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Comecemos pelo espanto, pelo feito incrível que contribui para que hoje existam filmes sobre ele, para que um país cante com alegria e saudade e dance com samba os seus golos, seus dribles, as suas fintas de corpo, a espantosa velocidade com que contornava e se esquivava aos adversários, a técnica prodigiosa de quem cresceu com o futebol de rua e a bola colada ao pé.

O feito é este: Pelé despiu a camisola da Seleção Brasileira com apenas 30 anos, cedo para os padrões antigos e espantosamente cedo para estes tempos em que Ronaldo continua a marcar golos aos 36, mas foi a tempo de ganhar três “Copas do Mundo”, três Mundiais de Futebol. Nos seus pouco mais de dez anos a brilhar na Seleção, disputaram-se quatros Mundiais. Pelé, num Brasil que até aí nunca se sagrara campeão, ajudou o país em que nasceu a vencer três.

Nenhum jogador conseguiu tal coisa. E é verdade que, quando é momento de desvalorizar os seus feitos — porque Diego era o pecador que nos apaixonava a nós, humanos falhos, porque Messi parece fazer o mundo congelar quando a bola lhe chega aos pés, porque Ronaldo marca golos de todas as formas e feitios, porque Pelé foi arrumado pela dureza do português Morais naquele Mundial de 66 na Inglaterra… –, há quem lembre: pois é verdade, mas num dos Mundiais vencidos (o de 62) o seu contributo foi escasso, fruto de uma lesão que já durante a competição o atirou para o estaleiro. “E nunca jogou na Europa…”. Mas quando se chega ao Brasil, não há dúvidas: o rei é Pelé, o país é Pelé.

Para muita gente, amante de futebol ou não, Pelé é só nome: o nome de craque com que Edson Arantes do Nascimento se apresentava nos relvados, e jogava e marcava golos quando grande parte de nós ou ainda não era nascida ou não tinha idade para perceber o quão brilhante era o brasileiro nos relvados.

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