Explicador

O que está a dividir o Bloco de Esquerda

Agosto 201429 Agosto 2014237
Rita Dinis

Como surgiu e o que pretende a tendência Socialismo?

Pergunta 10 de 14

Houve nos primeiros meses de 2013 um alegado esforço liderado por João Semedo, Francisco Louçã (que já tinha saído) e José Manuel Pureza (originário da Política XXI), de alargar o Bloco a todos os militantes e de, como disse à Lusa José Manuel Pureza, proporcionar uma “interlocução mais rica e mais aberta com todas as sensibilidades que se revejam neste projeto que é o BE“. Era o princípio da criação de uma nova tendência – a Socialismo – formada como continuidade da antiga associação do PSR e com o acordo de alguns ex-membros da tendência Fórum Manifesto.

Em última análise, o objetivo da Socialismo era chegar à IX convenção do partido, que se vai realizar no próximo mês de novembro, com um acordo mais vasto em torno de uma moção mais consensual. Ou seja, com uma imagem de união.

A Socialismo define-se assim como uma tendência que iria ao encontro do que seria uma nova realidade do Bloco: o fim das correntes. “Consideramos pela nossa parte que esse percurso das correntes originais está esgotado”, lê-se num texto de descrição da própria tendência, na sua página na internet. E que rejeita qualquer aliança a uma esquerda mais central, como o PS. “É nessa fronteira que nos definimos: somos uma esquerda socialista, rejeitamos qualquer deriva para o centro-esquerda porque este claudica perante as escolhas da direita”, lê-se.

“A afirmação do Bloco como direção coletiva teria alcançado um nível superior de articulação e eficácia se os seus fundadores já tivessem criado entre si um novo espaço que consolidasse o que quiseram que o Bloco representasse, superando o peso por vezes excessivo das correntes fundadoras e facilitando desse modo a concretização dos objetivos iniciais“, lê-se na página de Facebook desta tendência. E mais: “A Tendência Socialismo não será uma corrente fechada, porque se pretende uma expressão que mobilize em vez de afastar, que promova a participação e não a desmotivação. A sua vocação é reconfigurar o debate político interno – em torno das escolhas do Bloco e não de outras identidades históricas – e viver esse debate no Bloco, a partir das formas por ele consagradas no direito de tendência”.

Mas esta nova formação foi muito criticada pela única ala do partido que ficou totalmente de fora, a UDP, que alegou que a intenção de criar aquela tendência era formar uma corrente única e acabar com as antigas correntes históricas e legítimas do partido. Luís Fazenda, Pedro Filipe Soares, Mariana Aiveca ou Helena Pinto, da UDP, foram algumas das vozes mais críticas.

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