Vlachodimos

“Working Class Hero”, John Lennon

Há noites para esquecer e Vlachodimos, ou Odysseas como é conhecido na Luz, também as teve – como aquela em que sofreu os dois golos com o Belenenses SAD. Não sendo um “Deus”, acabou com mitos e fechou uma posição onde o Benfica tremeu na última época. Fez 34 jogos e só não foi totalista pelo vermelho em Alvalade.

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Svilar

“Let Down”, Radiohead

Dois minutos (e uns pozinhos nos descontos) do dérbi em Alvalade após a expulsão de Vlachodimos e 33 jogos no banco. A primeira época teve erros de palmatória que motivaram um passo atrás com a esperança de um dia dar dois em frente: o potencial está lá mas os resultados da equipa eram para hoje e não amanhã.

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A. Almeida

“Faço as vontade”, Capitão Fausto

Ebuehi teve uma lesão grave, Corchia nunca convenceu e André Almeida, o bombeiro que apagava fogos onde fosse preciso pela sua entrega ao jogo, consolidou-se como lateral, fez 33 jogos na temporada com mais minutos e voltou a ter um destaque algumas vezes “secundarizado” nas ações ofensivas com 12 assistências.

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Corchia

“Hier Encore”, Charles Aznavour

Depois de três boas épocas na Ligue 1 e 20 jogos pelo Sevilha, o francês chegava à Luz a criar expectativa mas, após operação ao joelho, não convenceu nos jogos da Taça de Portugal e só fez duas partidas no Campeonato. Corchia até foi internacional francês em 2016 pelo Lille mas, desse tempo, ficou o currículo.

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Rúben Dias

“Porrada”, Titãs

54 jogos no Benfica, oito na Seleção (até agora) e um recorde: Rúben Dias tornou-se o atleta encarnado de sempre com mais minutos numa só época. Após o erro com o Belenenses SAD foi colocado em causa mas não demorou a levantar-se e fez um golo fulcral em Braga. O parceiro de defesa mudou, a afirmação nem por isso.

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Jardel

“Gostava Tanto de Você”, Tim Maia

Depois de ser aposta indiscutível com Vitória na primeira metade da época, como número 1 da hierarquia dos capitães após a saída de Luisão, as lesões contribuíram para que passasse para um papel secundário mas foi sobretudo “vítima” do crescimento de Ferro. Aos 33 anos, mostrou que também se pode liderar de fora.

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Ferro

“Juventude Sónica”, Linda Martini

Aos 22 anos, Francisco Ferreira justificou a alcunha de Ferro e deu razão a Lage, que fez dele a primeira aposta vinda da formação nesta nova era após a lesão de Jardel no dérbi para a Taça de Portugal. O vermelho nas Aves foi a dor de crescimento num central com golo e que consegue desequilibrar no passe longo.

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Conti

“Hard to Find”, The National

O argentino foi uma das primeiras contratações da temporada e chegava com referências interessantes da Argentina, onde se assumiu ainda muito novo como líder da defesa do Colón. Por inadaptação ao clube, ao país ou ao estilo de jogo, Conti fez apenas quatro jogos no Campeonato. Com Ferro, nunca mais apareceu.

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Lema

“The Ghost Of Tom Joad”, Bruce Springsteen

O final de Luisão foi acautelado não só com Conti mas também com Lema, central que tinha na época anterior marcado oito golos no Belgrano. Mas se Conti correu mal, Lema foi ainda pior: entrou com o AEK após a expulsão de Rúben Dias e foi titular (e expulso) com o FC Porto porque os outros estavam todos lesionados.

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Grimaldo

“Can’t Stop”, Red Hot Chili Peppers

Mostrou-se, afirmou-se, tornou-se indiscutível. Chegado do Barcelona B, Grimaldo adaptou-se a uma nova realidade estando ainda na sombra de Eliseu e alcançou esta época números sem precedentes com 53 jogos. Além dos sete golos marcados, fez inúmeras assistências por cruzar com o pé melhor do que muitos com a mão.

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Fejsa

“My body is a cage”, Arcade Fire

Quando entrou com o Portimonense, Bruno Lage olhou para as bancadas e pediu para que aplaudissem Fejsa. Todos reconhecem a importância do médio mas, depois de uma primeira metade quase sempre titular, a lesão em Guimarães tirou-o em definitivo do onze. Continua a ser talismã onde joga: 11 épocas, dez Campeonatos.

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Samaris

“Reborn”, Slayer

Tudo apontava para que esta fosse a época com menos jogos de Samaris. Fosse pela necessidade de outras valências no meio, fosse pelo rótulo de jogador demasiado duro, o grego entrou numa trajetória descendente. Com Lage, tudo mudou e foi um dos pilares da reta final diabólica dos encarnados – e com uma cara nova.

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Gabriel

“Solid”, Ashford & Simpson

Por paradoxal que pareça, o Benfica precisava de um médio como Gabriel mas tinha uma ideia de jogo que chocava com um médio como Gabriel. Com Vitória, o ex-Leganés nunca se mostrou; com Lage, mostrou-se e fez com que outros se mostrassem. Não fosse a lesão em Alvalade para a Taça e continuaria como indiscutível.

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Florentino

“Tou Bem”, Prof Jam

Produto da geração 99 que promete dar muito ao Benfica, Florentino começou a destacar-se na Liga Europa e foi por essa via que terminou o Campeonato com 12 jogos realizados. Com atributos diferentes de Gedson, o ex-jogador de futsal tornou-se um pêndulo do meio pela eficácia de passe e pelas recuperações de bola.

