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Dois em cada 100 portugueses têm quadros clínicos de anafilaxia, os mesmos em que se têm verificado as reações alérgicas mais severas às vacinas contra a Covid-19. Mas o número de pessoas que efetivamente desenvolvem esse tipo de resposta às vacinas é tão baixo que dá confiança à comunidade científica para estar pouco preocupada: em média, 1,31 pessoas tiveram um choque anafilático por cada milhão de doses administradas. Oitenta e cinco porcento (85%) delas tinham algo em comum: um historial de alergias profundas e mais generalizadas. Nenhuma delas morreu.

Durante os ensaios clínicos, os cientistas encontraram vários efeitos secundários nas dezenas de milhares de voluntários que participaram nos testes. Os mais comuns foram dores no local da injeção, cansaço, dor de cabeça, dores musculares, arrepios, dores nas articulações e febre, como indica o próprio folheto informativo que acompanha os frascos onde são transportadas cinco doses de 0,3 mililitros da vacina. Mas nenhum deles causa estranheza aos médicos: são frequentes noutras vacinas e sabe-se porque é que acontecem. Mais: são mesmo um bom sinal, mesmo quando são desconfortáveis, porque significam que o corpo está a reagir.

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