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Ao todo são 59 as mulheres que outras duas, Luísa V. de Paiva Boléo e M. Margarida Pereira-Müller, reuniram em “As Primeiras — Pioneiras Portuguesas num Mundo de Homens”.

E se Maria de Lourdes Pintasilgo, primeira primeira-ministra portuguesa, ou Manuela Ferreira Leite, que, além de primeira presidente de um partido político, foi também a primeira a desempenhar os cargos de ministra de Estado e das Finanças, seriam sempre obrigatórias, o que não faltam são biografias de mulheres com nomes menos sonantes, mas reconhecíveis. Ou até completamente desconhecidos, como o de Patrícia Pinto que, depois de uma passagem pelo Exército, se converteu, em 2000, na primeira mulher aos comandos dos comboios da CP.

“O objetivo desta nossa obra ‘As Primeiras – Portuguesas Pioneiras num Mundo de Homens’ é ajudar a retirar da sombra as vidas, vivências e legado de mulheres portuguesas que tiveram a coragem de se emancipar e serem pioneiras numa determinada área, muitas vezes contra tudo e contra todos”, explicam as autoras na introdução.

No ano em que “duas mulheres vão liderar, pela primeira vez, duas importantes instituições europeias – a Presidência da Comissão Europeia e o Banco Central Europeu”, quiseram reunir numa “obra abrangente” as mulheres que em Portugal foram as primeiras. Para isso, mergulharam em bibliotecas, arquivos familiares, hemerotecas e centros de documentação e desdobraram-se em entrevistas, com as próprias pioneiras, familiares ou amigos.

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