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Alfa Semedo

“Promises Promises”, Incubus

Alternativa a Fejsa e Samaris no meio-campo, naquele que foi um regresso à casa onde já tinha passado na formação, apontou um golo fundamental na Liga dos Campeões em Atenas frente ao AEK e deu boas indicações nos jogos das taças mas, com apenas cinco partidas e 98 minutos da Liga, acabou emprestado ao Espanyol.

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Gedson

“Young, Wild & Free”, Snoop Dogg; Wiz Khali e Bruno Mars

Foi a grande surpresa da pré-temporada e aposta fixa de Rui Vitória nas opções iniciais durante a primeira metade da temporada, perdendo espaço no 4x4x2 de Bruno Lage que fez ressurgir Samaris e lançou Florentino Luís. Termina a época com quase 50 jogos realizados, 22 no Campeonato.

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Krovinovic

“Parte de mim”, Orelha Negra

O jovem artista croata de 23 anos que na época passada conseguiu ter um grande momento até sofrer uma lesão grave no joelho voltou em novembro mas já sem o palco que tinha ganho antes do infortúnio. Acabou a época com apenas 12 jogos, quatro na Primeira Liga (37 minutos) e três ao serviço da equipa B.

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Pizzi

“El Comandante”, Cracker

Começou a Liga com um hat-trick, fechou com quatro golos em cinco jogos, foi titular nas 34 jornadas e tornou-se o segundo jogador com mais influência da prova, com 13 golos e 19 assistências. Pizzi teve uma época onde bateu todos os recordes pessoais – os recordes pessoais que escreveram os recordes do Benfica.

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Taarabt

“Redemption Song”, Bob Marley

A primeira passagem pela Luz correu tudo menos bem, esteve dois anos emprestado ao Génova, andou em constantes lutas contra o peso e a vida fora de campo mas rejuvenesceu a partir de fevereiro na equipa B, passou para o conjunto de principal com Lage e ainda fez seis jogos na Liga, um deles como titular.

Fábio Poço

Salvio

“Hurt”, Johnny Cash

Salvio foi uma das principais “vítimas” das alterações introduzidas por Lage mas a época até começou bem para o argentino (quase sempre titular, a não ser por motivos físicos) e para o Benfica, que conseguiu renovar contrato no primeiro dia de 2019. Em oito anos na Luz, somou o quinto Campeonato em 14 troféus.

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Rafa

“Rocket Man (I Think It’s Going To Be A Long, Long Time)”, Elton John

Em duas épocas na Luz, Rafa tinha marcado cinco golos; esta temporada, com mais jogos, chegou aos 21 – número que não se via num português do Benfica desde Simão em 2005. Mais como segundo avançado ou a surgir nas alas para iniciar transições, foi uma das maiores figuras da revolução de Lage com golos decisivos.

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Cervi

“Por quem não esqueci”, Xutos & Pontapés

Marcou o primeiro golo oficial da época (Fenerbahçe, terceira pré-eliminatória da Champions), foi titular em grande parte dos jogos da primeira metade da temporada mas entrou apenas duas vezes no onze durante a segunda metade, sendo que na última bisou na goleada frente ao Marítimo por 6-0.

TIAGO PETINGA/EPA

Zivkovic

“Não Deu!”, Djavan

Depois do bom final de temporada em 2017/18 e da presença no Mundial da Rússia pela Sérvia, tudo apontava para um ano de afirmação do esquerdino como médio interior ou ala mas as contas acabaram por sair furadas. Ainda assim, mesmo não sendo uma das primeiras opções, fez 30 jogos, 16 no Campeonato (sem golos).

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Jonas

“Goodbye My Lover”, James Blunt

Esteve para sair, ficou, marcou em seis jornadas após voltar de lesão, viu o vermelho em Portimão, voltou a parar e passou a ser sobretudo suplente utilizado. Jonas deixou de ser imprescindível mas nem por isso relevância no balneário – e chegou ao golo 300. O abraço de Lage após o jogo com o Rio Ave diz tudo.

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Seferovic

“Who Would Have Thought”, Rancid

Há um antes e um depois na época de Seferovic: Lage. Antes, o suíço foi dado como dispensável, começou como quarta opção e fez quatro golos em 12 jogos da Liga; a partir daí, apontou 19 golos em 17 encontros. As águias ganharam um goleador – e logo o único da prova a precisar de menos de 90 minutos para marcar.

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João Félix

“All you need is love”, Beatles

Até à chegada de Lage, somava 162 minutos na Liga, dois jogos como titular e alguns recordes batidos pelo golo apontado no primeiro dérbi com o Sporting; a partir daí, tornou-se indiscutível (20 jogos a titular), é o terceiro melhor marcador (15 golos) e simboliza a reviravolta do Benfica durante a segunda volta.

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Ferreyra

“Tristeza e Solidão”, Baden Powell

O argentino que chegou a custo zero do Shakhtar era a grande aposta do Benfica para o ataque (daí o avultado investimento, sendo o salário mais elevado do plantel) mas nunca se adaptou e fez apenas cinco encontros no Campeonato (com um golo) antes de ser emprestado ao Espanyol para tentar amortizar as perdas.

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Castillo

“I Just Wasn’t Made For These Times”, The Beach Boys

Contratado ao Pumas, o Benfica via no chileno o tigre de área para um jogo mais direto – e a catadupa de golos marcados reforçavam esse perfil que levou ao investimento. No entanto, o avançado foi mais um exemplo de inadaptação à forma de jogar da equipa, nunca fez a diferença (quatro jogos na Liga) e foi vendido.

Jota

“Hope For The Future”, Paul McCartney

Tinha entrado com Rui Vitória para a Taça frente ao Sertanense mas, após as saídas de Ferreyra e Castillo, integrou a equipa principal e fez 28 minutos no Campeonato em quatro jogos como suplente utilizado. O momento da equipa e a ausência de lesões retiraram-lhe margem para mais mas deixou o cartão para o futuro.

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