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The Strokes
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O mérito dos Strokes talvez tenha sido o de terem aparecido no momento certo (quando os fãs de rock estavam sequiosos de rock) com as canções certas

Redferns

O mérito dos Strokes talvez tenha sido o de terem aparecido no momento certo (quando os fãs de rock estavam sequiosos de rock) com as canções certas

Redferns

The Strokes. Há 20 anos o rock'n'roll voltou a ser a decadência mais desejada /premium

A 30 de julho de 2001 foi editado "Is This It", o álbum que fez um geração regressar à adolescência, reconquistou a força de três minutos à guitarra e inspirou músicos e criou um hype perfeito.

Não é uma frase fácil de escrever, e pode até parecer que estou a tentar ser provocador, mas: é muito possível que a personalidade mais falada no nosso planeta no ano 2001 tenha sido Osama Bin Laden – quando, num menos propício à maldade sociopata, devia ter sido Julian Casablancas. Bin Laden trouxe pânico, horror, morte e desconfiança entre seres humanos – enquanto Casablancas vinha cheio de alegria (ou drogas) espalhar o amor (ou o sexo) por todos (ou quem conseguíssemos sacar).

Num dia estávamos a festejar ao som de Is This It, o primeiro álbum dos Strokes, que faz vinte anos (foi lançado a 30 de julho de 2001, um lembrete, rapaziada, de que estais a envelhecer) e no outro estávamos a ter discussões políticas e a pensar duas vezes se devíamos passar férias em Londres ou Paris ou Nova Iorque. Isto para quem pode pagar férias em Londres ou Paris ou Nova Iorque (pessoalmente, passo sempre em Águeda).

Casablancas tem razão para se sentir injustiçado: em termos puramente mediáticos e dando a devida distância entre as atividades a que cada um se dedicava, o momento devia ser de Casablancas e Bin Laden roubou-o. Certo, Casablancas nunca parou milhões de pessoas no exato mesmo instante frente à televisão nem mudou para sempre a geopolítica universal – mas fez dançar, ao longo dos anos, milhões de pessoas, fez cair soutiens, cuecas, todo o tipo de roupa e mudou para sempre a vida de parte de uma geração, a que chegava à idade adulta no virar do século e, nesses dias pré-históricos em que não havia podcasts nem Spotify, não encontrava na TV nem na rádio nada em que se revisse.

Nikolai Fraiture, Alex Hammond Jr, Nick Valensi, Fabrizio Moretti e Julian Casablancas: os Strokes em 2001 em Nova Iorque

É uma história tão antiga que deve remontar às cavernas: se numa saison se usa muito vermelho, na seguinte procuram-se tons creme; a seguir, cansados do creme, os humanos usam tons azuis e depois, fartos do azul, adotam padrão de tigre (ou outro animal que estivesse ali à mão). As pessoas cansam-se, as pessoas precisam de novidade, precisam de uma banda-sonora para as suas dores de crescimento ou os pecados que cometem ou os excessos que transportam.

Em 1991, à conta dos Nirvana, o mundo desatou a usar camisas de pescadores, o que para quem, como eu, veio de uma pequena terra piscatória, parecia apenas parvo, porque nós usávamos camisas de pescador porque tínhamos frio e quem nos dera andar de T-shirt no inverno. Mas apesar de todas as outras bandas que ascenderam a níveis de popularidade insanos graças ao fenómeno Nirvana (os Soundgarden, os Bush, os – e até me doem os dedos só de escrever isto – Stone Temple Pilots, toda essa tralha), essa presença massiva dos Nirvana nos mass media foi um bem raríssimo, único, praticamente um acaso: num mundo em que a música que é publicitada é quase sempre feita ao milímetro para agradar à maioria e não chatear ninguém, de repente tínhamos ali punk duríssimo, mas com sensibilidade melódica, que não hesitava por um segundo em abordar temas difíceis e em que a raiva era o sentimento mais comum.

Não é que nos últimos 25 anos não tenha sido feita ótima pop de sabor a r’n’b. Mas existiu um momento em que deixou de haver espaço para música que representasse dissidência, agressão, fúria, hormonas descontroladas, enfim, tudo o que fosse confusão juvenil mal canalizada.

Com os Nirvana, muito lixo grunge deu à costa, mas em simultâneo os Sonic Youth estavam na televisão, os Morphine estavam na televisão e Cobain falava das suas bandas preferidas, fossem os Stooges, os Pixies ou o bluesman Lead Belly – e para quem era adolescente nessa altura todo um mundo musical se abria. De ser fã dos Nirvana até estarmos a ouvir discos de Bowie nos 70s ou descobrirmos os Velvet Underground foi um saltinho. Graças à generosidade e humildade de Kurt Cobain ficámos todos ligeiramente menos sós e um bocadinho mais cultos musicalmente. Mais propensos ao que era diferente, também, porque Cobain tinha uma saudável tendência para citar bandas e músicos obscuros, fossem daquela época ou de eras passadas.

