Explicador

Factos, dúvidas e contradições do caso Sócrates

Fevereiro 201509 Fevereiro 2015383
Hugo Tavares da SilvaSónia Simões

Quem são os arguidos no processo e de que crimes são suspeitos?

Pergunta 4 de 17

No inquérito com o número 122/13.8TELSB estão a ser investigados os crimes de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

José Sócrates Pinto de Sousa, que já foi ministro do Ambiente e primeiro-ministro é suspeito de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais. O Ministério Público suspeita que tenha recebido dinheiro por determinados negócios e que o seu amigo e empresário, Santos Silva, serviu de testa-de-ferro. Ou seja, guardou o dinheiro e foi-lhe devolvendo em tranches. Poderá ainda ter dado o nome e a cara por negócios que eram, afinal, de Sócrates.

Carlos Manuel dos Santos Silva, um empresário com várias empresas e ligado ao Grupo Lena, amigo de curso de José Sócrates, é suspeito de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais. Antes deste processo, o empresário, que chegou a partilhar casa com Sócrates nos tempos de estudante, já estava a ser investigado por suspeitas de ter ligações a empresas e a particulares a quem ‘lavaria’ dinheiro através de contas que tinha na Suíça.

João Pedro Perna, trabalhava como motorista de José Sócrates desde 2011. Antes ainda trabalhou na campanha do PS. Foi a irmã, funcionária do partido, que lhe encontrou aquele trabalho. Quando foi detido, no entanto, Perna já estava à procura de outro emprego, apurou o Observador. Queixava-se que servia de motorista muitas horas e a muitas pessoas (amigos e familiares de Sócrates). É suspeito de transportar quantias de dinheiro para José Sócrates. O advogado, Ricardo Candeias, diz que, mesmo que ele tenha transportado envelopes com dinheiro, nunca se terá apercebido disso. É suspeito de fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida. Porquê a fraude? Porque não declarava às Finanças o ordenado completo.

Gonçalo Nuno Mendes da Trindade Ferreira, advogado especialista em direito administrativo é suspeito de fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais. Foi ele que representou Carlos Santos Silva e a mãe de Sócrates na escritura dos negócios de compra e venda das casas que ela vendeu ao empresário. Foi o único a ser ouvido pelo juiz e libertado.

Paulo Lalanda e Castro, administrador da farmacêutica Octapharma foi constituído arguido no âmbito da “Operação Marquês”, depois de ter sido ouvido em fevereiro, “a seu pedido”, pelo procurador Rosário Teixeira. É suspeito de fraude fiscal. Está em liberdade.

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