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Michael M. Matias/Observador

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Marco Fernandes: "Falhar é importante para o sucesso, mas em Portugal é complicado"

O recém-líder da Portugal Ventures explica porque é que as apostas no empreendedorismo já não dependem de ciclos políticos e como é importante atrair investidores internacionais para o ecossistema.

Tomou posse como presidente da Portugal Ventures (PV) em junho, depois de José Epifânio da Franca ter dito “adeus” à liderança daquela que é a única sociedade pública de capital de risco no país. Cerca de dois meses depois, Marco Fernandes fala com o Observador sobre o ecossistema, o legado do seu antecessor, os desafios do capital de risco e a necessidade de atrair mais investidores internacionais.

Sem avançar com palpites, adianta que os sucessos recentes não se ficam por aqui. E que apesar de falhar ser importante para o sucesso, em Portugal ainda “é complicado”. E nem as eleições legislativas de 4 de outubro lhe levantam hesitações: as apostas no empreendedorismo já não dependem de ciclos políticos, diz. Na quinta-feira, há o terceiro Portugal Ventures Day, um evento aberto a toda a comunidade de empreendedores onde vão ser apresentadas várias startups apoiadas pela capital de risco.

"As apostas no empreendedorismo estão disseminadas pelo globo [...] é um tema que já não está dependente de alterações de ciclos políticos"

Estamos a menos de um mês das eleições legislativas. Acha que os resultados podem ter algum impacto na PV?

Não, eu penso que não. Hoje em dia as políticas públicas para o empreendedorismo estão mais ou menos generalizadas por todos os países ou pela maioria dos países. E portanto, é consensual que o empreendedorismo e a aposta nos jovens para criarem empresas de base tecnológica para o mercado global é algo que dá frutos no médio e longo prazo. Porque é aí que se vai criar riqueza, empregos qualificados, aumentar as exportações, também com forte pendor tecnológico. Nessa base, penso que independentemente dos resultados das eleições, aqui ou noutra parte do mundo, as apostas no empreendedorismo estão disseminadas pelo globo e é um tema que já não está dependente de alterações de ciclos políticos. Felizmente.

Mas acha que o Estado devia atuar para dinamizar mais o capital de risco? Ou acha que não devia meter-se?

Obviamente que no investimento e na criação de empresas, o core tem de ser privado. Agora, é importante que o Estado e os governos tenham também um incentivo e criem as condições que propiciem o aparecimento  de jovens empreendedores (ou menos jovens) que criem as suas empresas. Isto, porque na fase inicial das empresas, geralmente há muito risco associado, aquilo a que se chama “falha de mercado” – um palavrão que se usa sempre, mas que é verdadeiro, e que existe na fase inicial das empresas, sobretudo nas de base tecnológica, que têm um risco muito maior. E faz todo o sentido que haja uma intervenção pública. Como disse há pouco, se juntarmos a isto a importância da criação de startups de base tecnológica para a criação de emprego e de riqueza nos países, faz todo o sentido haver apoio público para a criação destas empresas, em fase inicial.

"Era importante criar-se algo que já existe em Inglaterra: incentivos fiscais para que haja cada vez mais pessoas a investir em novas empresas"

Fala em fases de investimento iniciais. Mas acha que o ecossistema está preparado para fases mais elevadas?

Já há vários exemplos e esperamos que num futuro próximo haja ainda mais exemplos de empresas que conseguiram captar Series A no estrangeiro. Já para não falar do nosso unicórnio Farfetch, que obviamente, já está num patamar muito mais acima, mas há outros casos que também já conseguiram. O que é importante para dinamizar mais o capital de risco é a questão de os coinvestidores, sejam eles pequenas empresas de capital de risco (que são muito importantes, porque não só investem como gerem deal flow qualificado) ou business angels.

