Histórico de atualizações
  • O debate (aceso do princípio ao fim) terminou há instantes.

    Muito obrigado por ter acompanhado este liveblog. Dentro de momentos, o Observador terá um texto sobre o filme do debate desta noite.

    Os dois candidatos cumprimentaram-se no fim do debate. JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • "As pessoas estão cansadas de um presidente da Câmara que não as ouve", diz Moedas para terminar

    Quem termina o debate é Moedas, que é questionado sobre uma resposta de Medina em entrevista ao Observador quando lhe é perguntado se atribuiria um pelouro ao candidato do PSD e responde que não. “Isso mostra a arrogância de Medina, a maneira de liderar a cidade e olhar para mim e dizer o que dá e o que não dá. Esquece-se é que eu é que vou ganhar as eleições”.

    Fernando Medina: “Ri bastante com a história do PS na Carris”

    Depois continua: “As pessoas estão cansadas de um presidente da Câmara que não as ouve, que não fala com elas e não está com elas”. E diz que vê isto no dia a dia na cidade. “Medina fez feiras e eventos, gosto muito do Web Summit mas não chega”.

  • "Em 2019, morreram 26 pessoas nas ciclovias. É uma conversa redonda? Não é"

    Sobre a ciclovia, Medina acusa Moedas de ter desenhado uma rede de ciclovias com muitas insuficiências.

    “Gosto de ciclovias. Gosto de andar de bicicleta. Mas temos de ter ciclovias bem feitas. Há problemas de segurança. Alguém em Lisboa põe um filho de 14 anos a ir para a escola com estas condições de segurança? “, diz.

    O candidato do PSD defende uma auditoria para perceber o que deve ser feito, mas insiste: a da Almirante Reis é para acabar.

    Medina interrompe e não poupa nas críticas.

    “Carlos Moedas adotou a agenda do automóvel. Quer ser simpático com as pessoas que estão do lado da promoção do automóvel. E faz isto querendo parecer moderninho ao mesmo tempo. É um camaleão. Quer estar de bem com Deus e com o diabo. Isso é fatal na política.”

    Moedas volta à carga. “Em 2019, morreram 26 pessoas nas ciclovias. É uma conversa redonda? Não é.”

    Medina insurge-se e desafia Moedas a confirmar os números.

  •  "O Fernando Medina não fez nada mas sabe tudo"

    Moedas queria ter visto a rede de Metro a ir para “o ocidente e depois para Alcântara e Algés” e ataca a linha circular. E diz que Medina “falhou redondamente nestas medidas todas e que agora vem dizer que descobriu a pólvora e vai fazer tudo nos próximos quatro anos”.

    Enquanto isso, Medina vai interrompendo o adversário perguntando-lhe pelo valor do passe social para os idosos. “O Fernando Medina é extraordinário, eu é que tenho de responder às perguntas”, diz Moedas recusando responder e insistindo na sua proposta: “É clara, até aos 23 não pagam transportes e a partir dos 65 também não”.

    “O Fernando Medina não fez nada mas sabe tudo”, atira ainda sobre as insistências do autarca sobre o passe dos idosos.

  • "Mais uma bola de Natal", atira Medina a Moedas que diz que Lisboa tem "pior rede de transportes da Europa"

    Sobre o metro em Lisboa, Fernando Medina explica porque priorizou a linha circular em vez da expansão mas depois admite que “houve pressão para a expansão” e que ela acabou por avançar ao mesmo tempo.

    “Dei cumprimento ao programa de expansão do metro”, afirma dizendo que o PSD é que mudou de opinião sobre a expansão. E passa, mais uma vez, ao ataque a Moedas por “não ter perdido sequer dez minutos a pensar na mobilidade na área metropolitana de Lisboa” e contestando a ideia do candidato do PSD sobre “parques dissuasores” à entrada da cidade.

    “300 mil carros são 300 parques de estacionamento que metemos no Marquês.à porta de Lisboa?”, questiona em direção ao adversário. E diz que a redução de carros em Lisboa “é mais uma bola de Natal”.

    Em resposta, Moedas diz que quem defendeu parques dissuasores foi Medina há quatro anos e diz que Lisboa tem “a pior rede de transportes públicos em Lisboa”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • "Vemos Fernando Medina a falar sobre futuro como se o passado tivesse sido extraordinário"

    Perante a acusação de Medina, Moedas recorda que enquanto comissário foi responsável por milhares de milhões para o combate às alterações climáticas e refuta as acusações de Medina de “negacionsmo”

    Medina precisa: “Não é negacionista. Não tem é coragem. É um camaleão”.

