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Cristiano Ronaldo é o terceiro jogador da seleção nacional a testar positivo ao vírus da Covid-19

AFP via Getty Images

Cristiano Ronaldo é o terceiro jogador da seleção nacional a testar positivo ao vírus da Covid-19

AFP via Getty Images

Ronaldo fora de jogo. Passo a passo, veja os movimentos de CR7 nos últimos 15 dias /premium

Turim, Lisboa, Paris, e Lisboa de novo. Antes de testar positivo, Ronaldo saltitou pela Europa, sempre dentro de bolhas. Primeiro a da Juventus, depois a da Seleção. Nem assim se livrou do vírus.

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Nesta coisa das superstições, não há como o mundo do futebol. Dois dias depois de Cristiano Ronaldo ter apontado a Ali Daei, o azar bateu-lhe à porta. Infetado com o vírus da Covid-19, CR7 vai falhar a partida de Portugal contra a Suécia — o que significa menos um jogo para o atleta de 35 anos marcar os 8 golos que o separam do iraniano e tornar-se o melhor marcador de sempre em seleções nacionais.

Nesse dia 11 de outubro, quando os campeões europeus defrontaram em Paris os campeões do mundo de futebol, Cristiano Ronaldo já estava na fase de incubação. Esse período, que decorre desde a exposição ao coronavírus até ao surgimento de sintomas, está estimado entre 2 a 14 dias pelas autoridades de saúde.

Cristiano Ronaldo está infetado com Covid-19 e não joga com a Suécia. Capitão está assintomático e em isolamento

Por onde andou Ronaldo durante essas duas semanas? Turim, Lisboa, Paris e, de novo, Lisboa, mas nunca em viagens glamorosas, como seria de esperar de um dos melhores jogadores do mundo. Entre a Juventus e o início do estágio da seleção portuguesa, Ronaldo saltitou pela Europa, sempre dentro de bolhas. Primeiro com os bianconeri, depois com os convocados de Fernando Santos. Nem assim se livrou do vírus.

Vamos olhar para o trailer do filme, que recua de 13 de outubro até final de setembro.

Portugal: a jantarada da seleção

12 de outubro — 13 de outubro

É a última fotografia no perfil de Instagram de Cristiano Ronaldo. Data: 12 de outubro, 21h46. Os jogadores da seleção nacional estão sentados à mesa, obviamente sem máscara, tirada para poderem jantar. Ainda se veem os restos nos pratos de sobremesa e é o capitão que tira a selfie, mal imaginando que no dia seguinte passará de Covid negativo a positivo. Pepe e João Cancelo, a poucos centímetros de distância, também estão longe de sonhar com isso.

“Unidos dentro e fora do campo!”, escreve CR7.

No dia seguinte, 13 de outubro, esta terça-feira, o treino da manhã foi adiado. Horas depois percebe-se o porquê. O avançado foi dispensado dos trabalhos da equipa e não defrontará a Suécia no jogo desta quarta-feira para a Liga das Nações. Os demais jogadores — testados e negativos — continuam com os treinos na Cidade do Futebol, em Oeiras, mas até à hora do jogo poderão surgir novos casos.

Durante o estágio da seleção, que começou dia 5, antes do jogo particular com Espanha (7 de outubro, em Alvalade), os jogadores realizaram 7 testes ao coronavírus. O primeiro a testar positivo, logo dia 6, foi José Fonte. Na última sexta-feira, Anthony Lopes. Agora ao sétimo teste, o número da sua camisola, Ronaldo ficou fora de jogo.

É sabido que Kylian Mbappé admira CR7 desde a infância. Durante o jogo os atletas conversaram, abraçaram-se e o francês partilhou uma foto dos dois no Twitter

AFP via Getty Images

França: a camisola que Camavinga nunca lavará

10 de outubro — 11 de outubro

No sábado de manhã, 10 outubro, a seleção portuguesa treinou às 10h30 na Cidade do Futebol. As regras do estágio estão ainda mais apertadas do que o habitual e até a conferência de imprensa do selecionador Fernando Santos é feita à porta fechada. Por esta altura, já se sabia que Anthony Lopes (depois de José Fonte) também estava infetado e, por isso, a viagem para Paris não aconteceu na sexta-feira. Também por isso, na manhã de sábado, o treino é em Oeiras e não no Stade de France, palco do jogo de domingo.

A seleção é uma bolha.

Os jornalistas não têm luz verde para se aproximar dos jogadores e até os contactos com a equipa técnica são evitados ao máximo. Segundo a SIC Notícias, a viagem do aeroporto até ao estádio — quer na ida quer na volta — é feita em dois autocarros distintos, um deles só para jogadores.

No domingo, 11 de outubro, dia de defrontar a seleção francesa, campeã mundial de futebol, houve um momento para relaxar. A manhã foi aproveitada para um passeio, pelas imediações do estádio onde, em 2016, Portugal se sagrou campeão europeu, precisamente frente aos franceses. Com os devidos cuidados, já que Paris é um dos países mais atingidos por esta segunda onda da pandemia.

Ao final do dia, durante o jogo, Cristiano Ronaldo terá dois momentos marcantes, quando dois jogadores franceses, da nova geração de futebolistas, o procuram: Mbappé (21 anos) e Camavinga (17 anos).

