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Responsabilidade social – fazer o melhor por todos

Muito mais do que uma moda ou tendência, a responsabilidade social é o reflexo de uma mudança global que tem sido acentuada nos últimos anos: contribuir para o bem maior de todos é o grande objetivo.

É tema recorrente e faz parte da agenda da maior parte das empresas, mas a verdade é que o seu significado nem sempre é amplamente compreendido pela sociedade. Ainda assim, é talvez das práticas empresariais mais simples e acolhidas por toda a gente, sem hesitações. Porque mais não é do que a concretização de um princípio simples: redistribuir os lucros por quem contribui para os gerar.

Já em 2001, a Comissão Europeia definiu, no Livro Verde sobre o tema, o conceito de responsabilidade social como “a integração voluntária de preocupações sociais e ambientais por parte das empresas nas suas operações e na sua interação com outras partes interessadas”. Ou seja, em causa está uma decisão livre tomada pelas empresas, sem qualquer tipo de pressão governamental ou aliciamento fiscal, com vista a beneficiar um coletivo, quer se trate dos colaboradores ou da comunidade.

A responsabilidade social na prática

Existem muitas formas de uma empresa pôr em prática o intuito de ser socialmente responsável, e um dos caminhos pode ser a criação de um prémio nesta área. Foi essa precisamente a decisão da MSD Portugal, que, em 2012, criou o Prémio Maria José Nogueira Pinto, para distinguir projetos na área da responsabilidade social.

“Tendo o rosto e o espírito de uma cidadã exemplar, que muito fez para ajudar o próximo, a MSD tem conseguido, ao longo destas sete edições do prémio, conferir um impulso a projetos que fazem a diferença na vida das pessoas”, explica, em entrevista ao Observador Lab, Vítor Virgínia, diretor-geral da MSD Portugal.

“Tendo o rosto e o espírito de uma cidadã exemplar, que muito fez para ajudar o próximo, a MSD tem conseguido, ao longo destas sete edições do prémio, conferir um impulso a projetos que fazem a diferença na vida das pessoas”
Vítor Virgínia, diretor-geral da MSD Portugal

Apoiar a inclusão social, promover literacias, esbater assimetrias e combater estigmas são algumas das muitas metas pretendidas com este galardão, que já distinguiu 30 projetos oriundos de todo o país, entre primeiros prémios e menções honrosas.

Apoiar pessoas com demência sem as tirar de casa

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E se fosse possível prestar apoio especializado e gratuito a pessoas com demência no seu domicílio, retardando o mais possível a ida para um lar? Este é o princípio do projeto vencedor da edição de 2019 do Prémio Maria José Nogueira Pinto. A psicóloga clínica Tânia Silva, que integra o Serviço de Apoio Domiciliário à Demência (SADD) da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro, explica em que consiste exatamente este serviço pioneiro e a importância de ter vencido o prémio.

O que é e como funciona o Serviço de Apoio Domiciliário à Demência?
O SADD presta cuidados especializados gratuitos, multidisciplinares, individualizados e personalizados, no domicílio, à pessoa com demência e ao seu cuidador, retardando uma institucionalização e permitindo à pessoa continuar a viver no seu meio habitual de vida, com qualidade. Este serviço atua também de forma preventiva, oferecendo estratégias de intervenção precoce, quando são detetados fatores de risco associados a sinais de desenvolvimento de processo demencial. Providencia ainda formação às famílias e à população, combatendo o estigma e os mitos associados.

Este serviço é atualmente cofinanciado pela Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro e pela Câmara Municipal de Mogadouro [CMM], continuando a ser totalmente gratuito para os utentes e seus familiares, e faz-se constituir por uma equipa de trabalho multidisciplinar que compreende as especialidades de neurologia, enfermagem, psicologia clínica e animação sociocultural. Garantimos um acompanhamento de 24 horas, sete dias por semana, intervindo também em situações de crise.

Qual tem sido a recetividade dos doentes e familiares?
Previu-se inicialmente que este projeto viesse a ter grande impacto no bem-estar e na qualidade de vida dos utentes e suas famílias. Verificamos que estes objetivos têm sido atingidos, evidenciando-se no atraso da progressão da demência, num controlo eficaz de sintomas, na redução da sobrecarga do cuidador com aumento da perceção de qualidade de vida e na possibilidade de o utente permanecer mais tempo no seu meio habitual. No fundo, o SADD constitui uma ação social inovadora, tendo gerado uma nova solução que vai além da complementaridade às respostas tradicionais existentes. Inicialmente, previmos um teto de 30 utentes no final do segundo ano de funcionamento, sendo que o número efetivo de utentes ativos foi superior ao dobro a essa data.

O que significou terem ganho o Prémio Maria José Nogueira Pinto?
A conquista deste prémio veio validar o nosso esforço e empenho ao longo de dois anos de funcionamento. Foi extremamente recompensador para a equipa e trouxe uma luz no sentido da continuidade desta prestação de serviços. Após a atribuição do prémio, foi anunciada, pelo presidente da CMM, a intenção de cofinanciar o serviço, e acreditamos que este prémio tenha sido facilitador da nossa continuidade, uma vez que veio consolidar publicamente que este apoio é, de facto, de excelência e efetivo, fazendo a diferença na vida das pessoas. Relativamente ao valor do prémio em si, propusemo-nos facultar gratuitamente aparelhos de geolocalização aos nossos utentes com risco de fuga ou de se perderem, devido ao processo demencial. De momento, estamos a ultimar os pormenores para obter um dispositivo sob a forma de relógio, que possibilitará saber a posição exata do utente, através de um sistema de GPS, que funcionará 24 horas por dia e que podemos monitorizar em plataforma web.

