Explicador

O que está a dividir o Bloco de Esquerda

Agosto 201429 Agosto 2014237
Rita Dinis

O que é que o Bloco de Esquerda tem dito sobre as políticas de alianças?

Pergunta 12 de 14

A política de alianças à esquerda e de convergências políticas para o BE ser ou não ser um partido de Governo sempre foi um dos principais motivos de discórdia. Foi o que motivou, de resto, a saída de quase todos os dissidentes.

Quando, no dia 13, Ana Drago anunciou a sua saída e a desvinculação da corrente Fórum Manifesto, fê-lo porque, disse, dentro do Bloco de Esquerda já não era possível iniciar processos de criação de alianças com vista a compromissos políticos que permitissem salvaguardar aspetos determinantes do Estado social. “Neste momento são urgentes soluções para o país e não era possível tê-las no Bloco de Esquerda”, disse a ex-militante.
Em resposta, a coordenadora Catarina Martins chegou a dizer que uma convergência à esquerda tinha de passar por uma “rutura com a austeridade”, e não por “soluções de governação”, como Ana Drago afirmava.

“Continuamos a achar que a aliança baseada num programa que seja capaz de rutura com a austeridade, sendo um caminho difícil, que demora tempo, é aquele que deve ser seguido”, disse a dirigente, apontando o dedo a Ana Drago por achar que “é preciso pensar em soluções de governação”, ou seja, em acordos com o PS. Nessa lógica, o ponto de partida para a elaboração da moção da lista A (de Catarina Martins e João Semedo) a apresentar na convenção de novembro é a “necessidade de ter no Bloco uma força autónoma na esquerda, que não espera nada do PS nem espera pelo PCP”. Ou seja, sem alianças políticas com vista a coligações governativas.

Mas nem sempre foi assim. Na Comissão Política do ano passado, que teve lugar em julho, o Bloco aprovava uma declaração política de resposta ao “compromisso de salvação nacional” lançado na altura pelo Presidente da República, onde propunha “tanto ao PS como ao PCP a abertura de um processo de discussão e aprovação das bases programáticas de um governo de esquerda”. “Propomos que essas conversações se façam sem qualquer condição prévia e no mais curto espaço de tempo”, dizia a missiva. Só que os requisitos para a negociação de uma aliança entre partidos de esquerda eram muitos. “O Bloco empenha-se na construção de um governo de esquerda que termine a austeridade e o memorando, que consiga a reestruturação da dívida, mobilizando os recursos bancários, financeiros e fiscais necessários, e que recupere o rendimento perdido pelas pessoas”, lia-se na declaração do partido.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)