Vai hoje de férias? Pode (de certeza) abastecer aqui. Veja o mapa /premium

14 Agosto 2019

Muitos portugueses estão a viajar nesta véspera de feriado. Vai de Lisboa para o Porto? Ou do Porto para o Algarve? O Observador contactou os postos de abastecimento para saber onde há combustível.

[Este trabalho baseia-se em dados recolhidos ao longo da tarde de quarta-feira.]

Muitos portugueses estão a viajar nesta véspera de feriado. Vai de Lisboa para o Porto? Ou do Porto para o Algarve? Vai até Paredes de Coura ver o festival de música? O Observador contactou os postos de abastecimento para saber onde há combustível. E o melhor conselho que se pode dar, neste final de tarde de quarta-feira, é que a melhor opção pode ser comprar combustível nas auto-estradas, porque nos centros urbanos e nas localidades mais pequenas não está a ser tão fácil.

Se vai de Lisboa para o Porto, a sua melhor aposta é optar pelas auto-estradas. Todas as áreas de serviço da A1, contactadas telefonicamente pelo Observador, estão bem servidas — sejam elas postos da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA) ou não. E mesmo na A8, que também vai para norte, as várias bombas contactadas garantem ter combustível com fartura.

O funcionário de um dos postos da A1 explicou que as áreas de serviço estão a aguentar-se melhor, desde logo, porque o preço do litro tende a ser ligeiramente mais caro — “e o pessoal vai sempre ao mais barato, mesmo nestes momentos de crise” — e porque as bombas urbanas ficam mais à mão para quem não quer estar, sem necessidade, a entrar numa auto-estrada e voltar a sair, provavelmente pagando portagem, só para abastecer.

Além disso, os tanques tendem a ser de maior dimensão. “Temos os tanques cheinhos“, disse a funcionária de uma das áreas de serviço da A1. “Já fomos reabastecidos várias vezes e está tudo ok, graças a Deus”, afirmou.

A julgar pelos dados reunidos pela VOST Portugal – que se baseiam, essencialmente, em reportes dos automobilistas — há quase tantos pontos vermelhos como verdes. O ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, também referiu esta plataforma gerada por voluntários para fazer ponto de situação, embora uma pesquisa do Observador tenha demonstrado que estes dados devem ser lidos com muita cautela porque muitas vezes não estão atualizados ou, simplesmente, não estão corretos.

Ainda assim, é possível perceber que encontrar postos de combustível na cidade pode não ser à primeira. Sobretudo junto à zona ribeirinha e no caminho para a linha de Cascais já há postos que estão em “ponto vermelho” há vários dias.

Pode ser difícil encontrar postos com combustível para vender em Lisboa. FONTE: VOST Portugal

Caso rume a Sul pela A2, saiba que os postos de abastecimento contactados pelo Observador (os que atenderam o telefone) dizem estar bem abastecidos — apenas a área de serviço de Palmela (sentido Norte-Sul) não tem gasóleo simples (mas ainda encontra o Galp Evologic, mais caro). De Alcácer do Sal a Aljustrel ninguém nos atendeu o telefone, mas segundo o site da VOST, até Grândola terá tanto gasóleo como gasolina; em Aljustrel, só gasolina. E na área de serviço de Almodôvar? “Temos tudo.” De qualquer das formas, ao longo do percurso na A2, há quatro postos da Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), ou seja, estes locais são dos primeiros a serem abastecidos pelos camiões-cisterna.

As dificuldades aparecem quando chega ao Algarve. Em Portimão, contactámos seis postos de abastecimento, mas só um nos respondeu: a BP de Raminha. Mas aqui já não há combustível desde segunda-feira e os funcionários não sabem quando voltam a receber. Também no Algarve, mais a oeste, em Lagos, o cenário é semelhante: poucos atendem as chamadas — a Cepsa da Nacional 125  (N125) já nada tem “há uns dois dias”. Para o lado oposto, em Albufeira, o posto de abastecimento da Repsol que faz parte da REPA tem gasolina e gasóleo desde segunda-feira, embora esteja “a acabar”. De sexta a domingo este posto não teve combustível.

Em Tavira, as respostas foram idênticas: as Galp da N125, tanto do sentido oeste-este como este-oeste — esta última da REPA –, só têm gasolina, mas previam receber novo abastecimento durante a tarde, embora “sem certezas”.

No Algarve, não está fácil. É a zona do país com maiores dificuldades de abastecimento. FONTE: VOST Portugal

Se a costa vicentina foi o destino escolhido para as férias, não deverá ter problemas durante o dia de hoje nas estradas nacionais: na Galp de Alagoachos, em Vila Nova de Milfontes, há gasóleo e gasolina (o combustível só faltou no domingo). E sair esta noite de Lisboa ainda tenho combustível? “Bom, isso já não posso dar certezas.” Na Galp de Aljezur, também deverá haver combustível. Já na Galp da Zambujeira do Mar, não há nem gasóleo, nem gasolina.

Por outro lado, se tem um bilhete para o festival de música de Paredes de Coura essa viagem exige um pouco mais de cuidado. Existe uma Prio à beira da entrada para a A3 que, de acordo com o site da empresa, está servido de combustíveis. Mas num contacto à BP que fica no centro da vila indica que o posto ainda tem combustíveis para vender, porque o tanque já foi reabastecido esta semana, pelo que, em princípio existe combustível para os próximos dias — mas não é de excluir que tendo em conta a atividade do festival possa haver falhas. A Cepsa de Paredes de Coura, segundo o VOST, está sem combustível, nem gasolina nem gasóleo.

Uma alternativa, nesse caso, poderá ser abastecer na A3 na área de serviço de Barcelos, onde um funcionário disse que existe bastante combustível — “para duas semanas”, mantendo-se tudo constante — tanto de um lado da auto-estrada como do outro (sul-norte ou norte-sul).

Está mais fácil abastecer na região do Porto do que na área metropolitana de Lisboa. FONTE: VOST Portugal

Outros trajetos muito comuns nesta altura incluem a passagem da fronteira para Espanha. Para quem parte de Lisboa e usa a A6 até Badajoz, as auto-estradas estão bem servidas de combustível, tanto em Vendas Novas, como em Montemor-O-Novo e Estremoz.

“Pode vir à vontade. Não digo que haja com fartura mas pode estar descansado”, disse uma funcionária de uma das estações de serviço. Numa das bombas, porém, o funcionário reconheceu que só teve reabastecimento na semana passada (ou seja, antes da greve) e, portanto, a situação não é totalmente tranquila — “até sexta-feira ou sábado devemos ter“.

Para quem viaja na A23 para locais como Covilhã ou Guarda, faz sentido usar as áreas de serviço para abastecer. Contactámos uma bomba nas imediações da cidade da Guarda que nos disse que ainda havia combustível mas já não existe uma grande quantidade — o mesmo funcionário comentou que o panorama no resto do concelho também não está famoso. Na Covilhã, por outro lado, o posto contactado garantiu que há gasóleo e gasolina para vender.

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