas as outras. Mais premonitórias do que alguma vez julgara.

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