Pauliana fotografou a juventude de São Miguel e fez uma descoberta em Rabo de Peixe /premium

11 Julho 2018293

Em 2017, Pauliana Valente Pimentel fez as fotografias. Agora regressou para as mostrar, em pleno festival Walk & Talk. Acompanhámo-la e conhecemos algumas das personagens que a fascinaram.

As ruas, as pessoas e o céu – tudo cinzento. Só que Rabo de Peixe é feito de dois mundos ao mesmo tempo, ou talvez três ou quatro, e por isso há também paredes vistosas com lilás e laranja ou verde e amarelo, uma alegria na tristeza, assim nas casas como nas pessoas. É domingo, 1 de julho, e Pauliana Valente Pimentel está de volta à vila que no ano passado a apaixonou quando por lá fez retratos da juventude de São Miguel. Não visitou apenas Rabo de Peixe, andou por Ponta Delgada, Relva, Pico da Pedra, vários locais, e assim nasceu a série fotográfica “O Narcisismo das Pequenas Diferenças”, com paisagens que fogem ao bilhete postal e rapazes e raparigas de origens sociais muito diferentes, uns que aprendem a montar e frequentam salões do Clube Micaelense, outros que são filhos de pescadores e vendem fruta na cidade. Destes conhecemos quatro: Lizandro Ferreira, 23 anos; Carla Pinheiro, 21; Hélio Costa, 23; e Hélder Cabral, 22, que alguns tratam por Nina. Miúdos misteriosos que se tornaram personagens das fotografias.

Ao fim da tarde, eles vão assistir à projecção das imagens no Centro Comunitário e de Juventude de Rabo de Peixe, a poucos minutos da casa onde vivem todos juntos com as famílias, e hão de contar-nos que conheceram a fotógrafa nas Festas do Divino Espírito Santo de 2017 e que “a maneira que ela tem de trabalhar leva coisas muito bonitas para as fotos” e que ser jovem na vila “é fácil, mas não é fácil”. Nina vai desabafar. “Para a pessoa que eu sou, não é muito fácil, há muitos preconceitos, tenho que aturar em casa e tenho que aturar cá fora.”

Vamos ouvi-los ao fim da tarde, mas por enquanto é de manhã e acabámos de chegar a Rabo de Peixe.

Do Dubai para os Açores

Foi como se a fotógrafa tivesse voltado para agradecer às personagens dos retratos e dizer que não caíram no esquecimento. Tínhamos arrancado de Ponta Delgada pelas 10 horas, em direção à costa norte, 20 minutos numa carrinha conduzida pelo arquitecto João Costa, de 28 anos, um dos produtores do festival Walk & Talk, que organiza a projeção das fotos. Já estiveram expostas na Galeria Fonseca Macedo durante o Festival Tremor, em março, porém, desta vez, não teremos imagens impressas nem colecionadores de arte contemporânea, antes um “slide show” de 20 minutos com fotos novas e música ao vivo em sala escura. Rabopeixense ao volante, João Costa lamentou durante a viagem que muitos jornalistas só se preocupem com a pobreza e os problemas sociais da vila. Que os há e chamam-se desemprego, analfabetismo, alcoolismo. Na carrinha, aos solavancos, Pauliana escolheu outro caminho e começou a falar do mundo islâmico, só aparentemente sem motivo.

“O Narcisismo das Pequenas Diferenças” é o título da série fotográfica, com retratos de jovens açorianos

“A primeira vez que estive no Dubai foi há três anos e gosto muito de lá ir fotografar. É um projeto a longo prazo, já expus algumas imagens em Lisboa e agora hei de expor no Dubai. Quero retratar aquele universo falso, aquela realidade faustosa e plástica e também um pouco a questão das mulheres e dos jovens. Estou a fotografar árabes, eles não são nada abertos, e eu sou mulher, preciso de tempo para entrar na vida deles. Não tenho de andar de véu, mas ando, porque quero estar com eles e prefiro estar mais de acordo com aquela sociedade. Até agora não tive problemas. Gosto de estar e fazer as coisas que eles fazem.”

Seguimos nos bancos de trás. João Costa tem ao lado António Pedro Lopes, do Tremor, que veio espreitar e ajudar. Antes de saírem de Ponta Delgada tinham ido ao largo do Teatro Micaelense apanhar a mesa de som que fez a festa de abertura desta 8ª edição do Walk & Talk, que só termina no dia 14. Depois foram buscar um projetor de vídeo ao quarto andar do Centro Comercial Sol-Mar, um dos locais de apresentação do festival deste ano. Ali, por estes dias, vê-se a exposição “Untitled (How Does it Feel)”, com curadoria de João Mourão e Luís Silva.

Aos solavancos, Pauliana mantém-se nos Emirados Árabes.

