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Para Giovanna D’Esposito, não há dúvidas: “Portugal é um dos modelos de ouro da Uber”. A tecnológica que começou a operar em Lisboa faz esta quinta-feira cinco anos tem usado o país como “um ícone de inovação” e agora que já tem uma “regulação justa” no mercado, que a Uber Eats está presente em 19 cidades portuguesas e há 1.750 bicicletas elétricas Jump disponíveis para partilha em Lisboa, a responsável pelo mercado do sul da Europa quer levar Portugal para o “próximo nível”: “Gostávamos muito de continuar a trabalhar com o poder local para integrar coisas como transportes públicos [na app]”. Mas estará para breve? “Esperamos que sim. (…) É a direção que queremos seguir e tenho muita esperança de que vamos conseguir fazer isso em Portugal”.

Em entrevista exclusiva ao Observador a partir de uma videocall em Madrid, Giovanna D’Esposito explicou porque é que a empresa ainda não substitui Rui Bento, o ex-diretor da Uber em Portugal que deixou o cargo em setembro de 2018: “O Rui é um homem muito talentoso e, por isso, a fasquia está elevada”, disse, acrescentando que prefere esperar mais seis meses (ou mais) e “ter a pessoa certa” do que contratar alguém que não seja capaz de levar Portugal no sentido que a empresa quer. “Não é assim tão óbvio encontrar alguém que tenha as competências certas”. Rui Bento foi o responsável por lançar a operação da empresa em Portugal, a 4 de julho de 2014. A regulamentação para os transportes em veículos descaracterizados (TVDE), no qual se inclui a Uber, só foi aprovada no Parlamento em julho de 2018 e entrou em vigor em novembro. Entre setembro de 2018 e janeiro de 2019, Rui Bento liderou as operações da Uber Eats para o sul da Europa.

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