É sabido que Kylian Mbappé, a atual grande estrela do futebol francês e mundial, admira CR7 desde a infância. Durante o jogo os atletas conversaram, abraçaram-se e o francês partilhou uma foto dos dois no Twitter.

“Ídolo”, escreveu. À frente, colocou um ícone de um bode, goat em inglês — sigla para greatest of all times (o melhor de todos os tempos).

Eduardo Camavinga não entrou em campo, mas esperou pelo final da partida para também se dirigir a Ronaldo e pedir-lhe a camisola. O português assentiu e a fotografia também acabou nas redes sociais.

“Não vou lavá-la”, escreveu o jovem jogador do Rennes na sua conta de Snapchat.

Portugal: o vírus chega à seleção e afasta Anthony e Fonte

5 de outubro — 9 de outubro

Antes da partida para França, os dias da seleção foram atribulados. Não porque haja muito mais a relatar para além dos treinos (habitualmente intensos nestes dias) e nem sequer por causa do jogo com a Espanha, onde ninguém marcou (o particular acabou 0-0, tal como o França-Portugal). O burburinho deveu-se ao que se passou dentro da bolha: dois jogadores testaram positivo, com as necessárias alterações de rotinas e uma bateria de testes para fazer.

Na sexta-feira, 9 outubro, foi o guardião Anthony Lopes a ser dado como infetado, o que não impediu CR7 e outros 24 convocados de treinar, já que o guarda-redes foi de imediato isolado, como mandam as regras.

Dois dias antes, na quarta-feira, 7 outubro, Portugal tinha então recebido Espanha em Alvalade. O jogo teve 2.500 adeptos no estádio e Ronaldo atingiu mais um marco: 200 presenças em jogos de seis seleções de Portugal.

Andando mais um dia para trás, 6 de outubro, chegamos à data em que José Fonte testou positivo para o coronavírus. O defesa central também abandonou o estágio, enquanto Cristiano Ronaldo e os colegas treinaram na Cidade do Futebol às 17h30.

5 de outubro, feriado nacional. O primeiro-ministro e o Presidente da República vão às comemorações da implantação da República, depois de testarem negativo ao coronavírus. Tinham estado no Conselho de Estado com Lobo Xavier, que cinco dias depois da reunião soube estar infetado.

Nessa segunda-feira, a equipa nacional começava a preparação para os jogos frente a Espanha, França e Suécia. Durante a tarde, 22 jogadores treinaram sob as ordens de Fernando Santos. Cristiano Ronaldo — assim como Bruno Fernandes, João Moutinho e Pepe — foram autorizados a juntar-se ao plantel apenas à noite. De manhã, Ronaldo ainda colocou uma fota no Instagram a tomar o pequena almoço em família.

Cristiano Ronaldo e Roberto Baronio chegam ao Allianz Stadium para o jogo frente ao Napóles

Juventus FC via Getty Images

Itália: a fuga da bolha

29 de setembro — 5 de outubro

A 5 de outubro, CR7 abandonou a bolha de isolamento da Juventus, a equipa italiana onde joga. Ronaldo, tal como o resto da equipa, estava em isolamento: podia jogar, mas não relacionar-se com pessoas fora do clube. E sair de Turim só seria possível depois de um segundo teste negativo. Quando chegou, já o português tinha aterrado em Lisboa. Por essa altura, era Covid negativo.

Na véspera, 4 de outubro, o clube anunciou que não iria falhar a partida contra o Napóles. De facto, no domingo, a Juventus Stadium tinha adeptos, Ronaldo entrou no recinto, mas a equipa adversária nunca apareceu e o jogo foi ganho por falta de comparência. Mas a culpa foi dos napolitanos que, esses sim, tinham vários casos de Covid no plantel.

O anúncio da Juventus prendia-se com o sucedido a 3 outubro e que levou o clube a sentir necessidade de dizer que ia a jogo. Nesse sábado, dois membros do clube (não jogadores, nem membros da comissão técnica ou médica, apenas do staff) viram os seus testes dar positivo ao vírus da Covid. E a equipa, que até aí vivia em bolha, ficou em isolamento.

Apesar de poderem jogar, depois de testarem negativo, não era permitido aos jogadores manterem contacto com pessoas externas à bolha.

Nos dias anteriores, os primeiros da quinzena em que Ronaldo poderia estar a incubar o vírus da Covid-19, nada de especial aconteceu. O clube preparava-se em força para uma temporada que começou mais tarde do que o habitual, à conta da pandemia.

Assim, de 29 de setembro a 2 de outubro, os bianconeri treinaram diariamente em Continassa, o centro de treinos do clube.

A exceção foi na segunda-feira. Depois do empate com a Roma, no domingo, o treinador Andrea Pirlo deu folga a todos os jogadores para fazerem o que entendessem. Nesse dia, o calendário marcava 28 de setembro e, a crer no período de incubação estabelecido pelas autoridades de saúde internacionais, Cristiano Ronaldo estava a 24 horas de distância de poder incubar o vírus. Pelo menos, segundo o que a ciência sabe até agora.

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Good morning! ????❤️ #blessed

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