    Moedas continua e defende que a Câmar tem de construir parques disuassores, algo que Medina não fez. Vemos Fernando Medina a falar sobre futuro como se o passado tivesse sido extraordinário”.

    O candidato do PSD diz ainda que não está de acordo com uma taxa de entrada no centro de Lisboa.

    Moedas insiste na defesa de transportes gratuitos para jovens até 23 anos e para pessoas com mais de 65 anos, sem aplicar qualquer condição de recurso.

    Sobre se isso pode representar uma injustiça social, Moedas contesta. “Esta não é uma medida [de carácter] social. É uma medida de incentivo à mobilidade.”

    Confrontado com o facto de o PSD, no passado recente, ter criticado o passe social único, tendo mesmo acusado o Governo de eleitoralismo, Moedas demarca-se de Rui Rio.

    “Somos únicos que estamos nesta corrida. Sou militante do PSD e tenho as minhas ideias.”

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • Clima: Medina atira a ausência "chocante" do programa de Moedas

    Sobre a entrada de automóveis na cidade, Medina afirma que já existem “muitas taxas” e que “a grande resposta que tem de ser construída é o investimento dos transportes públicos pesados”.

    “O que é notável é que um candidato em 2021, com o conhecimento que tem, é capaz de, num capítulo inteiro sobre alterações climáticas, não tem uma palavra sobre a redução de emissões dos transportes que é a maior fonte de emissão na cidade de Lisboa”, atira a Moedas. “É chocante do ponto de vista da proposta política”, remata.

  • "O Fernando é um ótimo diretor de marketing"

    O debate entra agora num troca rápida de argumentos, com os dois candidatos a atropelarem-se várias vezes.

    Já depois de ter mostrado imagens de casas em “condições indignas”, Moeda acusa Medina de pintar uma realidade que não existe na Habitação em Lisboa. “O Fernando é um ótimo diretor de marketing”.

    Medina devolve e diz que Moedas nunca se preocupou com o tema antes e que agora apresenta propostas sem adesão à realidade da cidade.

    Moedas insiste que Medina só tem soluções para “aqueles que são amigos do PS”.

    “Leve-lhes a proposta que tem sobre o IMT e vai ver como eles ficam satisfeitos com o mar de oportunidades que têm pela frente”, corta Medina.

  • Medina recusa tecto para preço das rendas

    O socialista é agora questionado pela moderadora se concorda com um tecto para o arrendamento em Lisboa: “Não, temos uma muito má experiência de condicionamento administrativo das rendas e não devíamos voltar a essa política”.

    E atira a Moedas por ter defendido a lei Cristas recentemente.

  • Medina diz que Moedas promete "descontinho" na habitação e "não conhece tecido social" da cidade

    Agora Medina fala sobre habitação e diz que “a direita não aprendeu nada” sobre esta matéria, acusando Moedas de apostar “num pequeno descontinho”, com o alívio do IMT para quem compra casa em Lisboa. “O que vai fazer a diferença não é o desconto do IMT, mas ter os 50 mil euros para dar de entrada”, afirma.

    Acusa Moedas de ter “desconhecimento muito grande do que é a cidade e o tecido social de Lisboa”. Os dois envolvem-se, de seguida, num debate aceso sobre as condições económicas dos lisboetas, com Medina a assumir — quando é diretamente questionado pelo adversário — que “é rico” quando “comparado com a média dos lisboetas”.

  • Medina acusa Moedas de "prometer tudo a todos como se fosse um cabaz de Natal"

    Questionado sobre a baixa de alguns impostos municipais, Fernando Medina defende-se dizendo que “alguma das taxas, as mais importantes relativas à atividade económica não estão a ser cobradas e assim será ao longo de 2022”, afirma. “Mas há taxas obrigatórias de cobrar por lei”, diz prometendo que há uma coisa que não fará, apontando a “estratégia de prometer tudo a todos como se fosse um cabaz de Natal” de Moedas, que é a inibição da taxa turística. É uma das promessas do PSD em Lisboa (a suspensão temporária) e Medina considera-a “obviamente um erro, o turismo tem de contribuir para as finanças da cidade”

  • "A habitação é um dos maiores falhanços de Medina"

    Carlos Moedas fala agora da questão da Habitação em Lisboa e acusa Fernando Medina de ter falhado em toda a linha. “É um dos maiores falhanços de Medina”, atira.

    O candidato do PSD promete criar 2 mil fogos para renda acessíveis e insiste na isenção do IMT para os mais jovens para aquisição da primeira casa até 250 mil euros. Moedas esclarece que essa isenção não dependerá de condição de recursos.