Nada disto podia durar muito tempo – a humanidade não entrega as chaves do cofre a subversivos zangados e deixa-os fazer o que quiserem; mais dia menos dia exige as chaves de volta e enterra os subversivos e a sua cultura num braço remoto do grande rio da História. E não podia durar, antes de mais, porque os Nirvana eram miúdos vindos de famílias disfuncionais de terreolas perdidas, desesperados, junkies, com um cinismo gigante pelo mundo do comércio que iguala tudo e faz de conta que não há diferença entre arte e vendas; o mundo não aguentaria muito tempo o horror (com humor, ainda por cima) que saía da boca de Cobain e Cobain não aguentou muito tempo o mundo, não aguentou a pressão do olhar do mundo.

[ouça “Is This It” na íntegra através do YouTube:]

Para quê vender sabão azul caseiro quando se pode vender gel de banho? Mal Cobain morreu e a teta do grunge secou, a indústria voltou a fazer o que sabe fazer melhor: criar música a metro para ícones desenhados pelos senhores de fato cinzento em gabinetes no 134º de uma multinacional em Los Angeles. Britney Spears foi a primeira eleita para o contra-ataque da pop, vieram as Destiny’s Child, Beyoncé a solo, e o r’n’b paulatinamente tomou conta do mundo.

Isto não significa que nos últimos 25 anos não tenha sido feita ótima pop de sabor a r’n’b – inclusive muita dela interpretadas pela própria Britney e por Beyoncé, sempre com 3 ou 4 grandes malhões por disco. Mas significa que existiu um momento em que deixou de haver espaço para música que representasse dissidência, agressão, fúria, hormonas descontroladas, enfim, tudo o que fosse confusão juvenil mal canalizada.

[“The Modern Age”, na primeira vez dos Strokes na televisão americana, no programa de Conan O’Brien, em 2021:]

A geração a seguir à minha só podia abanar o corpo com Britney ou as Sugababes; nada contra, mas para qualquer pessoa que tivesses apreço por riffs, berros, testosterona em excesso, para qualquer pessoa que não tivesse limpo o pó ao seu interior e cujo coração lhe mandasse andar à biqueirada isso soava a pouco, a bem comportado, a pão seco sem sal. Imaginem: uma geração inteira sem rock para celebrar coletivamente a dor que é crescer e ser sábado à noite e não ter com quem… hum, acaba em ***er.

Não que o rock tenha morrido por completo – simplesmente foi reconduzido de volta ao seu lugar marginal na história da contabilidade musical. Permitam-me ser crasso: a pop feita na Suécia por encomenda pode ser saborosa neste ou naquele single, mas o rock é sobre outra coisa, é sobre a vida ser uma merda, os nossos pais serem uma merda e mesmo quando não são então nós somos uma merda, ou os nossos amigos são uma merda, enfim, tudo é merda e a única coisa que nos salva de desfalecer perante tanta bosta – mesmo ainda antes de começarmos a pagar impostos – é o rock.

Como uma aldeia gaulesa, nós, os sobreviventes ao contra-ataque da pop a metro, escudámo-nos atrás de discos dos Pavement e dos Stereolab, fomos a Bristol, deitámo-nos em posição fetal no sofá abraçados a Kruder & Dorfmeister, recuperámos Marvin Gaye, Stevie Wonder, Sly & the Family Stone, a Stax toda, a Motown toda e nesse processo até ficámos a descobrir que a própria Stax e a própria Motown funcionavam um pouco como linha de montagem (mas, ocasionalmente, dando espaço às suas estrelas para fazerem o que queriam), girámos o globo à procura da anglo-centricamente chamada world music, passámos tardes inteiras a ouvir os Outkast quando os Outkast eram uma dupla de putos sulistas, janados e faziam singles a meias com os Goodie Mob, de Cee-Lo Green e vice-versa – e permitam-me dizer que quem nunca ouviu rappar “whaddyou know ‘bout the dirty south?” ou “You need to git up, git out and git something/ Don’t let the days of your life pass by/ You need to git up, git out and git something/ Don’t spend all your time tryna get high” passou ao lado de alguns dos grandes prazeres da vida.

Houve os Beatles e os Stones, houve o punk, houve o grunge e agora era impossível não achar que estava a chegar a 4ª grande vaga do rock – que mais não fosse porque o hype era tremendo, porque a máquina publicitária por trás dos Strokes sabia o que fazia.