“Descobri que há uma duna gigante no deserto e eles ao fim de semana vão fazer corridas de carros, uma coisa surreal, parece o ‘Mad Max’. É só homens. Aquela duna, por si só, dá um trabalho. Fui uma vez com um amigo polícia lá do Dubai, porque se não estivesse com ele nem me tinham deixado ficar. Perto da duna há uma zona de comes e bebes, fui beber um café e andavam os homens todos a rodear-me e a perguntar quem eu era. Teria tido problemas se não fosse este amigo que é polícia e já tem alguma idade. As mulheres lá estão em casa. É o que é. Claro que não acho bem, mas não vou estar a julgar uma sociedade e uma religião que não são minhas. Sinto-me muito bem nos países islâmicos. No Dubai há um grande constaste entre os estrangeiros e os locais. Na praia, tens a mulher toda tapada, que vai vestida para dentro de água, às vezes até de sapatos, e ao lado podes ter uma russa de fio dental a fazer ‘selfies’ e a mostrar o rabo.”

“Vais sozinha para Rabo de Peixe com a máquina fotográfica?”

Uma vez, num curso de fotografia da Gulbenkian, disseram-lhe que tinha um estilo parecido ao de Nan Goldin, o que estaria muito bem não fosse Pauliana pouco saber, nessa altura, da americana que tinha mostrado prostituição e travestismo na década de 80. Semelhanças apenas no olhar de quem disse. Lisboeta nascida em 1975, começou a fotografar há 18 anos e hoje é descrita como artista visual. Fez aulas com David Alan Harvey, do coletivo Magnum, e com Amy Arbus, que é fotógrafa e todos conhecem como filha de Diane Arbus. Terá o estilo de Paulina alguma semelhança com o da retratista dos “freaks” de Nova Iorque? Também estudou fotojornalismo e trabalhou para jornais e revistas, hoje menos, e usa um método idêntico ao dos repórteres fotográficos, mas tem tempo, ou dá-se tempo, e estes não.

"Tenho uma relação tão forte com as situações que fotografo e estou tão presente que me é muito difícil editar de imediato. Preciso de esperar para escolher as imagens com objetividade. Quando vim fazer este trabalho sabia que queria retratar a juventude de São Miguel."

Há cerca de um ano, andou por Rabo de Peixe durante cinco dias a recolher contactos e a conhecer gente, aproveitando as Festas do Espírito Santo, que é quando as casas de Rabo de Peixe ficam de porta aberta a servir comida a quem queira entrar. “Lembro-me perfeitamente de ter chegado e de achar tudo muito bonito, só via postais ilustrados e não conseguia começar a fotografar porque essas imagens não me interessavam.” Voltou umas semanas depois, com o olhar mais arrumado, para 10 dias de fotos. E meses mais tarde teve outras duas semanas intensas de trabalho. Tudo junto, deu um mês. “Na última fase dormia numa residência de estudantes em Ponta Delgada. Foi durante o Walk & Talk do ano passado. Muitas vezes, saía já à noite de Rabo de Peixe, à boleia, numa carrinha de caixa aberta que ia de propósito a Ponta Delgada para me levar. Não sou de chegar e fotografar alguém. Preciso de intimidade, de entrar na casa das pessoas, no quarto, na sala-de-estar. Mas não sou eu que escolho o cenário, as pessoas é que me levam lá.”

Habituada ao grão da imagem, à profundidade, a ter tudo focado do princípio ao infinito, não se dá com máquinas digitais. Conta-nos isto à chegada à vila. “É como se olhasses para uma pintura a óleo e depois para uma fotocópia. Para mim, é a diferença entre película e digital.” Também não revela os negativos assim que termina o trabalho, porque precisa de tempo para pensar. “Tenho uma relação tão forte com as situações que fotografo e estou tão presente que me é muito difícil editar de imediato. Preciso de esperar para escolher as imagens com objetividade. Quando vim fazer este trabalho sabia que queria retratar a juventude de São Miguel. Mas depois precisei de distância e de descobrir o que queria realmente mostrar e que mensagem transmitir. A edição, às vezes, pode alterar a ideia de partida.”

Pauliana tem fotos nas coleções da Gulbenkian e da Fundação EDP, o que significa reconhecimento do mercado da arte contemporânea. Foi finalista do prémio mais importante de fotografia em Portugal, o Novo Banco Photo, em 2016, ano em que apresentou no Museu Coleção Berado a série “Quel Pedra”, sobre jovens transgénero no Mindelo, Cabo Verde. Em 2012 criou a série “Jovens de Atenas”, na Grécia. As ilhas, os sítios fechados, a juventude, os cenários complexos. É por isso que continua a falar do Dubai neste domingo quando chegamos a Rabo de Peixe.