  • "Lisboa tem dos impostos mais baixos" da AML, garante Medina

    Sobre os impostos em Lisboa, o candidato socialista diz que Lisboa “tem os impostos mais baixos” e quando é passada a palavra a Carlos Moedas, até porque a emissão do debate vai passar da TVI para a TVI24, Medina queixa-se de Moedas só ter falado até agora de casos.

    “A linha da campanha foi a do Carlos Moedas, é uma pena não falarmos de propostas em canal aberto”, queixa-se. Depois, já na TVI24, continua dizendo que Lisboa “já pratica os impostos mais baixos de toda a AML desde 2012″e que “não abdica de uma Câmara bem gerida, com contas certas” e ainda que “foi esta gestão que permitiu libertar recurso da CML”, por exemplo, para combater a pandemia, garante.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • "As pessoas estão fartas de pagar impostos", diz Moedas. Medina diz que não há margem para descer mais

    “As pessoas estão fartas de pagar impostos”, defende Moedas, lembrando que quer isentar os mais jovens do pagamento do IMT e devolver 32 milhões de euros de IRS aos lisboetas.

    Medina responde: “A Câmara de Lisboa é a autarquia na AML que paga os impostos mais baixos. Não se deve avançar mais neste caminho. É preciso assegurar as contas certas”, sublinha, antes de acusar o PSD de ter levado a câmara à “bancarrota” quando governou Lisboa.

    O debate dá uma guinada antes de passar a ser transmitido em exclusivo pela TVI24, mas tempo para Moedas acusar Medina de nada ter feito nos últimos quatro anos e de apresentar um programa sem ideias novas e “reciclado”.

    JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

  • "Não faço campanha como o Carlos com base nas primeiras páginas do Correio da Manhã"

    Carlos Moedas “não tem ideia qualquer ideia sobre Lisboa, nem visão, nem substância nenhuma”, afirma Medina que continua o ataque a Moedas acusando-o de dizer e que o presidente da CML “agia ao serviço de Putin”. Carlos Moedas “tem uma característica que é a tentativa de ser camaleão, diz uma coisa num sítio e depois noutro”, atira.

    “Não faço campanha como o Carlos com base nas primeiras páginas do Correio da Manhã. Aliás está a marcar muito bem o que vai ser o futuro da sua trajetória política que, com o que tem demonstrado, não será longo”.

    Acusa Moedas de ser “baixo” no tema concreto da número dois de Medina que tem um atelier de arquitetura e defende Inês Lobo dizendo que se trata da “mais prestigiada arquitecta que Lisboa tem”. Assegura também que quando for eleita “deixará de ter qualquer atividade de natureza privada nem o seu gabinete de anterior de arquitectura tera relação com os projetos” da CML.

    “Inês Lobo ainda não foi eleita, quando for e antes de tomar posse obviamente não terá essa ligação. Mas uma coisa é certa, não vai passar as quotas da sociedade de arquitetura para o marido”.

  • "Não são casos e casinhos. São temas muito sérios e as pessoas estão cansadas"

    Palavra a Carlos Moedas.

    O candidato do PSD começa por dizer que a “democracia implica escrutínio” e atirou com as suspeições em torno dos serviços de Urbanismo na Câmara de Lisboa.

    Moedas referia-se aos casos de Manuel Salgado, Ricardo Veludo e Inês Lobo, número dois de Medina na lista para a autarquia.

    “Eticamente os lisboetas precisam de uma resposta. Não são casos e casinhos. São temas muito sérios e as pessoas estão cansadas”, atira o candidato.

  • Medina promete denunciar "tentativas de aproveitamento político" de casos judiciais

    Medina promete “denunciar as tentativas de aproveitamento político” de situações de suspeita: “As pessoas não têm sequer qualquer acusação formal”, afirma sem referir o nome de Salgado.

  • Medina defende-se do caso Salgado dizendo que a postura da CML "tem sido correta"

    Frente-a-frente da TVI entre Fernando Medina e Carlos Moedas começa pelo candidato do PS à CML e pelas suspeitas do Ministério Público sobre o urbanismo, nomeadamente sobre o ex-vereador (e atual conselheiro de Medina) Manuel Salgado. Está minada a confiança do projeto de Medina? “Não porque temos tido postura institucional correta”.

    Medina diz que o seu papel é “colaborar nas investigações”. Mas também diz que não se deve “transformar suspeitas em investigações”: “Não se deve transformar aquilo que é no que não é”. “O meu papel é diligenciar apoiando para que as responsabilidade sejam apuradas”, promete o socialista.

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