Eis que, a 29 de janeiro de 2001, uma banda chamada The Strokes lança o seu primeiro EP, de seu nome The Modern Age, do qual constavam três tremendas canções que viriam a estar mais tarde em Is This It: “Last Nite”, “Barely Legal” e “The Modern Age”. Foi como se o inferno tivesse sido despejado na Terra, em particular no que diz respeito a “Last Nite”: um riff picado, a bateria a dobrar, segunda guitarra, só com isto a pele ficava arrepiada, o baixo em fundo e de repente: o berro, “Last nite, she said ‘Oh baby, I feel so down’”, e as guitarras a cruzarem-se, a patine da voz, de quem sabia onde estavam os dealers e onde comprar um bom casaco de cabedal em segunda mão, a canção sempre a subir como uma febre exótica cuja proveniência se desconhece, um solo de três notas pendurado à saída do refrão, um segundo nos agudos e aquela vontade imensa que o grande rock traz de sair e ver gente e dançar em cima de colunas e tirar a roupa e atirarmo-nos em tronco nu para cima dos amigos e partilhar a alegria numa casa de banho com a mais bonita das garotas (ou a que assim parece no atual estado de falta de sobriedade).

[“Last Nite” ao vivo no Top of the Pops em 2001:]

Não sendo essa a era da internet 2.0, o que acontecia no mundo anglo-saxónico era notícia, mas chegava devagar. Os discos não caíam em Portugal ao mesmo tempo que nos outros países; a cultura do mp3 estava apenas a começar; em geral os bares com música alternativa ainda tinham como maior momento da noite aquela cantiga dos New Order que costumava ser banda-sonora dos golos da jornada. O que significa que as canções de Modern Age não chegaram a Portugal numa data específica – foram chegando, consoante a terra em que se vivesse, o grau de melomania.

Ainda assim, de 29 de janeiro de 2001 a 30 de julho do mesmo ano, data em que Is This It saiu, e para quem seguia aquilo a que então se chamava música alternativa, tornou-se quase impossível não saber quem os Strokes eram. Houve os Beatles e os Stones, houve o punk, houve o grunge e agora era impossível não achar que estava a chegar a 4ª grande vaga do rock – que mais não fosse porque o hype era tremendo, porque a máquina publicitária por trás dos Strokes sabia o que fazia.

Os Strokes tinham tudo e sabiam o que faziam – tinham as canções com riffs infecciosos e arranjos de guitarras meticulosamente desenhados, e tinham a pinta toda, os casacos de cabedal, os cabelos desgrenhados, as olheiras, as calças justas, os All-Star, um visual despudoradamente roubado aos Ramones, que os inspiraram, embora os Strokes trabalhassem mais as canções.

The Strokes on their first British tour at Clwb Ifor Bach in Cardiff, 2001.

Os Strokes tinham as canções, os riffs meticulosamente desenhados, e tinham a pinta toda, os casacos de cabedal, os cabelos desgrenhados, as olheiras, as calças justas, os All Star

Universal Images Group via Getty

Não eram, ao contrário dos Nirvana, rapazes suburbanos vindos de lares desfeitos – eram meninos ricos, que sabiam navegar as redes de contactos e mover-se com sofisticação tanto em crack houses como em cocktail parties. À conta disso, houve uma certa desconfiança por entre as falanges mais operárias dos amantes de rock.

Mas as canções venceram tudo – no Porto, por exemplo, quando DJ Kitten (que viria mais tarde a ser o líder dos X-Wife) iniciou uma sequência de festas memoráveis, a febre que se instalava quando ele passava os Strokes era do tipo tropical – a temperatura ficava altíssima, suava-se, sofria-se de delírios, alucinações, o comportamento tornava-se errático, mas sentia-se amor por quase toda a gente.

Só que já não eram só os Strokes: em 2002, “House of Jealous Lovers”, dos Rapture (à vontade uma das 10 melhores canções do século) havia-se tornado presença obrigatória em qualquer festa, elevando sempre o grau de deboche a patamares romanos; em breve os LCD explodiriam com “Losing my Edge”, uma espécie de regresso à new wave com olhos nas pistas de dança – não era rock no sentido clássico do termo, mas a sua eletrónica catártica tinha a libertação do melhor rock.

Subitamente, o rock regressava e não obrigatoriamente o nova-iorquino: foi nesta leva que os White Stripes explodiram, mesmo que já andassem nestas lides há uns anos. Nova Iorque voltava a ser “o lugar”, mas o seu magnetismo mudara-se para Brooklyn, de onde operavam a maior parte dos músicos e das bandas que vieram a fazer nome – o que implicou aquele tipo de fenómeno de arrasto em que se lança a rede para apanhar sardinhas e a rede devolve douradas e bacalhaus.

É indiferente se 'Is This It' é ou não o melhor disco rock do século XXI. Foi, isso sim, o disco que fez uma geração regressar à adolescência, acreditar, nos três minutos que dura cada uma daquelas canções, que não existe mais nada no mundo senão estar aqui, a dançar ao som disto, rodeado dos amigos, vagamente embriagado.