“Lá também tenho seguido os jovens, porque são aqueles que ainda acreditam que podem mudar o mundo. Gosto de realidades que as pessoas não conhecem, e muitas vezes não conhecem porque têm medo. O mundo islâmico é um bocado isso e Rabo de Peixe também. Algumas pessoas de São Miguel parece que têm medo de Rabo de Peixe. Houve quem me perguntasse no ano passado: ‘mas vais sozinha para Rabo de Peixe com a máquina fotográfica, não tens medo de ser roubada?‘. Claro que não tinha medo. Se é para ir fazer um trabalho com medo, prefiro não ir. Gosto do desafio da descoberta. Aqui fui muito bem recebida, senti-me em casa.”

Uma família em liberdade

Em terra de pescadores, a fé vai sempre ao mar e abastece-se em terra. A igreja paroquial do Senhor Bom Jesus, no Largo António Vieira, está quase cheia para ouvir a missa de um padre com sotaque brasileiro, enquanto na Rua do Passal, aqui ao lado, outro tipo de devotos enche o café Pereira. Apenas homens. E por isso Paulina traz memórias do ano passado.

“Às tantas, quando eu vinha aqui para os cafés, ficavam todos a olhar para mim e a quererem pagar-me bebidas. Eu já era conhecida. Uma rapariga que eu quis fotografar num café disse-me logo que não, porque em Rabo de Peixe uma mulher que vai a um café é como uma prostituta. Por isso é que há bocado me lembrei de falar do mundo islâmico. Houve duas mulheres que conheci no cais e queriam ser fotografadas, estavam mesmo interessadas, e quando perguntaram aos maridos eles não deram autorização. Elas não vão contra a opinião deles. Nesse aspecto, é quase islâmico. Ao mesmo tempo, há várias pessoas homossexuais ou transexuais em Rabo de Peixe. Não sabia antes de vir, descobri aqui, mas ainda estou a tentar perceber. Há muitos contrates. Aqui são todos muito protectores uns dos outros, é como uma família enorme. As crianças andam pelas ruas, são criadas em liberdade.”

Rabo de Peixe tem o maior porto de pesca do arquipélago, ampliado em 2014 numa obra de 16 milhões de euros. É também a maior vila do concelho da Ribeira Grande: quase 10 mil pessoas. Dois terços não votam e os restantes confiam no PS e no PSD. Até há poucos anos, era conhecida como a freguesia mais pobre da União Europeia e quando a carrinha do Walk & Talk atravessa a vila a primeira imagem que se quer ver é a do cenário cinzento que há décadas nos têm apresentado.

“Isto é uma vila grande, com muitos problemas, mas as pessoas aqui não te deixam morrer. Se pedires ajuda, não te deixam mal. É verdade que os homens mandam mais, mas já vi aqui muitas mulheres mais decididas do que eles.”

João, António e Pauliana entram no Centro Comunitário e de Juventude e começam por ajudar uma funcionária a tirar mesas e cadeiras da sala, porque querem espaço livre para a projeção das fotos, apenas uns lugares sentados para quem não possa ficar no chão. Também já chegou Bruno Sousa, outro dos produtores do festival, e chegam os músicos para ensaios: o saxofonista João Tavares e o homem dos sintetizadores, Ricardo Goulart Reis.

A fotógrafa anda de um lado para o outro e disfarça a ansiedade. “Isto tem tudo para funcionar”, garante. “Estive ontem em São Vicente a ensaiar com os músicos, eles viram as imagens e só lhes disse que queria um ambiente sonoro que remetesse para a ilha, para os vulcões, para o mar, para as baleias, para os barcos. Está tudo pensado.”

Paula Gaipo é a funcionária. Pega no balde e na esfregona e enquanto limpa a sala conta que trabalham ali psicólogas e assistentes sociais da Santa Casa da Misericórdia, da Câmara da Ribeira Grande e do Governo Regional. São 16 mulheres num antigo mercado agrícola convertido em 2008 e inaugurado pelo então presidente do governo, Carlos César. “Isto é uma vila grande, com muitos problemas, mas as pessoas aqui não te deixam morrer. Se pedires ajuda, não te deixam mal. É verdade que os homens mandam mais, mas já vi aqui muitas mulheres mais decididas do que eles.”

Montam o projetor, testam o som, a manhã avança e a hora do almoço vai-se empurrando, porque falta sempre alguma coisa. Pauliana pede aos produtores para taparem uma janela sem persiana, rente ao teto, que deixa entrar muita luz para a sala e eles sobem e descem um escadote para resolverem o caso, até que são quase duas da tarde e a fotógrafa decide ir almoçar ali perto, ao restaurante O Pescador, que conheceu no ano passado.