Estes coinvestidores são muito relevantes e era importante criar-se algo que já existe em Inglaterra: incentivos fiscais para que haja cada vez mais pessoas a investir em novas empresas. Há pouco falou das eleições, esta era uma das medidas que se pode pensar para um futuro mais ou menos próximo:  incentivar cada vez mais o investimento e coinvestimento dos privados em conjunto com a PV, por exemplo. Acho que isso seria uma medida muito interessante.

Carlos Oliveira disse numa entrevista que existia um antes e um depois da Portugal Ventures no empreendedorismo português. Concorda?

Claro. Se nós virmos, a PV veio trazer um salto qualitativo em termos de apoio às startups, a nível de investimento. Não apenas quantitativo, por causa das verbas disponibilizadas, mas acima de tudo qualitativo. Porque organizou-se de forma bastante estruturada, em termos de áreas de negócios. Foi feito um trabalho de identificação: tecnologia, ciências da vida, medtech, turismo ligado a tecnologia, engenharia e indústria. Organizou-se dessa forma e depois criou-se um programa bastante estruturado e que tem efeitos a médio e longo prazo, que é o Programa de Ignição. Com este programa, a PV veio estruturar uma oferta para o mercado, que não havia em Portugal. E na minha opinião, é uma oferta que, mesmo comparando o benchmark com padrões internacionais, não fica nada atrás.

Uma coisa muito importante é que os hubs internacionais, de São Francisco, Boston, Berlim ou da Universidade de Austin, permitem levar as empresas para fora. É algo que é o passo seguinte, onde tem de se apostar muito: a internacionalização destas startups quer em termos de parcerias quer de clientes. Oura coisa são os coinvestidores de Série A ou de Série B – apesar de já haver algumas entidades que poderão num futuro mais ou menos próximo entrar nesse patamar, o que é facto é que esse mercado, esses investidores, estão lá fora.

Marco Fernandes está à frente da Portugal Ventures desde junho

Michael M. Matias/Observador

Era o que dizia há pouco. Esse investimento existe, mas com recurso a investidores internacionais.

Mas isso não é necessariamente mau. São capitais de risco que investem centenas de milhares de euros em startups, com muito mais experiência. Isso em si não é negativo, pelo contrário.

E é preciso atrair ainda mais investidores estrangeiros para Portugal e mostrar-lhes o que se passa aqui?

A resposta mais direta é: claro que sim. Em Portugal, todos nós sabemos que há uma falta generalizada de capitais, quer ao nível de grandes empresas quer ao nível de PMEs, etc. Obviamente que nas startups também há falta de capital para investir. Trazer investidores estrangeiros para Portugal não só é interessante como é útil e necessário para fazer crescer mais rapidamente todo este ecossistema. Porque depois não é só capital que eles trazem, é experiência, know-how, network… que depois permite alavancar as empresas. Na sexta-feira, vamos ter o Investor’s Forum com 16 investidores estrangeiros, como a Samsung Ventues, Index Ventures ou Munich Ventures, que já têm uma grande dimensão e que vêm a Portugal conhecer as nossas startups, cerca de 40, aos quais se juntam investidores nacionais.  Todo esse movimento contribui para atrai-los e para que Lisboa entre cada vez mais no radar.

E dentro dos investidores internacionais, europeus e norte-americanos, quais são aqueles que podem trazer mais-valias às equipas e produtos portugueses?

Os investidores europeus estão mais perto, estamos a duas ou três horas de Paris, Londres ou Berlim. Os americanos estão do outro lado do oceano e essa distância acaba por ter algum impacto. De qualquer maneira, a maior parte das nossas empresas acabam por ir para os nossos hubs em São Francisco ou em Boston. Ou seja, a distância pode criar alguma barreira, mas isso não impede que esses investidores também venham cá.

Acho que depende do tipo de negócio. Alguns projetos podem ser muito interessantes para a Alemanha, como os da área de engineering & manufacturing, onde a Alemanha é fortíssima. Aí, o hub de Berlim pode ser muito útil para fazer a ponte com esses investidores. Na área de web ou internet of things, se calhar São Francisco dá mais cartas. Boston, na área das ciências da vida, enfim… É difícil generalizar essa questão.

