Explicador

Os Estados Unidos da América vão sair do Acordo de Paris. E agora?

Junho 201702 Junho 2017
Rita Cipriano

Porque é que os Estados Unidos saíram?

Pergunta 4 de 7

Uma das promessas feitas por Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016 foi a saída dos Estados Unidos da América do Acordo de Paris. Trump, que admitiu não ser “grande fã” do tratado, chegou a admitir que era para “cancelar”. Numa entrevista à Reuters, em maio do ano passado, foi mais brando: disse que pretendia, “no mínimo”, “renegociar os compromissos”.

Alterações Climáticas. Donald Trump quer desistir do Acordo de Paris

Mais recentemente, a administração Trump deixou claro que iria abandonar as metas de emissões estabelecidas durante o Governo de Obama, o compromisso de ajudar os países mais pobres a combater o aquecimento global e reduzir o investimento na investigação de novas soluções.

Uma das últimas vezes em que Trump se mostrou reticente face ao Acordo de Paris foi na reunião dos G7 realizada no último fim de semana de maio, em Itália. Durante esta, o presidente voltou a criticar o acordo e a duvidar da autenticidade das alterações climáticas.

À saída da reunião, Angela Merkel admitiu que as conversações sobre o tratado tinham sido “muito difíceis, para não dizer muito insatisfatórias”.

“O acordo é muito injusto para os Estados Unidos”

De acordo com o presidente norte-americano, o acordo, que prevê a redução da emissão de gases com efeito de estufa (recorde-se que os Estados Unidos são um dos principais emissores deste tipo de gases), pode danificar a economia norte-americana.

Admitindo ser alguém que se preocupa “profundamente com o clima”, Trump disse que não podia apoiar um acordo que “prejudica os Estados Unidos da América”. “O acordo é muito injusto para os Estados Unidos — ao mais alto nível”, disse durante o anúncio desta quinta-feira, explicando que este limita o poder de decisão do Governo norte-americano e se intromete nos assuntos internos.

Donald Trump rasga acordo e quer renegociar: “Se conseguirmos, é bom”

Descrevendo o tratado como uma “ferida auto-infligida na economia” norte-americana, Donald Trump garantiu que se os Estados Unidos permanecessem no acordo, haveria grandes riscos para o país. O tratado é, de acordo com o Presidente, uma “distribuição massiva da riqueza dos Estados Unidos para os outros países”.

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