“Não façam poses, este é o vosso dia a dia”

O resto da tarde tem pouco que contar, horas a ensaiar o som e a imagem, até que de repente chegam os quatro misteriosos de Rabo de Peixe, pouco antes da sete, e entram no Centro Comunitário em passada rápida. Viram algumas fotos em março na Galeria Fonseca Macedo e também no Facebook e nas páginas do “Açoriano Oriental”.

"Há muitos contrates. Aqui são todos muito protectores uns dos outros, é como uma família enorme", diz Pauliana Valente Pimentel

“A minha avó viu no jornal e adorou”, diz Carla, empregada doméstica, sobrinha de Lizandro, vendedor de cachorros e pipocas. Abraçam-se à fotógrafa e contam novidades, vão comprar uma cerveja antes de se sentarem numas escadas para uma breve conversa sobre a experiência de terem sido personagens. Parece que o nervosismo os obriga a abreviarem respostas. “A Pauliana estava aqui durante o Espírito Santo e achou-nos interessantes para fazer fotos”, resume o tio. “Convidámos a Pauliana para ir à nossa casa, ela queria as fotos no nosso ambiente de todos os dias”, prossegue a sobrinha. “Trouxe a câmara, conversámos um bocado e do nada ela disse que queria tirar as fotos e fomos experimentando em várias situações.” Hélio Costa, o mais calado, trabalha num quiosque de fruta em Ponta Delgada. “Ela pediu-nos para não fazermos poses, para sermos nós, para estarmos como no dia-a-dia.”

Entretanto, chega Nina, trazida por Pauliana para se juntar à conversa, e explica que vai voltar a estudar para fazer um curso de esteticista, que é o trabalho que a realiza. Atalha Carla: “A maneira que ela tem de vestir não é bem vista, nós somos amigos e percebemos isso.”

Nina gosta de conversar. “Quando estamos os quatro ainda dá para ter um bate-boca, mas eu sozinha não vou conseguir. Não podemos dar um passo que eles começam logo a rir ou a chamar nomes. Cara a cara não, mas falam por trás. Acho uma falta de respeito, porque somos iguais a qualquer pessoa. Não estou a dizer que são todos assim, mas há alguns homofóbicos. Considero-me homossexual, já estive no processo de ser transexual, aconteceram uns problemas de saúde e não consegui ir para a frente, mas em toda a ocasião gosto que me tratem no feminino. Desde criança, sempre gostei do lado feminino, nunca gostei do lado masculino, e isto nunca vai mudar. Fui capaz de vestir um top com 12 anos. O meu pai não achou graça, claro. Depois, aos 15, comecei a usar top definitivamente e acabou. E sou muito feliz assim, mudava-me para mulher, sim, para me satisfazer a mim. Sou muito grata por ter nascido assim, mas se tivesse nascido mulher era ainda mais grata.”

“Evitei fotografar paisagens conhecidas, porque o trabalho é feito para as pessoas de cá e elas já conhecem os sítios, optei por paisagens interpretativas e não o clássico. Em relação aos jovens, não quis confrontar mundos. Claro que o contexto social é diferente, mas são da mesma ilha, vivem na mesma paisagem, têm coisas em comum."

Queixam-se, mas não querem dar uma imagem negativa da vila, por isso equilibram a conversa. Lizandro: “Nunca quis sair daqui, porque sou feliz neste meio, não há nada como estar na nossa terra”. Nina: “Em toda a parte há gente discriminada, não vou andar a saltar de freguesia em freguesia.” Carla: “Acho que eles noutra época não teriam conseguido viver isto assim. Vocês têm de ser sinceros: se fosse antigamente, era muito mais difícil.”

Temos todos os mesmos medos

Os quatro juntam-se a uma pequena multidão. O “slide show” começa pouco depois das sete, com sons graves que hipnotizam e um saxofone a improvisar. A sala vai-se tornando pequena, muito quente, cabem aqui moradores de Rabo de Peixe, convidados do Walk & Talk, os outros miúdos retratados e as famílias de outras paragens. Pauliana, às tantas, não disfarça o sorriso.

“O Narcisismo das Pequenas Diferenças”, um trabalho “para António Pedro”, lê-se no genérico. No princípio, antes dos retratos, surge o verde grandioso dos Açores. “Evitei fotografar paisagens conhecidas, porque o trabalho é feito para as pessoas de cá e elas já conhecem os sítios, optei por paisagens interpretativas e não o clássico. Em relação aos jovens, não quis confrontar mundos. Claro que o contexto social é diferente, mas são da mesma ilha, vivem na mesma paisagem, têm coisas em comum. No fundo, têm os mesmos medos, as mesmas emoções, as mesmas paixões.” Pauliana promete que ainda este ano mostra as fotos em Lisboa.

O jornalista viajou a convite do festival Walk & Talk

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