"Uma boa equipa numa ideia que nem é assim tão boa consegue levar o barco para a frente. Uma equipa que não é tão boa, com um projeto muito bom, pode não conseguir chegar a bom porto" 

Têm como objetivo investir 20 milhões de euros por ano. Como escolhem onde investir? O que andam à procura?

Isto parece um chavão, mas é a realidade: são projetos de base tecnológica, promovidos por empreendedores, a quem reconhecemos as qualidades e as competências para promovê-los a nível internacional. E que estejam virados para o mercado global. Obviamente que têm que ser diferenciadores e inovadores em relação ao que existe e portanto, é isto que se procura. Parece que é fácil, mas não é fácil encontrar estas características todas num projeto. Na nossa opinião, e tendo em conta a minha experiência, por vezes, a equipa acaba por ser mais importante do que a ideia ou a inovação do projeto. Isso é um ponto que é importante: a questão da equipa. Uma boa equipa numa ideia que nem é assim tão boa consegue levar o barco para a frente. Uma equipa que não é tão boa, com um projeto muito bom, pode não conseguir chegar a bom porto. A questão da equipa não é de desvalorizar.

E o que é uma boa equipa?

Uma boa equipa é alguém que não desiste, que vai à procura de clientes, parceiros, investidores, que não fica acomodado na zona de conforto. É é isso que nós procuramos.

Mas quem são os líderes que vos cativam? Como são estas pessoas?

Têm de ser pessoas que quando apresentam um projeto, demonstrem como é que vão desenvolvê-lo e implementá-lo. Têm de ser pessoas que de facto nos dêem alguma confiança de que vão conseguir implementar aquilo que estão a dizer. Isso é muito importante. E depois pessoas que, em termos de execução cumpram aquilo que acordámos com eles em termos de investimento. Temos uma filosofia de investimento que é a seguinte: definimos metas com as empresas e o nosso objetivo é que ao longo da execução do investimento essas metas vão sendo cumpridas. Logo aí, ao fim de dois, quatro meses, vamos percebendo, de facto, se os empreendedores estão ou não a cumprir com as metas que estabeleceram. É um processo interativo, onde tentamos perceber ao longo de seis meses, um ano, se conseguem ou não ir desenvolvendo o projeto da forma que nos prometeram inicialmente.

"A questão da aversão ao risco é algo natural, mas tem de ser combatida. A questão do empreendedorismo escolar é logo, na base, algo que pode contribuir para isso"

Fazem investimento numa fase muito inicial dos projetos. Mas estão preparados para fazer segundas rondas nessas mesmas equipas?

Sim, temos capacidade. Obviamente que quando entramos em séries mais avançadas, estamos noutro patamar, mas temos os follow-on, onde investimos um ano e meio depois do investimento inicial.

E estão preparados para fazer mentoria a equipas de várias áreas? Muitos destes empreendedores procuram dinheiro mas também procuram orientação.

Nós temos uma filosofia onde exigimos – ou quase exigimos – que os empreendedores tenham na sua equipa (board) um membro internacional, que tenha esse perfil de mentor de alto nível, preferencialmente estrangeiro, com experiência na área. Se possível, alguém que já tenha criado empresas com sucesso ou que seja um investidor de sucesso naquela área específica da empresa. E portanto essa é uma preocupação fundamental: termos alguém nas equipas com esse perfil. Além disso, também acompanhamos as empresas e aconselhamos as equipas a procurar esses mentores.

Antes de estar na Portugal Ventures, Marco Fernandes foi diretor-geral da DNA Cascais

Michael M. Matias/Observador

Vários especialistas internacionais já afirmaram que o investimento em Portugal ainda está muito avesso ao risco. E que os projetos ainda estão muito virados para o mercado local apesar de terem aspiração global. Concorda?