As candidaturas à 8.ª edição do prémio já estão abertas e decorrem até 15 de julho. Só no ano passado, foram 107 os projetos concorrentes, inseridos em várias áreas de intervenção social e provenientes de instituições privadas de vários pontos do país.

3 fotos

Este é um prémio atribuído anualmente no valor de dez mil euros, sendo entregues ainda mil euros a cada menção honrosa.

15 de julho

Limite para as candidaturas ao Prémio Maria José Nogueira Pinto, que decorrem exclusivamente online

A importância do setor social

É na intervenção social que o Prémio Maria José Nogueira Pinto encontra a sua expressão, sendo aquele um setor fundamental para apoiar grupos em situação mais vulnerável, os quais ficaram ainda mais expostos em consequência da crise trazida pela pandemia de Covid-19. Vítor Virgínia reconhece a situação, sublinhando que “as instituições particulares de solidariedade social [IPSS] são um elemento essencial da assistência às pessoas e famílias no nosso país, fazendo um trabalho ímpar, diário”.

“o Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social é para estas IPSS e tem como objetivo reconhecer um trabalho tantas vezes feito em muito difíceis circunstâncias, sem holofotes, mas com inovação e empenho na solidariedade e respeito pelo outro"
Vítor Virgínia, diretor-geral da MSD Portugal

Todavia, e porque “infelizmente, são muitos os problemas que nos assolam como sociedade”, constata que “a pandemia veio intensificar problemas que já existiam, de luta contra a pobreza e exclusão social, desigualdades e isolamento de uma franja cada vez maior da nossa população, que envelhece ainda com muitos anos de doença pela frente, pouca qualidade de vida e, mais vezes do que gostaríamos, votados a uma solidão desumana”. Nesse sentido, sublinha que “o Prémio Maria José Nogueira Pinto em Responsabilidade Social é para estas IPSS e tem como objetivo reconhecer um trabalho tantas vezes feito em muito difíceis circunstâncias, sem holofotes, mas com inovação e empenho na solidariedade e respeito pelo outro”.

€10 mil

é o valor do primeiro prémio

Ainda assim, à questão sobre a pertinência destes prémios, o responsável é taxativo: “Gostaríamos que não existissem, para ser totalmente franco, seria bom sinal”. Mas, tendo em conta que “não nos podemos desligar da realidade”, a qual “é avassaladora na forma como evidencia problemas que afetam os mais vulneráveis”, Vítor Virgínia admite que “reconhecimentos e contributos como estes, de entidades como a MSD, são complementos a uma atividade que só pode ter bons resultados se usufruir de um trabalho conjunto entre Estado, entidades e instituições não governamentais e do setor privado”.

1000 euros

são atribuídos a cada menção honrosa

Missão: inovar e disponibilizar ao mundo

Mas se é verdade que o momento atual é de exceção, também é verdade que a união em prol de um bem maior tem provado ser uma das receitas para se conseguir vencer a crise. Espírito de união tem sido, aliás, algo que nunca faltou à MSD, fazendo parte dos seus propósitos e missão. Vítor Virgínia diz-nos isso mesmo: “É certo que o momento atual releva a importância da união e da contribuição coletiva, acreditamos que esta deve ser uma constante para abordar os problemas sociais com os quais lidamos, e praticamo-lo com diversas iniciativas a nível local e mundial”.

“É certo que o momento atual releva a importância da união e da contribuição coletiva, acreditamos que esta deve ser uma constante para abordar os problemas sociais com os quais lidamos, e praticamo-lo com diversas iniciativas a nível local e mundial”
Vítor Virgínia, diretor-geral da MSD Portugal

Sendo a MSD uma companhia global, inserida em diferentes contextos e realidades, há várias preocupações que são constantes, nomeadamente, o acesso a medicamentos. “São diversas as nossas atuações ao nível da responsabilidade social, com programas bem estabelecidos”, explica o diretor-geral, enumerando iniciativas como a MSD for Mothers, que visa reduzir a mortalidade materna e neonatal no mundo, ou ainda o compromisso — assumido pela companhia, há 25 anos, de doar ivermectina “na quantidade necessária durante o tempo necessário” — para eliminar a oncocercose, infeção vulgarmente conhecida como cegueira dos rios, a segunda principal causa de perda de visão a nível mundial. “Dimensionamos a responsabilidade social de acordo com a nossa capacidade de resposta, com impacto, a problemas nas comunidades em que estamos inseridos”, sintetiza.

“Dimensionamos a responsabilidade social de acordo com a nossa capacidade de resposta, com impacto, a problemas nas comunidades em que estamos inseridos”
Vítor Virgínia, diretor-geral da MSD Portugal

Presente em Portugal há 50 anos, a MSD revela-se, desde sempre, fiel aos princípios de inovação e melhoria contínua da saúde e do bem-estar das populações, destacando-se em áreas como o tratamento do cancro, combate ao VIH/SIDA, ébola, resistência antimicrobiana e vacinas, entre muitas outras.

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