Isto é uma forma de dizer que a atenção sobre Nova Iorque foi de tal monta que todo o tipo de projeto sediado em NY e vagamente aparentado de rock, toda a banda que frequentasse o bar em que Luke Jenner (o vocalista dos Rapture) servia ao balcão, todo o tipo que fosse a passar na rua com uma guitarra ou uma caixa de ritmos era, de repente, uma potencial estrela com digressões pela frente.

Dali saíram, nos anos subsequentes, os Yeah Yeah Yeahs, os Fiery Furnaces, os National, os Interpol, os Clap Your Hands and Say Yeah, TV on the Radio ou até mesmo os Vampire Weekend – a tudo isto chamou-se a cena de Brooklyn, mesmo que alguns não vivessem em Brooklyn ou que a música que faziam não tivesse grandes semelhanças. Em parte é justo, porque a maior parte destes músicos conhecia-se, acompanhava o desenvolvimento das outras bandas, o sucesso de uma banda levava as outras a acreditar que também conseguiriam produzir grande música. Mas é inegável que em termos de marketing dava jeito vender uma banda como sendo da “cena de Brooklyn”.

Pode parecer excessivo dizer que tudo isto (o regresso do rock, a cena de Nova Iorque) começou com e seria impossível sem os Strokes, como pode parecer excessiva a tese que defende que Is This It é o melhor disco de rock do século XXI. Basta lembrar que os Queens of the Stone Age ou os White Stripes já existiam antes dos Strokes para ficar claro que o rock nunca fora embora, só não tinha um foco em cima de si.

[“New York City Cops” ao vivo no festival T in the Park, em 2001, depois das palavras de Noel Gallagher — “são a banda mais importante desde os Stones Roses”:]

O foco, contudo, é importante. Aparecer no momento certo com o som certo e reunir à sua volta todos os órfãos de um som tem um efeito agregador que se torna uma bola de neve – em breve o fã de uma banda torna-se o fã de um som e à medida que mais bandas vão sendo expostas (porque, sei lá, fazem parte da “cena de Brooklyn”) o que inicialmente eram 3 ou 4 grupos a fazer música numa garagem torna-se, de repente, num movimento com milhões de fãs.

O mérito dos Strokes talvez tenha sido o de terem aparecido no momento certo (quando os fãs de rock estavam sequiosos de rock) com as canções certas. Convém realçar este aspeto, que por vezes passa despercebido: podemos até achar que Is This It não é nenhuma revolução (e não é), mas é superlativamente acabado, cada canção um single em potência. É indiferente se Is This It é ou não o melhor disco rock do século XXI. Foi, isso sim, o disco que fez uma geração regressar à adolescência, acreditar, nos três minutos que dura cada uma daquelas canções, que não existe mais nada no mundo senão estar aqui, a dançar ao som disto, rodeado dos amigos, vagamente embriagado.

Tudo passa, até os Strokes, ou pelo menos discos como aquele primeiro, que nunca mais foi repetido. Tudo passa, até o hype que sobre eles e seus contemporâneos se debruçou. Sempre foi assim, é assim que tem de ser, assim será. Mas o disco roda sempre.

Para quem viveu Is This It no momento em que saiu – e acima de tudo: para quem viveu Is This It nos clubes e nas discotecas numa idade em que a ressaca ainda não pesava – essa é a grande herança do disco: devolver-nos a sensação de liberdade, de viver apenas no aqui e agora, de termos uma última chance, um último momento em que podíamos ser infantis sem pensar nas consequências porque o amanhã não importava, não enquanto estivéssemos a ouvir “New York City Cops” ou “Someday”.

Tudo passa (menos o IRS), tudo acaba (os teus lindos olhos encher-se-ão de rugas, a tua melena dará lugar a uma careca), deixarás o teu lugar na arena dos novos e despreocupados e sexualmente apetecíveis e darás por ti na fila da farmácia à procura de um remédio para as dores nas costas, a sibilar Cialis cheio de vergonha, angustiado com as notas da mais velha, com a barriga que não consegues diminuir. Tudo passa, dizia eu, até os Strokes, ou pelo menos discos como aquele primeiro, que nunca mais foi repetido. Tudo passa, até o hype que sobre eles e seus contemporâneos se debruçou. Sempre foi assim, é assim que tem de ser, assim será. Mas o disco roda sempre.

Ninguém ganha neste jogo e a única coisa que se leva desta tortura é o amor que sentimos, a visão de um filho a trepar uma árvore sozinho, os momentos em que abraçámos os amigos como se eles fossem a cura para todos os problemas. Tudo morre, tudo perde a graça. Mas às vezes acontecem pequenos milagres, como vinte anos depois Is This It ainda dar vontade de pôr o som no 11 e dançar e berrar – mesmo que dançar já faça doer os pés e berrar nos dê cabo da garganta.

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