A questão da aversão ao risco é algo natural, mas tem de ser combatida. A questão do empreendedorismo escolar é logo, na base, algo que pode contribuir para isso. Obviamente que o empreendedorismo de base tecnológica é recente em Portugal. E portanto há algo que ainda não aconteceu e que é muito importante: empreendedores de sucesso, já com saídas feitas, que tornam a entrar no sistema. Geralmente, esses empreendedores de sucesso acabam por diminuir a aversão ao risco. E são esses que, depois, tornam a reinvestir em projetos de maior risco.

Penso que é esta alimentação do ecossistema que está a faltar e que nos próximos anos pode começar a acontecer, quando alguns empreendedores começarem a ter sucesso e a capitalizar aquilo que fizeram. E a poderem reinvestir em novas startups em Portugal. Penso que isso vai permitir alargar o leque de empresas apoiadas e se calhar a aversão ao risco não vai ser tão grande.

Então, tem de nascer no próprio ecossistema?

Eu penso que o grande salto vai ser quando isto acontecer: os empreendedores de sucesso retornarem ao sistema como empreendedores novamente – e aí já investem do seu próprio dinheiro –  ou então como investidores em novas empresas. Esse pode ser um grande salto para os próximos anos no ecossistema nacional. Porque já vêm com uma aversão ao risco minimizadas e estão disponíveis para arriscar de forma mais fácil do que outros, que têm maior receio.

"Não podemos dizer que todos os investigadores vão criar empresas, não é isso que se pretende. Mas muitos deles, se forem ajudados, podem ter perfis para criar empresas com base na ciência e tecnologia que estão a desenvolver"

Disse que esta era uma das coisas que faltava no ecossistema. Mas o que é que falta mais?

A questão das internacionalização das startups, que nós com os hubs contribuímos bastante. A questão dos mais jovens nas escolas, nas universidades, penso que é muito importante tomar medidas bastante ativas nessa linha. Se formo a ver, nos EUA e na União Europeia, há políticas concretas de apoio ao empreendedorismo escolar e jovem. Nas universidades, temos dois patamares: os jovens universitários que acabam os seus cursos e que querem criar empresas (muitos deles acabam por vir para a PV) e outro patamar que falta desenvolver, mas que é estruturante em termos de geração de deal-flow, não só para as capitais de risco e para o empreendedorismo como para o próprio país – a questão da Ciência e da Tecnologia. E aí há um trabalho que tem de ser feito e que não é fácil: dinamizar o potencial, que é muito, dos investigadores portugueses.

Não podemos dizer que todos os investigadores vão criar empresas, não é isso que se pretende. Mas muitos deles, se forem ajudados, podem ter perfis para criar empresas com base na ciência e tecnologia que estão a desenvolver, juntamente com cofundadores. E penso que isso é algo que pode ter um impacto brutal em Portugal. Mas não é a curto prazo. Tem de se esperar quatro, cinco anos, para se medir o verdadeiro impacto. E há bons exemplos lá fora, que podem ser transferidos e adaptados. Mas é um área que acho que pode ter um grande impacto, juntamente com a fiscalidade, para levar pequenos coinvestidores a apostarem em novas empresas.

O que espera das empresas e equipas em que investem?

Esperamos que tenham sucesso. O objetivo é que ao fim de uns anos saiam com uma mais-valia. É esse o objetivo, que essas equipas retornem ao sistema se tiverem sucesso, que alimentem novamente o sistema.

"O que falha por vezes é o facto de o mercado não estar disponível para o produto que se pretende vender ou a concorrência desenvolveu algo que é melhor"

E onde é que os empreendedores mais têm falhado?

