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Tom Glynn-Carney é o o recém coroado rei  Aegon II Targaryen

Tom Glynn-Carney é o o recém coroado rei  Aegon II Targaryen

Tom Glynn-Carney: “Mantenho-me afastado do caos, não estou interessado em ser famoso”

Interpreta o recém-coroado rei Aegon II, mas não partilha a sede por protagonismo. A segunda temporada de “House of the Dragon” estreia-se esta segunda-feira na Max. O Observador falou com o elenco. 

Passaram-se cinco anos desde o final de A Guerra dos Tronos e dois anos desde que House of the Dragon teve a dura tarefa de se estrear como o primeiro spinoff deste universo. A segunda temporada chega a 17 de junho à Max — sendo disponibilizado um episódio por semana — e a expetativa é muita. Será tão má como a primeira? Será tão boa como a primeira? As opiniões não foram unânimes em 2022 e, o mais certo, é que não o sejam agora também (juntar link da crítica se já estiver online).

Em contrapartida, quem está totalmente de acordo é o elenco, que se reuniu para entrevistas com jornalistas de todo o mundo a poucos dias da estreia. Olivia Cooke (que interpreta Alicent Hightower, mãe do rei), Bethany Antonia (Baela Targaryen, filha de Daemon Targaryen), Tom Glynn-Carney (o recém coroado rei  Aegon II Targaryen) e Matthew Needham (o traiçoeiro lorde Larys) explicaram ao Observador quais as principais diferenças entre trabalhar na primeira e segunda temporadas, que músicas ouvem para conseguirem embrenhar-se nas personagens e que conselhos herdaram dos atores de A Guerra dos Tronos.

Olivia Cooke, é a primeira vez que faz uma temporada completa, já que houve um salto temporal na primeira temporada e só se juntou ao elenco no final. Qual foi a principal diferença?
Acho que o meu sotaque mudou, sabem? Na temporada passada trabalhei muito com a Eve Best [Rhaenys Targaryen] e acho que a minha voz ficou mais grave por isso.

Olivia Cooke

Theo Whiteman

Chegou a trabalhar com Maisie Williams, a Arya Stark de A Guerra dos Tronos. Quando se juntou a este projeto, contactou-a em busca de conselhos?
Sim, a dada altura. Tínhamos trabalhado juntas no meu segundo emprego, penso que eu tinha 18 e ela 15 anos. Penso que lhe disse: “É muito intenso, não é? Especialmente o ruído à volta e os fãs.” Acho que ela me disse para bloquear todos os haters, porque nessa fase tinham passado oito temporadas [de A Guerra dos Tronos] e ela já tinha aprendido da forma mais dura. Cruzei-me com a Emilia Clarke e a Sophie Turner, trabalhei com o Alfie Allen — todos tinham coisas maravilhosas para dizer, mas sabem o quão maluca é esta aventura.

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Qual é a característica mais importante da Alicent para sobreviver no universo de George R. R. Martin?
Eu, como Olivia, teria durado dois minutos. É preciso tenacidade e enfrentar seja o que for e em que forma aparecer, é preciso um pouco de fé cega para não se desviar do caminho e isso é a religião da Alicent. Acho que o que a mantém de pé, apesar de tudo o que lhe aconteceu, é o apoio à família. A família nem sempre a entende, mas há sempre um lugar para ela.

Encontra o lugar dela num universo completamente dominado por homens?
No final da primeira temporada, ela estava no pico do poder, acabara de colocar o filho [Aegon II] no trono. Entretanto, houve uma espécie de transferência de poder e ela é agora a rainha viúva. O filho desviou-se e já não procura os conselhos dela. Aemond [o segundo filho] também não o faz há muito tempo. Deambula pelo castelo enquanto todas as peças lhe fogem ao controlo. Acho que ela retira alguma libertação disso porque, apesar de anteriormente ter sido rainha, estava tão empenhada no dever e era tão manipulada pelo pai que só estava ali para servir. Era uma peça de xadrez na Guerra dos Tronos, literalmente. Foi muito prazeroso, sobretudo filmar aquelas cenas do pequeno conselho em que, fisicamente, aqueles homens todos estão a falar por cima da Alicent. Ela tenta ser ponderada e mostrar o ponto de vista, que é mais inteligente e não está dependente de hormonas ou impulso. Consegue ver de fora, olhar para os filhos e perceber que tomou a decisão errada.

A Bethany Antonia faz parte do elenco mais jovem. Qual foi o momento em que lhe caiu a ficha e percebeu que fazia parte deste universo gigantesco?
Foi quando passamos uma semana a montar os dragões. Estava mais alta do que alguma vez tinha estado, conseguia ver a sala inteira, o cenário, cada pessoa que estava ali a fazer aquele momento de televisão acontecer e foi a coisa mais surreal que já vi ou senti. Foi muito especial e foi aí que me apercebi o quão surreal era toda esta experiência.

Bethany Antonia © DR

Quem é a Baela Targaryen esta temporada?
Queria mostrar que ela é uma versão de todas as grandes mulheres que a criaram. Teve uma infância tão fraturante, viveu com várias pessoas em diferentes momentos da vida e todos os seus anos formativos foram, de certa forma, espalhados por Westeros. Tentei pensar em como isso a teria afetado em criança e moldado a adulta em que se transformou. Tanto da Rhaenys [avó] passou para ela, estar perto da Rhaenyra [tia e madrasta] influenciou-a, o espírito da Laena [mãe] passou para ela e penso que isso afetou tudo, desde a forma como se veste à forma como fala e se comporta na corte. Esta temporada é preciso encontrar as nuances de todas estas partes que ela tem.

