Na estação de serviço de Aveiras, já no final da A1, Marcelo Rebelo de Sousa pára após 300 quilómetros seguidos ao volante desde o local de voto em Celorico de Basto. Sai do carro visivelmente cansado, para abastecer o carro com combustível. “Estava quase na reserva”. Revela logo ali ao Observador, enquanto enche o depósito, que o primeiro-ministro tinha acabado de lhe ligar para pedir desculpa pela gafe à boca das urnas. António Costa tinha falado no privilégio que aparece “de quatro em quatro anos” de eleger o Presidente da República cujo mandato é de cinco anos. “Eu perguntei-lhe: senhor primeiro-ministro quer matar-me?!“.

Nos últimos quilómetros percorridos na meia campanha que fez — já que só entrou no terreno uma semana depois dos seus adversários — Marcelo regressou a Lisboa da mesma forma que na última semana foi avançado de ação de campanha em ação de campanha, sempre ao volante do seu próprio carro e sozinho. Os seguranças (obrigatórios) mantêm sempre uma distância grande em relação ao chefe de Estado — Marcelo não gosta que estejam muito em cima dos seus movimentos –, mesmo quando ele entra na loja da estação de serviço para levantar dinheiro, pagar na caixa perante uma funcionária estupefacta, ver os preços de alguns produtos e dar uma olhadela pela capa dos jornais expostos.

Marcelo Rebelo de Sousa abasteceu o seu carro na estação de serviço de Aveiras na tarde do dia das eleições.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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