Não se pode dizer que os empreendedores falham em termos pessoais. O que falha por vezes é o facto de o mercado não estar disponível para o produto que se pretende vender ou a concorrência desenvolveu algo que é melhor. Ou desenvolveu mais rápido. Na prática, muitas vezes, é isso que acontece. Mas não se pode dizer, em termos pessoais, se os empreendedores falham. Obviamente que há casos extremos em que isso pode acontecer, se o empreendedor de facto não for pro-ativo, não procurar clientes ou investidores no estrangeiro. Agora, partindo do pressuposto que os empreendedores em que investimos têm as características que temos vindo a falar, onde geralmente se falha é no mercado. O mercado, por vezes, ainda não está aberto para aquele produto que se pretende vender.

E os investidores? Quais têm sido os principais erros?

O ecossistema está ainda a desenvolver-se, o investimento em startups de base tecnológica tem três, quatro anos. Não há assim grandes erros… A PV, quando foi criada, fez um trabalho de pesquisa a nível internacional do que de melhor era feito nesta área. Houve aqui um ciclo de aprendizagem que foi muito rápido, porque na verdade foi estudar-se o que já foi feito e, portanto, houve muitos erros que não se cometeram. Não sei se se pode falar em erros mais abrangentes, mas em termos de conceção dos investidores, dos programas, da estratégia de investimento, não se pode falar em erros. É natural o processo da estratégia de investimento. Há startups que podem correr muito bem, outras razoavelmente, outras não vão correr. É normal, isso acontece em qualquer parte do mundo. Só quem não anda nestas áreas é que pode pensar de outra maneira.

"Temos quase a certeza que nos próximos meses vamos ter mais alguns casos de sucesso na Portugal Ventures"

Mas falhar é importante para o sucesso.

Falhar é importante para o sucesso, mas falhar em Portugal às vezes é complicado. Principalmente nalguns projetos de empreendedorismo, onde os empreendedores acabam por comprometer mais do que propriamente o seu tempo, porque comprometem capital próprio. Deles ou de investidores. Portugal é um país onde falhar ainda não é visto como está a dizer. Noutros países sim, mas Portugal está a caminhar: falhar dentro daquilo que é razoável, ou seja, falhou-se, tentou-se, mas de facto o mercado não quis o produto. Mas é importante, porque é isso que também pode levar mais pessoas a arriscar, a não ficar com esse estigma de que se criou uma empresa que não correu bem. Isso é muito importante também.

E falando de coisas que correm bem. Tivemos a Farfetch, que é a primeira empresa de origem portuguesa a entrar no clube dos Unicórnios. Palpites para os próximos grandes sucessos portugueses?

Essa é a pergunta mais difícil que colocou. Há várias empresas de base nacional que estão lá fora e que têm muito boas perspetivas e aqui na PV, felizmente, já temos algumas que nos próximos tempos podem dar aqui um salto muito interessante. Não vou, neste momento, dizer aqui quais são. Mas por exemplo, a AnubisNetworks, foi integrada numa empresa americana e é um caso de sucesso muito interessante, que devia ser estudado em termos de benchmark para outras empresas. Temos quase a certeza que nos próximos meses vamos ter mais alguns casos de sucesso na Portugal Ventures.

Conversamos dois meses depois de assumir a liderança da PV. Que desafios encontrou?

Os principais desafios foram, obviamente, integrar uma equipa que ao longo dos últimos três anos tem tido um papel decisivo e dado um contributo essencial para o empreendedorismo de base tecnológica em Portugal. E, portanto, integrar este comboio em andamento, em grande velocidade e muito bem comandado é sempre um grande desafio.

O seu antecessor, Epifânio da Franca, teve um papel muito importante no empreendedorismo português. Como é conviver com esse legado?

É muito positivo. É óptimo. Houve alguém antes de mim que fez um excelente trabalho e, por isso, a base de partida é óptima. Eu próprio venho do ecossistema empreendedor, de uma agência de empreendedorismo, onde todos os dias também apoiava empreendedores na captação de investimento e financiamento. E também por aí acaba por ser uma continuidade na minha atividade.

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