Explicador

Almaraz. A central nuclear é mesmo uma bomba-relógio?

Janeiro 201712 Janeiro 2017244
Marta Leite Ferreira

O que deveríamos fazer caso houvesse fuga de material radioativo em Almaraz?

Pergunta 8 de 9

Em resposta ao Observador, a Proteção Civil diz que, em caso de emergência, Portugal tem três ferramentas preparadas: o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC), os Planos Distritais de Emergência de Proteção Civil (PDEPC) e os Planos Municipais de Emergência de Proteção Civil dos concelhos localizados nos distritos mais próximos da Central de Almaraz. Esses planos estão prontos para serem postos em ação em caso de risco tecnológico ou ambiental.

Além disso, Portugal segue ainda a Diretiva Operacional Nacional n.º 3 – Dispositivo Integrado de Operações Nuclear, Radiológico, Biológico e Químico (NRBQ), aprovada em outubro de 2010 pela Comissão Nacional de Proteção Civil (CNPC), próprio para incidentes radiológicos e nucleares.

A Agência Portuguesa do Ambiente é responsável pela gestão da Rede Macional de Alerta de Radioatividade do Ambiente.

Entretanto, a população é avisada do perigo pelas autoridades locais, direta e indiretamente, através dos órgãos de comunicação social e da Internet. A informação é disposta nesses meios pelo Centro de Coordenação Operacional Nacional (CCON) e pelos Centros de Coordenação Operacional Distrital (CCOD).

“Em caso de acidente na central nuclear de Almaraz, a Proteção Civil ativaria a Comissão Nacional para Emergências Radiológicas (CNER) para acompanhar e apoiar a avaliação da situação e a prestação de informação à população“, explica ao Observador Jorge Dias. De acordo com a gravidade do problema, a Proteção Civil pode ou não acionar ou aumentar o nível de estado de alerta especial para o Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro e/ou para o Dispositivo Integrado de Operações Nuclear, Radiológico, Biológico e Químico.

Em termos políticos, caberia ao primeiro-ministro determinar a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil e estudar como seria possível minimizar a perda de vidas e bens e os danos ao ambiente. Ao mesmo tempo, o Conselho de Ministros analisaria a necessidade de declarar “situação de calamidade” nas áreas afetadas.

À TSF, o Governo diz que há um plano preparado para responder a um acidente nuclear, mas os bombeiros dizem exatamente o contrário. E exigem, aliás, formação por parte das autoridades espanholas, bem como a necessária informação às populações fronteiriças e ainda material de proteção.

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