Este é um elenco muito diversificado. Sente responsabilidade nessa representação?
Sinto um privilégio enorme e uma alegria imensa por estar num projeto desta magnitude. Acho que é importante para muitas pessoas, especialmente jovens, poderem ver-se representadas no ecrã. É algo que eu certamente não via muito quando era jovem, pessoas parecidas comigo no mundo da fantasia. Não sinto o peso da responsabilidade, sinto que é uma honra.

Esta temporada, o rei Aegon II tem de aprender a lidar com o luto, com a raiva e com as consequências das decisões. Já não é uma criança, mas também ainda não sabe ser um homem. Tom Glynn-Carney, como é se coloca no estado de espírito da personagem? Tem uma lista de músicas para ouvir, por exemplo?
É um trabalho de equipa, na verdade, que começa no cabelo e na maquilhagem. Quando tenho a peruca e a roupa, já não me vejo mais a mim, fico bastante diferente. Ajuda porque sentimos logo um afastamento. Gosto de moldar as minhas manhãs consoante as cenas que vou ter e tenho uma playlist.

Qual é?
Podemos ficar aqui um bocado. Tenho Empress, de Morningsiders; Shuffle, de Bombay Bicycle Club; todos os temas de Eminem que alguma vez ouviram; Rachmaninoff; Stiff Little Fingers; Sex Pistols; Rolling Stones; Tame Impala; Talking Heads; imenso Bob Dylan — acho que dá para perceber a ideia, há um pouco de tudo. Às vezes é pelas letras, outras pelo ritmo, tem a ver com o estado de espírito em que tenho de estar, seja para me empolgar ou ficar em baixo.

Qual o tema de diz mais sobre o Aegon?
A Hard Rain’s A-Gonna Fall, do Bob Dylan, mas a versão ao vivo no Montreal Forum.

A segunda temporada revela um pouco mais de leveza do Aegon?
Totalmente. Vemos uma versão mais otimista e alguém que não deixa a gravidade do que aconteceu [no primeiro episódio da nova temporada] penetrá-lo de forma alguma, pelo menos não de forma visível. E, por mais que as pessoas o odeiem, ele tem sentido de humor. Portanto, espero que isso acrescente alguma leveza.

Ele é um vilão ou uma personagem trágica?
Penso que, se encararmos uma personagem como vilã, já estamos a começar com o pé errado. Temos de encontrar os traços de vilão de uma personagem na sua tormenta, na vulnerabilidade e fragilidade. Acho que é uma figura trágica, sinto pena dele. É bom que haja alguma divisão no que as pessoas sentem em relação a uma personagem, significa que conseguimos manter [os espectadores] atentos e interessados, e isso é ótimo.

Participar nesta série mudou a sua vida?
Sim, no sentido em que faço este trabalho há quase três anos, faz-me sentir que tenho um propósito. No dia a dia, não mudou assim tanto. Mantenho-me afastado do caos, não estou interessado em ser famoso, assusta-me bastante. Sinto-me um sortudo por ter este trabalho e esta equipa, porque sempre quis ser ator. Mas, por mais empolgado que esteja, espero que a minha vida não mude muito. É bastante boa assim.

Matthew Needham

Matthew Needham, quem está familiarizado com A Guerra dos Tronos, encaixa certas personagens em certos moldes. Lorde Larys tem paralelismos com Littlefinger, por exemplo. Então, o que faz desta personagem única para ela se destacar?
Há um arquétipo, não apenas n’A Guerra dos Tronos, mas na História em geral. Há esta espécie de personagem secreta e maquiavélica. Quando abordei o Larys estava mais interessado naquilo que tinha à minha frente, uma pessoa danificada a infligir ao mundo as maldades que lhe tinham sido feitas, quase como retribuição. Penso que olhar para ele como alguém que está danificado e magoado é muito mais humano.

Esta produção é ainda mais detalhada do que a temporada anterior. Como é entrar nesse mundo?
Não é um cenário, construíram um mundo, não sentimos que estamos a fingir. Somos transportados para outro lugar, é um mundo surpreendentemente fácil de entrar quando a produção é tão requintada.

A primeira temporada foi para os atores como chegar a uma escola nova onde tudo é novo e ninguém se conhece. A segunda temporada foi o regresso das férias de verão?
É mesmo isso. A primeira temporada foi de grande ansiedade por uma data de razões. Havia Covid, as pessoas ainda usavam máscaras, era uma grandiosa nova série, prequela da maior série de todos os tempos. “Será que vou ser despedido?” Era isso que se pensava a toda a hora. Tudo estava a acontecer ao mesmo tempo. Filmar a segunda temporada nem foi bem como regressar das férias de verão, foi como estar nas férias de verão. Foi ótimo regressar sem ansiedade, rever amigos e trabalhar em algo pelo qual somos todos tão apaixonados.

Quando começou a trabalhar esta personagem, houve algo que o impressionou mais?
Uma das coisas boas de nos juntarmos ao universo de House of the Dragon é que nos habituamos a coisas estranhas muito depressa. Parece que ficamos dessensibilizados porque estamos no mundo de A Guerra dos Tronos, com atrocidade atrás de atrocidade, atrás de atrocidade. Depois é pausa para almoçar, regressamos e acabamos o dia com mais umas atrocidades. É engraçado.

 
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