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Explicador. Saiba o que muda com o novo passe único da região de Lisboa /premium

Março 201925 Março 2019162
Miguel Viterbo Dias

A oferta dos transportes públicos será reforçada?

Pergunta 8 de 10

Uma das críticas que mais tem sido apontada pela oposição ao novo sistema de transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa é a necessidade de aumentar a oferta disponível. O presidente da Área Metropolitana e da autarquia de Lisboa, Fernando Medina, disse na assinatura das novas tarifas que “a questão do aumento da oferta tem sido a desculpa para não fazer nada”.

Esta tese merece a discórdia de José Manuel Viegas, professor Catedrático de Transportes no Instituto Superior Técnico, que em setembro do ano passado disse ao Observador que “antes de se pensar numa política de preços deveríamos pensar numa política de serviços disponíveis: quais são os serviços de transporte que as pessoas precisam para ir de A para B em condições razoáveis”, apontando o tempo perdido como o principal motivo para a perda de quota de mercado do transportes públicos.

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Ainda assim, apesar de considerarem o preço o principal problema, tanto Fernando Medina como António Costa salientaram, também na assinatura das novas tarifas, os programas já lançados ou em vias de lançamento para aumentar e reforçar a oferta a médio-longo prazo.

A Transtejo será uma das primeiras empresas a ver a frota renovada, com os primeiros barcos a chegarem entre o final de 2020 e o inicio de 2021. Medina destacou na cerimónia de 18 de março os novos autocarros da Carris e o secretário-executivo da Área Metropolitana de Lisboa disse na quinta-feira passada que vão ser feitos reajustes mediante os fluxos que se registarem com os novos passes, prometendo o lançamento de um concurso público internacional, ainda este ano, para o reforço da rede pública de autocarros.

Em janeiro foi também lançado o concurso para a expansão do Metro de Lisboa que estão previstas começar ainda em 2019 e que se vão prolongar até 2023, embora António Costa tenha evitado um compromisso com a data de conclusão. As obras vão ter um custo total de 210 milhões de euros e vão criar estações na Estrela e em Santos.

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